17 de jan de 2015

Venda e exposição de animais em feiras e pet shops têm novas regras!! Estamos evolundo!!



Resolução 1.069/2014 cria diretrizes pelas boas práticas veterinárias em estabelecimentos de exposição e comercialização de animais

Considerando que a exposição, a manutenção, a venda e a doação de animais em estabelecimentos comerciais são práticas comuns no Brasil, o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) decidiu estabelecer princípios e normas que garantam a segurança, a saúde e o bem-estar dos animais que estiverem sob o cuidado de pet shops, parques de exposição e feiras agropecuárias, por exemplo. O objetivo é garantir que os serviços sejam prestados de acordo com as boas práticas veterinárias.
Relacionadas também a procedimentos de higiene e estética, as diretrizes deverão ser seguidas pelos médicos veterinários que atuam como responsáveis técnicos nos estabelecimentos que exercem atividades peculiares à Medicina Veterinária.  ”A Resolução 1069/2014 vem para padronizar a forma de atuação desses profissionais em todo o país. A partir do próximo dia 15 de janeiro, quando a resolução entrar em vigor, os responsáveis técnicos estarão respaldados por uma norma nacional para que possam orientar os estabelecimentos comerciais de exposição, manutenção, higiene, estética, venda e doação de animais, e exigir deles as adequações necessárias”, explica o presidente do CFMV, o médico veterinário Benedito Fortes de Arruda.
Contato restrito com os animais 
De acordo com as novas diretrizes, uma das orientações do médico veterinário deve ser pela restrição do acesso direto da população aos animais disponíveis para comercialização.  ”O contato deve acontecer somente nos casos de venda iminente. Essa medida pode evitar, por exemplo, que os animais em exposição sejam infectados por possíveis doenças levadas nas roupas das pessoas”, exemplifica Arruda. Segundo o presidente do CFMV, os filhotes submetidos a algum tipo de estresse podem ter sua imunidade comprometida, tornando-os vulneráveis a diversos tipos de doenças.
Instalações adequadas
Os donos dos estabelecimentos comerciais também devem ter em mente que os animais necessitam de espaço suficiente para se movimentarem. “Há casos em que vários animais são alojados em espaços pequenos, sem cama para deitar nem água suficiente para beber, sem alimentação adequada. É bom lembrar que situações de maus-tratos não são apenas um ato doloso, mas também culposo”, esclarece Arruda.
Ferir, mutilar, cometer atos de abuso e maus-tratos aos animais podem acarretar em detenção de três meses a um ano, além de multa. É o que prevê a Lei de Crimes Ambientais, de nº 9.605/1998.  Por isso, a importância dos médicos veterinários, já que somente eles têm condições técnicas para prestar os devidos esclarecimentos que garantam a saúde e a segurança dos animais. “Em casos de descumprimento da Resolução CFMV 1.069/2014, os profissionais devem comunicar o fato ao Conselho Regional de Medicina Veterinária, que tomará as providências necessárias,” finaliza.
Imunização
O secretário-geral do CFMV, o médico veterinário Marcello Roza, também aponta outro ponto importante da Resolução 1.069/2014. “De acordo com as novas regras, os responsáveis técnicos deverão assegurar que os animais a serem comercializados estejam vacinados, de acordo com os programas de imunização”, afirma.  Segundo ele, muitas vezes, acontece de uma ninhada ser comercializada sem estar vacinada. “Esses são animais muito jovens e, se não estiverem imunizados, podem acabar se contaminando (com algum tipo de doença)”, esclarece.
Responsabilidade técnica
De acordo com a Resolução 1.069/14, os responsáveis técnicos também devem assegurar:
- que os animais com alteração comportamental decorrente de estresse sejam retirados de exposição;
- os aspectos sanitários dos estabelecimentos, principalmente para evitar a presença de animais com potencial zoonótico ou doenças de fácil transmissão para as espécies envolvidas;
- que não ocorra a venda ou doação de fêmeas gestantes e de animais que tenham sido submetidos a procedimentos proibidos pelo CFMV, como a onicectomia em felinos (cirurgia realizada para arrancar as garras); a conchectomia e a cordectomia em cães (para levantar as orelhas e retirar as cordas vocais, respectivamente); e a caudectomia em cães, cirurgia realizada para cortar a cauda dos animais;
- que as instalações e locais de manutenção de animais sejam livres de excesso de barulho ou qualquer situação que cause estresse a eles;
- que esses locais tenham um plano de evacuação rápida em caso de emergência;
- a inspeção diária obrigatória que garanta a saúde e o bem-estar dos animais.
Publicada hoje no Diário Oficial da União (DOU), a Resolução CFMV 1.069/2014 entrará em vigor daqui a três dias, ou seja, em 15 de janeiro de 2015

Fonte - site do CRMV RJ 

30 de dez de 2014

Gaúcho, o filhote do cemitério. Um conto de Natal (atrasado):



Tenho o hábito de prestar atenção aos cemitérios antigos que existem ao longo das rodovias, via de regra contam muito da história da localidade, só que neste dia 29/12/14 a história foi outra:

No município de Condor/RS parei de longe pra fotografar uns jazigos que avistei no meio de uma plantação, então meu marido avistou um caminho e perguntou se eu queria me aproximar. Lógico! A morte é algo inexorável, e os mortos têm muito a nos contar, nem que seja pelas datas, sobrenomes ou arquitetura de suas últimas moradas!

