30 de dez de 2009

É tempo de rememorar! Para poder cobrar...

Ano Novo!! Hora de renovar as promessas e tocar adiante os projetos!

Pois bem, então rescolhi trazer para cá algumas coisas lá da campanha de 2008, afinal já se passaram muitos meses e algumas coisas podem ter sido esquecidas.

Não me importa se foi plágio ou não, fica aí para refrescar a memória (já que a do brasileiro tem fama de ser fraca):





OK, me dei ao trabaho de digitalizar a "Agenda de Trabalho" do então candidato a prefeito. Caso não fosse o Mamão, vocês estariam revendo o material do Chico Volpato.


NÃO ME INTERESSA SE O PATO É MACHO! 
EU QUERO O OVO!!!


 
 

 
 





 










25 de dez de 2009

TIRARAM O BLOG TIJOLADAS DO MOSQUITO DO AR



 Atenção !!!!! Atenção !!!!!

 

Atentem para este nome: LOCALWEB. É o provedor que mantinha o Tijoladas do Mosquito no ar! Na noite natalina, deram um baita presente para o inseto: tiraram o site do ar.

 



Mensagem do amigo Mosquito:



O servidor alega motivos internos - Estamos tomando todas as medidas cabíveis em respeito aos mais de 4000 leitores diários do blog

Só tem um jeito do tijoladas calar - Matarem o blogueiro Amilton Alexandre (mosquito) . O tijoladas não vai calar - http://migre.me/eZK0   http://migre.me/eZJ7

Divulguem o endereço de emergência - http://tijoladasdomosquito.blogspot.com






http://www.locaweb.com.br/ - Entrei no site da Localweb e mandei:  


"Tiraram o Tijoladas do Mosquito do Ar???
Que segurança seus clientes vão ter sabendo que esta empresa "rescinde unilateralmente" os contratos?????
Eu farei minha parte, divulgarei a todos os meus contatos o que vocês fizeram quem este site. E vou pedir que "repassem". Isto se chama "censura" ou "retaliação".

Tenho dito.

Bete Vieira OAB/SC 18.669"

Vamos espalhar na Intenet. O jeito vai ser detonar esta empresa. Vai perder clientes. E viva o ciberativismo!!!

20 de dez de 2009

Cartão de Natal para Políticos Corruptos:









Este ano de 2009 foi duro de engolir,
estes últimos dias ainda estão assim.
Que em 2010 esta corja 
suma da face do planeta...

Peguei do Blog de um amigo e, 
com certeza, tinha que trazer para cá!

18 de dez de 2009

2009 - Balanço de uma cidadã:

(Publicado no jornal Cidadela em 18/12/09)


Quarta-feira passada estive no gabinete do prefeito para tomar posse no Conselho Municipal de Assistência Social, estávamos em muitas pessoas, todas só sorrisos, aplausos e otimismo. Ouvimos algumas palavras do nosso vice-prefeito e também do nosso prefeito. Este enfatizou os feitos de 2009 e os trabalhos que ainda estão por vir. Resolvi então também fazer um balanço de 2009, mas na ótica de uma cidadã, sem compromisso em agradar ninguém ou com qualquer partido que seja, apenas relembrando os acontecimentos ocorridos.


Até ano passado não era uma cidadã tão atuante, mas a discussão em torno da lei do circo acendeu algo dentro de mim, depois daquela polêmica passei a frequentar as sessões da Câmara de Vereadores, a ouvir rádios AM (aquelas que têm noticiários locais), a ler os jornais locais (assinei vários deles), a acompanhar os editais, e a expôr o que penso na internet intensificando os debates da comunidade “Joaçaba” do Orkut e até criando um Blog!


Cheguei a procurar o Ministério Público para buscar amparo em algumas situações, sendo que algumas delas ainda estão pendentes de resposta ou solução em outras já me dei por satisfeita apenas com o desenrolar dos fatos. Não posso esquecer que também busquei respostas junto ao prefeito em uma reunião lá no longíquo abril, depois forarm conversas esparsas em alguns eventos.


De bom, tenho que salientar a atuação da Secretaria de Ação Social, o Secretário Waldemar mostrou competência e transformou aquela antiga Diretoria em uma Secretaria com “S” maiúsculo. A seriedade com que ele leva os trabalhos adiante contagia a todos que estão envolvidos. Faço parte da Rede de Proteção Social (criada este ano) e agora estou no Conselho Municipal de Assistência Social, vejo de perto os trabalhos executados por aquele grupo de pessoas. Ele é competente, mas também teve a sorte de estar cercado de pessoas como a Maristela Abatti Schüler, que nunca deixou “a peteca cair” e é de uma competência ímpar.


Da Secretaria de Saúde só tenho o que lamentar. Nem tanto pelo ocorrido na Canferência Estadual de Saúde Ambiental, que para mim foi uma vergonha e uma demonstração de imcompetência e para eles tratou-se de “mera falácia” desta colunista. Falo das políticas de saúde e proteção animal, que foram promessa de campanha em 2008. Eu fiz minha parte, bati na porta, apresentei projetos e documentos. Em 2009 a questão dos animais de rua e as doenças que eles transmitem à população foram assuntos ignorados por aquele gestor.


Espero que esta inércia seja culpa da “herança maldita” que o Armindo deixou, que ano que vem sejam implantadas as políticas públicas no tocante à causa animal. Esta é minha maior luta e ano que vem será a razão de eu levantar a cada manhã. Joinville e São Franscico do Sul estão tendo que observar esta questão por Termo de Ajustamento de Conduta, vamos torcer para não chegarmos a este ponto. Espero que as promessas de campanha se cumpram, pois salvei o vídeo onde nosso novo prefeito brinca com alguns animais, eu guardei o material impresso onde diz “incentivo à proteção animal”.


A Secretaria de Planejento e Obras parece que não mostrou a que veio. Acompanho desde 2008 a luta do pessoal do bairro Santa Tereza para conseguir abrir uma curva lá na rua Luiz Zampieri. Já assinamos abaixo-assinado, falamos com vereador, com vice-prefeito e nada! Está tudo como antes, e pelo jeito assim ficará até que uma criança morra atropelada....


Esta Secretaria foi assumida por alguém que sempre nutri uma grande simpatia, o Luiz Robério. Não fez muita coisa, ou melhor, acho que não deixaram ele fazer quase nada. Vontade ele tinha, mas não tinha a chave do cofre, e sem dinheiro não se faz muita coisa além de distribuir sorrisos e apertos de mão; promessas talvez. Mandaram ele fazer o que mais sabe: projetos, mas daí contrataram uma empresa para fazer isto também. Agora já nem sei mais como meu amigo está ocupando seu tempo lá no segundo piso da sede do Executivo. Ele sumiu, apagou.


Fizeram uma reforma adminsitrativa e anunciaram um choque de gestão que prometiam uma economia que não ocorreu, não sei se foram mal elaborados ou se porque não previram as contratações de gestantes, as diárias de funcionários que cursam faculdade fora de Joaçaba, a cedência de veículo do município para empresa privada, o pagamento de publicações oficiais em duplicidade, o aluguel de tendas e banheiros químicos, etc, etc, etc.


As licitações também foram um capítulo a parte. Não sei se é porque estamos numa cidade muito pequena, mas sempre encontrava um parente de alguém nos editais que apontavam os vencedores. É, eu preciso me acostumar com cidades pequenas, se os sobrinhos não fornecerem os serviços, quem os fará? Sempre as mesmas empresas, e os valores sempre muito atrativos.


No quesito “eventos” eu sofri muito este ano, pelo rodeio que não aconteceu, mas que me deu um trabalhão danado, pelo casamento coletivo que foi abortado a tempo de não virar piada, pelo Festival de Dança que apesar da imprensa “chapa branca” divulgar o grande sucesso, todos sabemos que não foi nada disso. Uns poucos riram à toa, a grande maioria não. Espero que em 2010 esta Diretoria reveja sua atuação. Como cidadã já tenho uma sugestão: uma atividade no esquema da “Ação Global” onde entidades se reúnem para prestar serviços aos moradores, como fotografia 3X4, atendimento jurídico, emissão de segunda via de documentos, exames de diabetes, de visão e outros que forem possíveis. Por certo todos colaborarão e não saíra muito caro, acho que nem precisa licitar nada...


Mostramos a força que temos nas audiências públicas que aconteceram. Acabou-se a blitz móvel, acabou-se a Zona Azul. Acho que este ano deveríamos fazer uma para tratar da montanha de dinheiro que vai para o Carnaval. Vamos ouvir o povo, se ele quiser Carnaval, que assim seja, mas se preferirem asfalto, creche, saúde, vão ter que nos ouvir!


No Legislativo o que me agradou muito foi a atuação de alguns vereadores, não todos. A Sueli Ferronato sintonizada com as coisas da população sempre foi de uma fidadelidade canina com seus ideais. Passou por antipática em várias situações. O povo é imediatista e às vezes não entende o que está por detrás de uma lei que parece ser boa num primeiro momento. Aconteceu com a lei dos 15% da Zona Azul, aconteceu com a sua abstenção em votar o orçamento para 2010 que previa uma “merreca” para a Agricultura e Meio Ambiente. Se já admirava esta mulher, passei a ser fã. Ademir é outro que se mostrou coerente com sua campanha; apesar de inexperiente, mostrou que é merecedor de cada voto recebido.


Alguns vereadores trabalharam no sentido de não se indisporem nem com “gregos” e nem com “troianos”. A meu ver não agradaram muito nem estes e nem aqueles. O “meio termo”, às vezes, pode denotar falta de comprometimento com a comunidade e seus problemas. É como fala o povo “não se faz omelete sem quebrar ovos”.


