28 de set de 2011

As gerações passadas e o meio ambiente:

Recebi por e-mail, desconheço o autor:

 Na fila do supermercado, o caixa diz a uma senhora idosa:
- A senhora deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não são amigáveis ao meio ambiente. 
A senhora pediu desculpas e disse: 
- Não havia essa onda verde no meu tempo.
O empregado respondeu:
- Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com  nosso meio ambiente.

- Você está certo - responde a velha senhora - nossa geração não se preocupou adequadamente com o meio ambiente. Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes.

Realmente não nos preocupamos com o meio ambiente no nosso tempo. Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisamos ir a dois quarteirões.Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o meio ambiente. Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.

Mas é verdade: não havia preocupação com o meio ambiente, naqueles dias. Naquela época só tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que depois será descartado como?

Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usamos jornal amassado para protegê-lo, não plastico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar. Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade.

Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o meio ambiente. Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos. Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar uma outra. Abandonamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos 'descartáveis' e poluentes só porque a lámina ficou sem corte.

Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só  uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima.

Então, não é risível que a atual geração fale tanto em meio ambiente, mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época?

23 de set de 2011

Nós mulheres:

(Publicado no Jornal Cidadela em 23.09.11)

Esta semana nós mulheres estamos com tudo e não estamos prosas. Na terça nos reunimos no teatro de Joaçaba para discutir nossas questões: atuação política, acesso aos direitos, respeito à igualdade e tudo o mais que cerca nossas vidas. Na quarta-feira cada uma de nós se sentiu um pouco “Dilma” ao ver que a primeira mulher a discursar na abertura da Assembleia Geral da ONU era uma mulher como nós, brasileira.

Por certo estamos nos conscientizando e nos mobilizando, afinal se nós mulheres não lutarmos não serão os homens que levantarão nossas bandeiras. Na “real” eles bem que torcem para que continuemos comendo a asa do frango e deixando o resto para o marido e filhos. Quem esteve no encontro sabe por que estou falando isso, quem não sabe procure se informar. Em suma foi o retrato da institucionalização à submissão em forma de discurso elogioso que foi ouvido naquela manhã...

Na terça alinhavamos várias iniciativas tais como a mobilização para a implantação de Delegacia Regional da Mulher, a implantação dos Conselhos Municipais dos Direitos das Mulheres, a criação de um Fórum Permanente de Debates, entre outras tantas que vão mudar as vidas de muitas de nós.

E para fechar a semana abro minha caixa de e-mails e descubro um excelente texto escrito pela minha filha que mostra, do “alto” dos seus 17 anos, que já sabe bem qual seu espaço neste mundo:

Enxergar as semelhanças para garantir a Igualdade:

Tratadas como seres sagrados, as mulheres já foram idolatradas em sociedades tribais por estarem diretamente ligadas à fertilidade. Em um mundo originalmente matriarcal, é complicado entender como o homem reverteu essa situação, reduzindo as mulheres a um simples adereço a sua vida, dando-lhe filhos e servindo-lhe.

Nesse novo caráter que foi designado à mulher, cabia a ela ficar em casa cuidando dos filhos e dos afazeres do lar, vivendo à sombra de seus maridos. Não gozavam dos mesmos direitos que os homens, como votar, trabalhar fora de casa, estudar ou até mesmo participar das forças armadas.

Questiona-se se o simples fato de terem nascido com uma diferença biológica possa privar as mulheres de uma participação igualitária na sociedade, como se por poderem gerar filhos isso as torne inferiores.

Apesar de muitos estudiosos apontarem, sem certezas, que o homem e a mulher têm comportamentos e características psicológicas diferentes, essa separação só pode ser dada por atributos físicos em seus sistemas reprodutores. Ambos são feitos de matéria orgânica e possuem sentimentos, porém a mulher foi por muito tempo tratada como inferior, frágil e incapaz.

Nota-se facilmente uma visão distorcida sobre o sexo feminino adquirida durante o período romântico, quando mulheres eram idealizadas como intocáveis e frágeis. Por mais que houvesse essa “devoção”, elas nunca se igualariam ao homem no modo de vida da época. Estavam destinadas a ficar em seus lares e seguindo os padrões ditados por uma sociedade patriarcal, situação que se estendeu por séculos.

Cansadas de suas vidas monótonas, as mulheres sentiram então a necessidade de realizar novas atividades. Poucos países possuíam escolas que as permitiam como alunas e era raro vê-las no meio artístico. Só passaram a ter espaço no mercado de trabalho a partir do período de guerras, pois precisavam substituir os homens no cenário fabril.

