30 de out de 2009

Exemplos que marcam e ensinam:

(publicado no Jornal Cidadela em 30/10/2009)

É velho, mas todos ouvimos e parecemos não entender: um exemplo fala mais alto do que qualquer palavra. Chavão? Coluna de auto-ajuda? Não, simplesmente uma reflexão.

Era uma adolescente de 14 anos que morava com uma mãe que se desdobrava para nos manter, eu e meus irmãos, até hoje não consigo entender a mágica que ela fazia no orçamento doméstico. Era tudo contado, nenhum luxo, nada de roupas de marca, mas a escola sempre foi particular, esse era o compromisso dela conosco.

Uma tarde para um carro em frente à minha casa e perguntam pela minha mãe. Ela nem tinha como estar ali, estava no banco, onde trabalhava. Um senhor me entregou uma caixinha e pediu que entregasse diretamente para ela. Até à noite não consegui tirar os olhos do dito embrulho.

Dentro havia uma pulseira não muito bonita, mas o que pecava na aparência esbanjava no peso. Com certeza custava uma fortuna (pelo menos para nós que vivíamos com um orçamento apertadíssimo). A venda daquela pulseira seria um alívio, daria para comprar uma máquina de lavar ou coisa semelhante, pensei eu. Mas qual nada! Minha mãe ficou vermelha e entre indignação e revolta proferiu: “Devolvo amanhã mesmo! Quem eles estão pensando que sou? Nunca aceitei e nunca vou aceitar propina!”

Fiquei atordoada e pedi explicações, ao que ela me disse que sua função era a de liberar financiamentos de incorporadoras, então este tipo de situação era comum acontecer, mas nunca haviam trazido em casa. Ela sempre rejeitou todo e qualquer tipo de presente, então devem ter pensado “se levarmos na casa dela, por certo vai aceitar”. Eu dou risada até hoje quando lembro que ela me disse “vai pro fim da pilha!”.

Depois daquele dia, daquela atitude, nunca mais fui a mesma. Lógico que ela sempre nos ensinou a não mexer no que não é nosso ou não se corromper por vantagens oferecidas (e se fizéssemos, era uma surra na certa). Mas vê-la rejeitar aquele “agrado” foi marcante para mim.

Trouxe isso para minha vida, eduquei duas meninas, sempre tentei ser como minha mãe. Mas eu penso nos que não tiveram ou não têm uma pessoa como ela, idônea, transparente, honesta. Penso naqueles que ouvem dos pais os melhores conselhos, entretanto são estes mesmos pais que trazem para casa o saldo de um “acordo”, de um “agrado”. Viu como aquele chavão escrito lá de cima é uma verdade irrefutável?

Estendo isso aos demais que nos servem de modelo: professores, patrões, padrinhos (políticos ou não), avós, tios... Quando crianças temos nos parentes mais próximos o referencial, na vida adulta a coisa muda um pouco, e piora ainda mais se já viermos de um lar onde o bom exemplo não era uma constante. Então, meus caros, pensem muito bem no que vocês fazem no dia-a-dia, é isso que será aprendido. E depois não venham reclamar “que este mundo ‘tá’ perdido, meu Deus do céu!”.

Há braços!

24 de out de 2009

Sim, eu “torço contra”! Alguém mais?

(publicado no Jornal Cidadela em 23/10/2009)

“Torcer contra”, esta é uma expressão recorrente na boca de algumas lideranças. Sempre que alguém se mostra contrário é logo visto como um sabotador, alguém que sempre espera que dê tudo errado, que torce por ver “o circo pegar fogo”. Entretanto prefiro fazer uma análise de um ângulo um pouco mais afastado, pois nem sempre “torcer contra” significa prejuízo para a comunidade. Até mesmo porque se “torcer contra” estiver ligado ao efetivo exercício da cidadania, sim, eu também estou no time dos que “torcem contra”!

Torço contra o mau uso da máquina pública, a desorganização e a má-vontade, o desperdício de dinheiro público, o clientelismo, os conchavos, os acordos, o "mizanscene" político, os cabides de emprego, as licitações dirigidas, e tudo mais que contamina e corrói nossa Democracia – aquilo que ainda acredito ser o governo do povo, pelo povo e para o povo.

Não sou nada diferente da maioria dos brasileiros, afinal torço a favor da minha cidade, do meu estado, do meu país, das políticas públicas sérias, das pessoas que não são lembradas naquele intervalo de tempo entre um pleito eleitoral e outro, dos que efetivamente trabalham seja em entidades sem fins lucrativos seja nos diferentes órgãos públicos, torço pela transparência, por ver políticos corruptos “se danarem”, torço por um mundo melhor.

Alguns destes cidadãos apenas “ficam na torcida”, outros entram na arena para lutar contra os monstros que teimam de matar nosso Estado de Direito, estes últimos correm o risco de terem seus nomes achincalhados, de serem processados por falar a verdade, de terem vídeos editados para servir de piada, de serem retaliados. Graças a Deus não estamos mais nos anos da Ditadura (ostensiva), senão estariam até sem as unhas...

Os cidadãos de bem sempre estão dispostos a colaborar, ficou evidente na reunião que tratou da Rede de Proteção Social, sobrou gente para compor a comissão de trabalho (e olha que é trabalho voluntário!). Assim como não faltou gente interessada em “perder” dois dias para ir à Conferência Estadual de Saúde Ambiental, mas nem sempre a vontade do cidadão de bem encontra amparo junto ao Poder Público, daí fica difícil ajudar...

