30 de dez de 2009

É tempo de rememorar! Para poder cobrar...

Ano Novo!! Hora de renovar as promessas e tocar adiante os projetos!

Pois bem, então rescolhi trazer para cá algumas coisas lá da campanha de 2008, afinal já se passaram muitos meses e algumas coisas podem ter sido esquecidas.

Não me importa se foi plágio ou não, fica aí para refrescar a memória (já que a do brasileiro tem fama de ser fraca):





OK, me dei ao trabaho de digitalizar a "Agenda de Trabalho" do então candidato a prefeito. Caso não fosse o Mamão, vocês estariam revendo o material do Chico Volpato.


NÃO ME INTERESSA SE O PATO É MACHO! 
EU QUERO O OVO!!!


 
 

 
 





 










25 de dez de 2009

TIRARAM O BLOG TIJOLADAS DO MOSQUITO DO AR



 Atenção !!!!! Atenção !!!!!

 

Atentem para este nome: LOCALWEB. É o provedor que mantinha o Tijoladas do Mosquito no ar! Na noite natalina, deram um baita presente para o inseto: tiraram o site do ar.

 



Mensagem do amigo Mosquito:



O servidor alega motivos internos - Estamos tomando todas as medidas cabíveis em respeito aos mais de 4000 leitores diários do blog

Só tem um jeito do tijoladas calar - Matarem o blogueiro Amilton Alexandre (mosquito) . O tijoladas não vai calar - http://migre.me/eZK0   http://migre.me/eZJ7

Divulguem o endereço de emergência - http://tijoladasdomosquito.blogspot.com






http://www.locaweb.com.br/ - Entrei no site da Localweb e mandei:  


"Tiraram o Tijoladas do Mosquito do Ar???
Que segurança seus clientes vão ter sabendo que esta empresa "rescinde unilateralmente" os contratos?????
Eu farei minha parte, divulgarei a todos os meus contatos o que vocês fizeram quem este site. E vou pedir que "repassem". Isto se chama "censura" ou "retaliação".

Tenho dito.

Bete Vieira OAB/SC 18.669"

Vamos espalhar na Intenet. O jeito vai ser detonar esta empresa. Vai perder clientes. E viva o ciberativismo!!!

20 de dez de 2009

Cartão de Natal para Políticos Corruptos:









Este ano de 2009 foi duro de engolir,
estes últimos dias ainda estão assim.
Que em 2010 esta corja 
suma da face do planeta...

Peguei do Blog de um amigo e, 
com certeza, tinha que trazer para cá!

18 de dez de 2009

2009 - Balanço de uma cidadã:

(Publicado no jornal Cidadela em 18/12/09)


Quarta-feira passada estive no gabinete do prefeito para tomar posse no Conselho Municipal de Assistência Social, estávamos em muitas pessoas, todas só sorrisos, aplausos e otimismo. Ouvimos algumas palavras do nosso vice-prefeito e também do nosso prefeito. Este enfatizou os feitos de 2009 e os trabalhos que ainda estão por vir. Resolvi então também fazer um balanço de 2009, mas na ótica de uma cidadã, sem compromisso em agradar ninguém ou com qualquer partido que seja, apenas relembrando os acontecimentos ocorridos.


Até ano passado não era uma cidadã tão atuante, mas a discussão em torno da lei do circo acendeu algo dentro de mim, depois daquela polêmica passei a frequentar as sessões da Câmara de Vereadores, a ouvir rádios AM (aquelas que têm noticiários locais), a ler os jornais locais (assinei vários deles), a acompanhar os editais, e a expôr o que penso na internet intensificando os debates da comunidade “Joaçaba” do Orkut e até criando um Blog!


Cheguei a procurar o Ministério Público para buscar amparo em algumas situações, sendo que algumas delas ainda estão pendentes de resposta ou solução em outras já me dei por satisfeita apenas com o desenrolar dos fatos. Não posso esquecer que também busquei respostas junto ao prefeito em uma reunião lá no longíquo abril, depois forarm conversas esparsas em alguns eventos.


