17 de set de 2011

Novas calçadas:

(publicado no Jornal cidadela em 16.09.11)

Segunda-feira passada ficamos sabendo que a Prefeitura de Joaçaba lançou a licitação para a revitalização das calçadas da nossa cidade. Uma ótima notícia, afinal esta á uma das coisas que mais nos causa vergonha. Outros tantos problemas não são tão visíveis aos turistas quanto nossos passeios públicos. A cidade está feia, inacessível e até mesmo perigosa.

Estive em Joinville por estes dias e lá minhas caminhadas são feitas em torno do Batalhão onde, através do Orçamento Participativo, optou-se por criar uma espécie de “rota do colesterol”. Dia e noite há pessoas caminhando ou correndo e com a vantagem de se sentirem seguras pela localização da pista.

O mais interessante é que se optou por fazer as novas calçadas com “paver” permeável confeccionado com sobras de areia de fundição (atividade forte no norte catarinense). Aliaram o conforto do cidadão às demandas da natureza. Nada mais pode ser planejado sem se levar em conta as questões ambientais. Ficou muito bonito e funcional.

Pato Branco e Maringá, no Paraná, também são cidades que aderiram a esta solução para seus passeios públicos. Em Herval d’Oeste há novas calçadas, porém usaram aqueles “lajotões”. Perderam a oportunidade de inovar e ser modelo para a região. Daqui dois anos veremos o estado em que estarão as calçadas que hoje são o orgulho da cidade vizinha...

Os tais “lajotões” quebram facilmente, descolam e empoçam água sob eles. Sem contar que não absorvem as águas das chuvas. É o “barato que sai caro”. Quanto ao “paver”, inicialmente seu preço é um pouco mais alto, mas na hora de dar manutenção não precisa quebrar nada para refazê-lo, é só retirar e recolocar e assim o preço do investimento é recuperado. Isso sem contar com o fato deste tipo de piso favorecer o escoamento da água da chuva que recarrega o lençol freático.

Outra coisa que se deve prestar muita atenção é a forma de se colocar o piso tátil, pois aqui em Joaçaba se um deficiente visual for utilizar os poucos que existem estará fadado a dar de cara com placas, lixeiras, orelhões e toda a sorte de entulho que alguns lojistas depositam sobre os “trilhos”. Até nisso o “paver” sai em vantagem, pois é menor e pode ser melhor aplicado nestas nossas calçadas estreitas e sinuosas.

É a velha sabedoria popular: se for pra fazer faça bem feito. Que se faça para que daqui dez anos a gente olhe para o chão e agradeça a Deus pelo gestor que um dia escolheu fazer algo que durasse mais do que até a próxima eleição...

Em tempo: não sei se este tipo de pavimento serve para ser usado em pista de skate, então aconselho o prefeito verificar antes de mandar fazer a que anda prometendo por aí.

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