Das outras áreas não posso falar muito, pois não tive acesso e nem oportunidade de conhecer melhor os trabalhos. Lembro que senti a ausência da Secretaria da Eduação em agumas situações, em reuniões e trabalhos que participei. Esporte também não é a “minha praia”... Sou atuante, mas não onipresente, lamento se esqueci de elogiar ou de criticar alguém.


Pelo meu jeito de ser já estou com a fama de ser uma “reclamona”, mas tenho culpa que as coisas boas parecem ser a exceção? Este 2009 definitivamente não foi um ano muito bom para nós joaçabenses, mas eu ainda tenho fé e acredito que anos melhores nos esperam...

11 de dez de 2009

Política do “pão e circo” ou filosofia do Justo Veríssimo?

(publicado no Jornal Cidadela em 11/12/09)

Este foi um ano difícil para nós moradores de Joaçaba, tudo o que requisitávamos junto à Prefeitura sempre esbarrava na falta de dinheiro: não havia dinheiro nem para tirar um pedaço de ferro que estava fincado na calçada servindo de “quebra-dedo”, asfalto ou tapa-buracos nem pensar. Sempre a mesma cantilena: “não temos dinheiro, o governo passado nos deixou uma herança maldita, o orçamento não nos favoreceu, 2010 será diferente, a gente governa pras pessoas, blá blá blá blá”.

Tudo bem, 2010 bate à porta, agora é hora de um novo orçamento, esta desculpa não mais poderá ser usada para encobertar a incompetência ou a falta de vontade. E o novo orçamento já foi aprovado! E adivinhem o que levou uma das maiores fatias? O Carnaval! R$ 600.000,00 para subsidiar uma festa de cinco dias, que não consegue ser unanimidade e que até hoje não me convenceu de que traz lucro para Joaçaba.

Sobre o saldo ser ou não positivo para a cidade, não será agora que vou discutir, até mesmo porque não podemos nos restringir somente à questão financeira, temos que fazer uma análise mais ampla, verificar os custos com os socorros aos “pudins de cana”, os números da incidência de DST/AIDS (se fiofó de bêbado não tem dono, imagina se vão usar camisinha...). E por aí vai.

Mesmo que tivesse toda a vantagem do mundo. O município consegue reaver este dinheiro? O ano não possui somente cinco dias. Depois de vomitar tudo o que foi bebido o povo “cai na real” e volta a trabalhar na quarta feira de cinzas. Os problemas não desapareceram, estavam todinhos ali só esperando a euforia passar...

Em abril deste ano um grupo de cidadãos se reuniu com o Prefeito e fez uma série de perguntas a ele, inclusive esta que transcrevo logo abaixo. Caso queriam saber das outras, basta acessar meu Blog e buscar pelo título “Pauta da reunião com o prefeito de Joaçaba - abril/2009:

10. É intenção deste governo manter os níveis de patrocínio para o carnaval? Não seria a hora de fazer com que as Escolas de Samba buscassem meios para subsistir? E Herval d’Oeste? Por que aquele município não colabora com valores mais robustos?
R - O valor que foi repassado este ano foi reflexo das decisões do ano passado, mas para os próximos anos isto será revisto. Deve-se buscar verbas do Governo Federal, ou através de leis de incentivo. Herval d’Oeste também deve contribuir para o Carnaval. Não sou contra o Carnaval, apenas acredito que precisamos rever estes valores, pois existem muitas necessidades no município, e o dinheiro tem que ser mais bem distribuído.”

Querem Carnaval? Beleza! Façam carnaval, mas com o dinheiro de vocês, não com o nosso! Perguntem para um morador de qualquer bairro de Joaçaba o que ele prefere, se ter asfalto em frente à sua casa, posto de saúde bem servido, creche ou desfile de Carnaval. Não precisa ser nenhum gênio para saber qual a resposta. Que tal uma audiência pública para tratar disso? Ou melhor ainda, que tal se criássemos o Orçamento Participativo?

Orçamento Participativo (OP) é um mecanismo governamental de democracia participativa que permite aos cidadãos influenciar ou decidir sobre os orçamentos públicos, geralmente o orçamento de investimentos de prefeituras municipais, através de processos de participação cidadã. Esses processos costumam contar com assembléias abertas e periódicas e etapas de negociação direta com o governo. No Orçamento Participativo retira-se poder de uma elite burocrática repassando-o diretamente para a sociedade. Com isso a sociedade civil passa a ocupar espaços que antes lhe eram "furtados".(in  A construção da cidadania em busca da hegemonia social. MAHFUS, Júlio César, 2000).

Cai na Real! Isso parece estar anos-luz da nossa realidade local, realidade esta que me remete ao Deputado Justo Veríssimo do humorista Chico Anysio; com a diferença de que ele não escondia de ninguém quem ele era e o que pensava. Nossos políticos locais lembram-se do povo em duas oportunidades na hora de pedir voto e na hora de conseguir gente para desfilar nas Escolas de Samba para parecer que a cidade toda se envolve com esta festa. Daí vale até desfilar em mais de uma Escola ou trazer gente das cidades vizinhas. Só isso. Depois...

Pois é meu povo, pelo jeito vamos ter que esperar mais um ano para ter nossas necessidades mais prosaicas atendidas... Pois é senhores gestores públicos, pelo jeito vocês continuam os mesmos... Umas poucas vozes se levantam contra toda esta barbaridade e enquanto forem “poucas” vai continuar tudo como está...

Acorda Joaçaba!!!!

"A BUNDA DURA"

Normalmente nem leio os textos que enviam dizendo ser do Arnaldo Jabor, por dois motivos, ele é um chato ou o texto não é dele, mas este aí debaixo, seja lá de quem for, é exatamente o que já ouvi de muitos homens. Então fica o recado para as "perfeitinhas". 


Tenho horror a mulher perfeitinha. Sabe aquele tipo que faz escova toda manhã, tá sempre na moda e é tão sorridente que parece garota-propaganda de processo de clareamento dentário? E, só pra piorar, tem a bunda dura!!!Pois então, mulheres assim são um porre. Pior: são brochantes. Sou louco?Então tá, mas posso provar a minha tese. Quer ver?

a) Escova toda manhã: A fulana acorda as seis da matina pra deixar o cabelo parecido com o da Patrícia de Sabrit. Perde momentos imprescindíveis de rolamento na cama, encoxamento do namorado, pegação, pra encaixar-se no padrão 'Alisabel', que é legal... Burra.

b) Na moda: Estilo pessoal, pra ela, é o que aparece nos anúncios da Elle do mês. Você vê-la de shortinho, camiseta surrada e cabelo preso? JAMAIS! O que indica uma coisa: ela não vai querer ficar desarrumada nem enquanto estiver transando.

c) Sorriso incessante: Ela mora na vila dos Smurfs? Tá fazendo treinamento pra Hebe? Sou antipático com orgulho, só sorrio para quem provoca meu sorriso. Não gostou? Problema seu. Isso se chama autenticidade, meu caro. Coisa que, pra perfeitinha, não existe. Aliás, ela nem sabe o que a palavra significa... Coitada.

d) Bunda dura: As muito gostosas são muito chatas. Pra manter aquele corpão, comem alface e tomam isotônico (isso quando não enfiam o dedo na garganta pra se livrar das 2 calorias que ingeriram), portanto não vão acompanhá-lo nos pasteizinhos nem na porção de bolinho de arroz do sabadão. Bebida dá barriga e ela tem H-O-R-R-O-R a qualquer carninha saindo da calça de cintura tão baixa que o cós acaba onde começa a pornografia: nada de tomar um bom vinho com você. Cerveja? Esquece!

Legal mesmo é mulher de verdade !!!! E daí se ela tem celulite? O senso de humor compensa.. Pode ter uns quilinhos a mais, mas é uma ótima companheira. Pode até ser meio mal educada as vezes, mas adora sexo. Porque celulite, gordurinhas e desorganização têm solução (e, às vezes nem chegam a ser um problema). Mas ainda não criaram um remédio pra futilidade.




8 de dez de 2009

UNIVERSIDADE PARA TODOS

(do amigo Darci Bulzing, com a devida autorização - foi publicado no Jornal Cidadela no dia 06/11/09)

O ensino público no Brasil é caótico. Escolas caindo aos pedaços, faltam professores, merenda, material escolar e tudo o mais. Professores mal remunerados e desmotivados. Diretores nomeados por influência política, a maioria deles fazendo campanha ao invés de ensinar. A única coisa certa no nosso ensino é que todo ano têm greve do magistério. Já faz parte do calendário.

Nosso ensino universitário já foi pior. Nossas universidades públicas têm qualidade de ensino equivalente ao primeiro mundo, mas existem somente nos grandes centros e com muita dificuldade de acesso aos alunos oriundos do interior, principalmente das camadas mais pobres. Mesmo aprovado no vestibular, como uma família das classes menos favorecidas vai manter o estudante em Florianópolis, Porto Alegre ou Curitiba? Várias tentativas foram feitas para aprimorar o sistema, através dos financiamentos estudantis, mas os programas, embora ajudassem alguns, sempre se mostraram insuficientes diante do tamanho do problema.

Os programas atuais do governo federal vêm aos poucos mudando a situação. São programas de cotas raciais, muito contestado por alguns, o Prouni e tantos outros. Nossa população universitária teve crescimento geométrico nos dois mandatos do governo Lula. Além da criação de centenas de CEFET pelo Brasil, aí incluída a federalização da escola Técnica de Luzerna.

Agora, uma antiga reivindicação da sociedade começa a tomar corpo. A interiorização do ensino superior público e gratuito, através da criação de campi das universidades federais pelo interior. Em SC está em andamento a instalação de campi em Chapecó, Curitibanos, Joinvile e Criciúma, além da criação da Universidade da Fronteira Sul, que atenderá a região oeste de SC, parte do PR e RS. A interiorização da UDESC também vem em boa hora.