De bom, tenho que salientar a atuação da Secretaria de Ação Social, o Secretário Waldemar mostrou competência e transformou aquela antiga Diretoria em uma Secretaria com “S” maiúsculo. A seriedade com que ele leva os trabalhos adiante contagia a todos que estão envolvidos. Faço parte da Rede de Proteção Social (criada este ano) e agora estou no Conselho Municipal de Assistência Social, vejo de perto os trabalhos executados por aquele grupo de pessoas. Ele é competente, mas também teve a sorte de estar cercado de pessoas como a Maristela Abatti Schüler, que nunca deixou “a peteca cair” e é de uma competência ímpar.


Da Secretaria de Saúde só tenho o que lamentar. Nem tanto pelo ocorrido na Canferência Estadual de Saúde Ambiental, que para mim foi uma vergonha e uma demonstração de imcompetência e para eles tratou-se de “mera falácia” desta colunista. Falo das políticas de saúde e proteção animal, que foram promessa de campanha em 2008. Eu fiz minha parte, bati na porta, apresentei projetos e documentos. Em 2009 a questão dos animais de rua e as doenças que eles transmitem à população foram assuntos ignorados por aquele gestor.


Espero que esta inércia seja culpa da “herança maldita” que o Armindo deixou, que ano que vem sejam implantadas as políticas públicas no tocante à causa animal. Esta é minha maior luta e ano que vem será a razão de eu levantar a cada manhã. Joinville e São Franscico do Sul estão tendo que observar esta questão por Termo de Ajustamento de Conduta, vamos torcer para não chegarmos a este ponto. Espero que as promessas de campanha se cumpram, pois salvei o vídeo onde nosso novo prefeito brinca com alguns animais, eu guardei o material impresso onde diz “incentivo à proteção animal”.


A Secretaria de Planejento e Obras parece que não mostrou a que veio. Acompanho desde 2008 a luta do pessoal do bairro Santa Tereza para conseguir abrir uma curva lá na rua Luiz Zampieri. Já assinamos abaixo-assinado, falamos com vereador, com vice-prefeito e nada! Está tudo como antes, e pelo jeito assim ficará até que uma criança morra atropelada....


Esta Secretaria foi assumida por alguém que sempre nutri uma grande simpatia, o Luiz Robério. Não fez muita coisa, ou melhor, acho que não deixaram ele fazer quase nada. Vontade ele tinha, mas não tinha a chave do cofre, e sem dinheiro não se faz muita coisa além de distribuir sorrisos e apertos de mão; promessas talvez. Mandaram ele fazer o que mais sabe: projetos, mas daí contrataram uma empresa para fazer isto também. Agora já nem sei mais como meu amigo está ocupando seu tempo lá no segundo piso da sede do Executivo. Ele sumiu, apagou.


Fizeram uma reforma adminsitrativa e anunciaram um choque de gestão que prometiam uma economia que não ocorreu, não sei se foram mal elaborados ou se porque não previram as contratações de gestantes, as diárias de funcionários que cursam faculdade fora de Joaçaba, a cedência de veículo do município para empresa privada, o pagamento de publicações oficiais em duplicidade, o aluguel de tendas e banheiros químicos, etc, etc, etc.


As licitações também foram um capítulo a parte. Não sei se é porque estamos numa cidade muito pequena, mas sempre encontrava um parente de alguém nos editais que apontavam os vencedores. É, eu preciso me acostumar com cidades pequenas, se os sobrinhos não fornecerem os serviços, quem os fará? Sempre as mesmas empresas, e os valores sempre muito atrativos.


No quesito “eventos” eu sofri muito este ano, pelo rodeio que não aconteceu, mas que me deu um trabalhão danado, pelo casamento coletivo que foi abortado a tempo de não virar piada, pelo Festival de Dança que apesar da imprensa “chapa branca” divulgar o grande sucesso, todos sabemos que não foi nada disso. Uns poucos riram à toa, a grande maioria não. Espero que em 2010 esta Diretoria reveja sua atuação. Como cidadã já tenho uma sugestão: uma atividade no esquema da “Ação Global” onde entidades se reúnem para prestar serviços aos moradores, como fotografia 3X4, atendimento jurídico, emissão de segunda via de documentos, exames de diabetes, de visão e outros que forem possíveis. Por certo todos colaborarão e não saíra muito caro, acho que nem precisa licitar nada...


Mostramos a força que temos nas audiências públicas que aconteceram. Acabou-se a blitz móvel, acabou-se a Zona Azul. Acho que este ano deveríamos fazer uma para tratar da montanha de dinheiro que vai para o Carnaval. Vamos ouvir o povo, se ele quiser Carnaval, que assim seja, mas se preferirem asfalto, creche, saúde, vão ter que nos ouvir!