Na década de 60 o grito de independência foi dado e surgiram vários movimentos feministas que buscavam por direitos ainda não conquistados. Elas tomaram espaço na sociedade e construíram uma imagem forte da mulher até então desconhecida. Até mesmo o vestuário feminino modificou-se, dando espaço para roupas mais curtas que denunciavam o anseio de quebrar as regras estipuladas pelos homens.

Apesar de todas as barreiras que estas mulheres passaram para garantir os direitos femininos de hoje, houve uma banalização desta “liberdade”. Surge uma geração de mulheres conformistas que se contentam em viver em função de sua aparência. A exposição de seu corpo foi transformada em ferramenta comercial. Hoje uma bela silhueta garante a venda de cervejas, carros e desodorantes masculinos. Além disso, na programação televisiva aberta, principalmente em novelas, o maior estereótipo feminino encontrado são mulheres superficiais, exageradas ou até vulgares, uma caricatura de muito mau gosto que é facilmente engolida pelas próprias espectadoras.

Com base nessa inversão de valores, a mulher novamente perdeu sua credibilidade. Numa época em que já deveriam estar em total pé de igualdade com os homens, ainda recebem menores salários, são tratadas como objetos e como fonte de prazer. Como resultado destes preceitos machistas, muitas mulheres sofrem abusos em todo tipo de ambiente e ainda são vítimas de violência do lar e sexual. Patrões que se acham no direito de ultrapassar limites; maridos que agridem suas mulheres ao serem contrariados; homens que violentam moças por estarem “usando vestes inadequadas” ou terem “se insinuado”.

Há ainda uma grande frente de feministas ativas na militância que batalham para que não haja uma regressão nos avanços até agora obtidos e que tenta reverter o valor errôneo empregado às mulheres da atualidade. Essas guerreiras são a esperança de que a sociedade entenda, não as diferenças, e sim as semelhanças entre os gêneros. Só será possível atingir um ponto de igualdade entre eles quando o ser humano for capaz de enxergar o outro como ser de carne e espírito como outro qualquer.

Camila Vieira Berka, 17 de setembro de 2011.

21 de set de 2011

O discurso da Presidenta Dilma na abertura da Assembleia Geral da ONU:






Senhor presidente da Assembleia Geral, Nassir Abdulaziz Al-Nasser,
Senhor secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon,
Senhoras e senhores chefes de Estado e de Governo,
Senhoras e senhores,

Pela primeira vez, na história das Nações Unidas, uma voz feminina inaugura o Debate Geral. É a voz da democracia e da igualdade se ampliando nesta tribuna que tem o compromisso de ser a mais representativa do mundo.
É com humildade pessoal, mas com justificado orgulho de mulher, que vivo este momento histórico.
Divido esta emoção com mais da metade dos seres humanos deste Planeta, que, como eu, nasceram mulher, e que, com tenacidade, estão ocupando o lugar que merecem no mundo. Tenho certeza, senhoras e senhores, de que este será o século das mulheres.
Na língua portuguesa, palavras como vida, alma e esperança pertencem ao gênero feminino. E são também femininas duas outras palavras muito especiais para mim: coragem e sinceridade. Pois é com coragem e sinceridade que quero lhes falar no dia de hoje.

Senhor Presidente,
O mundo vive um momento extremamente delicado e, ao mesmo tempo, uma grande oportunidade histórica. Enfrentamos uma crise econômica que, se não debelada, pode se transformar em uma grave ruptura política e social. Uma ruptura sem precedentes, capaz de provocar sérios desequilíbrios na convivência entre as pessoas e as nações.
Mais que nunca, o destino do mundo está nas mãos de todos os seus governantes, sem exceção. Ou nos unimos todos e saímos, juntos, vencedores ou sairemos todos derrotados.
Agora, menos importante é saber quais foram os causadores da situação que enfrentamos, até porque isto já está suficientemente claro. Importa, sim, encontrarmos soluções coletivas, rápidas e verdadeiras.
Essa crise é séria demais para que seja administrada apenas por uns poucos países. Seus governos e bancos centrais continuam com a responsabilidade maior na condução do processo, mas como todos os países sofrem as conseqüências da crise, todos têm o direito de participar das soluções.
Não é por falta de recursos financeiros que os líderes dos países desenvolvidos ainda não encontraram uma solução para a crise. É, permitam-me dizer, por falta de recursos políticos e algumas vezes, de clareza de ideias.
Uma parte do mundo não encontrou ainda o equilíbrio entre ajustes fiscais apropriados e estímulos fiscais corretos e precisos para a demanda e o crescimento. Ficam presos na armadilha que não separa interesses partidários daqueles interesses legítimos da sociedade.
O desafio colocado pela crise é substituir teorias defasadas, de um mundo velho, por novas formulações para um mundo novo. Enquanto muitos governos se encolhem, a face mais amarga da crise – a do desemprego – se amplia. Já temos 205 milhões de desempregados no mundo. 44 milhões na Europa. 14 milhões nos Estados Unidos. É vital combater essa praga e impedir que se alastre para outras regiões do Planeta.
Nós, mulheres, sabemos, mais que ninguém, que o desemprego não é apenas uma estatística. Golpeia as famílias, nossos filhos e nossos maridos. Tira a esperança e deixa a violência e a dor.

