27 de ago de 2011

Qual “meia dúzia” interessa?

(publicado no Jornal Cidadela em 26/08/11)

Na mesma semana em que o Partido dos Trabalhadores lança o segundo número do seu informativo “Página 13” a cidade se despede de mais um Promotor de Justiça, até aí nenhum dos fatos encontra relação entre si, mas quem ouviu a entrevista dada pelo Dr. Rafael na terça-feira percebe claramente que ele verbalizou muita coisa que foi impresso no documento que começou a ser distribuído naquela mesma noite.

A fala que teve duração de cerca de uma hora serviu como um feedback das atividades executadas no tempo em que prestou serviço na nossa cidade. Marcante mesmo foi o depoimento de que a escolha por vir morar em Joaçaba se deu pela fama que ela tinha, mas tudo aquilo que ouvira falar não foi verificado depois que chegou aqui. Vivemos de uma fama que ainda persiste; até quando não se sabe...

Fazendo uma análise do porquê de Joaçaba não correspondeu à sua expectativa passou a discorrer sobre interesses que fazem a cidade minguar dia após dia. Mencionou que se trata de “meia dúzia de pessoas” que trabalha neste sentido e que tem interesse em manter a cidade assim. Lembrei do ex-secretário de Infraestrutura, Luiz Robério, ele chamava este grupo de “forças ocultas”. Este foi outro que picou a mula da cidade, cansou de malhar em ferro frio.

O Informativo do PT também fez referência ao fato da cidade estar minguando. Usou um viés mais político, mas pela repercussão (ou a falta dela) na imprensa local deu para ver que desta vez quem escreveu acertou na mosca! Joaçaba definitivamente não é sombra do que vejo nas fotos antigas onde presidentes aterrissavam por aqui... Vivemos de uma fama, tipo aquelas famílias falidas que vivem dando o calote no comércio, mas mantêm a pose por ter este ou aquele sobrenome.

Na verdade o que vejo em Joaçaba é que esta “meia dúzia” se acostumou a drenar os cofres públicos e para isto dá um jeito de se manter no poder seja diretamente ou por interpostas pessoas que se submetem a este jogo sujo. Sempre se deu um jeito, seja por licitações direcionadas seja pela contratação em algum cargo onde se possa tirar vantagem.

Atualmente estamos em meio a uma avalanche de denúncias, culpa só no atual prefeito? Não! Engana-se quem pensa que eu acredito nisso. O que está aí é só o continuismo das ações que vêm de décadas! A diferença que agora “uma meia dúzia” (como também mencionou o Dr. Rafael) resolveu se insurgir e encontrou no Ministério Público um parceiro, dever de cidadão aliado ao dever institucional, pra quê coisa melhor?

O Promotor também deixou um recado: que a população deve se informar sobre o que se passa em Joaçaba. Ele tem razão! Estes discursos de que quem critica ou denuncia é “pessoa do mal” é usado para ludibriar os incautos. E muitos são levados nessa conversa mole! Outros não, se insurgem, denunciam ou se mudam de cidade. E engrossam as fileiras dos que querem mudanças.

Lamento por Joaçaba pelo os que se mudam. A cidade vem perdendo bons talentos. Quanto a mim (e o restante da “meia dúzia do mal”) continuarei por aqui botando a boca no trombone nas Redes Sociais e protocolando tudo o que me cair no colo junto ao MP. A bola da vez será as contas do Carnafolia 2011. Não desistimos nem nos constrangemos.

Contudo, analisando tudo isso, constata-se que Joaçaba está passando por uma crise, mas daquela boa, que significa “momento perigoso ou difícil de uma evolução ou de um processo; período de desordem acompanhado de busca penosa de uma solução”. Uma “meia dúzia’, junto com os demais cidadãos que não se envolveram no processo, vai festejar, a outra nem tanto...

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