Deixei de trabalhar, antecipei meu retorno de São Paulo para cumprir com meu compromisso de estar nesta Conferência representando Joaçaba, estava preparada para fazer um belo relatório sobre os trabalhos do evento, já tinha até alinhavado uma entrevista para trazer as boas notícias, mas todos os delegados fomos “esquecidos”, não tivemos nosso transporte providenciado, e mesmo que tivéssemos conseguido ir, a delegação de Joaçaba não estava homologada, ou seja, nossa cidade não poderia ser representada. Dei um jeito de chegar no segundo dia, mas foi tudo em vão. De quem foi a culpa? Minha é que não. Depois ainda dizem que a gente “torce contra”! E precisa?!

Todos nós só poderemos parar de “torcer contra” quando nossas lideranças passarem a ser coerentes com seus discursos de campanha e com as funções que exercem. É isso aí mesmo! CO-E-RÊN-CIA. Nem exigimos a tal “honestidade”. Se forem coerentes já é “meio caminho andado” para que as coisas dêem certo. Grande parte das lideranças sempre dá um jeito de obter alguma vantagem, então sendo coerentes com seus programas, com suas promessas, poderemos escolher os “menos ruins” (algo como “Teoria do Menor Dano”) e depois ficar na torcida...

E se for para torcer, torço por Joaçaba!

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Esta parte não saiu no jornal, mas é uma "homenagem":

O mestre Chico Buarque sabia como compor! Com uma censura burra, bastou trocar as palavras escritas, e nós ouvimos o recado!

Pai,afasta de mim esse "cale-se"
Pai,afasta de mim esse "cale-se"
Pai,afasta de mim esse "cale-se"
De vinho tinto de sangue

Pai,afasta de mim esse "cale-se"
Pai,afasta de mim esse "cale-se"
Pai,afasta de mim esse "cale-se"
De vinho tinto de sangue

Como beber dessa bebida amarga
Tragar a dor, engolir a labuta
Mesmo calada a boca,
resta o peito
Silêncio na cidade não se escuta
De que me vale ser filho da santa
Melhor seria ser filho da outra
Outra realidade menos morta
Tanta mentira, tanta força bruta

Pai,afasta de mim esse "cale-se"
Pai,afasta de mim esse "cale-se"
Pai,afasta de mim esse "cale-se"
De vinho tinto de sangue

Como é difícil acordar calado
Se na calada da noite eu me dano
Quero lançar um grito desumano
Que é uma maneira de ser escutado
Esse silêncio todo me atordoa
Atordoado eu permaneço atento
Na arquibancada pra qualquer momento
Ver emergir o monstro da lagoa

Pai,afasta de mim esse "cale-se"
Pai,afasta de mim esse "cale-se"
Pai,afasta de mim esse "cale-se"
De vinho tinto de sangue

De muito gorda a porca já não anda
De muito usada a faca já não corta
Como é difícil, pai, abrir a porta
Essa palavra presa na garganta
Esse pileque homérico no mundo
De que adianta ter boa vontade
Mesmo calado o peito, resta a cuca
Dos bêbados do centro da cidade

Pai,afasta de mim esse "cale-se"
Pai,afasta de mim esse "cale-se"
Pai,afasta de mim esse "cale-se"
De vinho tinto de sangue

Talvez o mundo não seja pequeno
Nem seja a vida um fato consumado
Quero inventar o meu próprio pecado
Quero morrer do meu próprio veneno
Quero perder de vez tua cabeça ("cale-se"!)
Minha cabeça perder teu juízo ("cale-se"!)
Quero cheirar fumaça de óleo diesel
Me embriagar até que alguém me esqueça.

21 de out de 2009

RELATÓRIO DA 1ª. CONFERÊNCIA ESTADUAL DE SAÚDE AMBIENTAL: 13 e 14 de OUTUBRO DE 2009 - SÃO JOSÉ/SC

Antes de iniciar o relatório propriamente dito gostaria de esclarecer que e minha intenção sempre foi a de confeccionar um belo relatório tratando das discussões e decisões tomadas no evento acima citado, entretanto, em virtude dos lamentáveis fatos ocorridos, serve este para esclarecer a todos o porquê de eu não ter trazido maiores informações no tocante às matérias debatidas:

Em 29/09/09, na 1ª. Conferência Intermunicipal de Saúde Ambiental, fui eleita delegada para participar da 1ª. Conferência Estadual de Saúde Ambiental que aconteceria nos dias 13 e 14/10/09, na cidade de São José/SC. Seria uma das representantes da sociedade civil organizada, pois sou presidente de uma ONG de proteção animal: Associação dos Amigos dos Animais de Joaçaba, Herval d’Oeste e Luzerna.

Ciente de meu compromisso com o município, abreviei minha viagem (de trabalho) à São Paulo e retornei no dia 12/10/09 à Joaçaba para me fazer presente na Conferência Estadual que iniciaria no dia seguinte. Deixei de ir à Indaiatuba e Americana visitar clientes para atender um compromisso assumido, na qualidade de voluntária, para representar minha cidade e defender as diretrizes que foram acatadas na Conferência Intermunicipal.

Chegando em Joaçaba, e percebendo que não houve nenhum contato por parte da Secretaria de Saúde de Joaçaba, entrei em contato com meu suplente – Jair Schüller – o qual me informou que ninguém o havia informado de nada, que a Conferência poderia começar mais para o final da tarde do dia 13/10/09. Com isso decidi aguardar até a manhã do dia seguinte (13/10/09) para entrar em contato com os responsáveis pela organização do evento em nossa cidade (que seriam os responsáveis pelo nosso transporte até o município de São José/SC).

Às 8:15h do dia 13/10/09 entrei em contato com a Sra. Vanessa (funcionária de Secretaria Municipal de Saúde de Joaçaba) a qual me informou que os demais delegados haviam avisado que “iriam por conta própria”, pois a Conferência Estadual já se iniciara às 8:00h daquele dia. Indignada pelo fato de nem eu e nem meu suplente terem sido informados de qualquer detalhe da Conferência Estadual, ela me disse que “esqueceu” de mim, mas que os demais delegados estavam em São José.