Senhor Presidente,
É significativo que seja a presidenta de um país emergente, um país que vive praticamente um ambiente de pleno emprego, que venha falar, aqui, hoje, com cores tão vívidas, dessa tragédia que assola, em especial, os países desenvolvidos.
Como outros países emergentes, o Brasil tem sido, até agora, menos afetado pela crise mundial. Mas sabemos que nossa capacidade de resistência não é ilimitada. Queremos – e podemos – ajudar, enquanto há tempo, os países onde a crise já é aguda.
Um novo tipo de cooperação, entre países emergentes e países desenvolvidos, é a oportunidade histórica para redefinir, de forma solidária e responsável, os compromissos que regem as relações internacionais.
O mundo se defronta com uma crise que é ao mesmo tempo econômica, de governança e de coordenação política.
Não haverá a retomada da confiança e do crescimento enquanto não se intensificarem os esforços de coordenação entre os países integrantes da ONU e as demais instituições multilaterais, como o G-20, o Fundo Monetário, o Banco Mundial e outros organismos. A ONU e essas organizações precisam emitir, com a máxima urgência, sinais claros de coesão política e de coordenação macroeconômica.
As políticas fiscais e monetárias, por exemplo, devem ser objeto de avaliação mútua, de forma a impedir efeitos indesejáveis sobre os outros países, evitando reações defensivas que, por sua vez, levam a um círculo vicioso.
Já a solução do problema da dívida deve ser combinada com o crescimento econômico. Há sinais evidentes de que várias economias avançadas se encontram no limiar da recessão, o que dificultará, sobremaneira, a resolução dos problemas fiscais.
Está claro que a prioridade da economia mundial, neste momento, deve ser solucionar o problema dos países em crise de dívida soberana e reverter o presente quadro recessivo. Os países mais desenvolvidos precisam praticar políticas coordenadas de estímulo às economias extremamente debilitadas pela crise. Os países emergentes podem ajudar.
Países altamente superavitários devem estimular seus mercados internos e, quando for o caso, flexibilizar suas políticas cambiais, de maneira a cooperar para o reequilíbrio da demanda global.
Urge aprofundar a regulamentação do sistema financeiro e controlar essa fonte inesgotável de instabilidade. É preciso impor controles à guerra cambial, com a adoção de regimes de câmbio flutuante. Trata-se, senhoras e senhores, de impedir a manipulação do câmbio tanto por políticas monetárias excessivamente expansionistas como pelo artifício do câmbio fixo.
A reforma das instituições financeiras multilaterais deve, sem sombra de dúvida, prosseguir, aumentando a participação dos países emergentes, principais responsáveis pelo crescimento da economia mundial.
O protecionismo e todas as formas de manipulação comercial devem ser combatidos, pois conferem maior competitividade de maneira espúria e fraudulenta.

Senhor Presidente,
O Brasil está fazendo a sua parte. Com sacrifício, mas com discernimento, mantemos os gastos do governo sob rigoroso controle, a ponto de gerar vultoso superávit nas contas públicas, sem que isso comprometa o êxito das políticas sociais, nem nosso ritmo de investimento e de crescimento.
Estamos tomando precauções adicionais para reforçar nossa capacidade de resistência à crise, fortalecendo nosso mercado interno com políticas de distribuição de renda e inovação tecnológica.
Há pelo menos três anos, senhor Presidente, o Brasil repete, nesta mesma tribuna, que é preciso combater as causas, e não só as consequências da instabilidade global.
Temos insistido na interrelação entre desenvolvimento, paz e segurança; e  que as políticas de desenvolvimento sejam, cada vez mais, associadas às estratégias do Conselho de Segurança na busca por uma paz sustentável.
É assim que agimos em nosso compromisso com o Haiti e com a Guiné-Bissau. Na liderança da Minustah, temos promovido, desde 2004, no Haiti, projetos humanitários, que integram segurança e desenvolvimento. Com profundo respeito à soberania haitiana, o Brasil tem o orgulho de cooperar para a consolidação da democracia naquele país.
Estamos aptos a prestar também uma contribuição solidária, aos países irmãos do mundo em desenvolvimento, em matéria de segurança alimentar, tecnologia agrícola, geração de energia limpa e renovável e no combate à pobreza e à fome.

