29 de abr de 2011

Sancionada a Lei de Castração de Cães e Gatos em Joaçaba/SC!

Mais uma vitória para a causa animal!

Lutamos por políticas públicas que tragam resultados a médio e longo prazo e parece que o primeiro passo foi dado...

Vamos aguardar a licitação das clínicas!

Parabéns e obrigada a todos os que de uma forma ou de outra contribuíram para este resultado!


Prefeitura Municipal de Joaçaba
Lei Nº 4.092 de 25 de Março de 2011.

DISPÕE SOBRE A REGULAMENTAÇÃO PARA O CONTROLE POPULACIONAL
DE ANIMAIS DOMÉSTICOS DO MUNICÍPIO DE JOAÇABA.

O Prefeito do Município de Joaçaba(SC), Faço saber a todos os habitantes deste Município, que a Câmara de Vereadores aprova e eu sanciono a seguinte, L E I :

Título I
DAS DISPOSIÇOES INICIAIS

Art. 1º Aprova o projeto de desenvolvimento de ações a fim de controlar as populações de cães e gatos, bem como, a prevenção e o controle das zoonoses no Município de Joaçaba.

Art. 2º. Fica instituído que o projeto de controle populacional de cães e gatos do Município de Joaçaba será realizado através de procedimentos de esterilização cirúrgicas, campanhas educativas e aplicação de leis que determinam a posse responsável de animais domésticos em todo território do Município.

Art. 3º. O projeto mencionado nos artigos 1º e 2º deste regulamento serão destinados, inicialmente:
I - Aos cães e gatos, machos e fêmeas, abandonados e encontrados no Município de Joaçaba, desde que sob posse de um responsável para os cuidados pré e pós-operatórios;
II - aos cães e gatos, machos e fêmeas, que pertençam às famílias em situação de vulnerabilidade social, residentes no município de Joaçaba.
Parágrafo único - As famílias em situação de vulnerabilidade social, residentes no Município, serão definidas através de estudo sócio econômico emitido pela Assistência Social do Município, com base na Lei municipal nº 2.825 de 20 de junho de 2002.

TÍTULO II
DOS ENVOLVIDOS COM O PROJETO

CAPÍTULO I
DAS COMPETÊNCIAS

Art.4º Fica a Secretaria Municipal de Saúde, através da Divisão de Vigilância Sanitária Municipal, responsável no âmbito municipal, pela coordenação do projeto e execução das ações.

Art. 5º O projeto instituído através da presente lei, contará com o apoio da Assessoria de Meio Ambiente do Município e da ONG Associação Amigos dos Animais de Joaçaba, Herval D’Oeste e Luzerna.

Art. 6º Compete à Vigilância Sanitária:
I - O fornecimento de autorização para os procedimentos;
II - O preenchimento da Ficha de Cadastro do Animal, inseridos no anexo I deste regulamento, e recolhimento da documentação necessária para cadastramento;
III - O agendamento junto à clínica responsável pelo procedimento;
IV - O controle dos procedimentos realizados mensalmente junto à clínica veterinária contratada;
V - A prestação de contas ao setor de contabilidade do Município, a fim de efetivar o pagamento às clínicas;
VI - O acompanhamento e fiscalização nas residências, quanto à posse responsável com o animal nos cuidados pós-operatórios;
VI - O trabalho de divulgação, ações de orientação, conscientização e educação, junto à comunidade, por meio de visitas domiciliares realizadas pelos parceiros do projeto e pelas agentes de saúde do município e através de reuniões, palestras e meios de comunicação;
VII - Divulgar e apoiar as campanhas de incentivo de adoção voluntária
de animais abandonados no Município.

Art. 7º Compete a Assessoria de Meio Ambiente:
I - Trabalho de divulgação do referido projeto;
II - Divulgar e apoiar as campanhas de incentivo de adoção voluntária de animais abandonados no Município;
III - O encaminhamento à Vigilância Sanitária de situações que necessitem de apoio e fiscalização aos assuntos pertinentes ao projeto.

Art. 8º Compete a ONG Associação Amigos dos Animais de Joaçaba, Herval D’Oeste e Luzerna:
I - A divulgação do referido projeto;
II - O preenchimento da Ficha de Cadastro do Animal, inseridos no anexo I deste regulamento, dos animais que pertencem a ONG e, posterior encaminhamento a Vigilância Sanitária.
III - Cuidar dos animais esterilizados nos cuidados pós-operatórios, que estejam sob responsabilidade dos membros da ONG;
IV - Acompanhamento nas residências, quanto à posse responsável com o animal nos cuidados pós-operatórios, durante um período de sete a dez dias;
V - Encaminhamento à Vigilância Sanitária de situações que necessitem de apoio e fiscalização aos assuntos pertinentes ao projeto.