Quanto ao delegado Vereador André Dalsenter (delegado pelo Sindicato dos Bancários – sociedade civil organizada), ela me disse que ele avisou que não poderia ir, mas não fez referência ao contato ou não do suplente. Também forneceu alguns detalhes quanto à ida dos demais delegados, inclusive informou que “a moça lá da Cidade Alta foi antes para aproveitar o feriadão”. Como eu estava disposta a participar da Conferência de qualquer jeito (já havia perdido tempo e dinheiro com meu retorno antecipado de São Paulo) exigi que “dessem um jeito” e providenciassem minha ida à São José.

Em seguida telefonei para a Secretaria de Saúde de Capinzal para saber se eu conseguiria uma carona e “tomar pé” da ida dos delegados daquele município. Fui informada pela funcionária Gabriela que os delegados de Capinzal já haviam ido no dia anterior por conta do horário de início dos trabalhos em São José/SC.

Minutos depois a Sra. Vanessa retornou a ligação informando que eu deveria estar à meia-noite (0:00h) do dia 14/10/09, em frente ao prédio da Secretaria de Saúde, que eu seria levada à São José juntamente com os doentes numa van (ambulância). Questionada sobre a volta ela me disse que a funcionária Elisângela estava na Conferência e que eu deveria voltar de carona com ela.

À tarde do dia 13/10/09 estive na Secretaria de Saúde para conversar com a Sra. Vanessa e ver se precisava levar algum documento e receber outras orientações. Só me informou que o nome do motorista era Aquiles e que ele me deixaria no local da Conferência Estadual.

Fiz a viagem de van (ambulância) com o Sr. Aquiles o qual se mostrou muito prestativo tanto comigo quanto com os demais pacientes que se utilizavam daquele transporte. Ocorre que não lhe foi informado o local onde eu deveria ficar, estando na planilha apenas a informação “deixar na Conferência Estadual”. Sabendo de seus compromissos com os demais pacientes sugeri que me deixasse no Hospital Regional de São José, que eu daria um jeito de pegar um táxi e descobrir o local do evento. E assim foi feito.

Antes de me deixar em São José, às 5:30h, o Sr. Aquiles deixou o seu número de celular e pediu o meu, pois estaria à disposição, caso eu precisasse de algo (ou de voltar com ele). Peguei um táxi que me levou até a Arena Multiuso (era este o local da Conferência Estadual).

Por ser cedo demais dei uma volta na avenida paralela à Arena em busca de um hotel para descansar um pouco, afinal não havia dormido a noite toda, estava cansada e ainda faltava quase três horas para o início dos trabalhos na Conferência. Não encontrei nem uma vaga, resolvi dormir no banco da praça até que a Arena abrisse e eu pudesse, pelo menos, lavar o rosto.

Às 8:30h peguei meu crachá de delegada e o material da Conferência. Expliquei o porquê da minha chegada tardia e lamentei ter perdido os trabalhos do dia anterior. Assinei a ficha de presença e me dirigi ao local destinado para os delegados.

Iniciados os trabalhos e não localizando ninguém telefonei para o celular da Sra. Elisângela (que também me foi fornecido pelo Sr. Aquiles) que se encontrava desligado. Enviei uma mensagem de texto “Cheguei hj de JBA, preciso de carona para voltar”. Tempos depois ela me retornou informando que estava no centro da cidade de Florianópolis e me questionando se havia mais algum delegado de Joaçaba na Conferência. Informei que não havia encontrado nenhum, que estava sozinha.

Novamente a Sra. Elisângela me telefona informando que estava com o Secretário de Saúde do Município – Sr. Sérgio Grando - e que providenciaria uma passagem de ônibus para eu poder retornar para Joaçaba. Às 11:35h ela chegou (quando eu estava na fila para me pronunciar, pelo município, sobre as diretrizes e conceitos apresentados pelos grupos de trabalhos que haviam se reunido no dia anterior), me entregou o bilhete de passagem dizendo que eu voltaria de ônibus que ela estava resolvendo algumas coisas com o Secretário na ALESC e que, por certo preferiria ficar até o fim dos trabalhos. Estranhei um pouco, pois eu recebera a informação de que esta funcionária estaria participando da Conferência, então tanto eu quanto ela deveríamos ficar até o final dos trabalhos. Mas só eu fiquei na Conferência.

Almocei num restaurante próximo, por conta da organização da Conferência Estadual (os delegados receberam um “vale almoço”); retornei imediatamente à Arena, pois gostaria de me inteirar sobre os assuntos trabalhados no dia anterior e também tentar localizar algum conhecido da Regional de Saúde de Joaçaba, que tivesse participado da Conferência Intermunicipal.

No início da tarde seriam votadas as diretrizes e conceitos para serem encaminhados à Brasília, na Conferência Federal de Saúde Ambiental. Também seriam escolhidos os delegados que iriam para esta última etapa. Os delegados foram orientados a pegar as cédulas e o texto impresso das diretrizes e conceitos. Quando chegou a minha vez fui barrada de pegar as cédulas por conta da minha ausência no dia anterior. Tentei argumentar, explicar que fui “esquecida”, mas isto só piorou as coisas, pois a organização me informou que eu nem estava inscrita como delegada por Joaçaba, nem eu nem ninguém mais. Tive meu crachá de delegada confiscado, a partir daquele momento não poderia me pronunciar mais, me tornara “convidada”, sem direito a voz, votar e/ou ser votada.

Telefonei para o Sr. Jair Schüler, que é presidente do Conselho Municipal de Saúde, e solicitei que ele pedisse para a Sra. Vanessa me ligar urgente (a esta altura nem tinha mais créditos no meu celular). Quando a Sra. Vanessa ligou eu repassei as informações e ela me disse que tinha feito tudo certo, que “era coisa da organização do Estadual”. Como estava ao lado do Sr. Marcelo Pinter, da Comissão Organizadora, passei o telefone para ele, para que vissem quem estava enganado quanto ao meu credenciamento.

