25 de jan de 2011

Trânsito – é pra rir?

(publicado no Jornal Cidadela em 21/01/11)

2011 chegou, janeiro já está no meio (mais para o fim), já está mais do que na hora de começarmos a colocar em prática todos os planos e projetos delineados no final do ano. É assim para nós, não seria diferente para os gestores públicos. Deixa-se a preguiça de lado e se trabalha, não é mesmo?

Na primeira semana senti que Herval d’Oeste já estava a todo o vapor. Pelo menos era isto que se percebia ao ouvir as notícias nas rádios locais. Prefeito à toda assinando autorizações, novas obras. Enquanto isso aqui em Joaçaba só tocava o samba de uma nota só das cadeiras da SDR. Era de dar raiva no caboclo...

Estas duas semanas que passaram parece que as coisas começaram a andar, pelo menos é o que vejo pelas ruas, estão reforçando as sinalizações de solo e fazendo novas marcações. Estava precisando! Uma pena que está parecendo o samba do crioulo doido, ora é, ora não é. Ainda bem que não precisamos usar GPS, imagina só a confusão! Um dia a rua é mão, agora já virou contramão. Se bobear você corre o risco de estacionar o carro certinho e ao voltar ter sido multado por estar em desacordo com o CNT!

E o frenesi de pintar, apagar e repintar as faixas de pedestres! O que é isso? Quarta-feira eu andava pelo centro e fui obrigada a rir do que vi; temos mais faixas pretas do que brancas! Pelo menos na XV de Novembro. Está tudo confuso, como pedestre eu sei que só posso usar as faixas brancas, como não achei nenhuma perto da Prefeitura precisei ir até a farmácia ali perto e [tomar um “faixa preta”] atravessar para aí voltar para o Posto da PM. Legal né?!

Sinceramente acho que estão de brincadeira! As vagas de motos sumiram. Não vai demorar nada para começarem a estacionar motos entre os carros e começar a choradeira dos motoristas menos habilidosos na baliza (inclusive eu). Sem falar que foi dada a sugestão de se fazer os estacionamentos de motos próximos às garagens dos prédios. Nossas ruas são estreitas, nada pior que sair da garagem e dar de cara com um furgão tampando a visão. Se fossem motos bastaria olhar por cima delas. Tão mais inteligente...

E sinalização de solo!? Como faz falta ali nas cercanias do HUST, na Rio Branco. Que bom seria se tivesse um “Pare” bem grande no chão. Assim não haveria dúvida de qual via é a preferencial e eu não veria mais tanta gente freando ao tocar o pára-choque do outro veículo que também pensava estar na preferencial. Solução barata e tão simpática para os que são de fora e não entendem este nosso trânsito semi-indiano. Gente de fora que vem no HUST é que não falta.

Sabe aquela sensação de cachorro correndo atrás do rabo? É bem isto que penso do nosso Departamento de Trânsito. Faz, se não der certo desfaz. Se ficar melhor de outro jeito refaz. E nós ficamos tal qual biruta de aeroporto tendo que ir de acordo com as vontades do vento. Assim não, né?! Até mesmo porque as marcas antigas vão aparecendo e daí sim a gente não entende mais nada. Tenta converter para a esquerda na Rio Branco saindo da Felipe Schmidt que você verá uma “flechona” no chão avisando que você dobrou na contramão!

Outra coisa que me dá a impressão é de que as pessoas responsáveis pelo planejamento das sinalizações não anda nem de carro e nem a pé em Joaçaba. Ou se anda é da sua casa para o trabalho e do trabalho para a sua casa. Não circula pela cidade em diferentes dias e horários. Ou, pior ainda, nem mora em Joaçaba! Querem ver? Liberaram mão dupla na Martinho Lutero. Beleza! Mas esqueceram que em fevereiro tem aula no Santíssima? Lembram da novela que foi aquilo nos tempos do Luiz Robério? Esperem pra ver, em fevereiro ela muda pra sentido único de novo... Sem contar que fizeram duas faixas na mesma rua, uma quase ao lado da outra e esqueceram na esquina na rua Luiz Specht. Ali a criança deverá voar, na certa.

Estou sendo uma chata de galochas eu sei, na verdade eu ia escrever mais sobre o mau comportamento dos motoristas que nem sabem para que serve a tal da “seta”, mas depois do meu passeio pelas ruas da cidade e depois de lembrar de tudo o que vejo quando circulo de “motinha” por aí, não deu pra segurar... E agora em janeiro que muitos carros com placas de outras cidades circulam por aí feito baratas tontas... Seria cômico se não fosse trágico!

...e olha que eu nem falei das tais calçadas rebaixadas que nunca estão ns faixas de pedestres. Além de um trânsito esdrúxulo, levamos “zero” em acessibilidade. Isto tudo bem que poderia ser chamado de “cerceamento do direito de ir e vir". Deixa pra lá, vai que aparece alguém com poder na caneta e levanta esta tese...

Um comentário:

  1. Bete aguarde carnaval em março... vai ter uma segunda repostagem rsrsrs

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