Art. 9º Compete à(s) clínica(s) veterinária credenciada(s), através de Processo Licitatório:
I - Realizar consultas e procedimentos pelo projeto municipal, somente com autorização da Vigilância Sanitária através de ficha de cadastramento emitida pela mesma;
II - Realizar consulta prévia no animal, com uma semana de antecedência à esterilização, ministrando vermífugo e constatando as condições de saúde do animal para realização do procedimento cirúrgico;
III - Realizar procedimento cirúrgico no animal, deixando-o apto a retornar para casa com analgésico, antibiótico e colar elizabetano ou isabelino;
IV - Prestar contas à Vigilância Sanitária referente aos procedimentos realizados, mensalmente, através do retorno da fichas cadastrais estando assinados pelos responsáveis pelo animal e com nota fiscal de prestação de serviço;
V - Transportar o animal, residência - clínica, clínica - residência, para as duas consultas previstas no projeto.

Art. 10 É de competência dos responsáveis pelo animal:
I - Responsabilizar-se pelo animal durante o período das duas consultas, previstas no projeto;
II - Responsabilizar-se pelos cuidados pós-operatórios do animal, ministrando corretamente os medicamentos e alimentação, disponibilizando um ambiente higienizado e adequado para a recuperação do animal.

CAPÍTULO II
DO CADASTRAMENTO

Art. 11 O cadastramento do animal será realizado no setor da Vigilância Sanitária Municipal, mediante a apresentação dos seguintes documentos:
I - Preencher a Ficha de Cadastro do Animal;
II - Documento RG e CPF do responsável pelo animal;
III - Comprovante de residência do responsável pelo animal;
Parágrafo único: Em se tratando de “família de baixa renda”, deverá ser apresentada a avaliação sócio econômica, emitida pela Assistência Social de Saúde do Município de Joaçaba, sendo que para adquiri-la, deverá ser apresentado no referido setor:
a) Carteira de Identidade, CPF ou Certidão de nascimento de todos que moram na mesma residência;
b) Comprovante de renda (de quem trabalha ou aposentado que moram sob o mesmo teto);
c) Comprovante de residência.

Art. 12 Não será permitida a entrada de animais nas dependências da Secretaria Municipal de Saúde, onde se encontra instalada a Vigilância Sanitária Municipal.

CAPITULO III
DO PROCEDIMENTO

Art. 13 O procedimento será realizado por clínica especializada, contratada pelo Município através de Processo Licitatório.

Art. 14 Com agendamento prévio estabelecido entre Vigilância Sanitária e a clínica veterinária e com a Ficha de Cadastro do Animal, em mãos, o médico veterinário realizará a primeira consulta no animal ministrando a aplicação de um vermífugo e diagnosticando se o mesmo está apto ao procedimento cirúrgico.

Art. 15. Após a realização da primeira consulta e se, clinicamente, o animal estiver apto ao procedimento cirúrgico, será permitida a segunda consulta para se efetivar a esterilização.

Art. 16. Através do projeto, será concedido durante o procedimento de esterilização via cirurgia, para fêmeas e machos:
I - Anestesia;
II - Fio de sutura;
III - Agulha;
IV - Seringa;
V - Gase;
VI - Algodão;
VII - Mão de obra e
VIII - Medicação momentânea.

Art. 17 Após a realização do procedimento de esterilização o Médico Veterinário, responsável pelo procedimento, deverá:
I - Cientificar, através de receituário, a medicação a ser ministrada ao animal nos próximos dias;
II - Providenciar a entrega de analgésico e antibiótico necessários, aos responsáveis pelo animal.
III - Assegurar os cuidados necessários e o transporte adequado para o animal.

Art. 18 O responsável técnico pelo procedimento deverá carimbar, assinar e colher a assinatura do responsável pelo animal, junto a Ficha de Cadastro do animal.

Art. 19 Ao final de um período de 30 (trinta) dias, as Fichas de Cadastros com todas as informações preenchidas e assinaturas colhidas juntamente com uma Nota Fiscal de prestação de serviço, junto ao setor de Vigilância Sanitária do Município.

CAPITULO IV
DO PAGAMENTO

Art. 20 Conforme a Dotação Orçamentária prevista para 2011, destinada para o referido projeto, o pagamento será realizado mensalmente para as clínicas, de acordo com o número de procedimentos realizados, comprovados através das Fichas de Cadastro do animal e emissão de Nota Fiscal da clínica veterinária responsável pelos procedimentos

Art. 21 O custo pelo atendimento será fixado previamente, através de Processo Licitatório.