Tinha acabado de começar a bater as fotos quando surge um cãozinho desesperado de um dos túmulos! Pelo aspecto estava com muita fome e desidratado. Veio pedindo socorro. Estava só naquele lugar afastado.

Paramos tudo, subimos na moto e fomos atrás de água e ver se achava a casa de onde podia ter saído. Rodamos por vários lugares e todos nos diziam que ali era lugar de desova de animais... Uma das casas tinha cachorro de tudo quanto é jeito. A mulher tinha um bom coração, mas não condições de abrigar mais uma boca...

Acabamos por levar ele junto como um terceiro membro da viagem. Se encontrasse alguém que se habilitasse a adotar o pequeno ele ficaria, caso contrário era ver a melhor maneira de fazê-lo chegar em Herval d’Oeste – nossa casa, onde já existem vários outros resgatados.

Paramos em alguns lugares, compramos ração, oferecemos para alguns moradores. Descobrimos que a região sofre com a superpopulação de animais de rua. Ninguém precisava de mais um “pra incomodar”. Seguimos adiante.

Rodamos cerca de 120 km e em Frederico Westphalen paramos no Posto Serrano, onde há um hotel. Nossa viagem precisava ser reorganizada, pois não havia como prosseguir com um animal debilitado por muito tempo. Aí é que começa o meu pequeno milagre de Natal [atrasado]. Tudo passou a dar muito certo.

O hotel aceitou o hóspede mesmo sujinho, decidido, iríamos pernoitar ali. Em seguida um rapaz se aproximou, ofereceu ajuda para localizar uma clínica veterinária ou pet shop para os primeiros atendimentos e a compra de uma daquelas bolsas de passeio. Já que tínhamos uns 400 km pela frente que o pequeno fosse com o mínimo de conforto sobre a moto...

O rapaz de chama Maicon Wrasse, que inicia o curso de Medicina Veterinária este ano de 2015 na cidade de Itapiranga. O primeiro anjo.

De pronto a Veterinária Vanessa Bridi Centenaro se dispôs a esperar na Clínica Quatro Patas para dar um banho e ver o que o pequeno precisava. E já passava das 19:00hs! O segundo anjo. Fomos eu, o Maicon e o pequeno imediatamente para lá.

O Gaúcho – nome que dei, o que me veio à cabeça – tomou banho, foi despulgado e desverminado. Ficou lindo! Tinha tanta pulga que foi aquela trabalheira para a Vet! Saiu de lá com um saco de ração de presente e eu eternamente grata com profissionais como ela, que se dispõem a atender um chamado, mesmo sem saber quem eu era [alias, nem o Maicon a conhecia, pois e Vet está há uma semana com a clínica na cidade..].

Voltamos para o Posto/Hotel e quando chegamos estavam curiosos para saber do Gaúcho. Que de um cão laranja, passou a bege. E foi esta coisa fofa que encantou a  Patrícia Daniel, moradora de Farroupilha que veio visitar a família em Frederico Westphalen. O terceiro anjo. Foi amor recíproco! E outra coincidência: ela é natural da cidade de Condor! Onde o Gaúcho nos encontrou [sim, foi ele, porque eu não o teria visto se não tivesse vindo ao nosso encontro].

Depois de muito conversar, e de ter a certeza de que aquela seria uma adoção responsável, sugeri mudar o nome do Gaúcho pra Conterrâneo, afinal todo mundo ali era gaúcho, mas conterrâneo da Patrícia só peludinho rsrsrs O pai e marido estavam juntos. Pelo o que vi a família toda é cachorreira!

E assim termina esta história. Um belo final não é mesmo?

Obrigada Deus por ter me dado a oportunidade de estar no local certo, na hora certa.
Obrigada Branco por “entrar na minha onda” e sair por aí em três numa moto.
Obrigada Maicon por tudo, sua ajuda será para sempre lembrada.
Obrigada Vet Vanessa pelo carinho com que tratou nosso sujinho.
Obrigada Patrícia por ter dado uma nova chance para uma vidinha que estava destinada a morrer entre aqueles túmulos...

Termino aqui, entre lágrimas que de tristeza na hora do resgate se tornaram de alegria na hora de compartilhar tudo isso com vocês...