Senhor Presidente,
Desde o final de 2010, assistimos a uma sucessão de manifestações populares que se convencionou denominar “Primavera Árabe”. O Brasil é pátria de adoção de muitos imigrantes daquela parte do mundo. Os brasileiros se solidarizam com a busca de um ideal que não pertence a nenhuma cultura, porque é universal: a liberdade.
É preciso que as nações aqui reunidas encontrem uma forma legítima e eficaz de ajudar as sociedades que clamam por reforma, sem retirar de seus cidadãos a condução do processo.
Repudiamos com veemência as repressões brutais que vitimam populações civis. Estamos convencidos de que, para a comunidade internacional, o recurso à força deve ser sempre a última alternativa. A busca da paz e da segurança no mundo não pode limitar-se a intervenções em situações extremas.
Apoiamos o Secretário-Geral no seu esforço de engajar as Nações Unidas na prevenção de conflitos, por meio do exercício incansável da democracia e da promoção do desenvolvimento.
O mundo sofre, hoje, as dolorosas consequências de intervenções que agravaram os conflitos, possibilitando a infiltração do terrorismo onde ele não existia, inaugurando novos ciclos de violência, multiplicando os números de vítimas civis.
Muito se fala sobre a responsabilidade de proteger; pouco se fala sobre a responsabilidade ao proteger. São conceitos que precisamos amadurecer juntos. Para isso, a atuação do Conselho de Segurança é essencial, e ela será tão mais acertada quanto mais legítimas forem suas decisões. E a legitimidade do próprio Conselho depende, cada dia mais, de sua reforma.

Senhor Presidente,
A cada ano que passa, mais urgente se faz uma solução para a falta de representatividade do Conselho de Segurança, o que corrói sua eficácia. O ex-presidente Joseph Deiss recordou-me um fato impressionante: o debate em torno da reforma do Conselho já entra em seu 18º ano. Não é possível, senhor Presidente, protelar mais.
O mundo precisa de um Conselho de Segurança que venha a refletir a realidade contemporânea; um Conselho que incorpore novos membros permanentes e não-permanentes, em especial representantes dos países em desenvolvimento.
O Brasil está pronto a assumir suas responsabilidades como membro permanente do Conselho. Vivemos em paz com nossos vizinhos há mais de 140 anos. Temos promovido com eles bem-sucedidos processos de integração e de cooperação. Abdicamos, por compromisso constitucional, do uso da energia nuclear para fins que não sejam pacíficos. Tenho orgulho de dizer que o Brasil é um vetor de paz, estabilidade e prosperidade em sua região, e até mesmo fora dela.
No Conselho de Direitos Humanos, atuamos inspirados por nossa própria história de superação. Queremos para os outros países o que queremos para nós mesmos.
O autoritarismo, a xenofobia, a miséria, a pena capital, a discriminação, todos são algozes dos direitos humanos. Há violações em todos os países, sem exceção. Reconheçamos esta realidade e aceitemos, todos, as críticas. Devemos nos beneficiar delas e criticar, sem meias-palavras, os casos flagrantes de violação, onde quer que ocorram.

Senhor Presidente,
Quero estender ao Sudão do Sul as boas vindas à nossa família de nações. O Brasil está pronto a cooperar com o mais jovem membro das Nações Unidas e contribuir para seu desenvolvimento soberano.
Mas lamento ainda não poder saudar, desta tribuna, o ingresso pleno da Palestina na Organização das Nações Unidas. O Brasil já reconhece o Estado palestino como tal, nas fronteiras de 1967, de forma consistente com as resoluções das Nações Unidas. Assim como a maioria dos países nesta Assembléia, acreditamos que é chegado o momento de termos a Palestina aqui representada a pleno título.
O reconhecimento ao direito legítimo do povo palestino à soberania e à autodeterminação amplia as possibilidades de uma paz duradoura no Oriente Médio. Apenas uma Palestina livre e soberana poderá atender aos legítimos anseios de Israel por paz com seus vizinhos, segurança em suas fronteiras e estabilidade política em seu entorno regional.
Venho de um país onde descendentes de árabes e judeus são compatriotas e convivem em harmonia – como deve ser.