No Legislativo o que me agradou muito foi a atuação de alguns vereadores, não todos. A Sueli Ferronato sintonizada com as coisas da população sempre foi de uma fidadelidade canina com seus ideais. Passou por antipática em várias situações. O povo é imediatista e às vezes não entende o que está por detrás de uma lei que parece ser boa num primeiro momento. Aconteceu com a lei dos 15% da Zona Azul, aconteceu com a sua abstenção em votar o orçamento para 2010 que previa uma “merreca” para a Agricultura e Meio Ambiente. Se já admirava esta mulher, passei a ser fã. Ademir é outro que se mostrou coerente com sua campanha; apesar de inexperiente, mostrou que é merecedor de cada voto recebido.


Alguns vereadores trabalharam no sentido de não se indisporem nem com “gregos” e nem com “troianos”. A meu ver não agradaram muito nem estes e nem aqueles. O “meio termo”, às vezes, pode denotar falta de comprometimento com a comunidade e seus problemas. É como fala o povo “não se faz omelete sem quebrar ovos”.


Das outras áreas não posso falar muito, pois não tive acesso e nem oportunidade de conhecer melhor os trabalhos. Lembro que senti a ausência da Secretaria da Eduação em agumas situações, em reuniões e trabalhos que participei. Esporte também não é a “minha praia”... Sou atuante, mas não onipresente, lamento se esqueci de elogiar ou de criticar alguém.


Pelo meu jeito de ser já estou com a fama de ser uma “reclamona”, mas tenho culpa que as coisas boas parecem ser a exceção? Este 2009 definitivamente não foi um ano muito bom para nós joaçabenses, mas eu ainda tenho fé e acredito que anos melhores nos esperam...

11 de dez de 2009

Política do “pão e circo” ou filosofia do Justo Veríssimo?

(publicado no Jornal Cidadela em 11/12/09)

Este foi um ano difícil para nós moradores de Joaçaba, tudo o que requisitávamos junto à Prefeitura sempre esbarrava na falta de dinheiro: não havia dinheiro nem para tirar um pedaço de ferro que estava fincado na calçada servindo de “quebra-dedo”, asfalto ou tapa-buracos nem pensar. Sempre a mesma cantilena: “não temos dinheiro, o governo passado nos deixou uma herança maldita, o orçamento não nos favoreceu, 2010 será diferente, a gente governa pras pessoas, blá blá blá blá”.

Tudo bem, 2010 bate à porta, agora é hora de um novo orçamento, esta desculpa não mais poderá ser usada para encobertar a incompetência ou a falta de vontade. E o novo orçamento já foi aprovado! E adivinhem o que levou uma das maiores fatias? O Carnaval! R$ 600.000,00 para subsidiar uma festa de cinco dias, que não consegue ser unanimidade e que até hoje não me convenceu de que traz lucro para Joaçaba.

Sobre o saldo ser ou não positivo para a cidade, não será agora que vou discutir, até mesmo porque não podemos nos restringir somente à questão financeira, temos que fazer uma análise mais ampla, verificar os custos com os socorros aos “pudins de cana”, os números da incidência de DST/AIDS (se fiofó de bêbado não tem dono, imagina se vão usar camisinha...). E por aí vai.

Mesmo que tivesse toda a vantagem do mundo. O município consegue reaver este dinheiro? O ano não possui somente cinco dias. Depois de vomitar tudo o que foi bebido o povo “cai na real” e volta a trabalhar na quarta feira de cinzas. Os problemas não desapareceram, estavam todinhos ali só esperando a euforia passar...

Em abril deste ano um grupo de cidadãos se reuniu com o Prefeito e fez uma série de perguntas a ele, inclusive esta que transcrevo logo abaixo. Caso queriam saber das outras, basta acessar meu Blog e buscar pelo título “Pauta da reunião com o prefeito de Joaçaba - abril/2009:

10. É intenção deste governo manter os níveis de patrocínio para o carnaval? Não seria a hora de fazer com que as Escolas de Samba buscassem meios para subsistir? E Herval d’Oeste? Por que aquele município não colabora com valores mais robustos?
R - O valor que foi repassado este ano foi reflexo das decisões do ano passado, mas para os próximos anos isto será revisto. Deve-se buscar verbas do Governo Federal, ou através de leis de incentivo. Herval d’Oeste também deve contribuir para o Carnaval. Não sou contra o Carnaval, apenas acredito que precisamos rever estes valores, pois existem muitas necessidades no município, e o dinheiro tem que ser mais bem distribuído.”