Art. 22 O valor do custo que cobre todo o atendimento ao animal, é composto pelos itens que compõem o CAPÍTULO III deste regulamento.

CAPÍTULO V
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS

Art. 23. O desenvolvimento das ações deste projeto, será de caráter permanente e de responsabilidade da Divisão de Vigilância Sanitária de Joaçaba.

Art. 24. Os recursos serão oriundos do Fundo Municipal de Saúde, a partir do ano de 2012.

Art. 25. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.”

Joaçaba, 25 de março de 2011.

RAFAEL LASKE
Prefeito

27 de abr de 2011

Contra a caça, a favor da cassação.

(publicado no Jornal Cidadela em 20/04/2011)

No dia em que os vereadores fizeram a leitura do relatório da CPI da Agricultura eu estava na Câmara, ouvi tudo com muita atenção, fiz algumas anotações. Saí de lá enjoada com tudo o que ouvi. Atordoada com os absurdos que acontecem na nossa cidade. Entre indignada e revoltada. Até entendendo como funciona a cabeça dos terroristas. Se não fossem os freios sociais e psicológicos por certo tinha posto fogo no prédio ao lado. Mas isso só traria problema para mim e não resolveria nada...

Fui até uma das redes sociais das quais participo e expus meu interesse de entrar com o pedido de cassação do prefeito e do vice. Perguntei se mais algum dos descontentes estavam dispostos a assinar a petição comigo. Até hoje somente meu marido se habilitou. Uma assinatura é suficiente, vi isto na lei. Basta um cidadão com brios para que alguma movimentação seja feita neste sentido. Então serei eu. Do jeito que está não dá para ficar.

No outro dia uma pessoa me cerca na rua e me pergunta: “O que você tem contra o Mamão?”. Percebi de pronto que se tratava de uma das poucas pessoas que ainda acreditam que o prefeito é vítima de uma conspiração. Respondi: “Contra o Mamão nada, muito pelo contrário, é um rapaz bem bacana. Se não fosse prefeito talvez fôssemos bons amigos. Já contra o Prefeito Rafael Laske eu tenho uma porção de coisa contra, mas agora estou sem tempo para esticar esta prosa.” Só ouvi a última frase: “Você não entende que ele está cercado de gente ruim e incompetente?” Preferi me calar, pois partir para uma discussão mais elaborada seria gastar meu latim.

Fui andando e ruminando a conversa. As pessoas têm dificuldade de dissociar as coisas. Partem logo para o lado pessoal... Lembrei do meu pai, do quanto o amo e o quanto eu desprezo sua capacidade de administrar bares. Montou um e quase foi à bancarrota. Um “asno” para os negócios nesta área. Montou uma oficina mecânica e foi de vento em popa. Amo o pai e detesto o dono de bar... Acho que me fiz entender. Já citei a frase antes, em outra oportunidade: “Odiar o pecado e amar o pecador”. A aura do nosso prefeito anda meio escura e esburacada (está tendo perda de energia), mas na essência é boa. Isso me faz crer que ainda tem “salvação”.

Voltando à cassação (com dois “esses” porque a com “cê-cedilha” eu sempre vou lutar contra) tenho muitos motivos. E ele fora avisado. Quando pediu meu apoio avisei que eu cobraria caro pelo meu apoio, não em cargos ou favores pessoais, mas o cumprimento das promessas. Já que o projeto que torna inelegível político que descumprir promessa de campanha ainda não é lei, só me resta buscar outros meios para exigir o cumprimento ou, pelo menos, a reparação do dano pela palavra quebrada.

Quanto ao comprometimento com a causa animal e a quebra de palavra, tem um processo que envolve a prefeitura e aquele maldito rodeio que além de maltratar animais maltratou os ouvidos da cidade inteira. Fui à delegacia, registrei BO. Representei junto ao MP. Fui à audiência. Aquela história da Prefeitura pagar a energia elétrica consumida pela Companhia de Rodeio não me desceu... Agora o processo corre lá no fórum. Se dará em algo, não sei. Fiz minha parte, o resto é com o Judiciário.