Em Joaçaba, como o município despencou 18 posições no Índice de Desenvolvimento Municipal, conforme pesquisa da FIRJAN, o prefeito Mamão resolveu criar o próprio sistema de ensino universitário público e gratuito. Pelo menos é o que se deduz verificando as contas do município, no ano de 2009. Veja como se dá o programa Universidade para Todos, da administração Rafael Laske:

- Várias funcionárias da Prefeitura estão cursando universidade no litoral, principalmente Florianópolis e Joinvile, às custas do erário publico, é claro. Cito um exemplo:

- A funcionária Sandra Andréia Stefens, que exerce a função de telefonista, está cursando uma universidade na capital. Para isso, todas as vezes que para lá se desloca, recebe diárias da administração municipal. Além disso, viaja em veículo da Prefeitura, com motorista e tudo. De Março a Agosto, já recebeu R$ 3.960,00 em diárias. Conforme consta no empenho, que é feito toda vez que ela viaja, a diária é para custear “despesa com diárias à servidora, quando em viagem a Fpolis, para participar de curso de graduação latu sensu em planejamento e gestão da informação em saúde”.

Mamão mais uma vez mostra como se faz. Só falta expandir esse benefício a todos os munícipes, entre os quais em me incluo. Quando isso for feito, com certeza Joaçaba, que já foi a quinta cidade em qualidade de vida e despencou na última pesquisa, voltará a figurar entre as primeiras.

Você, cidadão Joaçabense! Tire a bunda da cadeira e deixe de reclamar; Inscreva-se já no programa “universidade para todos” da administração municipal e faça a sua parte, para que nossa cidade volte a crescer.

De tão importante e urgente que é o programa “universidade para todos” de Joaçaba, o prefeito esqueceu até de pedir autorização legislativa para efetuar a despesa.

A propósito: Não será por atitudes como essa que falta dinheiro para saúde, educação, obras....

Dúvidas, críticas e sugestões para: dbulzing@bol.com.br

7 de dez de 2009

BOLSA MATERNIDADE

(do amigo Darci Bulzing, com a devida autorização - foi publicado no Jornal Cidadela no dia 30/10/09)


O Brasil é um país de desigualdades e que tem uma das piores distribuições de renda do mundo. A diferença entre ricos e pobres é gigantesca. E isso se dá pela atuação de nossos políticos ao longo do tempo. Sempre se governou para uma minoria de privilegiados, que se consideram acima de tudo e de todos, e querem todos os benefícios. Sempre trabalharam em proveito próprio e de seus companheiros. Basta ver nossas leis, que sempre beneficiam a parte mais alta da pirâmide e a impunidade que impera no país.

Todos os Presidentes que ousaram distribuir renda, governar para os mais necessitados e diminuir a diferença social foram atacados e até derrubados por políticos corruptos e golpistas: Getúlio Vargas foi deposto; Voltou ao poder pelo voto e preferiu suicidar-se a ser novamente deposto; Jânio renunciou, João Goulart foi deposto e exilado pelo golpe de 64, cujos resultados vocês conhecem.

O primeiro programa que lembro que tentava distribuir alguma coisa, pasmem, foi no governo José Sarney. Era o tal vale-leite. Mas a humilhação de entrar numa fila enorme para receber um vale e ir pegar um litro de leite no supermercado era maior que o benefício. Mas foi um começo.

Novos governos e novos auxílios: vale gás, vale transporte, vale isso, vale aquilo. De maneira desordenada e com muitas fraudes, eles foram se sucedendo. Bem ou mal, trouxeram algum benefício.

O governo Lula unificou esses programas e criou o Bolsa Família. Faz algumas exigências para as famílias serem beneficiadas, como manter os filhos na escola, fazer as vacinas, etc. Dizem haver muitas fraudes, e com certeza há, pois no Brasil as coisas funcionam assim. Mas não podemos esquecer que quem seleciona e cadastra as famílias para receberem o benefício são as Prefeituras Municipais e o governo federal apenas faz o pagamento. Já houve casos que até o prefeito recebia o Bolsa Família.

Em Joaçaba, o Prefeito Mamão inovou. Entre outras coisas, criou o “Bolsa Maternidade”. Isso é o que se conclui verificando as nomeações para cargos comissionados. Nomear um apadrinhado para o dito “cargo comissionado” seria normal, pois parece que ele só sabe fazer isso. Como já disse outras vezes, já bateu o recorde do Armindo. Mas não parou por aí.

Em Portaria do dia 17 de agosto, publicada no jornal Raízes Diário do dia 21 de agosto, nomeou a Sra Diana Aparecida Gotardo para o cargo de Auxiliar de Gabinete da Secretaria de Infraestrutura, com salário de R$ 950,00. Essa secretaria é chefiada pelo também recém nomeado Secretário Venilton. Seria normal se ela não estivesse grávida de oito meses. Como nascimento de bebê não pode ser adiado, a Sra Diana entrou em licença-maternidade em setembro. Quer dizer: Trabalhou (?) menos de um mês e vai receber do erário público por um período de doze meses, pelo menos.

Mas uma vez, Mamão mostra como se faz. E você paga a conta. Portanto, cidadã Joaçabense, que tem planos de tornar-se mãe, chegou a sua hora. Engravide e inscreva-se no programa “Bolsa Maternidade” da administração municipal.

E o Prefeito diz que diminuiu a arrecadação, por isso falta dinheiro para saúde, educação, obras...

Como já disse outras vezes, escolha bem seus governantes, pois eles sempre fazem na vida pública o mesmo que na privada.

Com a palavra o Ministério Público e a Câmara de Vereadores. Agora vamos ver quais os Vereadores que não se venderam.



Dúvidas, críticas e sugestões para: dbulzing@bol.com.br

4 de dez de 2009

Pobre hiberna?

(publicado no Jornal Cidadela em 04/12/2009)

“Então é Natal... A festa cristã... Do velho e do novo... Do amor como um todo...” Se ainda não ouviu, logo terá o prazer de ouvir a Simone nos fazendo lembrar que é hora de gastar nosso 13º. salário, de fazer a famosa faxina de fim de ano em nossas casas, de mandar aqueles e-mails em lote para amigos e para desconhecidos que acabaram sendo incluídos em nossas listas de endereços (nem sabemos quem são, mas sem problemas, assim como muitos de nós, eles também devem apagá-los sem se darem ao trabalho de lê-los).

Mas o que não se pode esquecer é de participar de alguma campanha de doação de brinquedo, alimento, seja lá o que for. Não se pode é deixar de expiar a culpa por tudo o que não fora feito durante um ano todo. Na certa pensam que uma doaçãozinha qualquer vai aliviar a consciência... E até alivia, tendo em vista que é nesta época em que pessoas menos favorecidas recebem mais ajuda, é patente que muita gente se beneficia deste ato para sentir-se menos mal diante de si mesma.

Não estou sendo politicamente correta, eu sei, mas é que não dá para deixar passar, não consigo entender – pelamordedeus - tem gente que pensa que pobre hiberna! Despertam de um sono profundo no dia 1º. de dezembro e voltam a dormir (ou entram em algum tipo de estado de letargia, catalepsia, sei lá) no dia 26, logo após nossa comilança, durante nossa ressaca.

Vou logo avisando que não sou contra estas campanhas, eu mesma participo de várias, elas são ótimas e de extrema valia, fazem o Natal de muitas pessoas um pouco menos triste. O que me revolta é ver que a maioria das pessoas só lembra de nossos irmãos menos favorecidos quando chega os festejos de Natal e são intimadas ou quando precisam “se livrar” de objetos.

No inverno aparecem as Campanhas do Agasalho, que servem muito bem aos que passam frio e também aos que estão sem espaço no armário e têm vontade de renovar o guarda-roupas. Ou alguém aqui vai até uma loja e compra um lindo pulôver de inverno e o coloca na caixa de coleta? Doa-se o que está sobrando, ou seja, não se trata de solidariedade em seu sentido mais profundo.

Estas campanhas de Natal também servem para abrir espaço em nossas casas. Quem nunca ouviu uma mãe dizer “filho, vamos dar estes brinquedos velhos para as crianças pobres porque o Papai Noel vai trazer outros novos”? Entenderam onde eu quero chegar?

Alguém vai dizer, e os alimentos? Estes são comprados especialmente para doação. Estas pessoas têm razão, compra-se arroz, farinha, trigo, até sal, mas os itens um pouco mais onerosos estão raros nestas campanhas. Feijão está caro, então quem monta as cestas básicas tem dificuldade para fazê-lo, pois farinha sem feijão só serve pra pirão. Isso quando não desmontam a cesta de Natal que ganharam na empresa, retiram tudo de bom e doam o que não interessa... Grande solidariedade...

"Levantando os olhos, Jesus viu os ricos deitarem no cofre do tesouro as suas ofertas. Viu também uma viúva pobre deitar lá duas moedinhas e disse: «Em verdade vos digo que esta viúva pobre deitou mais do que todos os outros; pois eles deitaram no tesouro do que lhes sobejava, enquanto ela, da sua indigência, deitou tudo o que tinha para viver." (Lucas 21,1-4)

Nossos irmãos, sejam eles humanos ou não, precisam de nossa solidariedade durante todo o ano, a todo o momento. Não precisa ser somente através de doação em espécie, pode ser em tempo, e este nos é dado gratuitamente. Talvez por isso muitos de nós prefiramos deitá-lo fora a fazer bom uso. O que não falta é entidade precisando de mãos amigas, seja para atender uma criança ou um idoso, ler um livro a um enfermo, ensinar o que se sabe, ou apenas estar por perto dando apoio. São 365 dias de carência, de necessidade, de privação.