Querem Carnaval? Beleza! Façam carnaval, mas com o dinheiro de vocês, não com o nosso! Perguntem para um morador de qualquer bairro de Joaçaba o que ele prefere, se ter asfalto em frente à sua casa, posto de saúde bem servido, creche ou desfile de Carnaval. Não precisa ser nenhum gênio para saber qual a resposta. Que tal uma audiência pública para tratar disso? Ou melhor ainda, que tal se criássemos o Orçamento Participativo?

Orçamento Participativo (OP) é um mecanismo governamental de democracia participativa que permite aos cidadãos influenciar ou decidir sobre os orçamentos públicos, geralmente o orçamento de investimentos de prefeituras municipais, através de processos de participação cidadã. Esses processos costumam contar com assembléias abertas e periódicas e etapas de negociação direta com o governo. No Orçamento Participativo retira-se poder de uma elite burocrática repassando-o diretamente para a sociedade. Com isso a sociedade civil passa a ocupar espaços que antes lhe eram "furtados".(in  A construção da cidadania em busca da hegemonia social. MAHFUS, Júlio César, 2000).

Cai na Real! Isso parece estar anos-luz da nossa realidade local, realidade esta que me remete ao Deputado Justo Veríssimo do humorista Chico Anysio; com a diferença de que ele não escondia de ninguém quem ele era e o que pensava. Nossos políticos locais lembram-se do povo em duas oportunidades na hora de pedir voto e na hora de conseguir gente para desfilar nas Escolas de Samba para parecer que a cidade toda se envolve com esta festa. Daí vale até desfilar em mais de uma Escola ou trazer gente das cidades vizinhas. Só isso. Depois...

Pois é meu povo, pelo jeito vamos ter que esperar mais um ano para ter nossas necessidades mais prosaicas atendidas... Pois é senhores gestores públicos, pelo jeito vocês continuam os mesmos... Umas poucas vozes se levantam contra toda esta barbaridade e enquanto forem “poucas” vai continuar tudo como está...

Acorda Joaçaba!!!!

"A BUNDA DURA"

Normalmente nem leio os textos que enviam dizendo ser do Arnaldo Jabor, por dois motivos, ele é um chato ou o texto não é dele, mas este aí debaixo, seja lá de quem for, é exatamente o que já ouvi de muitos homens. Então fica o recado para as "perfeitinhas". 


Tenho horror a mulher perfeitinha. Sabe aquele tipo que faz escova toda manhã, tá sempre na moda e é tão sorridente que parece garota-propaganda de processo de clareamento dentário? E, só pra piorar, tem a bunda dura!!!Pois então, mulheres assim são um porre. Pior: são brochantes. Sou louco?Então tá, mas posso provar a minha tese. Quer ver?

a) Escova toda manhã: A fulana acorda as seis da matina pra deixar o cabelo parecido com o da Patrícia de Sabrit. Perde momentos imprescindíveis de rolamento na cama, encoxamento do namorado, pegação, pra encaixar-se no padrão 'Alisabel', que é legal... Burra.

b) Na moda: Estilo pessoal, pra ela, é o que aparece nos anúncios da Elle do mês. Você vê-la de shortinho, camiseta surrada e cabelo preso? JAMAIS! O que indica uma coisa: ela não vai querer ficar desarrumada nem enquanto estiver transando.

c) Sorriso incessante: Ela mora na vila dos Smurfs? Tá fazendo treinamento pra Hebe? Sou antipático com orgulho, só sorrio para quem provoca meu sorriso. Não gostou? Problema seu. Isso se chama autenticidade, meu caro. Coisa que, pra perfeitinha, não existe. Aliás, ela nem sabe o que a palavra significa... Coitada.

d) Bunda dura: As muito gostosas são muito chatas. Pra manter aquele corpão, comem alface e tomam isotônico (isso quando não enfiam o dedo na garganta pra se livrar das 2 calorias que ingeriram), portanto não vão acompanhá-lo nos pasteizinhos nem na porção de bolinho de arroz do sabadão. Bebida dá barriga e ela tem H-O-R-R-O-R a qualquer carninha saindo da calça de cintura tão baixa que o cós acaba onde começa a pornografia: nada de tomar um bom vinho com você. Cerveja? Esquece!