Também busquei o MP quando soube da contratação de uma empresa que elaboraria projetos. Pouco tempo antes os vereadores haviam criado um cargo com o mesmo objetivo. Fui ter com a Justiça para que isto fosse melhor explicado. Dinheiro público tem dono! É de todos nós. Minha reclamação descambou numa Ação Civil Pública. Dia 06 de julho haverá audiência. Sinal que alguma coisa realmente parece não estar certa. Vamos ver. Como cidadã, novamente fiz minha parte. O que faz o sentimento de culpa! Ajudei a eleger o prefeito, me sinto co-responsável pelo o que acontece na cidade...

Nunca fui de fugir das minhas responsabilidades, votei nele, assumo. Mas votei acreditando que seria bom para Joaçaba. Diziam que era inexperiente; daí eu lembrava do Lula que se cercou de gente competente e levou o Brasil pra frente. Ledo engano. Vendeu a alma para Deus e para o diabo... E o diabo cobra à vista. Abriu as burras para o povo do Carnaval, para o povo do CTG do vice, para os empresários patrocinadores, para os meios de comunicação que trabalharam para elegê-lo. O meu voto e apoio não valiam um “cazzo” diante de todos estes aliados. Nem o meu voto nem o de cada um do povo que acreditou nele...

Agora estou aqui, às voltas com minha consciência... Vocês não têm ideia de como é ruim ter compromisso com a Consciência! Essa é outra que cobra tudo à vista! Ouvir o relatório da CPI da Agricultura me envelheceu alguns anos. Fiquei abatida, não queria isso... Agora estou na ansiedade pelo relatório da CPI dos Combustíveis. Já sei que coisa boa não vem por aí... Pegar meu voto de volta não dá... Ficar criticando nas bodegas e ir pra casa como se a coisa não fosse comigo também não dá...

Só me resta dispor algumas horas do meu dia para elaborar um pedido junto à Câmara de Vereadores e dividir com ela a responsabilidade de colocar a cidade nos trilhos de uma vez por todas... E assim eu fico em paz comigo mesma... Fiz minha parte... De novo!

16 de abr de 2011

"Só não estuda quem não quer"

(publicado no Jornal Cidadela em 15/04/2011)

“Ao comentar as novas regras para financiamento estudantil, a presidenta Dilma Rousseff informou nesta segunda-feira que 34 mil alunos já contrataram o serviço desde 31 de janeiro, quando começaram as inscrições. Há ainda 29 mil processos em análise. ‘Só não estuda quem não quer’, disse, em seu programa semanal de rádio Café com a Presidenta.”

Li esta matéria em um site na internet e concordo com o que nossa Presidenta falou, só que eu sempre pensei assim, independentemente do Governo estar ou não fazendo a parte dele. Esse “Só não estuda quem não quer” sempre foi assim. Lembrei de uma passagem na vida da minha mãe:

Com 11 anos prestou o Exame Admissional numa escola particular (de freiras) na cidade de Itajaí. Obteve ótimas notas e foi aprovada. Mas havia um detalhe, era pobre e não tinha como bancar as mensalidades. De posse das notas foi, sozinha, até a Prefeitura pedir uma bolsa de estudos. Na ingenuidade de criança voltou à escola e se matriculou crente de que o Poder Público iria pagar as mensalidades. Estudou durante um ano. Teve excelente desempenho. Quando foi fazer a matrícula para o ano seguinte descobriu que não tinha recebido a bolsa, mas a escola vendo seu desempenho não cobrou as mensalidades vencidas. Ganhou o ano seguinte também, por mérito próprio. Não seguiu na escola porque se mudou de cidade.

Esta semana eu recebo um e-mail e acho interessante transcrever uma parte:

“Trabalho no Pré-Vestibular da UFSC, que é um projeto de inclusão de alunos de escolas públicas no ensino superior, de preferência no público. Neste ano, numa ampliação da parceria entre a UFSC e a Secretaria de Estado de Educação estaremos em 29 cidades do estado. Joaçaba é uma delas. Ano passado tivemos 64% de aprovação, incluindo cursos de alta competitividade. Aqui em Florianópolis o projeto já existe desde 2003, mas no interior está há uns três, o que ainda dificulta nosso trabalho de divulgação. Nesse mês estamos com o processo seletivo aberto, sendo que este funciona sem prova, apenas com histórico escolar e documentos comprobatórios de renda. Em Joaçaba mais uma vez haverá uma unidade, no colégio Celso Ramos. Todo o material didático que utilizamos é próprio, são realizados diversos simulados e ainda há atividades extras aos sábados. Só para você conhecer um pouco mais.”