Senhor Presidente,
O Brasil defende um acordo global, abrangente e ambicioso para combater a mudança do clima no marco das Nações Unidas. Para tanto, é preciso que os países assumam as responsabilidades que lhes cabem.
Apresentamos uma proposta concreta, voluntária e significativa de redução [de emissões], durante a Cúpula de Copenhague, em 2009. Esperamos poder avançar já na reunião de Durban, apoiando os países em desenvolvimento nos seus esforços de redução de emissões e garantindo que os países desenvolvidos cumprirão suas obrigações, com novas metas no Protocolo de Quioto, para além de 2012.
Teremos a honra de sediar a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, em junho do ano que vem. Juntamente com o Secretário-Geral Ban Ki-moon, reitero aqui o convite para que todos os Chefes de Estado e de Governo compareçam.

Senhor Presidente e minhas companheiras mulheres de todo mundo,
O Brasil descobriu que a melhor política de desenvolvimento é o combate à pobreza. E que uma verdadeira política de direitos humanos tem por base a diminuição da desigualdade e da discriminação entre as pessoas, entre as regiões e entre os gêneros.
O Brasil avançou política, econômica e socialmente sem comprometer sequer uma das liberdades democráticas. Cumprimos quase todos os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, antes 2015. Saíram da pobreza e ascenderam para a classe média no meu país quase 40 milhões de brasileiras e brasileiros. Tenho plena convicção de que cumpriremos nossa meta de, até o final do meu governo, erradicar a pobreza extrema no Brasil.
No meu país, a mulher tem sido fundamental na superação das desigualdades sociais. Nossos programas de distribuição de renda têm nas mães a figura central. São elas que cuidam dos recursos que permitem às famílias investir na saúde e na educação de seus filhos.
Mas o meu país, como todos os países do mundo, ainda precisa fazer muito mais pela valorização e afirmação da mulher. Ao falar disso, cumprimento o secretário-geral Ban Ki-moon pela prioridade que tem conferido às mulheres em sua gestão à frente das Nações Unidas.
Saúdo, em especial, a criação da ONU Mulher e sua diretora-executiva, Michelle Bachelet.

Senhor Presidente,
Além do meu querido Brasil, sinto-me, aqui, representando todas as mulheres do mundo. As mulheres anônimas, aquelas que passam fome e não podem dar de comer aos seus filhos; aquelas que padecem de doenças e não podem se tratar; aquelas que sofrem violência e são discriminadas no emprego, na sociedade e na vida familiar; aquelas cujo trabalho no lar cria as gerações futuras.
Junto minha voz às vozes das mulheres que ousaram lutar, que ousaram participar da vida política e da vida profissional, e conquistaram o espaço de poder que me permite estar aqui hoje.
Como mulher que sofreu tortura no cárcere, sei como são importantes os valores da democracia, da justiça, dos direitos humanos e da liberdade.
E é com a esperança de que estes valores continuem inspirando o trabalho desta Casa das Nações que tenho a honra de iniciar o Debate Geral da 66ª Assembleia Geral da ONU.
Muito obrigada.

18 de set de 2011

Sim, a mulher pode! - e dia 20/09 (em Joaçaba) teremos uma ótima oportunidade de mostrar isso!

(Este texto foi publicado num material dos acadêmicos da UNOESC que foi apresentado na banca em maio passado)

Esta foi a frase de efeito utilizada pela nossa Presidenta no dia da vitória, curta, direta, certeira. Mais certeira ainda se olharmos pelo viés de que ela define algo muito além de apenas deter o poder, reflete a nossa realidade de hoje: as mulheres estão acessando os mesmos direitos que os homens. Permanecemos por séculos numa posição de submissão à vontade masculina e em algumas décadas conseguimos ladear com eles nas lutas, nas conquistas e, lógico, nas frustrações.

Hoje somos mais nas Universidades, somos muitas em postos de trabalho nunca antes imaginados. Alcançamos nosso espaço na sociedade, mas ainda há uma nota dissonante nisto tudo: dentro dos lares muitas vezes ainda regredimos aos séculos passados. Estão aí as estatísticas para nos alertar que nosso “poder” ainda está manco. Para sermos plenas esta etapa na luta pela igualdade terá inevitavelmente que ser superada. Sem a autonomia sobre nossos corpos e vidas de nada adiantará se “siliconar” inteira e carregar algum título importante.