Legal mesmo é mulher de verdade !!!! E daí se ela tem celulite? O senso de humor compensa.. Pode ter uns quilinhos a mais, mas é uma ótima companheira. Pode até ser meio mal educada as vezes, mas adora sexo. Porque celulite, gordurinhas e desorganização têm solução (e, às vezes nem chegam a ser um problema). Mas ainda não criaram um remédio pra futilidade.




8 de dez de 2009

UNIVERSIDADE PARA TODOS

(do amigo Darci Bulzing, com a devida autorização - foi publicado no Jornal Cidadela no dia 06/11/09)

O ensino público no Brasil é caótico. Escolas caindo aos pedaços, faltam professores, merenda, material escolar e tudo o mais. Professores mal remunerados e desmotivados. Diretores nomeados por influência política, a maioria deles fazendo campanha ao invés de ensinar. A única coisa certa no nosso ensino é que todo ano têm greve do magistério. Já faz parte do calendário.

Nosso ensino universitário já foi pior. Nossas universidades públicas têm qualidade de ensino equivalente ao primeiro mundo, mas existem somente nos grandes centros e com muita dificuldade de acesso aos alunos oriundos do interior, principalmente das camadas mais pobres. Mesmo aprovado no vestibular, como uma família das classes menos favorecidas vai manter o estudante em Florianópolis, Porto Alegre ou Curitiba? Várias tentativas foram feitas para aprimorar o sistema, através dos financiamentos estudantis, mas os programas, embora ajudassem alguns, sempre se mostraram insuficientes diante do tamanho do problema.

Os programas atuais do governo federal vêm aos poucos mudando a situação. São programas de cotas raciais, muito contestado por alguns, o Prouni e tantos outros. Nossa população universitária teve crescimento geométrico nos dois mandatos do governo Lula. Além da criação de centenas de CEFET pelo Brasil, aí incluída a federalização da escola Técnica de Luzerna.

Agora, uma antiga reivindicação da sociedade começa a tomar corpo. A interiorização do ensino superior público e gratuito, através da criação de campi das universidades federais pelo interior. Em SC está em andamento a instalação de campi em Chapecó, Curitibanos, Joinvile e Criciúma, além da criação da Universidade da Fronteira Sul, que atenderá a região oeste de SC, parte do PR e RS. A interiorização da UDESC também vem em boa hora.

Em Joaçaba, como o município despencou 18 posições no Índice de Desenvolvimento Municipal, conforme pesquisa da FIRJAN, o prefeito Mamão resolveu criar o próprio sistema de ensino universitário público e gratuito. Pelo menos é o que se deduz verificando as contas do município, no ano de 2009. Veja como se dá o programa Universidade para Todos, da administração Rafael Laske:

- Várias funcionárias da Prefeitura estão cursando universidade no litoral, principalmente Florianópolis e Joinvile, às custas do erário publico, é claro. Cito um exemplo:

- A funcionária Sandra Andréia Stefens, que exerce a função de telefonista, está cursando uma universidade na capital. Para isso, todas as vezes que para lá se desloca, recebe diárias da administração municipal. Além disso, viaja em veículo da Prefeitura, com motorista e tudo. De Março a Agosto, já recebeu R$ 3.960,00 em diárias. Conforme consta no empenho, que é feito toda vez que ela viaja, a diária é para custear “despesa com diárias à servidora, quando em viagem a Fpolis, para participar de curso de graduação latu sensu em planejamento e gestão da informação em saúde”.

Mamão mais uma vez mostra como se faz. Só falta expandir esse benefício a todos os munícipes, entre os quais em me incluo. Quando isso for feito, com certeza Joaçaba, que já foi a quinta cidade em qualidade de vida e despencou na última pesquisa, voltará a figurar entre as primeiras.

Você, cidadão Joaçabense! Tire a bunda da cadeira e deixe de reclamar; Inscreva-se já no programa “universidade para todos” da administração municipal e faça a sua parte, para que nossa cidade volte a crescer.

De tão importante e urgente que é o programa “universidade para todos” de Joaçaba, o prefeito esqueceu até de pedir autorização legislativa para efetuar a despesa.