(As fotos estão viradas, não estou conseguindo fazer o Blogger entender que não são nesta posição. O que vale é o registro.)










7 de out de 2014

A maldade está em quem fala e não em quem ouve!

Volta e meia nos deparamos com ondas de preconceitos nas redes sociais, agora mesmo estamos no meio de um verdadeiro furacão. Motivo: vitória da presidenta Dilma na Região Nordeste. Sobrou agressões contra nordestinos, mas como um preconceito nunca vem sozinho, logo outras minorias também foram arrastadas para este inferno.

Já é coisa batida esse de debater sobre o "politicamente correto". Não vou entrar nesta seara. Só quero deixar registrado que, via de regra, só reclama do policiamento quem não se enquadra nos alvos das piadas: héterx, brancx, magrx, sem deficiência física ou mental, em situação econômica estável. Ou seja, quem não é alvo.

Desde domingo venho participando de conversas sobre o que está aparecendo nas redes sociais. Tenho visto pessoas se superarem ao destilar ódio de classe em apenas 140 caracteres. Cheguei a chorar no domingo enquanto acompanhava a repercussão dos resultados das eleições. Deprimi, confesso.

No Facebook também vi coisas que nem merecem serem referenciadas, mas uma em especial eu trago para cá, pois muitas pessoas têm a falsa ilusão que usar palavras pejorativas em tom de brincadeira não ofende. Ofende sim, e muito! Olhem o print:


Não sei de onde as pessoas tiram que debochar dos outros não é ofensivo...

Há muitos anos atrás eu estava hospedada na casa de praia de uns amigos, todos negros. Sendo carnaval a casa estava lotada e brancos eram a esmagadora maioria. Eu e mais uns três. Cerveja vai, cerveja vem, samba do bom e começa a roda de piadas. O tema? "Piada de negão". Eu fiquei no meu canto ouvindo e rindo, sim. Era negro pegando no pé de negro, todos se matavam de dar risada. À certa altura uma das pessoas brancas - amicíssima de todos - resolveu contar uma piada no mesmo estilo. Resultado: um silêncio horrível e um mal estar que até hoje carrego a sensação comigo.

Não fui eu a pessoa em questão, mas tomei a lição para o resto da vida: se não sou uma igual devo me recolher "à minha insignificância". Trouxe esta lição para todos os meios onde convivo, não faço chacota e nem brincadeiras com os diferentes.

Hoje o que me incomodou pra valer foi o "amigo gay que eu chamo de veado". Doeu na minha alma de mãe, mas antes de surtar fui para junto destes "diferentes" e perguntei para elxs se havia algum problema de serem tratados desta forma. Vai que eu estivesse exagerando ou transferindo aquela sensação de anos atrás, daquele carnaval? 

Fiz a seguinte pergunta no Facebook e Twitter: "Amigxs gays, uma pergunta [preciso de respostas sinceras]: Vocês gostam de serem chamados do "viado", mesmo em tom de brincadeira?". Treze manifestações, apenas uma dizia que se fosse em tom de brincadeira não havia problema. Outrxs, além de dizer que não gostam deste tipo de coisa, trouxeram para o debate a mesma informação que registrei naquele dia de carnaval: "se for entre nós, iguais, não tem problema".

Pois bem, se você héterx, brancx, magrx, sem deficiência física ou mental, em situação econômica estável acha que está abafando fazendo este tipo de piada, saiba que você é só mais um/a babaca preconceituosx que está fazendo peso sobre a Terra! E os seus amigos que escutam sem reclamar nunca terão coragem de se manifestar, afinal engolir desaforo é o que as minorias vêm fazendo desde que o homem se acreditou "sapiens"!

Há Braços! [que às vezes tenho vontade de descer em alguns]

Bete Vieira

26 de set de 2014

Por amor à região que moro e ao estado de SC, eu voto Neodi Saretta!

O discurso do voto regional tem sido a tônica desta campanha, não é mesmo? Lógico que as "forças ocultas" a "imprensa isenta e bem paga" da nossa região não está sendo totalmente honesta quando lança uma campanha destas. Para elas candidatos regionais são o "Deputado do Coração" e o ex Secretário da SDR, os outros nunca são lembrados... Vão dizer que estou mentindo? Presta atenção! Estou só há uma semana "na rua" - estava convalescendo - e já percebi esse discurso sem vergonha. Chega a ser ridículo...

Ser da cidade não é garantia de compromisso com ela. Há muito "forasteiro" fazendo mais de do muito nativo. Exemplos não faltam - e olha que não estou falando só do meio político. Então vamos parar de hipocrisia e vamos ver o que estas pessoas tem feito por nós, pelo estado e pelo país. Sim, moramos numa cidade, mas não somos uma ilha! Não basta só ficar prestando pequenos favores para suprir nossas necessidades urgentes se não atua com dignidade no cargo ou função que deve exercer. É salutar que a reflexão madura seja feita.

