30 de abr de 2010

Polícia estoura "aparelho" e prende guerrilheiro internético

(do Cangablog - Sérgio Rubim)

"No meio da tarde de ontem recebi dois telefonemas de pessoas avisando que o Mosquito havia sido preso e estava tentando falar comigo e não conseguia. Bem, virei "fiel escudeiro" do Inseto. Deu merda com o Mosquito, ligam pra mim. Pelo jeito vou ter muito trabalho pela frente.

Liguei para o Mosquito e escuto do outro lado uma voz indignada contra as injustiças e contra a justiça corrupta: era ele com certeza. - Estou descendo de um camburão, agora, sendo levado para a Central de Polícia. Me comunicava ele aos gritos em meio a várias palavras de ordens e protestos. Pensei, demorou!

Entrei em contato imediatamente com o seu advogado mas o Dr. estava no Rio de Janeiro. Liguei para outros advogados, que parecem serem amigos do Mosquito e usam o seu blog para veicular informações políticas e denúncias. Nenhum deles se dignou a ver o que estava acontecendo. A desculpa comum de todos é que não faziam crime, que não são criminalistas. Então tá bom doutores!

Como último recurso procurei um advogado, que não é criminalista, e também não priva da intimidade com o Mosquito nem usa o seu blog. Surpreendentemente escutei do outro lado a linha: - Canga, estou super atarefado mas vou ver o que posso fazer.

Dentro de alguns minutos me retornou a ligação dizendo que esteve pessoalmente na Central de Polícia e que o mosquito seria liberado enseguida após prestar depoimento e assinar um termo circustanciado. Havia desacatado uma oficial de justiça.

A prisão

Segundo o Mosquito a sua prisão foi resultado de uma armação que envolvia um delegado de polícia aposentado, seu filho e a oficial de justiça.

Como o Inseto está com vários processos nas costas, 24 se não me engano, vive se esquivando dos oficiais de justiça para poder "respirar". Com isso desenvolveu várias técnicas de guerrilha urbana. Uma delas a de fustigamento: ataca e retorna.

Montou vários "aparelhos" no centro da cidade de onde dispara seus ataques internéticos contra a chusma corrupta que vive nesta cidade. Pessoas acostumadas a fazer o que querem ser ser incomodadas por ninguém e muito menos pela imprensa que, na maioria das vezes, se refere a elas como honradas e outras babozeiras mais.

Pois é, estouraram um dos "aparelhos" do Mosquito na tarde de ontem. Agora só sobram 15. Saiba detalhes da armação no blog do Inseto


Nota da Blogueira aqui:


Não concordo com uma porção de coisas que o Mosquito escreve, mas eu defendo o direito dele se expressar. Admiro a coragem dele. Na verdade não sei se é coragem ou loucura, mas que ele tem feito um belo trabalho denunciando boa parte dos políticos...

E tem mais: não quer comentado pelo Mosquito ou cair na Net? Comporte-se como um cidadão de bem, oras.

Minha inginação nem se dá pelo fato da Desembargadora ter processado o blogueiro, é direito dela. O que me deixa de "boca abrida" é ver que o processo foi protocolado dia 28/04/10 e a citação se deu (de forma bastante suspeita) no dia 29/04/10. 

Porque a Justiça não tem a mesma agilidade para intimar os incontáveis políticos que estão sendo processados? Algus mandados já estão fazendo aniversário!

E por que segredo de justiça (com letra minúscula mesmo)? É um direito de todos nós conhecermos os desdobramentos dos fatos. Ainda bem que o réu divulgou o número do processo.

Ontem mesmo conversei com o Mosquito, ele estava indigando com o modus operandi do tal Dr. Sérgio, que se fez passar por outra pessoa para localízá-lo. Do processo falamos pouco, ele está calejado e nem liga mais.

24 de abr de 2010

Os mais iguais:

(publicado no jornal Cidadela em 23/04/2010)

Teve repercussão nacional o “carteiraço” que uma Desembargadora do TJSC deu nos policiais para evitar a apreensão do veículo conduzido por seu filho: "Sabe quem eu sou? Sou desembargadora!". O vídeo está circulando pela internet. Que feio...

A resposta dada pelo policial soou como música aos meus ouvidos: “a lei é igual para todos”. Passei a sexta-feira e o sábado com uma sensação de redenção. Talvez ele tenha falado aquilo por saber que estavam filmando tudo, talvez ele pense isso mesmo. Seja lá o que for, o fato desta senhora fazer parte do Poder Judiciário não a torna mais importante do que ninguém. Ali ela era uma cidadã qualquer, como eu, como você, leitor.