A propósito: Não será por atitudes como essa que falta dinheiro para saúde, educação, obras....

Dúvidas, críticas e sugestões para: dbulzing@bol.com.br

7 de dez de 2009

BOLSA MATERNIDADE

(do amigo Darci Bulzing, com a devida autorização - foi publicado no Jornal Cidadela no dia 30/10/09)


O Brasil é um país de desigualdades e que tem uma das piores distribuições de renda do mundo. A diferença entre ricos e pobres é gigantesca. E isso se dá pela atuação de nossos políticos ao longo do tempo. Sempre se governou para uma minoria de privilegiados, que se consideram acima de tudo e de todos, e querem todos os benefícios. Sempre trabalharam em proveito próprio e de seus companheiros. Basta ver nossas leis, que sempre beneficiam a parte mais alta da pirâmide e a impunidade que impera no país.

Todos os Presidentes que ousaram distribuir renda, governar para os mais necessitados e diminuir a diferença social foram atacados e até derrubados por políticos corruptos e golpistas: Getúlio Vargas foi deposto; Voltou ao poder pelo voto e preferiu suicidar-se a ser novamente deposto; Jânio renunciou, João Goulart foi deposto e exilado pelo golpe de 64, cujos resultados vocês conhecem.

O primeiro programa que lembro que tentava distribuir alguma coisa, pasmem, foi no governo José Sarney. Era o tal vale-leite. Mas a humilhação de entrar numa fila enorme para receber um vale e ir pegar um litro de leite no supermercado era maior que o benefício. Mas foi um começo.

Novos governos e novos auxílios: vale gás, vale transporte, vale isso, vale aquilo. De maneira desordenada e com muitas fraudes, eles foram se sucedendo. Bem ou mal, trouxeram algum benefício.

O governo Lula unificou esses programas e criou o Bolsa Família. Faz algumas exigências para as famílias serem beneficiadas, como manter os filhos na escola, fazer as vacinas, etc. Dizem haver muitas fraudes, e com certeza há, pois no Brasil as coisas funcionam assim. Mas não podemos esquecer que quem seleciona e cadastra as famílias para receberem o benefício são as Prefeituras Municipais e o governo federal apenas faz o pagamento. Já houve casos que até o prefeito recebia o Bolsa Família.

Em Joaçaba, o Prefeito Mamão inovou. Entre outras coisas, criou o “Bolsa Maternidade”. Isso é o que se conclui verificando as nomeações para cargos comissionados. Nomear um apadrinhado para o dito “cargo comissionado” seria normal, pois parece que ele só sabe fazer isso. Como já disse outras vezes, já bateu o recorde do Armindo. Mas não parou por aí.

Em Portaria do dia 17 de agosto, publicada no jornal Raízes Diário do dia 21 de agosto, nomeou a Sra Diana Aparecida Gotardo para o cargo de Auxiliar de Gabinete da Secretaria de Infraestrutura, com salário de R$ 950,00. Essa secretaria é chefiada pelo também recém nomeado Secretário Venilton. Seria normal se ela não estivesse grávida de oito meses. Como nascimento de bebê não pode ser adiado, a Sra Diana entrou em licença-maternidade em setembro. Quer dizer: Trabalhou (?) menos de um mês e vai receber do erário público por um período de doze meses, pelo menos.

Mas uma vez, Mamão mostra como se faz. E você paga a conta. Portanto, cidadã Joaçabense, que tem planos de tornar-se mãe, chegou a sua hora. Engravide e inscreva-se no programa “Bolsa Maternidade” da administração municipal.

E o Prefeito diz que diminuiu a arrecadação, por isso falta dinheiro para saúde, educação, obras...

Como já disse outras vezes, escolha bem seus governantes, pois eles sempre fazem na vida pública o mesmo que na privada.

Com a palavra o Ministério Público e a Câmara de Vereadores. Agora vamos ver quais os Vereadores que não se venderam.



Dúvidas, críticas e sugestões para: dbulzing@bol.com.br

4 de dez de 2009

Pobre hiberna?

(publicado no Jornal Cidadela em 04/12/2009)

“Então é Natal... A festa cristã... Do velho e do novo... Do amor como um todo...” Se ainda não ouviu, logo terá o prazer de ouvir a Simone nos fazendo lembrar que é hora de gastar nosso 13º. salário, de fazer a famosa faxina de fim de ano em nossas casas, de mandar aqueles e-mails em lote para amigos e para desconhecidos que acabaram sendo incluídos em nossas listas de endereços (nem sabemos quem são, mas sem problemas, assim como muitos de nós, eles também devem apagá-los sem se darem ao trabalho de lê-los).

