22 de jun de 2011

Doe sangue, doe vida!

(publicado no Jornal Cidadela em 17/06/11)

Nesta semana que passou comemoramos o Dia Mundial do Doador de Sangue, ouviu-se e viu-se falar do assunto em todos os lugares, desde sobre a importância da doação até enquetes que questionavam sobre os motivos dos não doadores não se habilitarem a dar um mililitros de si de vez em quando.

Da importância todos estão carecas de saber: salva vidas. Não a sua, não a de um parente seu, talvez. Mas se há demanda é porque um ser humano em algum lugar precisa. E um gesto simples de cada um de nós pode ser a diferença entre este ser humano manter-se vivo ou morrer. Até hoje a Ciência não conseguiu criar nada que substitua o sangue humano. Ela tem seus limites, nós temos obrigação de ajudar.

Doar não dói. Você não corre nenhum risco de ser contaminado. Você não vai sair da sala de coleta anêmico (não riam, eu já ouvi isso!). O único risco que você corre é o de ser responsável por salvar vidas. No mínimo três. E não é porque você doou uma vez que será obrigado a doar sempre, você decide se quer ou não continuar doando vida.

Dizem que doar sangue não vicia. Fisicamente pode até ser, mas espiritualmente você nunca mais será o mesmo depois da primeira doação... Saber que uns tantos minutos da sua vida repercute em anos da vida de outro dá aquela sensação boa de que podemos mais o que imaginamos. E podemos, e é tão fácil!

Nas conversas que tenho com amigos percebo duas desculpas recorrentes para se evitar os Homocentros: medo de agulha e medo de se descobrir doente. A menos que seja uma fobia daquelas previstas na Medicina o medo de agulha não passa de uma desculpa muito da sem graça. A pessoa tem medo de agulha? Ela pensa nisso quando dirige perigosamente? Não, né? E fazendo isso corre-se o grande risco de não tomar uma só agulhada e sim muitas! Então que o medroso de agulha comece a dirigir de modo a diminuir as chances de ser picado e, quem sabe, de ter que receber sangue de alguém que não teve medo...

E quanto ao fato de evitar a doação por conta do medo de descobrir alguma doença grave isto é um verdadeiro absurdo. Se você desconfia que possa estar doente deveria tentar buscar a resposta e o tratamento. Fingir que não sabe não vai impedir que a doença progrida no seu organismo. Há uma entrevista individual e sigilosa em que o papo é franco e aberto. Fala-se de tudo para dar a maior segurança possível para o receptor. E depois da coleta, vários exames clínicos são feitos para identificar doença de chagas, sífilis, AIDS, malária, pesquisa de Hepatite B e C. Caso algo seja detectado você será procurado.

Então, meus amigos leitores, não percam a oportunidade de fazer o bem:!

Para doar sangue o candidato deve:
- Estar bem de saúde e possuir hábitos de vida saudável;
- Ter entre 18 e 65 anos 11 meses e 29 dias;
- Pesar no mínimo 50 quilos;
- E apresentar um documento de identidade com foto, expedido por órgão oficial.

Mais informações: www.hemosc.org.br

Há Braços (para doar sangue)!

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