Falando em silicone, este aí se tornou outro símbolo do nosso poder e infelizmente substituiu outro que, para mim, é bem mais interessante: nossos seios amamentam todos os novos cidadãos brasileiros. Isto sim é poder! Devemos tomar cuidado com a novas armadilhas. Lutamos tanto para estarmos em pé de igualdade com os homens, não podemos ficar reféns de outros algozes. Um belo par de seios não deveria servir para vender amortecedores ou outra quinquilharia qualquer.

No mais, só nos resta lembrarmos que de um jeito ou de outro nós sempre tivemos algum tipo de poder sobre os destinos e sobre a História. Mulheres astutas sempre estiveram presentes nas vidas e decisões de grandes homens. O que não se pode negar, então, é que antes mesmo de se dizer “sim, a mulher pode” todos já sabiam que “a mão que balança o berço é a mão que governa o mundo”.

Dia 20, terça-feira agora, teremos a oportunidade de debater a questão das mulheres na política:

Curso de Formação Política
para Mulheres 

Local: Teatro Alfredo Sigwald
Centro - Joaçaba
Data: 20 de setembro de 2011
Horário: Das 08h30 às 16h00

Objetivos - Reunir  mulheres  de  organizações  da  sociedade civil  e  governamental, lideranças  comunitárias  e  demais interessadas para discutir os desafios e as estratégicas  da  participação  e  da  atuação política feminina nos municípios de Santa Catarina.

Simboralá fazer a diferença??



17 de set de 2011

Novas calçadas:

(publicado no Jornal cidadela em 16.09.11)

Segunda-feira passada ficamos sabendo que a Prefeitura de Joaçaba lançou a licitação para a revitalização das calçadas da nossa cidade. Uma ótima notícia, afinal esta á uma das coisas que mais nos causa vergonha. Outros tantos problemas não são tão visíveis aos turistas quanto nossos passeios públicos. A cidade está feia, inacessível e até mesmo perigosa.

Estive em Joinville por estes dias e lá minhas caminhadas são feitas em torno do Batalhão onde, através do Orçamento Participativo, optou-se por criar uma espécie de “rota do colesterol”. Dia e noite há pessoas caminhando ou correndo e com a vantagem de se sentirem seguras pela localização da pista.

O mais interessante é que se optou por fazer as novas calçadas com “paver” permeável confeccionado com sobras de areia de fundição (atividade forte no norte catarinense). Aliaram o conforto do cidadão às demandas da natureza. Nada mais pode ser planejado sem se levar em conta as questões ambientais. Ficou muito bonito e funcional.

Pato Branco e Maringá, no Paraná, também são cidades que aderiram a esta solução para seus passeios públicos. Em Herval d’Oeste há novas calçadas, porém usaram aqueles “lajotões”. Perderam a oportunidade de inovar e ser modelo para a região. Daqui dois anos veremos o estado em que estarão as calçadas que hoje são o orgulho da cidade vizinha...

Os tais “lajotões” quebram facilmente, descolam e empoçam água sob eles. Sem contar que não absorvem as águas das chuvas. É o “barato que sai caro”. Quanto ao “paver”, inicialmente seu preço é um pouco mais alto, mas na hora de dar manutenção não precisa quebrar nada para refazê-lo, é só retirar e recolocar e assim o preço do investimento é recuperado. Isso sem contar com o fato deste tipo de piso favorecer o escoamento da água da chuva que recarrega o lençol freático.

Outra coisa que se deve prestar muita atenção é a forma de se colocar o piso tátil, pois aqui em Joaçaba se um deficiente visual for utilizar os poucos que existem estará fadado a dar de cara com placas, lixeiras, orelhões e toda a sorte de entulho que alguns lojistas depositam sobre os “trilhos”. Até nisso o “paver” sai em vantagem, pois é menor e pode ser melhor aplicado nestas nossas calçadas estreitas e sinuosas.

É a velha sabedoria popular: se for pra fazer faça bem feito. Que se faça para que daqui dez anos a gente olhe para o chão e agradeça a Deus pelo gestor que um dia escolheu fazer algo que durasse mais do que até a próxima eleição...

Em tempo: não sei se este tipo de pavimento serve para ser usado em pista de skate, então aconselho o prefeito verificar antes de mandar fazer a que anda prometendo por aí.