Em 2010 eu não conhecia o Neodi Saretta - nem era petista. Uns amigos me convidaram para ir a Concórdia conhecê-lo. À época ele ainda nem havia se decidido se sairia ou não candidato a Deputado Estadual. Tinha sido um Prefeito incrível, todo mundo queria ele na ALESC. Se bem me lembro foi naquela reunião que ele se decidiu [para a sorte de todos os catarinenses].

Eu fui atrás de mais informações sobre a pessoa dele - quem me conhece sabe que ética é uma coisa que levo muito a sério - e o que encontrei não me deixou dúvidas que, além do meu voto, ele merecia minha força de trabalho. Pois então eu me lancei, voluntariamente, como cabo eleitoral. Pedir votos para quem merece, dá gosto! Bastava dizer que ele havia ganhado o prêmio de melhor Prefeito do Brasil do Fernando Henrique Cardoso! Pensa um tucano premiando um petista!!

Esses quatro anos ele só fez valer o meu voto e cada um que conquistou. Ele sabia que eu sou do tipo de pessoa que faz marcação cerrada no "voto dado". Nunca me decepcionou. Sempre cumpriu com suas obrigações junto à ALESC, sempre esteve presente nas demandas regionais. Muitas eu acompanhei de perto - a esta altura ele como Deputado Estatual, o Ademir Zanchetta e a Sueli Ferronato, como vereadores de Joaçaba,  já tinham me mostrado que pode sim haver gente séria na política partidária. Já estava alinhada com o modo petista de trabalhar.

Este ano eu fui atrás do Neodi Saretta para dizer que ele podia contar comigo, que novamente estava disposta a pedir voto para ele.. Fácil fazer isso quando o voto vale a pena! 

Então no dia 05 de outubro tecle 
13120 - NEODI SARETTA - confirma!!!!

Segue um resumo da atuação dele para nossas cidades:


25 de set de 2014

SIMAE - MAIS UMA APORRINHAÇÃO COM ESTA EMPRESA!!

Quero agradecer [sqn] a #SIMAE pela falta de sinalização na obra que está sendo feita na Rua Nove de Julho (HO): Só há duas placas, uma em cada canto da rua - não interditando - escrito "Pare - obras SIMAE". Então todo mundo entra na rua achando que a obra é somente em parte dela... Eu fui uma que desci de moto - já com chuva e piso liso feito sabão - e constatei que não havia nem como passar pelo cantinho... Acabei parando a moto numa descida...

Um dos caras já saiu me desaforando que se eu não tinha visto as placas. Disse que sim, mas que nenhuma avisava da interrupção e que achei ser coisa de meia pista. O grosso já saiu gritando que não ia discutir comigo, respondi que nem iria discutir, mas que precisava de ajuda para virar a moto, pois havia passado por uma cirurgia e não podia correr o risco de escorregar com a moto e ter problema com os pontos internos. Ele fez ouvido de mercador. 

A moto ficou ali colada na vala e eu sentei no lado pra me proteger da tempestade. No meio de temporal a moto escorregou e caiu sobre meu joelho. Não pude fazer nada além de tirá-lo debaixo e aguardar meu marido vir me ajudar a manobrar a moto para eu voltar por algum desvio.

Como eles começaram a fechar o buraco e a moto estava atrapalhando, um dos funcionários, percebendo que eu não ia juntá-la foi ali e virou e a colocou numa posição que eu pudesse sair com o menor risco possível [agradeço este senhor, foi super gentil].

Meu marido e outros vários motoristas entravam na rua até onde estava a obra, todos não entenderam que a dita estava interditada...

SIMAE!! CUSTA MUITO MANDAR FAZER OU COLOCAR PLACAS INDICATIVAS DE "TRÂNSITO INTERROMPIDO"?? Tem um modelinho ali em cima!! Nós não temos bola de cristal... Se o trânsito está interrompido - feche a rua e/ou avise!!

Tomei uma chuva gigante e estou com o joelho e parte da perna roxos!!! 

PS - eu entrei atrás de um carro como se o trânsito estivesse fluindo normalmente...

23 de set de 2014

Primeira consulta com o Oncologista - esperanças :)

Boa tarde!!

Hoje, 8:00h da manhã, estava a postos! Cheguei no HUST e já fui encaminhada para o Setor de Oncologia onde duas moças me atenderam e preencheram minha ficha. Obedeci a orientação de esperar ser chamada...

Mais de uma hora e meia de espera me deu oportunidade de fazer uma análise dos demais que compartilhavam comigo aquela sala. Isto dá uma postagem especial, pois constatei que há muita gente otimista, com o pensamento voltado para a cura. Mas há os que entram numa espécie de competição mórbida onde cada um descreve suas desgraças e como elas são muito maiores do que a dos demais interlocutores. Da próxima vez os fones de ouvidos não serão esquecidos, definitivamente não quero ouvir este tipo de coisa...