Era um e-mail pedindo ajuda na divulgação desta política pública... E me veio um turbilhão de emoções ao lembrar da história da minha mãe... Quando ela imaginaria que um dia isso existiria? Hoje sim a frase da Presidenta tem toda a razão de ser... “Só não estuda quem não quer!”. Fazer cursinho, no meu tempo era coisa de rico, no tempo da minha mãe algo inimaginável... E hoje eles abrem de forma gratuita para alunos de escolas públicas e padecem com a falta de demanda!

Estão oferecendo cursinho pré-vestibular de graça! Se não entrar em uma Universidade Pública, o aluno tem várias opções: FIES, ProUni, bolsas do Fundo Social do Governo do Estado. Nunca foi tão fácil acessar a Universidade! “Só não estuda quem não quer!”. O ProUni conheço bem, faço parte do Conselho de Acompanhamento e Fiscalização: tiro o chapéu. Pode até ter servido para salvar algumas entidades privadas, mas eu conheço quem usufrui dele. E só quem comeu o pão que o diabo amassou para pagar sua faculdade (como eu) sabe o valor que tem uma bolsa de estudos...

Mais informações sobre o dito cursinho público da UFSC são encontradas no site: http://www.prevestibular.ufsc.br. Bom que divulguemos, afinal todos os dias os telejornais noticiam a falta de mão-de-obra especializada...

14 de abr de 2011

Lançada Campanha "Quem dá esmola não dá futuro"

Joaçaba, 13.04.11 - Os municípios de Joaçaba e Herval d’Oeste lançam a Campanha Quem dá esmola não dá Futuro e se unem para combater a mendicância nas duas cidades
 
Durante esta tarde foi lançada oficialmente a campanha “Quem dá esmola não dá futuro”. O evento que foi realizado na Praça Dr. Brazílio Celestino de Oliveira reuniu autoridades e a população em geral para alertar sobre os problemas sociais que giram em torno do ato de pedir esmola, principalmente quando esta envolve crianças.

A campanha que já ganhou forma nas ruas das duas cidades, através das placas informativas, servirá de auxílio aos projetos sociais existentes. “Na maioria das vezes existe um adulto por detrás da criança que está pedindo nas ruas. Temos vários projetos sociais para encaminhar esses menores, ou seja, vamos aliar o combate à mendicância com os diversos projetos nossos”, enfatiza Waldemar Ronssen Junior, Secretário de Ação Social de Joaçaba.

O projeto está sendo desenvolvido pela Rede de Proteção Social
em parceria com as Secretarias de Assistência Social, Conselhos Tutelares de Joaçaba Herval d’Oeste e também com o Ministério Público. “Nossa intenção é erradicar de uma vez a mendicância nos dois municípios. Temos o conhecimento que é um processo demorado, mas devemos começar alertando aqueles que têm o hábito de dar dinheiro aos pedintes”, expõe Waldemar.

As pessoas que presenciarem cenas de mendicância podem efetuar
sua denúncia através dos telefones 3522 2830 ou 3521 1957 em Joaçaba. Já em Herval d’Oeste os números são 3554 2425 ou 3554 2324. 

Texto: Paulo Afonso (Assessor de Comunicação da PMJ)
Foto da internet (não sei o autor)

9 de abr de 2011

“Esta vaga não é sua!”

(publicado no Jornal Cidadela em 08/04/11)

Este é o mote de uma campanha que circula nas redes sociais, serve para alertar os “espertalhões” que insistem em usar as vagas reservadas aos deficientes. Pelo visto esta raça, que se acha melhor e mais privilegiada, está espalhada no país inteiro. E (por óbvio) Joaçaba não estaria livre desta praga... Detalhe que a campanha é direcionada para as vagas de deficientes, mas a falta de respeito vai para as dos idosos também. Falta de educação não escolhe vítima.

Volta e meia me deparo com carros estacionados nos espaços preferenciais, já está se tornando regra eu dar minhas voltas no centro e constatar que não há nem respeito e nem fiscalização. Quando vejo quem foi o motorista que cometeu a barbaridade (ou seria “barberagem”?) vou direto e informo que vou chamar a polícia. Falo em chamar a polícia porque as poucas vezes em que chamei as monitoras elas deram de ombros. Só servem pra vender cartão.

Certo dia, fotografei um veículo estacionado irregularmente – ia postar nas redes sociais – o dono veio correndo atrás de mim e questionou o porquê da foto. Apontei para a placa e disse o que iria fazer. Foi a conta para começar a desfiar um rosário de desculpas, até que era deficiente ele alegou! “Como assim? Onde o senhor é deficiente?”. Nenhum sinal de deficiência... “Sou deficiente mental! Quer ver o documento que prova?” Tente imaginar a minha cara! Só um deficiente mental para usar esta desculpa! “E como o senhor dirige um veículo automotor?” Acabou-se a conversa. Ele foi até o carro e o retirou do local.