Ouvi o Sr. Marcelo falar que Joaçaba não deu retorno às ligações feitas pela Comissão Organizadora, que ele mesmo teve que ligar para todos os municípios da Regional de Joaçaba para conseguir os nomes dos delegados e que Joaçaba foi a única cidade que, não retornando as ligações, não teve delegados confirmados.

A esta altura a confusão já estava feita, eu chorava, tentava argumentar, afinal meu nome estava na lista, eu havia assinado a folha de presença e feito meu registro como delegada. A Comissão Organizadora me explicou que meu nome estava na lista porque era um fato inusitado um município não confirmar os delegados, que os nomes estavam ali poderiam ser substituídos por suplentes, mas que a Secretaria de Saúde dos municípios tinha a obrigação de confirmar os nomes se seriam estes ou não (no meu caso, seria o Sr. Jair Schüler, na minha impossibilidade de participar).

A esta altura as eleições já tinham terminado e começou a entrega dos Certificados. Forneceram-me um, mas na qualidade de “convidado” (cópia anexa).

No momento do “confisco” do meu crachá havia tentado contato com a funcionária Elizângela, mas ela não havia atendido o celular, então me retornou cerca de uma hora depois quando eu já tinha conseguido contato com o Sr. Aquiles e pedi que ele viesse me buscar, afinal os trabalhos já haviam terminado para os meros “convidados”, restando o debate de avaliação do evento para os delegados dos municípios.

Retornei à Joaçaba de van (ambulância) e no dia seguinte entrei em contato com a Sra. Vanessa (da Secretaria de Saúde de Joaçaba) para solicitar o agendamento de uma reunião com ela, com o Secretário de Saúde e com a funcionária Elisângela. Por conta de uma auditoria que estava acontecendo na Secretaria, a reunião ficou agendada pra o dia 19/10/09, segunda-feira, às 15:00hs.

No dia 16/10/09, sexta-feira, durante uma reunião com a Vereadora Sueli Ferronato, comentei os fatos ocorridos ao que ela me informou ter o telefone de uma das delegadas, Sra. Rosane Lourenço (presidente da Associação de Moradores do bairro Jardim das Hortênsias). Ao contactar com a referida delegada a Vereadora foi informada que Rosane ainda estava esperando um contato da Secretaria de Saúde para tratar da Conferência, ao que ela informou que já havia ocorrido.

Na segunda-feira compareceram à reunião o Secretário, a Sra. Vanessa e eu, sendo que foram apresentados vários documentos que comprovariam a homologação dos delegados por Joaçaba, inclusive tendo sido exposto que, se houve alguma falha, foi por parte da Comissão Organizadora da Conferência Estadual e que a Secretaria de Saúde de Joaçaba trouxe para si a responsabilidade de fazer a Conferência Intermunicipal, pois a Regional de Joaçaba não demonstrou interesse no evento que foi idealizado pelo Governo Federal.

Esclareci que, quanto à Conferência Intermunicipal, não havia o que reclamar, pois os trabalhos foram feitos a contento, mas que na continuidade destes, para a efetivação da Conferência Estadual, surgiram diversas falhas que inviabilizaram a efetiva participação do nosso município. Joaçaba não tinha delegados homologados.

Uma informação que me foi repassada é que a Secretaria de Saúde não tinha como suportar os gastos dos delegados de ONGs, e que só forneceria o transporte. Isto me surpreendeu, então eu questionei a ausência da funcionária Elisângela na conferência Estadual, pois ela teria suas despesas pagas pelos cofres públicos. Então salientei a falta de contato com os delegados, pois tanto eu, como o Sr. Jair Schüller e a Sra. Rosane não fomos contatados nem mesmo para receber as orientações quanto ao traslado, se nos seria franqueado.

Tendo em vista que ainda pretendo montar um material sobre os assuntos debatidos na Conferência Estadual, solicitei um contato com a funcionária Elisângela, pois obtive a informação de que ela participou, na qualidade de “convidada”, dos trabalhos do dia 13/10/09, dia eu que estive ausente.

Apesar de tudo o que aconteceu só tenho a elogiar o comportamento do Sr. Aquiles, que em todo o momento foi de uma gentileza ímpar. São funcionários como ele que merecem nossas homenagens.

Depois de tudo o que expus neste relatório sugiro/solicito que os envolvidos busquem as respostas para tantos transtornos ocorridos e que, se as falhas não puderem ser reparadas, que não se repitam, afinal de contas envolve dinheiro público e tempo de voluntários que, como eu, deixam de lado seus afazeres para tentar fazer uma Joaçaba ainda melhor...

Este relatório será enviado ao Secretário de Saúde de Joaçaba, ao Conselho Municipal de Saúde, à Câmara de Vereadores de Joaçaba, ao Ministério Público Estadual e a quem mais solicitar.


Joaçaba, 20 de outubro de 2009.

16 de out de 2009

Lá e cá:



(pulbicado no Jornal Cidadela em 16/10/09)


Estive em São Paulo, fui a trabalho, mas Joaçaba não me saía da cabeça, ora me vinha uma sensação confortável de saber que moro num paraíso, ora vinha o gosto amargo da angústia de saber que ela poderia ser mais bem cuidada, que as coisas poderiam ser melhor conduzidas.

Eu sempre brinco “Joaçaba, Herval e Luzerna não dá um FLA FLU”, remetendo ao clássico de futebol que reúne mais de 50 mil pessoas. “Se a gente não der conta, então fecha a bodega”.

Lá de cima do viaduto eu via aquele mar de carros, todos parados, tudo travado. Lembrei da nossa esquina da XV com a Santa Terezinha, um estresse danado para sincronizar um farol! Deu vontade de pedir ajuda para a mente que organiza aquilo tudo, quem sabe ele consegue “acertar a mão”. Mas eu agradeci a Deus pelo farol da XV, é só ele que me incomoda, um congestionamentozinho de 10 minutos não mata ninguém...