Descobri quem é  "o tal Dr. João"! JOÃO ROGÉRIO NUNES FILHO - um médico bastante atento e preocupado com as informações que eu trazia na "bagagem". Ontem uma pessoa conversou comigo sobre não consultar o Google, por não haver informação técnica que preste ali. Seguindo o conselho, não só não abri mais como removi tudo do meu "HD". Até porque se depender das buscas feitas eu não vivo até a próxima Copa do Mundo! hahaha

Descrevi só o que foi conversado com o Ginecologista e o que me foi repassado por uma amiga médica que fez a gentileza de me tranquilizar, porque ficar com um exame cheio de palavras difíceis fritando na minha mão só estava ajudando a passar as noites em claro. O que ela me disse foi o mesmo que o Oncologista: há alguma coisa que deve ser investigado, mas a cirurgia que eu fiz foi bem feita, sem umas tais de margens. Isso já era um ponto positivo para o tratamento.

O que me deixou mais animada foi o fato de ainda haver uma possibilidade de um exame histológico que será feito com o mesmo material que fora analisado na primeira biópsia dar o resultado de benignidade. Se der isso minha próxima ida ao Setor de Oncologia será a última! Imaginem que sonho!! Tudo isso ter sido só um pesadelo? Uma tempestade passageira??

Ele me examinou e viu que não tenho dores [e não tenho mesmo, oras rsrs]. Isso me [nos] deixou bem mais tranquilos.

Vou fazer dois exames. Na verdade um é o meu "ex-útero" que vai pra fora [não sei onde é este "fora"], ele será analisado com umas enzimas que, dependendo da reação, dá o resultado de "benigno", ou "maligno". Este foi encaminhado pelo próprio Serviço de Oncologia do HUST.

O outro é uma Tomografia Computadorizada: abdome, pelve e tórax com contraste - estadiamento - C80. Saí com a orientação de pegar um carimbo com as moças da recepção e ir até a Clinica de Radiologia que fica ali no prédio do hospital - CDIH.

Fui até lá gelada de medo. Lembro que quando tive o problema no rosto - em abril ele ficou torto - esta Clínica me avisou que a fila da Tomografia pelo SUS podia levar meses. Na época consegui um desconto via Secretaria de Saúde de Herval d'Oeste e paguei quase a totalidade. Dessa vez era três em um, já estava maquinando como iria "morrer" com este exame, afinal eu não estava disposta a ficar meses na dúvida...

Qual foi minha surpresa quando a atendente, sem perguntar mais nada além dos meus dados, me perguntou se preferia dia 01 de tarde ou dia 07 de manhã. Dia 01 de outubro, lógico! Quanto mas rápido melhor! Não vejo a hora de fechar este ciclo na minha vida!

Tudo isso que passei hoje serve para a reflexão, pois entre as conversas dos pacientes o que ouvi de alguns foi coisa como "ainda bem que o Governo paga tudo, tem remédio que eu tomo que custa R$ 7.000,00 a dose", "pois é, eu pensei que ia ter que vender a minha casa, mas depois vi que é tudo de graça". Qual mensagem que tiro disto? Por mais que o SUS tenha problemas, é inconcebível pensar em voltar aos tempos em que se morria nas portas dos hospitais, ou ter como modelo o norte americano, onde quem tem Seguro Saúde tem tratamento, quem não tem morre lentamente...

Comecei a escrever neste blog para relatar sobre o tratamento oncológico via SUS e dividir minhas experiências. Confesso que a possibilidade dele não passar deste capítulo me anima muito, não escrever sobre a continuidade do tratamento deixará este relato manco, mas a relatora extremamente feliz...

Há Braços! [de luta de de fé]

Bete Vieira

22 de set de 2014

Oncologia SUS - o telefone tocou!

Minha última postagem fechou com a angústia de aguardar a ligação dando a data da primeira consulta com o Oncologista, lembram? Depois de uma noite mal dormida e entrecortada com sonhos ruins, eis que o telefone me arranca da cama! Era o Rodrigo do Posto Central avisando para ir buscar o encaminhamento para tratamento no HUST.

Foram só longos dez dias de espera :) [graças a Deus!]

Amanhã de manhã tenho consulta com um tal Dr João [não me pergunte "de quê?" porque não tem sobrenome na guia... Amanhã eu descubro e conto pra vocês].

Hoje foi a primeira sessão de Heiki. Quem me conhece sabe que descobri os benefícios dele há pouco tempo, mas tudo o que tenho lido sobre "Heiki e Cancêr" me fez marcar sessão todas as segundas-feiras. Saí de lá energizada para encarar este novo caminho e com mais fé de que tudo acontecerá da melhor maneira possível :) Tenho fé que é só um grande susto que a vida está me dando... Lete Malmann é o anjo que trabalha no meu equilíbrio energético. 