Faça do seu 2010 o primeiro ano do resto de sua vida, uma vida de voluntariado! E nunca se esqueça de que “Fica sempre um pouco de perfume nas mãos que oferecem rosas, nas mãos que sabem ser generosas. Dar um pouco que se tem aos que têm menos ainda enriquece o doador, faz sua alma ainda mais linda...”

Há braços!

Bete Vieira

2 de dez de 2009

FESTIVAL DE DANÇA (E DE LAMBANÇA)


(do amigo Darci Bulzing, com a devida autorização - publicado no Jornal Cidadela de 27/11/09)



A cultura de um povo se expressa de muitas maneiras. Uma delas, talvez a mais sublime, é a dança.

E o Festival de Dança de Joaçaba sempre teve muita expressão. Lembro ainda de minha filha, quando criança e pré adolescente, se apresentando no centro de eventos da Unoesc. Ginásio lotado, público entusiasmado, pais mais apreensivos que os filhos. Rivalidade entre colégios e cidades, levava todos às lágrimas. Os vencedores, pela emoção. Os que não venciam, de tristeza mesmo.

Mas no Festival de Dança deste ano parece que quem dançou fomos nós mesmos.

E a lambança começou pelo local escolhido, o Teatro Alfredo Sigwalt. Nada contra o teatro. Ele é lindo e maravilhoso, uma verdadeira obra prima do povo do meio oeste. Mas o Teatro tem acomodação limitada a 440 pessoas. Durante todo o festival se apresentaram em torno de 900 crianças. Isso quer dizer que não caberiam todos dentro do teatro. Se os pais das crianças estivessem presentes, então...

Agora vejam o tamanho do absurdo: Foi montada uma estrutura fora do teatro, na praça, com banheiros químicos e tendas de lona plástica como camarins. Os artistas se concentravam, se vestiam e se maquiavam na praça e só se deslocavam ao teatro na hora da apresentação. Terminada a dança, precisavam sair do teatro e voltar para a praça. Imaginem agora, durante a chuva, como fizeram. Para retornar e assistir às demais apresentações, tinham que comprar ingressos, se houvesse lugar. O artista tinha que pagar para ver o show. Foi uma chiadeira geral.

E o custo da estrutura?

Bem! Conforme está publicado no jornal Raízes Diário do dia 19, foram locados seis banheiros químicos ao custo de R$ 6.800,00, barracas de lona plástica por R$ 25.200,00 e sonorização por R$ 4.995,45 (Mas o teatro não tem sonorização?), totalizando R$ 36.995,45. A própria licitação é dúbia, pois fala em eventos do exercício de 2009; Mas se estamos no final de novembro, quais os outros eventos? É a velha malandragem.

Acho que já está na hora do Ministério Público investigar a quem pertencem realmente as empresas que alugam essa estrutura. Um passarinho me contou que pertencem a funcionários comissionados da Prefeitura. E passarinho não mente. Eu, por exemplo, sempre vejo o Sr Carneiro (diretor de alguma coisa na prefeitura) carregando e descarregando, montando e desmontando a estrutura. Mesmo durante o expediente.

Mas vamos falar de coisas boas. Pretendo passar o reveillon em Jurerê. Procurei imóvel, mas como não encontrei algo que coubesse no meu orçamento, pois já estavam todos alugados, fui ao balneário Daniela, que fica ao lado. Loquei um apto de dois quartos, dois banheiros, água, luz, condomínio e gás incluídos, ao custo de R$ 1.800,00 por dez dias.

Enquanto isso, para o Festival o custo de seis banheiros por quatro dias foi de.... ............... tchan tchan tchan tchan!!!

O pior é que andei me excedendo na comida e na bebida durante o festival. Reunião com amigos, caipirinhas, cervejas, carne gorda e por aí afora. Não consegui me controlar. Horas depois, sábado à tarde não estava me sentindo bem. Vinha pela avenida Santa Terezinha, próximo à Catedral, e começou aquela fisgada no estômago, aquelas cólicas terríveis e necessitava urgentemente de um banheiro. Lembrei-me, então, que haviam banheiros na praça, para o festival. Como estava a 50 metros, a muito custo ainda deu tempo de chegar lá. Eram exatamente 16 horas e o festival em andamento. Qual não foi a minha surpresa ao deparar-me com os banheiros fechados, colocados encostados um de frente para o outro, não dando acesso às portas. E agora? Pernas sobrepostas, me apertando, tentando evitar o pior. Bem, há um banheiro pÍ ?blico próximo à prefeitura. Não tenho alternativa, só me resta tentar. Em uma corrida só estarei lá. Mas a força imprimida para iniciar a corrida foi fatal. Não deu tempo, o destempero desceu ali mesmo.

Resumindo: O prefeito paga R$ 6.800,00 para alugar um banheiro químico, e eu me “borro” na rua – literalmente - em frente ao dito banheiro, pois ele estava fechado. Até tirei umas fotos para comprovar, se me interpelarem. Aliás, havia mais gente reclamando e tirando fotos.




Dúvidas, críticas e sugestões para: dbulzing@bol.com.br

30 de nov de 2009

Fim dos tempos?

(publicado no Jornal Cidadela em 27/11/09)

Estou com medo, muito medo. Está tudo muito quieto aqui para as bandas do Rio do Peixe... Quieto demais, prenúncio de tempestade... Nem da árvore de natal de três milhões e setecentos mil reais que pretendem instalar lá na Beira-mar Norte se fala...

Daqui não se houve nada, pelo menos não oficialmente... Um frio me percorre a espinha... Um zum zum zum sobre as contas do Festival de Dança, sobre a chuva que as crianças tomaram no “lombo” para poder se apresentar. Ah! Também se murmura de banheiros pagos com o dinheiro público que deixaram o publico “apertado”, há quem diga que se “borrou” todo achando que encontraria um aberto...

Sensação de fim de mundo. Ou será de fim de ano? Não se comenta mais nada sobre as denúncias que espocaram no final de outubro... Pacto de “cavalheiros”? Enquanto isso o povo aguarda as respostas de ambos os lados... É o fim do mundo mesmo...

O fim da picada é eu ter visto, “com estes olhos que a terra há de comer”, uma empresa privada se utilizar de um veículo da Prefeitura de Joaçaba para transportar seus materiais e seus empregados. Fazer o quê?! Deve ser mais uma invenção do mesmo governo que criou a “Bolsa Maternidade” e a “Bolsa Universidade”. Agora temos a “Bolsa Frete”. Cada uma que se contar ninguém acredita!

Seguro-me para não vestir uma túnica pegar um cajado e sair por aí anunciando o apocalipse. Só pode ser o fim dos tempos... Deixar de entregar verba de criancinhas deve estar em algum lugar no livro de Nostradamus. É o prenúncio, só pode ser!

A cabeça gira tentando encontrar respostas, de tanto que gira tenho náuseas, elas vêm dos fatos que sei e não posso gritar aos quatro ventos. Não posso fazê-lo porque quem sabe tem medo de confirmar... Medo de quê? De que queimem o carro? De levar uma surra num suposto assalto? De uma emboscada? De ter os próprios esqueletos atirados para fora do armário?

Enquanto isso eu fico aqui, na berlinda, sabendo de coisas, ouvido choro e ranger de dentes. Será que o anticristo se aboletou em Joaçaba? Há quem jure que sim... “Credo em cruz! Vamos pra novena e deixemos as coisas do mundo para trás!”

Tento encontrar as respostas na imprensa, quem sabe de lá venham informações que anseio... Em vão, ou é papel pintado ou é boca de aluguel. Lá vou eu para a internet que ainda é território onde pessoas que atinam para a nossa realidade costumam se manifestar. Não falta gente tentando calar suas bocas. Censurar blogs? Coisa mais “1964” impossível! Deixem os malucos de plantão falar! É da boca das crianças e dos loucos que saem as maiores verdades...

Os pássaros param de cantar, as pessoas param de questionar. O céu se fecha, as mentes se embotam. A natureza se recolhe, pessoas se encolhem. Muito em breve cairá a chuva e levará consigo toda essa sujeira...

Acordo toda suada, sem saber que dia é hoje. Abro a janela, vejo um sol amarelo e lembro que a vida continua...

23 de nov de 2009

Começou a temporada de caça!

Calma!! Continuo a mesma ativista que luta pelos direitos dos animais! Estou me referindo a outro tipo de "caça": a dos políticos que não apóiam a nossa luta. Sei que falta um ano para as futuras eleições, mas como eles já começaram suas campanhas (isso é ilegal, eu sei) eu também vou começar a minha:

AJUDEM OS ANIMAIS CONTANDO QUEM SÃO OS POLÍTICOS QUE APÓIAM OS MAUS TRATOS!

Eu já comecei a garimpar os nomes, seguem alguns:

Gisa Giacomin - Prefeita de Catanduvas/SC
Hilário Chiamulera - Prefeito de Lacerdópolis/SC
Ari Ferrari - Prefeito de Ibicaré/SC
Armindo Haro Netto - ex-prefeito de Joaçaba/SC
Jair Lorenzetti - Secretário da SDR de Joaçaba/SC
Nelson Guindani - Prefeito de Herval d'Oeste/SC
Romildo Titon -Deputado Estadual - SC
Romeu Rabuski - Prefeito de Treze Tílias/SC
Joventino de Marco - Vice-prefeito de Joaçaba/SC
Jorginho Mello - Deputado Estadual - SC
Wilmar Carelli - Prefeito de Videira/SC
Rafael Laske - Prefeito de Joaçaba/Sc

Em 2010 haverá novas eleições e não podemos nos esquecer de que

OS ANIMAIS NÃO VOTAM - NÓS VOTAMOS POR ELES!!!