Lá no Salão Duas Rodas constatei como as motos e outros “bichos” conseguem ser uma unanimidade, vi todas as gerações, todas as cores, todos os sexos, todas as tribos. Eram senhorinhas e crianças perambulando entre um stand e outro. Novamente me veio à mente minha amada cidadezinha: Por que não fazer um evento deste estilo lá pra nossas bandas? Poderíamos ser um pouco originais e sair do circuito rODEIO – Show Sertanejo que acontece em praticamente em todas as cidades circunvizinhas.

Alguns vão torcer o nariz, mais por desconhecimento do que por opinião. Pois bem, já perdi a conta de quantos encontros de moto eu fui e, apesar das figuras “esquisitonas”, são “da paz” e só querem ser felizes. Vi muitos motociclistas mais “família” do que muito “rato de igreja”. Não dá para avaliar o conteúdo pela embalagem. É uma turma do bem.

Muita gente viria para Joaçaba, estaríamos inovando na região, poderíamos entrar para o calendário de eventos de muitos turistas (igual Lages e o Motoneve, que acontece todo mês de julho). A cidade teria outra coisa para ser lembrada além do nosso belo Carnaval.

O nariz coçava. “Na minha terra o ar é puro”. Vi um passarinho e parecia que tinha visto um elefante na calçada. “Na minha janela os pássaros me dão bom-dia”. Me vem a sensação de que estamos reclamando de “barriga cheia”, que aqui é um paraíso, que “se melhorar estraga”. Mas daí eu lembro que São Paulo um dia teve o tamanho de Joaçaba e que não atentou para os fatos e agora agoniza num mar de carros, num mar de m&rd@. Tudo muito bem canalizado, mas não deixa de ser o que é. Lembrei do Rio do Tigre, um dia ele conseguirá ser um Tietê, basta continuar nesse rumo.

O bom de a gente ir para estas cidades muito grandes é que lá todos os problemas são gigantes. Daí a gente vem para a casa com mais gás para “arregaçar as mangas” e trabalhar para o bem da nossa Joaçaba. Aqui, diferente de lá, a vontade tem tanto poder quanto o dinheiro. Aqui os moradores podem se unir e resolver muitos dos problemas sozinhos, lá cada coisinha é um saco de dinheiro...

Tudo longe, tudo caro, tudo demorado, muita fila. Sair daqui nos faz amar ainda mais Joaçaba. “Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá; As aves, que aqui gorjeiam, Não gorjeiam como lá. Nosso céu tem mais estrelas, Nossas várzeas têm mais flores, Nossos bosques têm mais vida, Nossa vida mais amores. Em cismar, sozinho, à noite, Mais prazer encontro eu lá; Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá.”

13 de out de 2009

“Alguém peidei, não sei quem fui.”

(publicado no jornal Cidadela em 09/10/09)

OK, a frase não é das melhores, mas não encontrei outra que defina a situação do rODEIO Country em Joaçaba. Quem me acompanha neste espaço lembra que eu escrevi sobre a manifestação do nosso Diretor de Eventos (Tuti) sobre a efetivação deste evento em nossa cidade: “Bete, vamos fazer o rodeio, o Jorginho quer” (Sopa de letrinhas – 11/09/09).

Pois bem, o tal evento estava confirmado, eu mesma conferi no site da Prefeitura: 23,24 e 25 de outubro de 2009 – 1º rODEIO Country de Joaçaba – Estádio Municipal Oscar Rodrigues da Nova. Aquele “1º.” já indicava que haveria outros, mas no Estádio?! Será que li direito? Não era este mesmo Estádio que há pouco havia passado por uma reforma “meia boca” por conta das dificuldades financeiras da Prefeitura?

Dessa vez eles se superaram: conseguiram angariar a antipatia dos protetores de animais e dos amantes do futebol local. Eu tinha que fazer alguma coisa. Mas é lógico! Se a ideia era do Jorginho Mello, bastava nos manifestar junto a ele! E gente do Brasil inteiro se manifestou através de e-mail, pelo Orkut, na petição online (só faltou sinal de fumaça); e naquele mesmo dia o Deputado deu “o ar da graça”:

“Tendo recebido diversas manifestações a respeito da realização de Rodeio na cidade de Joaçaba, quero tranquilizar a todos dizendo que sou um Deputado Estadual que vem pautando minhas atividades sempre em defesa do progresso e do bem estar, tanto das pessoas quanto dos animais. É sabido que sempre fui um trabalhador consciente de minhas responsabilidades e venho, nestes mandatos a mim conferidos, buscando executar ações de preservação da cultura, do meio ambiente, da educação, da economia e de tantas outras questões diretamente ligadas ao crescimento e ao desenvolvimento. Apoio, sem dúvida, vários eventos em que não decido as atividades. Às vezes tem até rodeios, mas não sou responsável pelas programações que as cidades organizam. Portanto, peço que não deem ouvidos a fofocas e não acreditem em tudo o que dizem a meu respeito, pois, quem me conhece - e até algumas pessoas que ainda não conhecem - sabem da minha vontade e de meu empenho em realizar e, também, intervir para a realização somente de coisas que sejam boas para a comunidade. Não apoio e nem vou apoiar nenhum rodeio, nem em Joaçaba e nem em lugar nenhum!
Conte sempre comigo e com meu trabalho sério.
Um grande abraço. Deputado Jorginho Mello”


Estão entendendo o porquê da frase? Sabe aquela situação chata onde ninguém quer assumir a “responsabilidade” pelo ato? Pode ser um singelo “pum”, mas também pode ser uma decisão antipática e/ou arbitrária. Todos se olhando meio que jogando a “culpa” para o outro? Ninguém querendo ser “o pai da criança”?