Amanhã eu dou notícias, conto tudo o que o médico falou e como será o tratamento via SUS. Afinal este é um relato duplo: sobre o que aconteceu comigo e sobre como estou sendo tratada no Sistema Único de Saúde.

...ao que tudo indica essa primavera que começa hoje veio pra ficar na história da minha vida! Eu tenho toda a esperança do mundo!

Há Braços!

Bete Vieira

PS - estou aceitando sugestões de livros...

17 de set de 2014

TFD - HUST - Oncologia - o começo da novela?

Ontem, terça-feira, questionei - via Twitter - o Ministério da Saúde sobre o meu tratamento, o tal TFD cuja documentação foi entregue na sexta-feira. Fiz isso porque a palavra "urgência" foi usada algumas vezes e eu senti que a coisa pode até não ser grave, mas o tratamento tem que ser rápido [aquela coisa que quanto mais esperar...]. 

Procurei o perfil do Ministério depois de ter lido muito sobre a demora do início do tratamento quando é via SUS. Confesso, me apavorei.

O bacana da história é que o perfil me deu as respostas e orientou que eu telefonasse para o Disque Saúde - 136 - e conversasse com  os atendentes. Fiz isso hoje de manhã, fui muito bem atendida e tive minhas dúvidas sobre o TFD esclarecidas até o ponto em que eles podiam. O resto era procurar a Secretaria de Saúde de Herval d'Oeste e questionar o servidor sobre o encaminhamento e, se achar necessário, voltar a ligação para o 136 que eles abrem um procedimento de acompanhamento do processo do TFD. 

À tarde estive com o servidor Rodrigo que me mostrou ter protocolado o meu processo de TFD junto ao HUST naquela sexta-feira mesmo e que agora era aguardar e Setor de Oncologia entrar em contato, ou a Secretaria. Falei da minha preocupação com a passagem do tempo e com a dificuldade em entender meu caso. Não cabe mais a eles a rapidez ou não, agora é esperar o HUST.

Ele me sugeriu esperar saber qual médico pegará meu caso. Eu havia dito que para passar essa aflição estava pensando em fazer uma consulta particular para tirar as dúvidas. Vou esperar então, pelo menos até semana que vem...

A parte boa foi saber que o HUST - aqui do ladinho - é referenciado para o tratamento de câncer. Outra cidade é Florianópolis. E que em breve o HUST contará com o tratamento em Radiologia - o Governo Federal está para entregar uma unidade para o nosso hospital. Menos dor para quem sofre da enfermidade e ainda tem que sacolejar nestas nossas estradas, né?

Qualquer novidade, eu volto aqui.

Há Braços!

16 de set de 2014

Diário da ONCOLOGIA - uma nova etapa no SUS:

Bom dia!
E não é que o Boteco da Bete voltou?!
Tenho muitos assuntos para trazer para cá, mas hoje o tema é Saúde [minha, e de modo indireto dos usuários do Sistema Único de Saúde -SUS]...
O relato é longo, desculpa, não tem como não ser.

Quem acompanha este Blog lembra dos relatos sobre os atendimentos que tive em 2013 -  Diário do ESF - do Diu à Mamografia - de maio pra cá acabei descuidando dos relatos, mas segue aí um resumão até pra você entender o título da postagem:

Passei muito bem o ano de 2013 com a DIU Myrena. Sem cólicas eu tinha qualidade de vida o mês inteiro. Continuei tendo períodos menstruais normais, diferente de algumas mulheres que têm o sangramento cessado. Mas estava feliz por fazer das dores somente lembranças.

Em janeiro de 2014, em pleno acampamento do Fórum Social Temático, tive uma hemorragia gigante, por seis dias. Na noite de 23 de janeiro o DIU saiu. Tudo bem, eu sabia que isso podia acontecer, pois na Ultrassonografia que foi feita depois da implantação dele, o médico constatou que havia um mioma interno e isso poderia interferir na manutenção do dispositivo. Alguns dias sangrando muito, mas não me apavorei.

Em março fui doar sangue - rotina pra mim, a cada quatro meses estou no HEMOSC - meu sangue foi rejeitado, motivo? Anemia... E pelo o que me informaram só de olhar o meu sangue já se percebia isso. Saí triste, cheguei a chorar. Nunca havia tido meu sangue rejeitado...

As cólicas também haviam voltado com toda força, então eu resolvi procurar o Ginecologista novamente. Novos exames. Uma anemia tão profunda que o médico disse que a cirurgia para a retirada do útero não poderia acontecer, pois se meus índices continuassem como estavam eu teria que fazer transfusão de sangue...