Esta foi a cena mais pitoresca, mas embates com gente mal educada são comuns. Sábado passado meu marido chamou a atenção de um senhor numa caminhonete de luxo, o sujeito não deu a mínima. Ele foi até a monitora e avisou que iria arrancar o cara a tapa se não fosse feita uma notificação. Eu estava longe, só vi a mocinha do lado do veículo escrevendo algo. Não saberia dizer o que aconteceu, pois nosso cartão venceu e demos a vaga para outro veículo que sinalizava pedindo o espaço.

No domingo, em um restaurante da região, um moço daqueles que parece morar dentro de uma academia estacionou seu carro no portão de entrada e saída. Dentro do pátio havia um carro de um modelo antigo que trouxe vários idosos. Este restaurante tem por costume franquear a entrada de pessoas de mais idade até próximo às mesas pelo fato do acesso ser um pouco íngreme. Na hora em que os idosos tentaram sair se viram impedidos. Aguardaram calmamente alguém se manifestar em ir retirar o tal carro que fechava a passagem. Nem sinal. As pessoas revoltadas começaram a falar alto para ver se o rapaz se dignava a levantar e nada!

Resumo: foi preciso que meu marido se dirigisse diretamente a ele e o informasse que havia idosos derretendo dentro do carro junto ao portão. O rapagão termina de tomar sua cerveja, levanta-se e vai pagar a conta como se a conversa não fosse com ele... Depois de uns 15 minutos dentro do carro os idosos puderam ir para casa. Vê se pode? Parece que o moço nunca vai ficar velho! Pior de tudo é que todos sabem que é bem este tipo de gente que quando chegar aos 60/65 anos vai exigir todos os direitos inerentes à sua idade...
 
Falando em direito, será que estas pessoas, que não se furtam em usurpar o direito alheio, sentem-se confortáveis ao falar mal da corrupção na política? Não estarão estes nas mesas de bar falando que este ou aquele político é sem-vergonha? Ou apontando as falhas da administração local? Apontam as falhas alheias de forma impiedosa, mas as para as suas têm sempre boas desculpas. Perdem o direito de criticar a partir do momento que fazem parte do problema e não da solução.

E para os que esperavam que eu escrevesse sobre o relatório da CPI da Agricultura só posso adiantar que aquilo de Joaçaba ter dois Prefeitos, um na cidade e outro no interior, explica muita coisa: “Cachorro com dois donos morre de fome”! No mais prefiro esperar os desdobramentos que já prevejo...

Endereço no Twitter: @estavaganaoesua
Endereço do Blog: http://www.webwriters.com.br/p/esta-vaga-nao-e-sua-nem-por-um-minuto.html

8 de abr de 2011

"Carne, Osso" - O que o INSS tem a ver com o nugget de frango?