Mas o que não se pode esquecer é de participar de alguma campanha de doação de brinquedo, alimento, seja lá o que for. Não se pode é deixar de expiar a culpa por tudo o que não fora feito durante um ano todo. Na certa pensam que uma doaçãozinha qualquer vai aliviar a consciência... E até alivia, tendo em vista que é nesta época em que pessoas menos favorecidas recebem mais ajuda, é patente que muita gente se beneficia deste ato para sentir-se menos mal diante de si mesma.

Não estou sendo politicamente correta, eu sei, mas é que não dá para deixar passar, não consigo entender – pelamordedeus - tem gente que pensa que pobre hiberna! Despertam de um sono profundo no dia 1º. de dezembro e voltam a dormir (ou entram em algum tipo de estado de letargia, catalepsia, sei lá) no dia 26, logo após nossa comilança, durante nossa ressaca.

Vou logo avisando que não sou contra estas campanhas, eu mesma participo de várias, elas são ótimas e de extrema valia, fazem o Natal de muitas pessoas um pouco menos triste. O que me revolta é ver que a maioria das pessoas só lembra de nossos irmãos menos favorecidos quando chega os festejos de Natal e são intimadas ou quando precisam “se livrar” de objetos.

No inverno aparecem as Campanhas do Agasalho, que servem muito bem aos que passam frio e também aos que estão sem espaço no armário e têm vontade de renovar o guarda-roupas. Ou alguém aqui vai até uma loja e compra um lindo pulôver de inverno e o coloca na caixa de coleta? Doa-se o que está sobrando, ou seja, não se trata de solidariedade em seu sentido mais profundo.

Estas campanhas de Natal também servem para abrir espaço em nossas casas. Quem nunca ouviu uma mãe dizer “filho, vamos dar estes brinquedos velhos para as crianças pobres porque o Papai Noel vai trazer outros novos”? Entenderam onde eu quero chegar?

Alguém vai dizer, e os alimentos? Estes são comprados especialmente para doação. Estas pessoas têm razão, compra-se arroz, farinha, trigo, até sal, mas os itens um pouco mais onerosos estão raros nestas campanhas. Feijão está caro, então quem monta as cestas básicas tem dificuldade para fazê-lo, pois farinha sem feijão só serve pra pirão. Isso quando não desmontam a cesta de Natal que ganharam na empresa, retiram tudo de bom e doam o que não interessa... Grande solidariedade...

"Levantando os olhos, Jesus viu os ricos deitarem no cofre do tesouro as suas ofertas. Viu também uma viúva pobre deitar lá duas moedinhas e disse: «Em verdade vos digo que esta viúva pobre deitou mais do que todos os outros; pois eles deitaram no tesouro do que lhes sobejava, enquanto ela, da sua indigência, deitou tudo o que tinha para viver." (Lucas 21,1-4)

Nossos irmãos, sejam eles humanos ou não, precisam de nossa solidariedade durante todo o ano, a todo o momento. Não precisa ser somente através de doação em espécie, pode ser em tempo, e este nos é dado gratuitamente. Talvez por isso muitos de nós prefiramos deitá-lo fora a fazer bom uso. O que não falta é entidade precisando de mãos amigas, seja para atender uma criança ou um idoso, ler um livro a um enfermo, ensinar o que se sabe, ou apenas estar por perto dando apoio. São 365 dias de carência, de necessidade, de privação.

Faça do seu 2010 o primeiro ano do resto de sua vida, uma vida de voluntariado! E nunca se esqueça de que “Fica sempre um pouco de perfume nas mãos que oferecem rosas, nas mãos que sabem ser generosas. Dar um pouco que se tem aos que têm menos ainda enriquece o doador, faz sua alma ainda mais linda...”

Há braços!

Bete Vieira

2 de dez de 2009

FESTIVAL DE DANÇA (E DE LAMBANÇA)


(do amigo Darci Bulzing, com a devida autorização - publicado no Jornal Cidadela de 27/11/09)



A cultura de um povo se expressa de muitas maneiras. Uma delas, talvez a mais sublime, é a dança.