Receber sangue? Logo eu que doo sempre?? Nunca! Dá-lhe beterraba, couve, panela de ferro, medicamentos... Eu só não comi prego porque não os encontrei na versão comestível! Dei a volta, meses depois já estava bem, mas impossibilitada de doar sangue por conta da cirurgia que ocorreria em breve.

Na nova Ultrassonografia lá estavam os miomas, se não me engano haviam crescido um pouco. Era agendar a cirurgia para retirar o útero. Tudo bem, com 42 anos e duas filhas já em fase final dos cursos universitários, não há motivo pra drama, a maternidade é fase ultrapassada. Eu queria deixar para novembro ou dezembro, pois ia complicar a minha vida nas coreografias de Dança do Ventre. Nada feito, a ordem foi de fazer o procedimento até agosto, "o mais breve é melhor".

Corri atrás de todos os exames pré operatórios. Fiz praticamente tudo pelo SUS, só o Cardiologista que consultei pelo Consórcio - paguei R$ 150,00 a consulta com o Eletrocardiograma - e a Ultrassonografia Transvaginal que preferi pagar e fazer no consultório do mesmo médico que iria fazer minha cirurgia, me senti mais segura. Dispensei o desconto que havia conseguido para fazer na clínica até mesmo porque a primeira Ultrassonografia que havia feito na clinica não apontou o mioma interno... Se não me engano paguei R$ 120,00 por este exame.

Até aqui tudo corria bem, era só esperar para me internar no dia 26 de agosto porque minha cirurgia estava marcada para o outro dia logo cedo. A ordem era chegar às 7:00hs da manhã pra garantir leito. Estranho isso, afinal eu havia levado a AIH e feito a consulta com o Anestesista ali mesmo no HUST no dia 21 de agosto, era de se esperar que o leito estivesse reservado. Deixei os documentos e mandaram voltar 10:30hs, depois me mandaram voltar 14:00hs. Depois fiquei na emergência aguardando leito.

Lá pelas 16:00hs eu já estava pirada de raiva por dois motivos: 
1- se eu ia fazer uma cirurgia como era possível ficar ali no meio dos doentes? E o risco de pegar alguma doença infectocontagiosa e ter prejuízo no meu tratamento?
2- ouvi várias conversas sobre cancelamento de cirurgia por falta de leito, ouvi até as atendentes comentarem que se não tem leito pelo SUS havia a opção da internação particular [lógico que não falaram para mim, peguei um rabo de conversa]. Minha filha havia vindo de São Paulo pra cuidar de mim, organizei minha vida para fazer esta cirurgia, não tinha como adiar.
Dei uma pirada no Facebook... Afinal era uma falta de respeito aquilo. 17:00h estava internada no quarto 254, leito 1 do setor II.

A cirurgia correu tudo bem, assim como o resto. Tirando este estresse com a internação, não tenho nada do que reclamar do HUST. Os enfermeiros foram super simpáticos e prestativos [lembro disso até na hora que desmaiei no banheiro e vieram correndo ajudar minha filha]. Até a comida era boa! Comida de hospital boa? Nunca havia visto hehehe 

Durante minha internação de três dias o Dr. Wellington Alessi veio várias vezes no meu quarto, sempre atencioso e respondendo a todas as perguntas... Quando entrei no Centro Cirúrgico fui logo dizendo que se algum estudante quisesse ver o procedimento, tudo bem, mas que nenhum deles colocasse a mão em mim. Tive a garantia que somente ele e o Médico Anestesista, trabalhariam na histerectomia [além dos enfermeiros, lógico]. A sutura foi aquele de cirurgia plástica, com ponto interno, logo estaria quase invisível. Correu tudo bem, só não deu pra tirar o colo do útero porque o mioma estava muito aderido à bexiga, mas sua retirada seria feita somente por prevenção. Não era indicação no momento.

Eu pensava que o pós operatório seria como o de uma cesariana. Já havia passado por duas. Foi pior! Mas tudo bem, filha e mãe estavam de cuidadoras, pude ter uma recuperação. Na última semana tive a companhia da caçula, pra minimizar o tédio e ter ajuda nas tarefas da casa porque levantar peso é uma proibição que levo muito a sério; amigas enfermeiras tocaram o terror sobre o surgimento de hérnias.
Dia 10 de setembro - hora de tirar os pontos e receber o resultado da biópsia. Estava com mais medo de tirar os pontos do que no dia de fazer a cirurgia. Sim, sou cagona com coisa sem sentido, como medo da agulha da medição de glicemia e não da agulha rombuda da doação de sangue haha Os pontos foram retirados, mais uma vez a paciência do Dr Wellington foi a tônica [eu quase fiz fiasco e com a plateia de três estagiários rsrs].