Quem trabalha em um frigorífico se depara com uma série de riscos que a maior parte das pessoas sequer imagina. Por mais que a exposição a instrumentos cortantes seja o óbvio a se pensar, a realização de movimentos repetitivos – que podem gerar graves lesões e doenças – e a pressão psicológica para dar conta do intenso ritmo de produção são os principais problemas.
Esse é o duro cotidiano de trabalho nos frigoríficos brasileiros de abate de aves, bovinos e suínos que o documentário “Carne, Osso” traz à tona. Ao longo de dois anos, a equipe da ONG Repórter Brasil percorreu diversos pontos nas regiões Sul e Centro-Oeste à procura de histórias de vida que pudessem ilustrar esses problemas. O filme, que estréia no Rio de Janeiro neste sábado e em São Paulo na segunda-feira, alia imagens impactantes a depoimentos que caracterizam uma realidade que deve ser encarada com a devida seriedade pela iniciativa privada, pela sociedade civil e pelo poder público.
Selecionado para o Festival “É Tudo Verdade”, “Carne, Osso” concorre na competição brasileira de longas e médias metragens. 
Danos físicos e psicológicos
“Cerca de 80% do público atendido aqui na região é de frigoríficos. Ainda é um pouco difícil porque o círculo vicioso já foi criado. O trabalhador adoece e vem pro INSS. Ele não consegue retornar, ele fica aqui. E as empresas vão contratando outras pessoas. Então já se criou um círculo que agora para desfazer não é tão rápido e fácil” – Juliana Varandas, terapeuta ocupacional do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) de Chapecó (SC).
Ritmo frenético
“A gente começou desossando três coxas e meia. Depois, nos 11 anos que eu fique lá, cada vez eles exigiam mais. Quando saí, eu já desossava sete coxas por minuto” – Valdirene Gonçalves da Silva, ex-funcionária de frigorífico
Reclamações curiosas
“Tu não tem liberdade pra tu ir no banheiro. Tu não pode ir sem pedir ordem pro supervisor teu, pro encarregado teu. Isso aí é cruel lá dentro. Tanto que tem gente que até louco fica” – Adelar Putton, ex-funcionário de frigorífico
Problemas com a Justiça
“O trabalho é o local em que o empregado vai encontrar a vida, não é o local para encontrar a morte, doenças e mutilações. E isso no Brasil, infelizmente, continua sendo uma questão séria” – Sebastião Geraldo de Oliveira, desembargador do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª região (TRT-3)
Pujança econômica
“Esse é um problema de interesse do conjunto da sociedade, não é só de um setor. O Estado tem que se posicionar. Não se pode fazer de forma tão impune ações que levam ao adoecimento e à incapacidade tantos trabalhadores” – Maria das Graças Hoefel, médica e pesquisadora
Melhorar é possível
“Basicamente, é conscientizar essas empresas para reprojetar essas tarefas. Introduzir pausas, para que exista uma recomposição dos tecidos dos membros superiores, da coluna. Em algumas vai ter que ter diminuição de ritmo de produção. Nós estamos hoje chegando só no diagnóstico do setor. Mas as empresas ainda refratárias a esse diagnóstico” – Paulo Cervo, auditor fiscal do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) 
Ficha técnica – Carne, Osso
Duração: 65 minutos
Direção: Caio Cavechini e Carlos Juliano Barros
Roteiro e edição: Caio Cavechini
Fotografia: Lucas Barreto
Pesquisa: André Campos e Carlos Juliano Barros
Produção Executiva: Maurício Hashizume
Realização: Repórter Brasil, 2011


PS - recebi por e-mail, mas o link está aí

6 de abr de 2011

Perguntas para quem opta por comprar produtos "made in China":

"Caros amigos, 

Por que comprar produtos importados especialmente chineses, se sabemos que: 

  • usam a mão de obra de crianças;
  • usam substancias nos produtos que são nocivos a nossa saúde;
  • levam 10% do nosso dinheiro para seu país para "escravizar" sua população através de um dos piores sistemas de governo deste planeta";
  • tem péssima qualidade;
  • minima durabilidade;
  • e além de tudo, tirarmos o emprego dos trabalhadores brasileiros nas indústrias nacionais.
Por favor pensem antes de comprar estas quinquilharias e encherem suas casas de bujigangas... e as nossas vidas entulhando de coisas desnessárias"

Recebi estas perguntas via e-mail...
Achei interessante divulgá-las.

3 de abr de 2011

Novo Capítulo: As Máquinas

(publicado no Jornal Cidadela em 01/04/2011)

Fico admirada de como as discussões tomam outros rumos aqui em Joaçaba. Semana passada escrevi sobre o início de uma polêmica: a negativa por parte da maioria dos vereadores no sentido de autorizar a compra de um terreno na Vila Remor. Prefeito foi à imprensa, esbravejou, esperneou, falou o que devia e o que não devia. Como resposta uma matéria na TV apontando máquinas sucateadas. Pronto! Morreu o assunto do terreno, ninguém mais fala disso, e eu ainda esperando para saber o porquê de não se construir tudo o que foi propagandeado no terreno ali do lado no Anzolin... O jeito vai ser esperar o próximo bloco de sessões na Câmara. Via de regra os vereadores têm vindo com as respostas à sociedade.

Levantada a polêmica das máquinas paradas nos pátios e oficinas, a imprensa não tardou em ir questionar com os responsáveis. Um destes canais foi o site do Éder Luiz que publicou que “O Secretário de obras, Venilton Teles, falou que um leilão já está sendo programado para os próximos dias, já que o custo de se consertar as máquinas é muito alto. Quanto à escavadeira, Venilton informou que vai tentar descobrir quem deixou a máquina na oficina. O secretário disse ainda que esta administração recebeu máquinas em péssimo estado de conservação, as mais novas com tempo de uso entre 12 e 20 anos.” Se o Secretário responsável se manifestou neste sentido quem somos nós para duvidar da responsabilidade da Prefeitura pela situação dos equipamentos em questão, não é mesmo?