E o Festival de Dança de Joaçaba sempre teve muita expressão. Lembro ainda de minha filha, quando criança e pré adolescente, se apresentando no centro de eventos da Unoesc. Ginásio lotado, público entusiasmado, pais mais apreensivos que os filhos. Rivalidade entre colégios e cidades, levava todos às lágrimas. Os vencedores, pela emoção. Os que não venciam, de tristeza mesmo.

Mas no Festival de Dança deste ano parece que quem dançou fomos nós mesmos.

E a lambança começou pelo local escolhido, o Teatro Alfredo Sigwalt. Nada contra o teatro. Ele é lindo e maravilhoso, uma verdadeira obra prima do povo do meio oeste. Mas o Teatro tem acomodação limitada a 440 pessoas. Durante todo o festival se apresentaram em torno de 900 crianças. Isso quer dizer que não caberiam todos dentro do teatro. Se os pais das crianças estivessem presentes, então...

Agora vejam o tamanho do absurdo: Foi montada uma estrutura fora do teatro, na praça, com banheiros químicos e tendas de lona plástica como camarins. Os artistas se concentravam, se vestiam e se maquiavam na praça e só se deslocavam ao teatro na hora da apresentação. Terminada a dança, precisavam sair do teatro e voltar para a praça. Imaginem agora, durante a chuva, como fizeram. Para retornar e assistir às demais apresentações, tinham que comprar ingressos, se houvesse lugar. O artista tinha que pagar para ver o show. Foi uma chiadeira geral.

E o custo da estrutura?

Bem! Conforme está publicado no jornal Raízes Diário do dia 19, foram locados seis banheiros químicos ao custo de R$ 6.800,00, barracas de lona plástica por R$ 25.200,00 e sonorização por R$ 4.995,45 (Mas o teatro não tem sonorização?), totalizando R$ 36.995,45. A própria licitação é dúbia, pois fala em eventos do exercício de 2009; Mas se estamos no final de novembro, quais os outros eventos? É a velha malandragem.

Acho que já está na hora do Ministério Público investigar a quem pertencem realmente as empresas que alugam essa estrutura. Um passarinho me contou que pertencem a funcionários comissionados da Prefeitura. E passarinho não mente. Eu, por exemplo, sempre vejo o Sr Carneiro (diretor de alguma coisa na prefeitura) carregando e descarregando, montando e desmontando a estrutura. Mesmo durante o expediente.

Mas vamos falar de coisas boas. Pretendo passar o reveillon em Jurerê. Procurei imóvel, mas como não encontrei algo que coubesse no meu orçamento, pois já estavam todos alugados, fui ao balneário Daniela, que fica ao lado. Loquei um apto de dois quartos, dois banheiros, água, luz, condomínio e gás incluídos, ao custo de R$ 1.800,00 por dez dias.

Enquanto isso, para o Festival o custo de seis banheiros por quatro dias foi de.... ............... tchan tchan tchan tchan!!!

O pior é que andei me excedendo na comida e na bebida durante o festival. Reunião com amigos, caipirinhas, cervejas, carne gorda e por aí afora. Não consegui me controlar. Horas depois, sábado à tarde não estava me sentindo bem. Vinha pela avenida Santa Terezinha, próximo à Catedral, e começou aquela fisgada no estômago, aquelas cólicas terríveis e necessitava urgentemente de um banheiro. Lembrei-me, então, que haviam banheiros na praça, para o festival. Como estava a 50 metros, a muito custo ainda deu tempo de chegar lá. Eram exatamente 16 horas e o festival em andamento. Qual não foi a minha surpresa ao deparar-me com os banheiros fechados, colocados encostados um de frente para o outro, não dando acesso às portas. E agora? Pernas sobrepostas, me apertando, tentando evitar o pior. Bem, há um banheiro pÍ ?blico próximo à prefeitura. Não tenho alternativa, só me resta tentar. Em uma corrida só estarei lá. Mas a força imprimida para iniciar a corrida foi fatal. Não deu tempo, o destempero desceu ali mesmo.

Resumindo: O prefeito paga R$ 6.800,00 para alugar um banheiro químico, e eu me “borro” na rua – literalmente - em frente ao dito banheiro, pois ele estava fechado. Até tirei umas fotos para comprovar, se me interpelarem. Aliás, havia mais gente reclamando e tirando fotos.




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