Ao final da consulta veio a conversa sobre a biópsia: havia uma alteração. Dá pra imaginar que esta hora a gente já não sente muito os pés, quem dirá conseguir fazer algum tipo de pergunta... Só ouvi o médico dizendo que iria conversar com outros médicos para analisar se era benigno ou maligno. Ele se comprometeu de me telefonar para dar retorno desta conversa. Peguei minha cópia do exame e saí anestesiada da sala. Liguei para o meu marido e caí no choro. 

Mas como eu sempre digo que quem morre de véspera é peru, preferi esperar o tal retorno. Que aconteceu no outro dia de manhã. Sexta-feira, 13:30hs no Posto Central de Herval d'Oeste. Fui com meu marido, estava com medo, pela primeira vez alguém foi comigo em uma consulta desde o começo desta novela lá no início de 2013.

Novamente não ouvi metade do que foi falado, só lembro do Branco pedindo pro médico me confirmar que eu não faria nem quimioterapia e nem radioterapía, que era benigno. Lógico que ele não confirmou nada, não seria desonesto a este ponto. Nem ele sabia a resposta. Explicou que, muito provavelmente,  eu voltaria para a mesa de cirurgia para retirar ovários, trompas e colo do útero, mas que não seria ele que faria isso e sim outros médicos mais experientes (depois entendi que ele se referia a Oncologistas...). Preencheu um documento e me mandou para o HUST, Setor de Oncologia - "Encaminho a paciente acima para avaliação e conduta por apresentar provável leiomiosarcoma, evidenciado após histerectomia subtotal realizada em 27/08/14.".

 Fui imediatamente para o HUST e lá uma enfermeira de nome Márcia foi muito gentil no atendimento e me fez várias perguntas sobre eu estar com algum tipo de dor ou sintoma. Não sentia nada, tirando a pressão que estava alta, eu estava muito bem. Então ela disse que meu tratamento seguiria os trâmites e que eu deveria voltar na Secretaria de Saúde de HO para dar entrada no TFD - Tratamento Fora do Domicílio. Disse que estava ali justamente por ordem da tal Secretaria [povo do Posto Central], então ela telefonou para lá e pediu que fosse providenciada a papelada com urgência.

Voltei pro Posto Central com as cópias de documentos que pediram e o Servidor Rodrigo já estava me esperando. Foi até o Dr. Wellington que preencheu o que era de sua alçada, depois montou o kit do TFD - SUS e me informou que levaria naquele dia mesmo até a Regional de Saúde. Isso era uma sexta-feira, dia 12 de setembro... Hoje, terça-feira, 16 de setembro, estou aqui teclando este relato e esperando algum dos telefones tocar...

Vou dando notícias, pretendo manter este Blog atualizado, pois agora eu devo conhecer outro serviço prestado pelo SUS. E também porque tenho duas opções: me desesperar ou lutar. Adivinha por qual eu optei? rsrsrsrs 

Há Braços!

Bete Vieira

28 de mai de 2014

Retratação: não sou ladra nem corrupta. Ponto final.

Como estou me poupando de situações estressantes tenho evitado todo o tipo de conflito. Estou numa fase de pagar para não entrar numa briga, me dou por satisfeita com o resultado desta ação. Pra mim o assunto encerra por aqui. Porque a vida tem coisa bem mais importante do que rede social. Existe uma função "bloquear", estou fazendo uso dela e vivendo a minha vida.

Vereador terá que se retratar por ter atacado integrantes do PT no Facebook


Audiência realizada nesta terça-feira (27) na Vara Única da Comarca de Herval d´Oeste, restou em conciliação entre o vereador hervalense Tomaz Alberto Conrado (PMDB) e o petista Nelson Antônio D´Agostini.

Os envolvidos formalizaram acordo com o compromisso judicial de não mais agredirem-se física ou verbalmente, ameaçarem-se, ou perturbarem-se, pois acreditam que a solução de sua divergência está no diálogo. Conrado aceitou se retratar por ter atacado de forma generalizada o Partido dos Trabalhadores no dia 09 de novembro de 2013 na rede social (Facebook). O vereador argumentou que seus comentários não tiveram a intenção de atacar membros do diretório municipal do partido, pois conhece os integrantes e tem consciência que nenhum deles, que fazia parte da comissão de votação na eleição da nova diretoria, é ladrão e corrupto, como foi publicado no facebook.

A retratação de Conrado deve ficar exposta no facebook pelo período mínimo de 7 dias.  Em caso de descumprimento do acordo, terá que pagar R$ 3 mil à vítima.

Com o acordo, Nelson D´Agostini renunciou ao direito de queixa ou representação, bem como quaisquer direitos eventualmente existentes na esfera cível que envolva os fatos. A audiência foi presidida pelo juiz de direito Tiago Fachin.

Cópia do termo da audiência (foto abaixo) foi publicada no perfil do vereador por sua namorada.