Isso sem falar que logo após a avalanche de manifestações o tal evento foi excluído do site da Prefeitura, meio que com a intenção de me fazer passar por mentirosa, levantado suspeitas sobre minha idoneidade. Pois bem, lembram do Deputado Juruna que andava com um gravador nas mãos pois dizia que “índio não confia em homem branco”? Eu, tal e qual o índio, dei um “Print Screen” e salvei a imagem. Está aí ó!



Decisões infelizes não deixam a mão amarela, deixam a cara! Tenho dito.

12 de out de 2009

As lições que deveríamos ter aprendido

(publicado no Jornal Cidadela em 02/10/09)

Estes últimos dias têm sido marcantes para todos os que se importam com o meio ambiente, para todos os que amam animais, plantas e todo o resto da Criação. É aquela coisa de fechar um ciclo para iniciar outro, algo como a lagarta que tem que desaparecer para voltar na borboleta.

Há décadas Joaçaba contava com a presença de um ser iluminado que sabia da importância de todo ser vivo, que tinha consciência de que o homem é apenas mais um dos seres que habitam esse nosso planeta, portanto não detentor de todos os poderes e direitos que acredita possuir.

Sua vida foi marcada entre duas missões: salvar animais indefesos e nos salvar de nós mesmos. A primeira apesar de cansativa era fácil, pois era médico veterinário de formação, tinha meios de amenizar o sofrimento dos nossos irmãozinhos inferiores, e o fazia com a maestria de um santo.

A outra missão era inglória: mostrar-nos que não somos nem um pouco mais importantes do que qualquer outro animal, que nós morreremos se eles morrerem. Respeito pelos seres da criação era só isso que ele pregava...

Seus olhos se fecharam, a floresta silenciou entre respeito e reverência. Sua luta continua em outros que o admiravam e que sabem que suas lições eram preciosas; se não acrescentarmos nada, que pelo menos não sejamos os responsáveis pela destruição.

Nestes mesmos dias de ocaso nascem movimentos que tentam reverter esse processo de degradação em que entramos: surgiu o debate sobre o consumo consciente e tratamento do nosso lixo, a conferência para discutir a saúde ambiental.

O engraçado de tudo isso é ver que precisamos que doutores venham nos falar o óbvio! Um homem de jeito simples não serviu para nos ensinar. Em poucas horas de palestras aprendemos muito, não consigo entender como seis décadas de ensinamentos parecem não terem surtido efeito. Ah sim! As lições eram dadas em forma de exemplos e palavras simples, nada e fotos, protocolos, câmeras, microfones, daí não valiam...

Ele era um visionário, sonhava com um mundo sem poluição antes mesmo de sofrermos com isso. E justamente por isso era visto como louco, afinal de contas ele via o que nós não podíamos conceber: um caos na Criação. Como dizem as crianças “bem-feito pra nós”. Agora estamos aqui desesperados tentando resolver problemas que nós mesmos criamos!

Como temos a mania de dar valor somente depois que perdemos, espero que a ida do irmão Teodorico sirva de marco para uma nova postura. Com certeza a vida dele não foi em vão. Apesar de muitas vezes ele acreditar estar “pregando no deserto”, algumas vozes se levantam e clamam por justiça e amor. Essas vozes são as nossas, são as dos animais, são de toda a floresta, de todo o universo.

Ninguém precisa se tornar um ativista de noite para o dia basta um pouco de “vergonha na cara”! Não gosta de bicho? Não agrida! Não gosta de plantar? Não corte! Afinal de contas o ditado já diz tudo: muito faz quem não atrapalha. Mas a arrogância, a soberba, o antropocentrismo tem o poder de imbecilizar até os mais estudados. Uma pena...



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A Ponte do Arco-Íris

O pequeno filhote e o cão mais velho estavam deitados à sombra, sobre a grama verde, observando os reencontros. Às vezes um homem, às vezes uma mulher, às vezes uma família inteira se aproximava da Ponte do Arco-Íris, era recebida por seus animais de estimação com muita festa e eles cruzavam juntos a ponte.

O filhotinho cutucou o cão mais velho: "Olha lá! Tem alguma coisa maravilhosa acontecendo!" O cão mais velho se levantou e latiu: "Rápido! Vamos até a entrada da ponte!" "Mas aquele não é o meu dono", choramingou o filhotinho; mesmo assim ele obedeceu.

Milhares de animais de estimação correram em direção àquela pessoa vestida de branco, que caminhava em direção à ponte. Conforme aquela pessoa iluminada passava, cada animal fazia uma reverência com a cabeça em sinal de amor e respeito. A pessoa finalmente aproximou-se da ponte, onde foi recebida por uma multidão de animais que lhe faziam muita festa. Juntos, eles atravessaram a ponte e desapareceram.

O filhotinho ainda estava atônito: "Aquilo era um anjo?", perguntou baixinho. "Não, filho", respondeu o cão mais velho. "Aquilo não era só um anjo. Era uma pessoa que trabalhava em um abrigo de animais.".

(desconheço o autor)

8 de out de 2009

E o rODEIO foi cancelado..

Durante a sessão da Câmara de Vereadores do dia 06/10/09 foi informado o cancelamento do rODEIO Country em Joaçaba! Vitória de todos os que efetivamente lutam pelos animais.

Abaixo segue um e-mail que recebi de uma companheira de luta como retorno da manifestação ocorrida em 07/10/09, na cidade de Guarulhos/SP:

Exclui as fotos, quem tiver interesse basta pedir. Há dois links de vídeos.

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Entre as pérolas que sairam da boca do vereador Wagner Freitas e do Veterinário que ele levou para defender os rodeios estão :

"O SEDÉM É FEITO DE LÃ" - Vereador Wagner Freitas
É e o rodeio é um desfile de modas e o sedém é um acessório indispensável.