Ajude a alimentar esta lista, deixe seu comentário e sua colaboração :)

22 de nov de 2009

Quem são as vítimas?

(publicado no Jornal Cidadela de 20/11/2009)

Pedofilia... Êita assuntinho pesado este, né?! Mas há meses venho adiando esta conversa, de hoje não passa! Devem estar pensando que é mais um texto nos moldes das campanhas institucionais que nos bombardeiam de informações e que nos colocam pânico... Vou mais a fundo, tanto que já estou preparando meu espírito para as críticas. Usarei a expressão “tio” e “criança” para definir algoz e vítima, tentando assim ser o mais ampla possível; entenda-se por “tio” qualquer pessoa.

As campanhas nos mandam “ficar de olho”, questionar nossas crianças, manter vigilância sobre onde e com quem elas andam. Estão certas, temos que fazer isso mesmo, mas elas se esquecem de nos pedir (ou de nos lembrar) de que devemos tocar nossos filhos, de que devemos lhes fazer carinho! É isso mesmo! Sabe por que uma criança se deixa ser vítima desde crime? Porque está carente de afeto! Carente de contato físico! Na falta dos pais, um “tio” vem bem a calhar...

Vocês já viram como as fêmeas (mamíferas) tratam seus filhotes? Lambem, ajeitam, buscam quando estão longe e quando choram aquele chorinho sentido. Estão sempre atentas em fornecer o maior conforto possível, lambem suas crias até que elas se acalmem, ou as lambem pelo simples prazer de tê-las consigo. Se não separamos o filhote da mãe, ela se desdobrará em cuidados até mesmo depois de adulto, sempre será seu “filhote”.

O que nós humanos fazemos? Se a criança clama por atenção, das duas uma: ou damos logo um brinquedo ou uma guloseima, ou então mandamos “engolir o choro”. Nenhum contato sincero, nenhuma entrega completa...

Uma vez um pai me comentou “Mas eu dou tudo o que ele pede! Esta semana mesmo comprei um mega game pra ele! Ele tem tudo o que quer!”. Fiquei quieta, mas faço a pergunta agora: Você brinca com ele? Não?! “Game over” para você! Você está perdendo para o jogo da vida, os “tios” ganham mais uma possível vítima.

Você é do tipo linha-dura que não admite mimar a criança? Aquele tipo de pai/mãe que distribui safanões ou que conquista a obediência pelo medo? Azar do seu filho. Mais um para a lista dos “tios”.

Sabe por que a criança aceita o assédio e o contato do pedófilo? Porque é bom! (pronto, a esta altura já tem gente querendo me excomungar). Vocês ainda têm a ilusão de que o “tio” já chega “fazendo mal”, “botando pânico”? Nããão... Ele é muito esperto! Dá à criança aquilo que ela mais sente falta: carinho e atenção. O “tio” faz o que nós pais deveríamos fazer. Lógico que ele extrapola o limite do moral e do legal, mas aí começa a doença, a tara, e para isso já estão vendo a solução.

Desde que nascemos (ou, quem sabe, até bem antes disso), temos duas forças dentro de nós, a de vida e a de morte (Eros e Thanatos, por Freud). A criança pequena não tem a noção exata da sexualidade como nós a vemos. Ela não tem noção da dimensão do fato (ou do ato), quando se deixa abusar nem sabe que se trata de abuso. Para ela aquilo tudo é entendido como algo bom, e se é bom, não pode ser errado. (Não nos esqueçamos que os conceitos de “natural”, “normal”, “moral” e “legal” são aprendidos com o tempo e conforme o meio em que estamos inseridos).

Então chegamos naquela situação em que esperamos que a criança nos relate o que está acontecendo com ela. Sabe quando isso vai acontecer? Só quando aparecer alguém que lhe dê mais atenção e carinho que o “tio”... Via de regra quem descobre tudo é uma professora, uma vizinha, uma amiga da família, alguém que estendeu a mão à criança e a fez refletir que o carinho e a atenção que está recebendo desta pessoa é o correto, pois não precisa esconder de ninguém (como no caso dos que recebe do “tio”).

Pronto! Os fatos vieram à tona! Os mais abastados escondem e procuram resolver esta questão no seio da família, os mais simplórios vão para a TV e expõem a criança a mais uma violência... Quanto à criança, só nos cabe dar todo o suporte necessário para que entenda que não tem culpa de nada, que continua sendo uma criança. Já quanto ao “tio”, a Deputada Federal Rita Camata parece ter encontrado a melhor solução: a esterilização química destes doentes/monstros. Sem o brinquedinho de armar a brincadeira perde a graça, não é mesmo?!

Devemos mudar nosso foco, vamos deixar de nos preocupar com o tipo de pena que deveria ser imposta ao molestador, ou do porquê ele praticar estes atos. Deixemos isto para os legisladores e estudiosos do assunto. Neste contexto, nós temos coisas mais importantes para fazer.

Levando-se em consideração que prevenir é melhor que remediar, então devemos afagar nossas crianças, dar colo, beijar, abraçar, ouvir, dar atenção. Nada disso aí custa um centavo sequer, todas as famílias podem e devem fornecer afeto e segurança para seus pequenos. Estando repletos de amor, satisfeitos de carinho por certo não serão alvos fáceis deste tipo de gente e nós poderemos ficar tranqüilos ao invés de nos tornar inspetores de nossa própria família.

E você? Já acariciou seu filho hoje?

20 de nov de 2009

Vai uma "Bolsa Frete" aí?

Tenho uma empresa, me dano toda para conseguir levar os trabalhos adiante, faço alguns “fretes” com o Fiat 147 do meu marido. Vou pleitear da Prefeitura de Herval d’Oeste os mesmos benefícios que vejo existir em Joaçaba...

Sexta-feira (13/11/09), em torno das 10:30h, telefonaram-me avisando que uma Besta da PMJ estava na casa de um empresário de Joaçaba para montar uma tenda para a festa de aniversário da sua filha.

Não deu outra, subi na minha poderosa “bizuca’ e voei até o local , quando me deparei com uma Besta placas MCR 9821, adesivada com os dizeres “Joaçaba SC”, saindo da garagem da casa do empresário.

Quando a Besta (carro) parou numa empresa logo adiante, bati uma foto. O motorista era um homem alto, de uns cinqüenta anos (na hora eu não reconheci, sou prosopagnóstica), ele entrou com uma ferramenta na mão e saiu sem. Presumo que tenha ido devolvê-la ao respectivo dono.

À tarde, por volta das 14:30h, telefonaram dizendo que ele havia voltado, com a Besta da PMJ, na casa do empresário. Subi correndo, mas ele já tinha ido embora, havia ficado poucos minutos ali.

Fui atrás de informações, de subsídios que embasassem a minha teoria. Tive a confirmação de que era o Carneiro (acho que este é apenas o apelido, não sei seu nome verdadeiro) que tinha ido à casa do empresário com a Besta da PMJ.

Começou aí a busca por maiores detalhes: o que fazia um veículo da PMJ na casa de um particular? Se ainda fosse na rua, até dava para entender, mas dentro? Descarregando coisa? Que coisa? Ah! Uma tenda!! A dita tenda...

Fucei até descobrir que a PMJ não possui tenda, então não se tratava de empréstimo de bem público a particular... Qual nada! A tenda não era da PMJ, mas a Besta é!!! O que fazia ali? Qual a ligação da tal Besta com a dita tenda?

Mais alguns telefonemas e obtive a resposta do enigma: a tenda pertence à empresa do Carneiro e este usou a Besta da PMJ para levá-la à casa do empresário, bem como levou os “peões” para montá-la...

Aqui em Joaçaba a coisa é engraçada, quando eu me espantei com a minha descoberta percebi que muita gente já sabia que isto vem acontecendo. E por que ninguém bota a boca no trombone??

Se vale para ele, deverá valer para todos nós. Mais uma inovação da Prefeitura Municipal de Joaçaba que já havia criado a Bolsa Maternidade, a Bolsa Universidade e agora a Bolsa Frete!!!

“Mamãe eu quero, mamãe eu quero, mamãe eu quero mamar...”


A esta atura vocês devem estar se perguntado “e a foto?”. Chupa essa manga!




13 de nov de 2009

Sextas-feiras treze...

(publicado no jornal Cidadela em 13/11/09)

Pois é... Mais uma sexta-feira treze... Quantas lendas por trás deste dia! Há quem diga que é um dia de sorte, outros que é de azar, e estão todos com a razão! A sorte de uns pode ser o azar de outros. Se alguém perde uma nota de cinqüenta reais, por certo outro a encontrará. Se alguém deixa um amor, esta pessoa estará livre para uma nova experiência amorosa. Sorte ou azar depende muito do lado em que estamos...

A maior prova desta relatividade está acontecendo hoje e já aconteceu em outra sexta-feira treze: As duas últimas transferências de Promotores de Justiça da nossa comarca! O Dr. Miguel Luis Gnigler saiu da cidade no último dia 13 de fevereiro e o Dr. Márcio Conti Júnior sai neste treze de novembro!

Em fevereiro último a cidade de Criciúma teve a sorte de receber o Dr. Miguel. Agora quem está festejando é Palhoça. Por certo estas cidades são merecedoras de terem Promotores tão atuantes, que fizeram a diferença em Joaçaba e que assim o farão lá no litoral. Muita gente ficou triste com estas idas, lamentando-se do azar de Joaçaba...

