23 de out de 2010

A régua de cada um


(Publicado no Jornal Cidadela em 22/10/10)

Esta semana minha coluna tinha tudo para ser alegre e festiva, era para ser uma homenagem à Rede de Proteção Social e ao CRAS que completam um e três anos, respectivamente. Tudo pronto para homenagear estas entidades e seus colaboradores, estes sim, gente do bem. Contudo, assim como o colega Rodrigo está deixando seus assuntos um pouco de lado, faço o mesmo agora. Há coisas que não podem e nem devem esperar, ainda mais quando atingem a moral de pessoas honestas.

Engraçado como as coisas parecem nos afetar mais quando atingem as pessoas que amamos ou temos admiração. Sempre levantam suspeitas sobre mim e nunca fiquei transtornada ou perdi uma hora de sono sequer. Entretanto esta semana um boato recaiu sobre uma pessoa a quem admiro muito, acho que posso chamar de amigo. Isso me tirou o humor e me deu uma azia danada! Na verdade sou mais amiga da esposa dele, mas como demos boas risadas juntos, o convívio me dá o direito de defendê-lo e acreditar na sua idoneidade.

Passaram-se poucos dias e tudo foi esclarecido, não passou de um boato de muito mau gosto ventilado por pessoas sem o menor escrúpulo, pessoas que não estão preocupadas se esta atitude vai ou não destruir histórias de vida que levaram décadas para serem construídas. Mas afinal de contas, que tipo de gente faz um negócio deste? A pior possível! A que tem tanta sujeira dentro de si que não consegue conceber que existem pessoas honestas e bem sucedidas. Para eles vencer só se for na base da sacanagem.

Na minha ingenuidade não havia entendido que este boato não tinha por objetivo atingir um amigo qualquer, a questão é que este amigo faz parte do grupo de filiados de um partido político! Não é político, mas trabalhou nas campanhas eleitorais passadas. O objetivo passa longe de só denegrir a imagem de um homem, tenta-se estilhaçar a integridade de um grupo e, por conseqüência, enfraquecê-lo. Tudo isso por medo de 2012... Trata-se da tal “estratégia de política”, a qual eu nunca vou entender direito.

Este fato aqui das nossas redondezas me fez lembrar nosso presidenciável José Serra quando, em um debate, alfinetou a então oponente Marina Silva mandando ela “não usar a sua régua para medir os outros”. E não é que ele pensa “igualito” a mim! Sempre digo isso! Que medimos os outros de acordo com a nossa estatura, se somos bons corremos o risco de sermos constantemente enganados, pois partimos do princípio que todos são iguais a nós e “quebramos a cara”. Agora se não somos tão bons assim...

Veja o exemplo da campanha política para presidente: do nada surgiram boatos, panfletos e declarações de que a candidata Dilma era a favor de aborto e que “matava criancinhas”. Este tema foi francamente ventilado e levantado no primeiro debate. No dia seguinte caiu como uma bomba o depoimento de uma ex-aluna afirmando que a esposa do presidenciável em questão havia praticado um aborto aos quatro meses de gestação. Quem diria...

A campanha presidencial está no fim, pouca água ainda deve (espero) correr sob esta ponte. Logo saberemos quem governará nosso país e somente depois do cargo assumido é que saberemos se elegemos a pessoa certa. Aconteceu aqui em 2008, não será diferente em Brasília. Por enquanto cabe a cada um de nós verificar onde o dedo indicador aponta e olhar para onde apontam os dedos médio, anelar e mínimo. Já é uma pista para tomarmos cuidado.

Aqui em Joaçaba o “jogo” está só começando, falta um eito para 2012. Pela amostra dá para perceber que não faltarão “notícias” para alguns “jornais”. Ainda mais nessa terra “em que se fofocando tudo é ‘vero’”. Se em 2010 já estão se mobilizando para derrubar quem lhes possa fazer sombra e quem sabe arrancar-lhes a “vaca magra” da qual ordenham e vampirizam ao mesmo tempo, imaginem o que deveremos ter no ano das eleições municipais!?

...por enquanto o que vemos agora é que tanto para o presidenciável quanto para os que agem nas sombras da nossa cidade a “régua” foi o chicote da bunda!

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