Parece-me que o mesmo não acontece em Joaçaba, aqui fica a sensação de que alguns são mais “iguais” do que outros. Pelo menos foi esta a que tive na madrugada de sábado para domingo, quando aconteceu uma festa na cidade. Não adiantou nada, tive que ficar acordada. Ainda bem que às 4:00h começou o GP da China de Fórmula 1. Desta vez eu assisti!

Até meia-noite tudo bem, estávamos acordados e confesso que aproveitamos a boa música da banda que tocava. Bom repertório, para todos os gostos. Brinquei que a taxa do ECAD deveria ter saído os olhos da cara tendo em vista que o bairro inteiro estava usufruindo da musica. Afinal se cobra por metro quadrado...

Na hora de dormir fechamos as venezianas, as janelas, as portas internas, as basculantes dos banheiros para impedir ao máximo que o som nos importunasse. A festa que ficasse lá fora, no quarto eu gosto de outras coisas. De nada adiantou tudo o que foi feito, parecia que o cantor sertanejo com voz de pato estava cantando para mim aos pés da minha cama!

Lá pelas 2:30h da manhã resolvi acionar o 190 para ver se eles podiam pedir para baixar um pouco a música. Não sou daquelas chatas que gostam de acabar com a festa dos outros, bastava baixar um pouco o som. Fui muito bem atendida por um policial que disse não poder fazer nada porque “aquele senhor” tinha autorização e todas as autoridades de Joaçaba estavam na referida festa.

Disse que era um absurdo uma festa deixar todo um bairro insone. Ele me disse que se eu fosse até a Delegacia e registrasse um Boletim de Ocorrência, aí sim poderiam fazer algo. Voltei para a cama resignada, não tinha a menor vontade de trocar de roupa e sair por aí de madrugada. Mas meu marido não, ele que tem um sono de pedra, estava tão ou mais indignado do que eu. Fomos fazer o registro.

Boletim de Ocorrência n. 00280-2010-0548 em mãos, telefono novamente para o 190. Desta fez outro policial me atendeu. Creio que eles disseram para eu ir à Delegacia achando que eu não faria isto, pois quando disse que estava em frente à festa com o Boletim de Ocorrência o discurso mudou. Ninguém iria e pronto!

Eu logo argumentei que se fosse festa de estudante já tinham acabado com tudo. Aproveitei também para mencionar que haviam inúmeros carros estacionados irregularmente, inclusive sobre a ponte. Ficaram de mandar uma viatura. Dei meu nome e disse que aguardaria no local.

Minutos depois chegou uma viatura. Fui até o policial e questionei do barulho e dos veículos. Ele deu de ombros como em tom de deboche, daí eu disse: “A lei é igual para todos. O senhor não vai fazer nada?”. A resposta: “Eu não”. Então eu fui até os veículos estacionados indevidamente e anotei as placas.

Mas o bacana é que a esta altura o som havia baixado e quando cheguei em casa já podia assistir TV com certa tranqüilidade. Se baixou por conta da minha reclamação eu não sei, mas estava num patamar aceitável. Eles continuavam se divertindo lá embaixo e eu bem faceira na minha cama.

Na manhã seguinte os vizinhos conversavam sobre a noite mal (ou não) dormida. Questionei se haviam reclamado, afinal de contas alguns deles reclamam até do truco que é jogado na quadra ao lado, imaginei que iriam surtar com a dita festa. Qual nada! Sendo de quem era, ninguém teve coragem. E o pior de tudo foi o argumento usado por uma delas de que “era só uma vez por ano”.

Tudo bem, a partir de hoje cada um dos 25.500 moradores da cidade tem o direito de fazer uma festa de arromba uma vez por ano, por ocasião do seu aniversário. Serão 25.500 festas ao ano. Ninguém mais dorme. Bom assim?! Se todos são iguais perante a lei...

E tudo deve estar devidamente gravado lá na Central de Operações da PM. As placas dos veículos estão comigo, os nomes dos policiais e a placa da viatura também. O Boletim de Ocorrência merecia uma moldura! Uma homenagem aos “mais iguais”.