Certo dia um vereador conclamou a todos que mudássemos nossa forma de pensar, que pensar de forma negativa não é o melhor caminho para que as coisas aconteçam. E sabe que ele tem razão?! Estas transferências podem ser vistas como aquele antigo ditado que diz mais ou menos assim “se Deus manda um bom embora é porque vem outro melhor ainda”!

Sabemos que podemos crer na sabedoria popular, hoje já contamos com os trabalhos do Dr. Álvaro Pereira Oliveira Melo e olha que ele pegou uma Joaçaba num turbilhão de denúncias! O próximo também há de ser alguém, no mínimo, à altura do Dr. Márcio.

Estamos em meio a uma tempestade, parece que não vão terminar as rusgas e as quedas-de-braço, mas isso terá um fim, afinal de contas a já mencionada sabedoria popular sempre diz que “depois da tempestade vem a bonança”. Vamos ter que nos acostumar com mudanças, com certeza estas não serão as únicas. Os ventos prenunciam novas saídas, novas pessoas...

Só podemos ficar otimistas! Os que saem dão lugar para melhores e depois de toda a confusão vem a paz! Então muito em breve estaremos vivendo na Joaçaba que sonhamos! A menos que isto tudo não passe de lorota aí sim poderemos lamentar nosso tremendo azar!

(Abro um parêntese para desejar ao Dr. Márcio Conti Júnior todo o sucesso que merece e agradecer de coração o que vez por nossa amada cidadezinha...)

9 de nov de 2009

Palavra de ordem: TRANSPARÊNCIA!

(publicado no jornal Cidadela em 06/11/09)

Quanto tumulto nestes últimos dias! Paira uma onda de denuncismo sobre as cabeças de nossos políticos locais. Questionam-se diárias, comprometimento do orçamento, contratações de pessoas que já entram para logo sair em licença, etc etc etc. Parabéns aos que estão preocupados com o gasto do dinheiro público, parabéns para mim também, que me incluo entre estes. Mas eu quero mais, quero tudo bem explicadinho, tanto da Câmara de Vereadores quanto da Prefeitura Municipal.

Que tal seguirmos o exemplo do governo federal que criou o Portal da Transparência - http://www.portaltransparencia.gov.br? Depois disso muitas coisas vieram à tona. Dizem ser este atual governo o mais corrupto de todos os tempos. Ouso acreditar que talvez não seja isso; o que aconteceu é que agora nós temos condições de fiscalizar e daí as coisas vêm a público mais facilmente. Temos acesso a informações que antes nem sonhávamos que existiam...

Quero um Portal da Transparência nos dois sites, no do Executivo e no de Legislativo! Tenho o direto de saber aonde vai o meu rico dinheirinho. As tais diárias são o de menos, afinal de contas é um gasto que podemos chamar de “subjetivo”, pois não temos como aferir com exatidão o “quantum” de vantagens este tipo de gasto nos propicia. Qualquer um pode alegar que foi tratar de assuntos do interesse da comunidade, muito vago isso, não explica muita coisa.

Entretanto esta é uma situação que poderia facilmente ser resolvida: bastava cada “viajante” fazer um relatório de prestação de contas, onde nos mostraria as vantagens que nós levamos em pagar suas viagens. Dar um “feedback”, outra coisa que poderia ir para o tal Portal da Transparência!

Também quero que no site conste até o gasto com cafezinho! Se tiverem gastando muito é sinal de que não estão trabalhando tanto assim, ou que está sobrando gente. Lá também deveria constar o nome, cargo, data de admissão e salário de cada um que é pago com o nosso dinheiro (até os que estão afastados por licença). Se a gente leva o orçamento doméstico “na ponta do lápis”, nada mais justo que possamos fazer isso com o orçamento público, não é mesmo?

Isso tudo me faz lembrar o tal “Orçamento Participativo”, mas isso é conversa para outra hora...

Lembro que uma vez alguém postou em algum lugar um link onde estavam elencadas as contas do Executivo. Confesso que fiz uma busca na internet para trazê-lo aqui, mas não o encontrei. Não posso chamar isso de transparência nas informações... Quero um acesso direto ali nas páginas principais dos sites. Se há espaço para uma montanha de “perfumaria” deve haver um para “Prestação de Contas”.

Com estas ferramentas estaríamos dando um belo exemplo de como se faz um governo democrático e transparente e acabaríamos de uma vez por todas com estas “picuinhas” que só denigrem ainda mais a imagem dos nossos políticos locais; afinal de contas “telhado de vidro” é o que não falta por essas bandas do rio do Peixe... Minha caixa de e-mails é que o diga!

6 de nov de 2009

Palavras de uma sexta-feira

Ontem fui deitar com um aperto no peito, uma sensação de derrota, de incapacidade...
Luto todos os dias por um mundo melhor, pelo o que acredito, mas confesso que hoje me vem a sensação de que não adianta nada, que tudo permanecerá exatamente como antes. Parece aquela erva daninha que a gente arranca e uma semana depois brota como que desafiando nossa paciência...

Sinto-me fraca, desanimada... De "saco cheio"! Seria tão bom que minha consciência não me exigisse tanto! Que eu pudesse sentar em frente à TV e assistir a novela como qualquer um. No outro dia teria o que comentar: "viu o acidente? nossa! agora a novela vai ficar boa!". Mas não! Parece que tem bicho carpinteiro na poltrona! Tenho que ir para a cozinha ler os jornais!

Às vezes me dá uma vontade de sumir, de me mudar para outra cidadezinha, de apagar tudo o que fiz até agora, de me tornar uma pessoa qualquer, que se levanta pelas manhãs com a única preocupação de trabalhar mais um dia pelo meu sustento. À noite, quem sabe, encontrar uns amigos...

Ah, os amigos! Como é bom saber que temos amigos! Graças a Deus neste quesito eu sou feliz. Não tenho muitos, mas tenho o suficiente para saber que sou querida e que quero muito bem os que desfrutam da minha amizade. Talvez por amar tanto os cães eu seja como eles, fidelíssima! Amigo meu pode confiar em mim.

Mas infelizmente alguns preferem a falsidade, não conseguem adminstrar a franqueza. Das duas uma: ou eu terei que mudar esse meu jeito de ser, ou terei que rever quem pode/deve estar entre as pessoas que convivo. Mas deixa pra lá, prefiro continuar sendo honesta e ter minha consciência tranquila.

Nem sei por que estou escrevendo tudo isso num blog, melhor seria num diário daqueles que a gente esconde no fundo da gaveta de calcinhas... Mas não né Bete?! Você tem que ser diferente!!

Gostaria de poder parar pelo menos uma semana, ir para um lugar onde ninguém soubesse quem sou eu, onde não tivesse que fazer tudo ao mesmo tempo. Estou toda atrapalhada! Não vejo a hora de chegar janeiro para poder colocar tudo em ordem: documentos, arquivos, memórias...

Toca o telefone e me lembro que a vida continua e eu preciso respirar fundo e encontrar a solução para mais um problema que surge na miha frente.

Boa sexta-feira, Bete.

30 de out de 2009

Exemplos que marcam e ensinam:

(publicado no Jornal Cidadela em 30/10/2009)

É velho, mas todos ouvimos e parecemos não entender: um exemplo fala mais alto do que qualquer palavra. Chavão? Coluna de auto-ajuda? Não, simplesmente uma reflexão.

Era uma adolescente de 14 anos que morava com uma mãe que se desdobrava para nos manter, eu e meus irmãos, até hoje não consigo entender a mágica que ela fazia no orçamento doméstico. Era tudo contado, nenhum luxo, nada de roupas de marca, mas a escola sempre foi particular, esse era o compromisso dela conosco.

Uma tarde para um carro em frente à minha casa e perguntam pela minha mãe. Ela nem tinha como estar ali, estava no banco, onde trabalhava. Um senhor me entregou uma caixinha e pediu que entregasse diretamente para ela. Até à noite não consegui tirar os olhos do dito embrulho.

Dentro havia uma pulseira não muito bonita, mas o que pecava na aparência esbanjava no peso. Com certeza custava uma fortuna (pelo menos para nós que vivíamos com um orçamento apertadíssimo). A venda daquela pulseira seria um alívio, daria para comprar uma máquina de lavar ou coisa semelhante, pensei eu. Mas qual nada! Minha mãe ficou vermelha e entre indignação e revolta proferiu: “Devolvo amanhã mesmo! Quem eles estão pensando que sou? Nunca aceitei e nunca vou aceitar propina!”

Fiquei atordoada e pedi explicações, ao que ela me disse que sua função era a de liberar financiamentos de incorporadoras, então este tipo de situação era comum acontecer, mas nunca haviam trazido em casa. Ela sempre rejeitou todo e qualquer tipo de presente, então devem ter pensado “se levarmos na casa dela, por certo vai aceitar”. Eu dou risada até hoje quando lembro que ela me disse “vai pro fim da pilha!”.

Depois daquele dia, daquela atitude, nunca mais fui a mesma. Lógico que ela sempre nos ensinou a não mexer no que não é nosso ou não se corromper por vantagens oferecidas (e se fizéssemos, era uma surra na certa). Mas vê-la rejeitar aquele “agrado” foi marcante para mim.

Trouxe isso para minha vida, eduquei duas meninas, sempre tentei ser como minha mãe. Mas eu penso nos que não tiveram ou não têm uma pessoa como ela, idônea, transparente, honesta. Penso naqueles que ouvem dos pais os melhores conselhos, entretanto são estes mesmos pais que trazem para casa o saldo de um “acordo”, de um “agrado”. Viu como aquele chavão escrito lá de cima é uma verdade irrefutável?