15 de set de 2011

19 de Setembro - peça teatral para a reflexão sobre a violência sexual contra a criança e o adolescente



O CREAS, através da Secretaria de Ação Social de Joaçaba,   está organizando a programação especial do mês de setembro, já que dia 24 foi instituído por lei como o “DIA ESTADUAL DE COMBATE À VIOLÊNCIA SEXUAL CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES”. Neste ano, Joaçaba se propõe a ampliar as atividades de mobilização e prevenção, com palestras nas escolas durante o mês todo e no dia 19 de setembro, o Grupo de teatro Dueto Produções de Erechim/RS,  apresentará os espetáculos “Histórias de Ser Criança e Memórias de Nina”, no Teatro Alfredo Sigwalt, em cinco sessões dirigidas as crianças, adolescentes, pais e professores.

RELEASE:

Histórias de Ser Criança traz ao palco duas histórias que tematizam a infância, o direito de brincar e de “ser criança” com todo o significado que essa expressão possui. Na primeira história, um menino vive algumas confusões por viver “no mundo da lua”, como dizem os adultos que o rodeiam. Na segunda, outro menino que é cheio de idéias e entusiasmo, não é compreendido pela mãe e numa vida de conflitos, numa verdadeira guerra dentro de casa, o menino começa a querer trocar de mãe.

O espetáculo Memórias de Nina é poético e encantador, e ao mesmo tempo, transmite uma mensagem forte e crítica sobre a violência e abuso sexual com as crianças. A atriz tem um ótimo domínio de platéia, muita simpática e canta muito bem. Um espetáculo que certamente irá encantar muitas platéias. Com uma direção inteligente, propõe um espetáculo muito bem sintonizado, interligando a música, o cenário e figurinos...
Acompanhe os horários das apresentações, no Teatro Alfredo Sigwalt, no dia 19/09/2011:
09h – Histórias de Ser Criança (crianças  de 06 a 10 anos)
10h15min – Memórias de Nina (adolescentes, jovens, pais, professores...)
14h – Histórias de Ser Criança (crianças  de 06 a 10 anos)
15h30min – Memórias de Nina (adolescentes, jovens, pais, professores...)
19h30min – Memórias de Nina (adolescentes, jovens, pais, professores...)
INGRESSO: 1k de alimento não perecível.

19/09 em Chapecó - I Conferência Regional de Políticas e Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Travestis e Transexuais - LGBTTT

CONVITE

A FRENTE PARLAMENTAR DA AIDS, TUBERCULOSE E HEPATITES DE CHAPECÓ, vem convidar Vossa Senhoria para participar da I Conferência Regional de Políticas e Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Travestis e Transexuais - LGBTTT.

Data: 19 de Setembro de 2011.
Local: Câmara Municipal de Vereadores de Chapecó
Horário: 8h às 11h30
Será uma Conferência muito importante para a Garantia dos Direitos da população LGBTTT.
Participe!

Mais Informações: 
(49) 9919-1922 (Franciele)
(49) 9917-0339 (Alda)
(49) 3312- 1275 (Tamara)

Programação – 19 de Setembro de 2011.
I Conferência Regional de Políticas e Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Travestis e Transexuais - LGBTTT.

8h às 8h30 - Credenciamento.
8h30 - Solenidade de Abertura.
8h45 - Leitura e Aprovação do Regimento Interno.
9h - Mesa Redonda
Histórico do Movimento LGBTTT.
Marson Luiz Klein – Professor no Curso de Enfermagem da Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC e enfermeiro do Hospital Regional do Oeste - HRO.
Empecilhos na Implementação de Políticas Públicas para a população LGBTT.
Estudos Atuais sobre Homofobia na região Oeste Catarinense.
Dra. Myriam Aldana Vargas – Coordenadora do Núcleo Temático de Gênero, Cultura e Políticas Sociais da Unochapecó e Coordenadora do Mestrado de Políticas Sociais e Dinâmicas Regionais da Unochapecó.
9h30 - Apresentação/Síntese dos Eixos Temáticos que norteiam a I Conferência Regional
Aldacir Detofol – Coordenadora da Comissão dos Direitos e Garantias Fundamentais de Amparo à Mulher e à Família da Assembléia Legislativa.
9h50 - Grupos Temáticos:
GT1: Saúde e Nome Social.
GT2: Previdência Social, Trabalho, Emprego, Deficiências e Acessibilidade.
GT3: Educação e Juventude.
GT4: Direitos Humanos, Segurança, Justiça e Violências Lesbofóbicas, Homofóbicas e Transfóbicas.
GT5: Turismo, Cultura, Esporte, Lazer, Comunicação e Mídia.
10h30 - Plenária para apresentação dos grupos temáticos – propostas e moções.
11h20 - Eleição das (os) Delegadas (os) para a Conferência Estadual LGBTTT de Santa Catarina.
11h30 – Avaliação e Encerramento.