Só que eu lembro que a Prefeitura adquiriu uma máquina modelo 2009, e ela é uma das que foram alvo das denúncias. Por que está parada? Não tem dinheiro? Está tão destruída a ponto de ter se tornado sucata? E como máquinas paradas conseguem consumir óleo diesel? [Estão assustados?] É esta informação que vem correndo à boca miúda na cidade... Isto está o samba do crioulo doido. Ninguém mais entende mais nada...

Falam que a Prefeitura não tem dinheiro para o conserto destes equipamentos, que o parque sucateado é uma das heranças malditas que o PMDB do Normélio Zílio e Armindo Haro Neto deixou para a nova Administração. Aqui abro um parêntesis, seria de rir se não fosse trágico: afinal de contas não é o mesmo PMDB que hoje se encontra abraçado com a Administração do DEM? Pegou mal, muito mal. Se serve para ser aliado é porque não deve ser tão ruim assim... Menos, né?! Vamos se respeitar.

Daí eu lembro que este chororô das máquinas paradas vem desde o primeiro ano da Administração Mamão. A Câmara de Vereadores se compadeceu do sofrimento do moço que não podia melhorar a vida das pessoas por falta de equipamentos e pela falta de orçamento (outra decantada “herança maldita”). Ao final de 2008, por conta de uma administração enxuta, sobrou dinheiro no Caixa do Legislativo. Todos os vereadores, de situação e de oposição, trataram com o Executivo de que seriam devolvidos os valores das sobras para que se pudesse reformar e consertar o parque de máquinas.

Em 2009 a Vereadora Sueli Ferronato fez um Pedido de Informação para saber a quanta ia o acordo de cavalheiros sobre o uso do dinheiro repassado. Não lembro exatamente a quantia, mas lembro bem que eram algumas centenas de milhares de reais. Eu estava na Sessão no dia em que foi lida a resposta do Executivo dizendo que o dinheiro fora utilizado em “Gastos Correntes” e que não havia lei que obrigasse a Prefeitura cumprir o acordo de cavalheiros. Eu não sabia se chorava ou ria.

Isso não é nada! No começo da semana ouço o Prefeito protestando que as máquinas apresentadas na reportagem da RBS TV não eram da Prefeitura e que medidas judiciais seriam tomadas contra os vereadores que fizeram a denúncia falsa. As tais máquinas eram do DEINFRA, ele seria o responsável pela má conservação mostrada. Contudo esta ameaça não foi muito longe, pois imediatamente veio à tona que o “engenheiro do Deinfra, Euclides Albuquerque, disse que duas das máquinas que aparecem são do Estado, mas foram cedidas para o município. Essa cessão tem a condição de que sejam devolvidas em perfeito estado de conservação.” (do mesmo site acima citado).

Agora a coisa passou dos limites do ridículo! Quanto mais o prefeito e seus aspones se mexem para enlamear o nome da Câmara de Vereadores mais se afundam. Tudo isto mais parece areia movediça, para não afundar de vez é melhor ficar quieto. Até parece que a opinião pública só ouve uma rádio na cidade. Até parece que não existem jornais impressos independentes o suficiente para divulgar as mazelas que vêm se apresentando. E o pior de tudo, o fantasma da atualidade: a internet, os sites de notícias, as redes sociais. O pesadelo de todo incompetente, seja ele da iniciativa privada ou ligado ao Poder Público.

Falando em internet e redes sociais, na quarta-feira o que se comentava era uma licitação para a locação, por hora trabalhada, de uma escavadeira hidráulica com rompedor, uma motoniveladora, um rolo compactador e dois caminhões, para a realização de serviços de melhorias nas vias públicas e estradas da zona rural do Município de Joaçaba. Mas havia a especificação do rolo compressor, coisa que nem todas as empresas que se apresentaram possuíam. Venceu a única que tinha. Por R$ 139.000,00 teremos algumas horas de trabalho de máquinas nas estradas.

Daí eu volto à Câmara de Vereadores, a vilã da história. O que foi feito do dinheiro que foi devolvido em 2009? O que são estes “Gastos Correntes” afinal? Cadê o dinheiro repassado em 2010? Mais “Gastos Correntes”? Cadê o dinheiro economizado com as ações da Câmara frente ao transporte escolar, gastos com combustível e sei lá mais o quê a Câmara levantou nos debates e botou um pouco de ordem? Sugiro que o Executivo recolha-se à sua (in)significância e dê o valor merecido aos vereadores. Eles estão cumprindo com as suas atribuições e como bem diz o ditado: “cada macaco no seu galho”.

...e “simbora” esperar os próximos capítulos, que, pelo visto, esta novela mexicana mal escrita ainda vai longe!