"O SEDÉM PROVOCA CÓCEGAS NOS ANIMAIS" - Professor Tenório - Veterinário
Lancemos então uma campanha para os peões: "Use o sedém e sinta-se bem", ou então, "Use o sedém e dê pulos de alegria"

"O BOI PULA PORQUE VÊ O BOI QUE SAIU NA FRENTE PULANDO TAMBÉM" - Professor Tenório - Veterinário
Isso muda tudo, "O rodeio não é uma crueldade, é sim uma festa de bois saltitantes e bailarinos"

"AS ESPORAS NÃO MACHUCAM POIS SÃO DE BORRACHA" - Vereador Wagner Freitas
É e são usadas para massagear o dorso dos animais...

"A VIOLÊNCIA E AGRESSÃO DO RODEIO É A MESMA QUE A DO JOGO DE FUTEBOL" - Vereador Wagner Freitas
Só tem uma diferença: "No futebol os jogadores estão lá por livre e espontânea vontade, nos rodeios os animais estão sendo agredidos sem saber porquê."

Segue anexo fotos da briga iniciada pelos "peões" que partiram pra cima dos protetores de animais, do lado de fora tentando agredir uma manifestante que falava ao microfone, e dentro da Câmara de Vereadores depois de terem sido estimulados.

RODEIO É EXATAMENTE ISSO: VIOLÊNCIA E DESRESPEITO.
http://www.youtube.com/watch?v=YcaPOWTiJsQ

Quanto mais o homem evolui, menos ele usa a força física.
Lilian Rockenbach

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VIOLÊNCIA NÃO É SÓ NA ARENA, FOI TAMBÉM NA CÂMARA DA CIDADE DE GUARULHOS-SP:

ATIVISTA tem que sair antes do término e escoltado por policia militar.

Manifestação foi marcada por provocações e agressões por parte dos peões e logo no incio a policia teve que intervir para que pudessemos continuar. Mais de 200 ativistas deram inicio a manifestação pacifica.

Agradecemos a presença de ATIVISTAS de São Paulo que vieram em nosso socorro.

Infelizmente o nº de ativistas de Guarulhos foi muito pequeno.

Foram sete horas de audiência e ninguém arredou o pé, teve muitos depoimentos a nosso favor e alguns contra, feitos por peões, todos muito mal educados e, com pavios muito curtos.

Foi a maior confusão.

Leandro (GRANDE GAROTO) do Grupo ODEIO RODEIO.COM foi ameaçado pela gangue dos peões de rodeio QUE AGREDIRAM algumas pessoas.Para que seu equipamento de som fosse levado até o carro, foi necessário uma escolta de quatro seguranças particulares fornecido pelas professoras e diretoras do Colégio Mater Amabilis, grandes defensores dos direitos dos animais e que também sofreram ameaças.

Teve briga dentro da Câmara, incitada pelo vereador Wagner Freitas, QUE EM NENHUM MOMENTO teve como rebater as crueldades sofridas pelos animais feitas por Dra Irvênia Prada, Sônia Fonseca, Wilsom Grassi, pela Promotora de Justiça Dra Vânia Tuglio e, até do vereador Dr.José Mário que era favorável aos rodeios e que mudou de opinião após ver material sobre rodeios e vaquejadas.

Veja a fúria do vereador Freitas.
http://www.youtube.com/watch?v=1JIOFUPUgbo

Estiveram presentes: Nina Rosa, Marco Ciampi, Ângela Caruso, Lilian Rochenbach representando o Dep.Feliciano Filho.

Estamos todos cansados, mas o fato de saber que o PL 330/05 tem uma grande possibilidade de ser arquivado, nos dá forças e anima.

ATIVISTA E PROTETORES SOFREM E APANHAM, NEM MESMO A TERCEIRA IDADE ESCAPOU DA IRA DOS PEÕES.

Assista a Manifestação pacifica do lado de fora.
http://www.youtube.com/watch?v=o3NJxm6AfTE

5 de out de 2009

rODEIO Country - Já que está no site da Prefeitura, o jeito é protestar...

O rODEIO Country já está no Site da Prefeitura de Joaçaba/SC - 23/24 e 25 de outubro de 2009. No Estádio Municipal.

Parece que não se contentaram em apenas fomentar os maus tratos aos animais, agora resolveram impossibilitar a prática de esportes em nosso município, pois temos um time de futebol e a Secretaria de Esporte possui um trabalho chamado Segundo Tempo, em que se utiliza do campo para ensinar as crianças do município!

Semana passada pedimos aos ativistas da causa animal que se manifestassem junto ao Dep. Estadual Joginho Mello, tendo em vista que o Diretor de Eventos do município - José Otávio (Tuti) - havia nos informado que o "responsável" pelo rODEIO era o tal deputado.

Na sexta-feira o Dep. Jorginho Mello se manifestou dizendo: "Não apoio e nem vou apoiar nenhum rodeio, nem em Joaçaba e nem em lugar nenhum!". Ou seja, alguém está faltando com a verdade...

Por tudo o que apresentamos e estamos presenciando, pedimos que se manifestem junto ao deputado Jorginho Mello - jorginho@alesc.sc.gov.br - e junto à Prefeitura Municipal de Joaçaba - imprensa@joacaba.sc.gov.br

Tendo em vista que uma vereadora já se posicionou a favor dos animais e do esporte local, criamos uma petição online, que protocolaremos junto à Câmara de Vereadores, pois queremos mostrar a nossos legisladores que os olhos do Brasil estão voltados para Joaçaba/SC e que se animais não votam, nós votamos por eles.

Link da petição: http://www.petitiononline.com/19911994/ - Rodeio Country em Joaçaba?! Não mesmo!