10 de set de 2011

Sai da aba!

(publicado no Jornal Cidadela em 09/09/11)

Quem não lembra daquele pagode que faz sucesso até hoje: “Sai da minha aba / Sai pra lá / Sem essa de não poder me ver / Sai da minha aba / Sai pra lá / Não aturo mais você”. Se virou tema de música é porque espertinho tem em todo lugar e em todas as situações, logo na política não seria nada diferente, não é mesmo?

Esta semana me surpreendi com uma notinha num jornal local onde dizia “PRONATEC do Jorginho” e em seguida mencionava a aprovação do Projeto de Lei (PL) - que tem com o objetivo de aumentar a oferta de cursos profissionalizantes e de qualificação - junto à Câmara dos Deputados. De pronto pensei “Virgem Nossa Senhora! Como andou rápido este PL!”. Fui pesquisar, me interessei pelo tema por se tratar de mais uma política de inclusão social.

No site oficial, onde constam todas as movimentações, verifiquei que o tal PL nasceu bem antes da posse do Deputado em questão e que é de autoria do Poder Executivo, cabendo ao parlamentar somente a “relatoria”. Não se pode nem de longe confundir os conceitos: Autor – “Aquele que está na origem de, que é a causa de. Aquele que é responsável”. Relator – “Aquele que é encarregado de relatar os incidentes de um processo, de um projeto de lei, de uma investigação etc”.

Entendi, tratava-se só de mais uma “aba” muito bem utilizada pela assessoria, coisa pra trazer o nome do político em evidência; pra mostrar serviço. Não foi a primeira vez, na questão do terreno do Lar do Idoso foi igual, tratou logo de emitir nota e mandar assessor sair na foto. Depois a assessoria se encarregou de divulgar tudinho. É... Eu sei de “tudinho” e na minha aba malandro não se cria, entrego meu cargo, mas saio com a consciência limpa. Essa de ficar quieto para não se indispor com A ou B não combina comigo, respeito as outras opiniões, mas eu estou fora. Na minha aba, não!

Nessa onda de “aproveitar a oportunidade” vejo o suplente de vereador – Tuti - aqui em Joaçaba agradecendo a execução das benfeitorias solicitadas por ele há poucos dias. Decerto o suplente em questão não acompanha os trabalhos daquela casa. Há anos vejo os vereadores apresentando pedidos idênticos junto ao Executivo. Das duas uma: ou ele deu uma baita sorte e as obras estavam agendadas para agora (e daí esta “aba” veio a calhar) ou havia um combinado das obras só acontecerem após a sua atuação naquela Casa (daí a “aba” é beeeem maior).

Mas esta mania de “ir na aba” é uma praga! Olha só: algumas vozes se levantaram contra a corrupção no Brasil. No começo se falava em corrupção num sentido genérico, coisa de povo, da voz do povo. Daí alguns canais da imprensa “isentos e bem pagos”, partidos políticos (com fartos históricos de corrupção) e organizações como a OAB e CNBB trataram de subir nesta “aba” e focar o movimento somente contra a corrupção no governo. Oposição, Judiciário e Igreja estavam de fora como se não tivessem este tipo de problema.

Ocorre que o povo não é besta, percebeu que estava sendo usado e a nova versão da “Marcha da Família com Deus pela Liberdade” – a Marcha Contra a Corrupção que aconteceria neste dia sete de setembro - foi um tiro no pé. Um grandessíssimo fiasco. Alguns poucos compareceram, muitos deles logo após usaram as redes sociais para mostrar a indignação com relação à manipulação ocorrida. O evento foi desvirtuado, não era um movimento legítimo, saído do povo, um grito contra tudo de errado que tem por aí. Virou uma briga partidária e com o único objetivo de enfraquecer o governo Dilma.

Para desespero de uns, o povo está se informando, a manipulação de 1964 não serve mais, está rota, mofa e mal cheirosa. Da mesma forma que se mobilizaram se desmobilizaram e políticos como o Senador Álvaro Dias ficaram falando quase sozinho. Deviam ter deixado o povo sair às ruas e fazer seu protesto que era legítimo, mas só o povo, sem corruptos e corruptores na “aba” deste protesto. Daí restou ao Brasil inteiro cantar para eles: “Sai da minha aba / Sai pra lá / Sem essa de não poder me ver / Sai da minha aba / Sai pra lá / Não aturo mais você”...

Não adianta uma hora a casa cai para os espertinhos de plantão. Cedo ou tarde a casa cai! Anotem isso nos seus caderninhos.