24 de ago de 2009

O dia em que a avenida parar:

(pulblicado no Jornal Cidadela em 21/08/2009)

Ô semaninha sem graça essa que passou, né?! Já estou dois quilos mais gorda por conta da gripe que deixou todo mundo em casa! Ainda bem que na sexta-feira passada precisei sair e me diverti muito com uma cena inusitada: um homem estava “plantando” duas arvorezinhas no meio da pista de rolagem da Avenida Caetano Branco!

Era um senhor de chapéu que tranquilamente se postou no meio da rodovia, não deu a menor importância nem para mim, nem para os demais veículos. Tranquilamente seguiu com seu trabalho de “jardineiro”.

Liberado o trânsito não agüentei o que vi e caí na gargalhada! Seria uma forma de avisar os motoristas que ali havia buracos? Ou seria uma espécie de protesto? Ou, quem sabe, ele já teria tido filho e escrito um livro?

Seja lá o que tenha passado pela sua cabeça, não dá para ignorar o fato de ele ter aproveitado o “meio caminho andado”, o buraco já estava feito! Nem precisou cavar muito. Aliás, são vários buracos! Dá para criar uma floresta se for plantar em cada um deles!

No final de semana tive a oportunidade de conversar com alguns moradores da região por onde passa aquela avenida, todos estão descontentes, para não dizer enfurecidos com o que (não) vem acontecendo. Alguns apostaram suas fichas de que as tais arvorezinhas se tratavam de um protesto, pois esta é uma idéia recorrente entre outros deles: fechar a Avenida Caetano Branco, “ninguém entra, ninguém sai”.

Lembrei de uma historinha que li há uns anos atrás sobre a importância de cada órgão do corpo humano onde o menos provável conseguiu demonstrar o seu poder, levando quase todos à falência com um simples “parar de deixar fluir”. Acho que tanto no texto quanto na vida real os mais ignorados/esquecidos, são de suma importância...

Nas rodas de discussão dizem que a avenida é do Estado e é ele quem deve mantê-la em condições de trafegabilidade. Tudo bem. Se for assim, eu concordo. Mas alguém me explica: Por que tem lombadas eletrônicas naquela avenida? Elas não são administradas pelo Município?! Por que Luzerna (que “acho” que é município) está fazendo o que pode para diminuir o número de buracos?

E se é responsabilidade do Estado, onde ele está nesse momento? Eu acreditei que Joaçaba teria mais influência lá na capital, afinal temos o Jorginho Mello na ALESC, o Desembargador João Eduardo Souza Varella no TJSC. Ou será que já veio algum “caraminguá” para esta reforma e acabou indo para o alcatrão de outra rodovia?

Seja lá como for, quando os moradores resolverem “partir para a ignorância”, quando montarem barricadas, queimarem alguns veículos (como vemos na TV), pararem o fluxo (como naquela historinha); não faltará radialista, político, comentarista, dizendo “não é por aí o caminho”...

E não é mesmo; é lá pela Rodovia do Ovo!

Há Braços!

Elisabete Margot Vieira
Advogada e ativista de plantão.

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