Estamos trabalhando no sentido de elaborar uma lista informativa sobre os políticos que apóiam este evento e também não esqueceremos dos que se mantiverem "neutros", pois nós ativistas sabemos o quão perniciosa é esta atitude. Muito em breve estará à disposição no nosso site. Os que colaboram coma nossa luta terão um destaque todo especial, pois é deles que teremos que lembrar em 2010 e 2012, são eles os merecedores dos nossos votos.

Pedimos que esta mensagem seja replicada para o maior número de pessoas possível.

Há Braços!

ONG Amigos dos Animais
Bete Vieira - Presidente
www.amigosdosanimais.org.br

2 de out de 2009

O Deputado se manifestou...

http://www.petitiononline.com/19911994/

Link da petição...
Maldita inclusão digital!! [:P]

Manifestação do deputado:

Tendo recebido diversas manifestações a respeito da realização de Rodeio na cidade de Joaçaba, quero tranquilizar a todos dizendo que sou um Deputado Estadual que vem pautando minhas atividades sempre em defesa do progresso e do bem estar, tanto das pessoas quanto dos animais. É sabido que sempre fui um trabalhador consciente de minhas responsabilidades e venho, nestes mandatos a mim conferidos, buscando executar ações de preservação da cultura, do meio ambiente, da educação, da economia e de tantas outras questões diretamente ligadas ao crescimento e ao desenvolvimento. Apoio, sem dúvida, vários eventos em que não decido as atividades. Às vezes tem até rodeios, mas não sou responsável pelas programações que as cidades organizam.
Portanto, peço que não deem ouvidos a fofocas e não acreditem em tudo o que dizem a meu respeito, pois, quem me conhece - e até algumas pessoas que ainda não conhecem - sabem da minha vontade e de meu empenho em realizar e, também, intervir para a realização somente de coisas que sejam boas para a comunidade. Não apoio e nem vou apoiar nenhum rodeio, nem em Joaçaba e nem em lugar nenhum!
Conte sempre comigo e com meu trabalho sério.

Nossa resposta:

Muitas foram as pessoas que nos procuraram para avisar de que o senhor era um ferrenho apoiador de um rodeio country na cidade de Joaçaba, uma delas é o Diretor de Eventos José Otávio (Tuti).
Eu mesma tive a oportunidade de ouvir do senhor que "um rodeio é coisa boa", mas até aí não há nenhum problema, pois cada um tem o direito de gostar do que bem entender. Mas apoiar este tipo de evento é inconcebível para os que respeitam os animais.
Solicitamos a gentileza de que o senhor verifique este mal entendido junto à Diretoria de Eventos da Prefeitura de Joaçaba, pois eles estão imputando ao senhor a responsabilidade do rodeio...
Temos notícias de que já está havendo cotação de preços para a divulgação deste evento.
Esperamos contar com a sua colaboração no sentido de evitar que venha para Joaçaba, pois sabemos que o senhor sempre lutou por nossa região.

RODEIO COUNTRY NO ESTADIO DO JAC!?!


PETIÇÃO ON LINE

RODEIO COUNTRY EM JOAÇABA? NÃO MESMO!

http://www.petitiononline.com/cgi-bin/create_petition.cgi?19911994



Acabamos de receber uma notícia muito desagradável:


Estão se organizando para fazer o rODEIO em Joaçaba/SC, e para piorar tudo, querem fazer no estádio de futebol da cidade!! Ou seja, além de maltratar animais inviabilizarão o esporte, pois o gramado será destruído!


Pelas informações que nos repassaram, quem está se mobilizando para que este evento ocorra é o presidente da Assembléia Legislativa de Santa Catarina, que é da nossa região: Dep. Jorginho Mello (PSDB). Ele tem pretensão de sair candidato a Deputado Federal por SC, então anotem bem este nome: ele apóia rODEIOs.


Há poucos meses atrás conseguimos fazer com que a Prefeitura de Joaçaba voltasse atrás com a idéia de um rODEIO para as festividades de aniversário da cidade, agora vem um Deputado com essa idéia!


Vamos nos manifestar através do e-mail deste Deputado. Ainda há tempo, afinal ainda não foi lançado oficialmente. Apenas solicitamos que as manifestações sejam feitas de forma educada, mostrando nossa indignação através de bons argumentos e não em agressões: jorginho@alesc.sc.gov.br


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O e-mail que enviei em nome da ONG Amigos dos Animais (que pode servir de modelo):


Senhor deputado:


Fomos informados que o senhor está se mobilizado para fazer um rODEIO na cidade de Joaçaba e não podemos deixar de exprimir nossa indiganção e aproveitar para informar que faremos tudo o que estiver a nosso alcance para evitar esta barbárie em nossa cidade.


Já estamos nos mobilizando junto a ONGs do Brasil e do exterior, afinal de contas nosso estado já é tão mau visto por conta da Farra do Boi , agora vem mais esta "cultura" importada dos EUA para nos marcar mais ainda diante dos olhos do mundo...


A WSPA tem sido uma grande aliada para que SC consiga exportar sua carne suína para a Europa, fazendo treinamentos em Frigoríficos, dando orientações sobre o bem-estar animal; ela é aliada na luta contra os rODEIOs...


Muitos políticos já se aperceberam das vantagens de unir forças com os protetores de animais, pois entenderam a força deste segmento, afinal o apoio (ou não) à causa animal tem sido o diferencial em muitas eleições. Nós proterores estamos elegendo e deixando de eleger muita gente.


Esperamos sinceramente que este evento NÃO aconteça em nossa cidade, pois Joaçaba tem se acostumado a somente aparecer na mídia nacional com más notícias. Está na hora de reverter esse quadro. Que tal se formos o primeiro estado a banir o rODEIO country (que nada tem a ver com nossa cultura campeira)?


Respeitosamente.


ONG Amigos dos Animais

Bete Vieira – Presidente

www.amigosdosanimais.org.br