Estendo isso aos demais que nos servem de modelo: professores, patrões, padrinhos (políticos ou não), avós, tios... Quando crianças temos nos parentes mais próximos o referencial, na vida adulta a coisa muda um pouco, e piora ainda mais se já viermos de um lar onde o bom exemplo não era uma constante. Então, meus caros, pensem muito bem no que vocês fazem no dia-a-dia, é isso que será aprendido. E depois não venham reclamar “que este mundo ‘tá’ perdido, meu Deus do céu!”.

Há braços!

24 de out de 2009

Sim, eu “torço contra”! Alguém mais?

(publicado no Jornal Cidadela em 23/10/2009)

“Torcer contra”, esta é uma expressão recorrente na boca de algumas lideranças. Sempre que alguém se mostra contrário é logo visto como um sabotador, alguém que sempre espera que dê tudo errado, que torce por ver “o circo pegar fogo”. Entretanto prefiro fazer uma análise de um ângulo um pouco mais afastado, pois nem sempre “torcer contra” significa prejuízo para a comunidade. Até mesmo porque se “torcer contra” estiver ligado ao efetivo exercício da cidadania, sim, eu também estou no time dos que “torcem contra”!

Torço contra o mau uso da máquina pública, a desorganização e a má-vontade, o desperdício de dinheiro público, o clientelismo, os conchavos, os acordos, o "mizanscene" político, os cabides de emprego, as licitações dirigidas, e tudo mais que contamina e corrói nossa Democracia – aquilo que ainda acredito ser o governo do povo, pelo povo e para o povo.

Não sou nada diferente da maioria dos brasileiros, afinal torço a favor da minha cidade, do meu estado, do meu país, das políticas públicas sérias, das pessoas que não são lembradas naquele intervalo de tempo entre um pleito eleitoral e outro, dos que efetivamente trabalham seja em entidades sem fins lucrativos seja nos diferentes órgãos públicos, torço pela transparência, por ver políticos corruptos “se danarem”, torço por um mundo melhor.

Alguns destes cidadãos apenas “ficam na torcida”, outros entram na arena para lutar contra os monstros que teimam de matar nosso Estado de Direito, estes últimos correm o risco de terem seus nomes achincalhados, de serem processados por falar a verdade, de terem vídeos editados para servir de piada, de serem retaliados. Graças a Deus não estamos mais nos anos da Ditadura (ostensiva), senão estariam até sem as unhas...

Os cidadãos de bem sempre estão dispostos a colaborar, ficou evidente na reunião que tratou da Rede de Proteção Social, sobrou gente para compor a comissão de trabalho (e olha que é trabalho voluntário!). Assim como não faltou gente interessada em “perder” dois dias para ir à Conferência Estadual de Saúde Ambiental, mas nem sempre a vontade do cidadão de bem encontra amparo junto ao Poder Público, daí fica difícil ajudar...

Deixei de trabalhar, antecipei meu retorno de São Paulo para cumprir com meu compromisso de estar nesta Conferência representando Joaçaba, estava preparada para fazer um belo relatório sobre os trabalhos do evento, já tinha até alinhavado uma entrevista para trazer as boas notícias, mas todos os delegados fomos “esquecidos”, não tivemos nosso transporte providenciado, e mesmo que tivéssemos conseguido ir, a delegação de Joaçaba não estava homologada, ou seja, nossa cidade não poderia ser representada. Dei um jeito de chegar no segundo dia, mas foi tudo em vão. De quem foi a culpa? Minha é que não. Depois ainda dizem que a gente “torce contra”! E precisa?!

Todos nós só poderemos parar de “torcer contra” quando nossas lideranças passarem a ser coerentes com seus discursos de campanha e com as funções que exercem. É isso aí mesmo! CO-E-RÊN-CIA. Nem exigimos a tal “honestidade”. Se forem coerentes já é “meio caminho andado” para que as coisas dêem certo. Grande parte das lideranças sempre dá um jeito de obter alguma vantagem, então sendo coerentes com seus programas, com suas promessas, poderemos escolher os “menos ruins” (algo como “Teoria do Menor Dano”) e depois ficar na torcida...

E se for para torcer, torço por Joaçaba!

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Esta parte não saiu no jornal, mas é uma "homenagem":

O mestre Chico Buarque sabia como compor! Com uma censura burra, bastou trocar as palavras escritas, e nós ouvimos o recado!

Pai,afasta de mim esse "cale-se"
Pai,afasta de mim esse "cale-se"
Pai,afasta de mim esse "cale-se"
De vinho tinto de sangue

Pai,afasta de mim esse "cale-se"
Pai,afasta de mim esse "cale-se"
Pai,afasta de mim esse "cale-se"
De vinho tinto de sangue

Como beber dessa bebida amarga
Tragar a dor, engolir a labuta
Mesmo calada a boca,
resta o peito
Silêncio na cidade não se escuta
De que me vale ser filho da santa
Melhor seria ser filho da outra
Outra realidade menos morta
Tanta mentira, tanta força bruta

Pai,afasta de mim esse "cale-se"
Pai,afasta de mim esse "cale-se"
Pai,afasta de mim esse "cale-se"
De vinho tinto de sangue

Como é difícil acordar calado
Se na calada da noite eu me dano
Quero lançar um grito desumano
Que é uma maneira de ser escutado
Esse silêncio todo me atordoa
Atordoado eu permaneço atento
Na arquibancada pra qualquer momento
Ver emergir o monstro da lagoa

Pai,afasta de mim esse "cale-se"
Pai,afasta de mim esse "cale-se"
Pai,afasta de mim esse "cale-se"
De vinho tinto de sangue

De muito gorda a porca já não anda
De muito usada a faca já não corta
Como é difícil, pai, abrir a porta
Essa palavra presa na garganta
Esse pileque homérico no mundo
De que adianta ter boa vontade
Mesmo calado o peito, resta a cuca
Dos bêbados do centro da cidade

Pai,afasta de mim esse "cale-se"
Pai,afasta de mim esse "cale-se"
Pai,afasta de mim esse "cale-se"
De vinho tinto de sangue

Talvez o mundo não seja pequeno
Nem seja a vida um fato consumado
Quero inventar o meu próprio pecado
Quero morrer do meu próprio veneno
Quero perder de vez tua cabeça ("cale-se"!)
Minha cabeça perder teu juízo ("cale-se"!)
Quero cheirar fumaça de óleo diesel
Me embriagar até que alguém me esqueça.

21 de out de 2009

RELATÓRIO DA 1ª. CONFERÊNCIA ESTADUAL DE SAÚDE AMBIENTAL: 13 e 14 de OUTUBRO DE 2009 - SÃO JOSÉ/SC

Antes de iniciar o relatório propriamente dito gostaria de esclarecer que e minha intenção sempre foi a de confeccionar um belo relatório tratando das discussões e decisões tomadas no evento acima citado, entretanto, em virtude dos lamentáveis fatos ocorridos, serve este para esclarecer a todos o porquê de eu não ter trazido maiores informações no tocante às matérias debatidas:

Em 29/09/09, na 1ª. Conferência Intermunicipal de Saúde Ambiental, fui eleita delegada para participar da 1ª. Conferência Estadual de Saúde Ambiental que aconteceria nos dias 13 e 14/10/09, na cidade de São José/SC. Seria uma das representantes da sociedade civil organizada, pois sou presidente de uma ONG de proteção animal: Associação dos Amigos dos Animais de Joaçaba, Herval d’Oeste e Luzerna.

Ciente de meu compromisso com o município, abreviei minha viagem (de trabalho) à São Paulo e retornei no dia 12/10/09 à Joaçaba para me fazer presente na Conferência Estadual que iniciaria no dia seguinte. Deixei de ir à Indaiatuba e Americana visitar clientes para atender um compromisso assumido, na qualidade de voluntária, para representar minha cidade e defender as diretrizes que foram acatadas na Conferência Intermunicipal.

Chegando em Joaçaba, e percebendo que não houve nenhum contato por parte da Secretaria de Saúde de Joaçaba, entrei em contato com meu suplente – Jair Schüller – o qual me informou que ninguém o havia informado de nada, que a Conferência poderia começar mais para o final da tarde do dia 13/10/09. Com isso decidi aguardar até a manhã do dia seguinte (13/10/09) para entrar em contato com os responsáveis pela organização do evento em nossa cidade (que seriam os responsáveis pelo nosso transporte até o município de São José/SC).

Às 8:15h do dia 13/10/09 entrei em contato com a Sra. Vanessa (funcionária de Secretaria Municipal de Saúde de Joaçaba) a qual me informou que os demais delegados haviam avisado que “iriam por conta própria”, pois a Conferência Estadual já se iniciara às 8:00h daquele dia. Indignada pelo fato de nem eu e nem meu suplente terem sido informados de qualquer detalhe da Conferência Estadual, ela me disse que “esqueceu” de mim, mas que os demais delegados estavam em São José.

Quanto ao delegado Vereador André Dalsenter (delegado pelo Sindicato dos Bancários – sociedade civil organizada), ela me disse que ele avisou que não poderia ir, mas não fez referência ao contato ou não do suplente. Também forneceu alguns detalhes quanto à ida dos demais delegados, inclusive informou que “a moça lá da Cidade Alta foi antes para aproveitar o feriadão”. Como eu estava disposta a participar da Conferência de qualquer jeito (já havia perdido tempo e dinheiro com meu retorno antecipado de São Paulo) exigi que “dessem um jeito” e providenciassem minha ida à São José.

Em seguida telefonei para a Secretaria de Saúde de Capinzal para saber se eu conseguiria uma carona e “tomar pé” da ida dos delegados daquele município. Fui informada pela funcionária Gabriela que os delegados de Capinzal já haviam ido no dia anterior por conta do horário de início dos trabalhos em São José/SC.