16 de abr de 2010

A “dona” SIMAE:

(publicado no Jornal Cidadela em 16/04/2010)

Num bate-papo com uns amigos, falando das coisas da nossa terra, comentei que nunca tive problemas com a SIMAE, logo outro que estava meio do lado entrecortou “você alguma vez já precisou da SIMAE?”. Naquela ocasião dei uma risada e disse que sim, que sempre fazia uso da água, e tomava banho todos os dias, não só aos sábados como se brinca por aí.

Sempre elogiei o bom trabalho desta empresa, a água fornecida é de ótima qualidade. Mas comecei a me incomodar uma vez que o relógio não parava de correr. Torneira aberta, som de ar saindo pelos canos e o ponteirinho do relógio girando a todo vapor. Logo chega uma conta absurda e uma correspondência anexa pedindo para que fosse verificado possível vazamento. Na fábrica, quase nãos se consome água, a taxa já é muito.

Esta foi a primeira vez que me incomodei com a SIMAE. Sorte minha, tenho um marido que entende do riscado e filmou a saída de ar; ele sabe que o ar nos canos move aquele ponteirinho e que a conta vem salgada. Então foi ter com o responsável e o desafiou a provar que isso não era verdade, se preciso fosse traria pessoal técnico de Joinville para provar o que estava falando.

Emitiu-se outra fatura, nos moldes do consumo mensal. Depois disso lembrei que em casa também havia acontecido algo assim, mas não podia discutir. Quem tem uma colaboradora do lar nunca sabe exatamente o que consome. A única coisa que eu sabia é que em ambas as situações haviam sido feitas manutenções nos canos nas proximidades dos relógios, na rua. Como já havia pago, ficou o dito pelo não dito.

Sexta-feira agora chego em casa e me deparo com a rua molhada, procuro um telefone de plantão e nada. Resolvi aguardar até sábado pela manhã. Ficaram de passar e consertar o vazamento e como eu não estaria em casa, forneci meu número de celular, se fosse preciso viria desligar o registro.

Lá pelas tantas eu chego e vejo os homens trabalhando, me falam de um cano quebrado por ser uma instalação antiga. Questionei dos paralelepípedos que ficaram num monte ao lado. Outra empresa teria uma semana para recolocá-los. Faz sentido, o material precisa assentar.

Sábado com água, tudo tranquilo. Domingo, com roupas para lavar me deparo sem uma gota de água nas torneiras. Confiro o registro, está aberto no máximo, nada de pressão. Telefono para o plantão da SIMAE e me garantem que estariam logo pelas sete horas da manhã para verificar o problema.

Segunda-feira, 8:15h, cansada de fazer papel de idiota resolvo telefonar e questionar a vinda dos técnicos. Logo um atendente me pergunta se eu não tinha reservatório. Lógico que tenho! Mas de sábado até segunda-feira, foi-se! Ainda mais que domingo, na minha casa, é dia de lavar roupas e eu não tinha como adivinhar que ficaria sem água.

Quarenta e cinco minutos depois chega uma caminhonete e os técnicos constatam que vão ter que reabrir o buraco da rua, pois o outro deixou um tal de “globinho” fechado sem vazão d’água para minha casa. Ouço uma conversa de rádio onde eles conversam o do sábado diz que não havia ninguém em casa para fechar o registro e mandou que fossem embora que depois refaria o serviço.

Nisso dei um pulo e chamei o cara de mentiroso. Além de eu ter chegado durante o trabalho, havia dado meio para que me localizassem. Estava no mesmo bairro, seria coisa de três minutos a espera por mim. Também não deixei que a dita caminhonete saísse sem resolver o problema. Onde já se viu? Estava sem água desde as 16:00hs do dia anterior! Fizeram o reparo. Água jorrando na caixa d’água! Aleluia!

Mas a saga com a SIMAE não parou por aí! Acho que foi praga de madrinha! Eu vou lembrar-me desta empresa por alguns vários dias! Eu não, meu joelho! Caramba! Já estava tendo um péssimo dia, ou melhor, uma péssima semana. Marco cabeleireira para ver se melhora o astral (mulher é assim, pinta o cabelo pAra ver as ideias mudam de cor).
 
Sofro para encontrar estacionamento (alguém aí me explica quais os critérios usados para a Loja Móveis Willy ter toda a sua testada de carga e descarga?!), venho toda apressada pela rua Salgado Filho e... Ploft! Caio estatelada no chão! Tento me recompor, fazer de conta que não foi nada e olho para uma maldita tampa amarela escrita “SIMAE”. Como podem deixar um troço deste numa calçada?

Chego ao salão e me contam que não fui a primeira, que outra senhora ficou até sem condições de dirigir, o genro teve de buscá-la. Outros tantos já tropeçaram ali, com mais sorte, não chegaram a cair. Agora, até deram uma “pintadinha” de amarelo para ver se diminui o número de acidentes.

Se eu já estava indignada com o retrabalho lá da minha rua, imagina agora toda machucada? Quero ver só se até dia 19 não vierem recolocar os paralelepípedos em frente à minha garagem. É uma pena, já estou passando por chata, mas só dá para elogiar o que ainda não se conhece...

Há Braços (e joelhos)!

12 de abr de 2010

Vale relembrar a historinha:

(pubicado no Jornal Cidadela em 09/04/2010)

Muita gente pode conhecer esta historinha, no entanto parece que não aprendeu nada com ela. Peço perdão ao público mais erudito, mas vale relembrar:

“Estavam reunidos, coração, pulmão, pâncreas, estômago, baço, rins, fígado, cérebro, enfim, todos. Naquela reunião seria votado e decidido qual o órgão mais importante do corpo.

Todos iam apresentando suas justificativas para serem vistos como sendo o mais importante e nisso a discussão começou a ficar acirrada... E o clima de debate transformou-se em bate boca... Até que mais um resolveu entrar na competição e humildemente pediu a palavra.

Era o “fiofó” (no original a palavra é outra). Quando ele terminou de falar a reunião veio abaixo, foi uma zombaria só. O coração não parava de gargalhar. Os pulmões estavam sem ar de tanto rir. O cérebro balançava a cabeça com um ar de incredulidade no pedido do candidato. Os braços e pernas pulavam e se mexiam. A boca gritava de tanto rir.

Até que todos perceberam que o “fiofó” estava se retirando da reunião e gritaram: “Ei cara! Volta aqui! A gente sabe que você fez de brincadeira. Ninguém te quer mal, mas vamos voltar a falar e votar seriamente”.

E o “fiofó”: “Nada disso! Eu estava falando sério e agora estou em greve. Passar bem”. Todos riram, disseram: "Deixa prá lá, vai. Depois ele cai na real e volta. Então estamos decididos, por unanimidade fica eleito o cérebro. Viva!” Todos festejaram.

Passou um dia, dois dias, três dias e o “fiofó” não saia da greve. Todos comentavam: “Pô, dessa vez ele tá exagerando nessa história, né?” E o cérebro disse: “Olha aqui pessoal, eu tô meio confuso, não sei o que tá acontecendo”. O coração aproveitou a deixa e comentou: “Sabe que eu também tô estranho, com frequentes taquicardias”.

Passou mais uma semana... E as pernas e braços estavam trêmulos então pediram ao cérebro: “Por favor Sr.Chefe, manda o “fiofó” sair da greve... A gente não consegue fazer mais nada direito...é só tremedeira”. Os pulmões ofegantemente apelaram ao chefe também. Os rins e o fígado mandavam avisos permanentes: “A coisa aqui tá ficando feia... Chefe! Toma uma atitude!”.

O cérebro conversou com o coração, juntos tomaram uma decisão e foram ao “fiofó” humildemente pedir-lhe que saísse da greve que em troca lhes entregariam o cargo de chefe.”

Esta semana acompanhei os debates da Câmara de Vereadores de Joaçaba, e não pude deixar de lembrar a dita historinha aí de cima. Mudam os personagens, mas o enredo é o mesmo.

Temos vários segmentos da sociedade, uns se achando mais importantes do que outros. Isso quando não têm a certeza de que são imprescindíveis. Nada pode ser decidido sem que sejam consultados. Se assim ocorre é aquele melindre! Chegam ao ponto de torcer contra, isso quando não dão um jeito de sabotar o trabalho dos outros...

Pelo o que os Vereadores expuseram esta semana, nem preciso dizer quem é quem nesta história, não é mesmo? Já pensou se nossos vereadores resolvem cruzar os braços? Entrar numa espécie de greve como o outro ali de cima? A cidade, que já vai de mal a pior, vai parar de vez!

Pois é! Assim como no corpo não há organismo mais importante que outro. Cada um tem sua função e, dependendo do que se está tratando, pode ser totalmente dispensável. O corpo não precisa das pernas para a digestão, mas elas são importantes para a locomoção. Entenderam onde quero chegar?

Como alguns se acham tão importantes que nada pode acontecer sem as suas intervenções. as coisas emperram, se tornam mais complicadas do que precisava. Acabam saindo dos trilhos. O que deveria ser algo ágil passa a ser um calvário de papéis, entrevistas, visitas, etc, etc.