Minutos depois a Sra. Vanessa retornou a ligação informando que eu deveria estar à meia-noite (0:00h) do dia 14/10/09, em frente ao prédio da Secretaria de Saúde, que eu seria levada à São José juntamente com os doentes numa van (ambulância). Questionada sobre a volta ela me disse que a funcionária Elisângela estava na Conferência e que eu deveria voltar de carona com ela.

À tarde do dia 13/10/09 estive na Secretaria de Saúde para conversar com a Sra. Vanessa e ver se precisava levar algum documento e receber outras orientações. Só me informou que o nome do motorista era Aquiles e que ele me deixaria no local da Conferência Estadual.

Fiz a viagem de van (ambulância) com o Sr. Aquiles o qual se mostrou muito prestativo tanto comigo quanto com os demais pacientes que se utilizavam daquele transporte. Ocorre que não lhe foi informado o local onde eu deveria ficar, estando na planilha apenas a informação “deixar na Conferência Estadual”. Sabendo de seus compromissos com os demais pacientes sugeri que me deixasse no Hospital Regional de São José, que eu daria um jeito de pegar um táxi e descobrir o local do evento. E assim foi feito.

Antes de me deixar em São José, às 5:30h, o Sr. Aquiles deixou o seu número de celular e pediu o meu, pois estaria à disposição, caso eu precisasse de algo (ou de voltar com ele). Peguei um táxi que me levou até a Arena Multiuso (era este o local da Conferência Estadual).

Por ser cedo demais dei uma volta na avenida paralela à Arena em busca de um hotel para descansar um pouco, afinal não havia dormido a noite toda, estava cansada e ainda faltava quase três horas para o início dos trabalhos na Conferência. Não encontrei nem uma vaga, resolvi dormir no banco da praça até que a Arena abrisse e eu pudesse, pelo menos, lavar o rosto.

Às 8:30h peguei meu crachá de delegada e o material da Conferência. Expliquei o porquê da minha chegada tardia e lamentei ter perdido os trabalhos do dia anterior. Assinei a ficha de presença e me dirigi ao local destinado para os delegados.

Iniciados os trabalhos e não localizando ninguém telefonei para o celular da Sra. Elisângela (que também me foi fornecido pelo Sr. Aquiles) que se encontrava desligado. Enviei uma mensagem de texto “Cheguei hj de JBA, preciso de carona para voltar”. Tempos depois ela me retornou informando que estava no centro da cidade de Florianópolis e me questionando se havia mais algum delegado de Joaçaba na Conferência. Informei que não havia encontrado nenhum, que estava sozinha.

Novamente a Sra. Elisângela me telefona informando que estava com o Secretário de Saúde do Município – Sr. Sérgio Grando - e que providenciaria uma passagem de ônibus para eu poder retornar para Joaçaba. Às 11:35h ela chegou (quando eu estava na fila para me pronunciar, pelo município, sobre as diretrizes e conceitos apresentados pelos grupos de trabalhos que haviam se reunido no dia anterior), me entregou o bilhete de passagem dizendo que eu voltaria de ônibus que ela estava resolvendo algumas coisas com o Secretário na ALESC e que, por certo preferiria ficar até o fim dos trabalhos. Estranhei um pouco, pois eu recebera a informação de que esta funcionária estaria participando da Conferência, então tanto eu quanto ela deveríamos ficar até o final dos trabalhos. Mas só eu fiquei na Conferência.

Almocei num restaurante próximo, por conta da organização da Conferência Estadual (os delegados receberam um “vale almoço”); retornei imediatamente à Arena, pois gostaria de me inteirar sobre os assuntos trabalhados no dia anterior e também tentar localizar algum conhecido da Regional de Saúde de Joaçaba, que tivesse participado da Conferência Intermunicipal.

No início da tarde seriam votadas as diretrizes e conceitos para serem encaminhados à Brasília, na Conferência Federal de Saúde Ambiental. Também seriam escolhidos os delegados que iriam para esta última etapa. Os delegados foram orientados a pegar as cédulas e o texto impresso das diretrizes e conceitos. Quando chegou a minha vez fui barrada de pegar as cédulas por conta da minha ausência no dia anterior. Tentei argumentar, explicar que fui “esquecida”, mas isto só piorou as coisas, pois a organização me informou que eu nem estava inscrita como delegada por Joaçaba, nem eu nem ninguém mais. Tive meu crachá de delegada confiscado, a partir daquele momento não poderia me pronunciar mais, me tornara “convidada”, sem direito a voz, votar e/ou ser votada.

Telefonei para o Sr. Jair Schüler, que é presidente do Conselho Municipal de Saúde, e solicitei que ele pedisse para a Sra. Vanessa me ligar urgente (a esta altura nem tinha mais créditos no meu celular). Quando a Sra. Vanessa ligou eu repassei as informações e ela me disse que tinha feito tudo certo, que “era coisa da organização do Estadual”. Como estava ao lado do Sr. Marcelo Pinter, da Comissão Organizadora, passei o telefone para ele, para que vissem quem estava enganado quanto ao meu credenciamento.

Ouvi o Sr. Marcelo falar que Joaçaba não deu retorno às ligações feitas pela Comissão Organizadora, que ele mesmo teve que ligar para todos os municípios da Regional de Joaçaba para conseguir os nomes dos delegados e que Joaçaba foi a única cidade que, não retornando as ligações, não teve delegados confirmados.

A esta altura a confusão já estava feita, eu chorava, tentava argumentar, afinal meu nome estava na lista, eu havia assinado a folha de presença e feito meu registro como delegada. A Comissão Organizadora me explicou que meu nome estava na lista porque era um fato inusitado um município não confirmar os delegados, que os nomes estavam ali poderiam ser substituídos por suplentes, mas que a Secretaria de Saúde dos municípios tinha a obrigação de confirmar os nomes se seriam estes ou não (no meu caso, seria o Sr. Jair Schüler, na minha impossibilidade de participar).

A esta altura as eleições já tinham terminado e começou a entrega dos Certificados. Forneceram-me um, mas na qualidade de “convidado” (cópia anexa).

No momento do “confisco” do meu crachá havia tentado contato com a funcionária Elizângela, mas ela não havia atendido o celular, então me retornou cerca de uma hora depois quando eu já tinha conseguido contato com o Sr. Aquiles e pedi que ele viesse me buscar, afinal os trabalhos já haviam terminado para os meros “convidados”, restando o debate de avaliação do evento para os delegados dos municípios.

Retornei à Joaçaba de van (ambulância) e no dia seguinte entrei em contato com a Sra. Vanessa (da Secretaria de Saúde de Joaçaba) para solicitar o agendamento de uma reunião com ela, com o Secretário de Saúde e com a funcionária Elisângela. Por conta de uma auditoria que estava acontecendo na Secretaria, a reunião ficou agendada pra o dia 19/10/09, segunda-feira, às 15:00hs.

No dia 16/10/09, sexta-feira, durante uma reunião com a Vereadora Sueli Ferronato, comentei os fatos ocorridos ao que ela me informou ter o telefone de uma das delegadas, Sra. Rosane Lourenço (presidente da Associação de Moradores do bairro Jardim das Hortênsias). Ao contactar com a referida delegada a Vereadora foi informada que Rosane ainda estava esperando um contato da Secretaria de Saúde para tratar da Conferência, ao que ela informou que já havia ocorrido.

Na segunda-feira compareceram à reunião o Secretário, a Sra. Vanessa e eu, sendo que foram apresentados vários documentos que comprovariam a homologação dos delegados por Joaçaba, inclusive tendo sido exposto que, se houve alguma falha, foi por parte da Comissão Organizadora da Conferência Estadual e que a Secretaria de Saúde de Joaçaba trouxe para si a responsabilidade de fazer a Conferência Intermunicipal, pois a Regional de Joaçaba não demonstrou interesse no evento que foi idealizado pelo Governo Federal.

Esclareci que, quanto à Conferência Intermunicipal, não havia o que reclamar, pois os trabalhos foram feitos a contento, mas que na continuidade destes, para a efetivação da Conferência Estadual, surgiram diversas falhas que inviabilizaram a efetiva participação do nosso município. Joaçaba não tinha delegados homologados.

Uma informação que me foi repassada é que a Secretaria de Saúde não tinha como suportar os gastos dos delegados de ONGs, e que só forneceria o transporte. Isto me surpreendeu, então eu questionei a ausência da funcionária Elisângela na conferência Estadual, pois ela teria suas despesas pagas pelos cofres públicos. Então salientei a falta de contato com os delegados, pois tanto eu, como o Sr. Jair Schüller e a Sra. Rosane não fomos contatados nem mesmo para receber as orientações quanto ao traslado, se nos seria franqueado.

Tendo em vista que ainda pretendo montar um material sobre os assuntos debatidos na Conferência Estadual, solicitei um contato com a funcionária Elisângela, pois obtive a informação de que ela participou, na qualidade de “convidada”, dos trabalhos do dia 13/10/09, dia eu que estive ausente.

Apesar de tudo o que aconteceu só tenho a elogiar o comportamento do Sr. Aquiles, que em todo o momento foi de uma gentileza ímpar. São funcionários como ele que merecem nossas homenagens.

Depois de tudo o que expus neste relatório sugiro/solicito que os envolvidos busquem as respostas para tantos transtornos ocorridos e que, se as falhas não puderem ser reparadas, que não se repitam, afinal de contas envolve dinheiro público e tempo de voluntários que, como eu, deixam de lado seus afazeres para tentar fazer uma Joaçaba ainda melhor...

Este relatório será enviado ao Secretário de Saúde de Joaçaba, ao Conselho Municipal de Saúde, à Câmara de Vereadores de Joaçaba, ao Ministério Público Estadual e a quem mais solicitar.


Joaçaba, 20 de outubro de 2009.