Seria tão bom que cada entidade, político ou empresário atuasse dentro do que lhe é de competência, que cada ego se recolhesse à sua insignificância... Sim, a palavra é insignificância, pois a vista do bem comum o interesse de um ou outro é puro orgulho barato! E nesta guerra de egos quem perde somos todos nós.

Então vamos combinar assim? “Cada macaco no seu galho” e os excluídos que voltem para a brincadeira. Já estamos à beira de um colapso, querem mais o quê? Está mais do que na hora de pararmos de agir como se nossa cidade fosse um brinquedo de montar, que se não dá certo a gente começa de novo. É o trânsito, é o Plano Diretor, é a tal Reforma Administrativa...

Sejamos adultos maduros, cientes das nossas posições neste intrincado jogo que é viver em sociedade. Cada um tem seu valor. Vamos trabalhar ao invés de atrapalhar. Joaçaba penhoradamente agradece.

3 de abr de 2010

“O último que sair apaga a luz.”

(publicado no Jornal Cidadela em 02/04/2010)

Na semana passada escrevi sobre a procura de um galpão para instalar minha fábrica. Tratei das dificuldades e dos entraves encontrados para me instalar em Joaçaba. Já decidi, vou para outra cidade do entorno.

Havia mencionado sobre a possibilidade de me transferir para Erval Velho. As coisas caminham para isso. Lá encontrei uma prefeita decidida a ver sua cidade se desenvolvendo de modo inteligente. Conversamos sobre os projetos futuros. Descobri que muitos joaçabenses estão se preparando para ir morar lá, inclusive!

Na volta, já em Joaçaba, passei em frente a uma loja e percebi que estava encerrando as atividades. Recolhiam tudo num caminhão de mudança. Mais adiante passo em frente a um prédio que um dia abrigou uma farmácia. Bateu aquela sensação de abandono, uma melancolia.

Nessas minhas buscas ouvi muitos comentários sobre ficar alerta que esta ou aquela empresa estava para fechar ou para se mudar. Muitos imóveis já estão fechados com as placas das antigas empresas ainda na frente. Aí me pergunto: se todo mundo está saindo porque alguém deveria vir para cá?

Viram o caso da UDESC? Uma correria, todos unidos em torno da causa. Alguém ainda tem esperança de que vem para Joaçaba? Eu não, e faz tempo. Aquele frigorífico também é uma novela que não termina nunca. Tem também a Rodoviária “viúva Porcina”, que foi sem nunca ter sido.

Definitivamente Joaçaba não está bem na foto. Até eu que sou uma otimista inveterada começo a perder as esperanças. Parece que aqui funciona a política do “se dá para complicar, por que facilitar?”. Por onde ando ouço reclamação, parece que o desânimo é o vírus da vez. E não é só na cidade, no campo também as coisas não vão nada bem.

Um amigo está com um projeto na área da Agricultura. Em Herval d’Oeste o Secretário ouviu a proposta e combinou de reunir um grupo de lideranças rurais para que eles decidam. Em Joaçaba não temos Secretário de Agricultura, o “quebra-galho” disse que “achava” que o responsável era o Joventino de Marco. E o projeto nem foi apresentado...

Não sou supersticiosa, pelo menos não deveria ser. Mas tenho uma pulga trás da orelha. Não é possível que não haja algo de errado. Quem sabe um sapo gigante enterrado nesta Encruzilhada, digo, Joaçaba... Começo pensar se o partido que manda na cidade não deveria rever sua sigla, DEM lembra DEMO... Ai Jesus! Pé-de-pato, mangalô, três vezes!

Mas o que nós podemos fazer para reverter isso? Pressão, meus caros. Pressão. Esta é a palavra. Devemos comparecer às Audiências Públicas, devemos freqüentar as sessões da Câmara de Vereadores. Se tivermos dúvidas devemos pedir explicações ao Executivo. Devemos questionar e cobrar! E uma “reza” que sempre é bem-vinda...

O que não podemos é desanimar! Porque se ficar do jeito que está uns poucos que se sentem donos da cidade ficarão felizes, mas eles não vão “ficar pra semente” e quando o último cerrar os olhos vai nos restar uma Joaçaba alquebrada e aí sim o trabalho será árduo! Por que não começarmos agora a mudança para melhor? Se continuar nesta toada, “o último que sair apaga a luz”.