5 de nov de 2011

Fazendo parte da solução:

(publicado no Jornal Cidadela em 04.11.11)

“A 1ª Conferência Nacional sobre Transparência e Controle Social - 1ªConsocial - que é uma realização da Controladoria Geral da União (CGU) tem como tema central: "A Sociedade no Acompanhamento e Controle da Gestão Pública" e o objetivo principal é o de promover a transparência pública e estimular a participação da sociedade no acompanhamento e controle da gestão pública, contribuindo para um controle social mais efetivo e democrático.” (www.consocial.cgu.gov.br)

Joaçaba teve sua etapa municipal na última terça-feira. Cerca de 180 convites enviados, convites nas redes sociais e não mais que 25 cidadãos presentes. O que me faz recordar da célebre frase do saudoso Betinho: Cidadão é o indivíduo que tem consciência de seus direitos e deveres e participa ativamente de todas as questões da sociedade”. Por isso a palavra “cidadãos” foi usada para definir os presentes, apontam os problemas, mas fazem parte da solução. Nunca o Controle Social teve tanto em voga, e nunca um Governo Federal conclamou a população para articular mecanismos de fiscalização e controle para seu próprio aprimoramento!

Uma pena que muitas pessoas não entendam o real significado deste chamado, confundem Controle Social com apenas ir nas redes sociais ou nas rodas de conversa reclamarem e se fazerem de vítimas do Sistema. Controle Social é mais! É poder na mão do cidadão! Seu conceito vai muito mais além de fiscalizar, alcança a questão da interferência direta dos movimentos sociais (organizados ou não) nas Políticas Públicas. Este Controle permite ir além do mero acompanhamento das metas fiscais e financeiras, pode interferir sobremaneira na qualidade das Políticas Públicas, Serviços e Programas fornecidos pelos entes públicos à população.

Ser cidadão dá trabalho, é preciso pensar a realidade à nossa volta, é preciso deixar o comodismo de lado. Requer um movimento no sentido de que algo seja feito. É necessária a vontade de cada um. Aí esbarramos num complicador, afinal é tão fácil se esconder na frente de um monitor e apenas teclar... Uns ainda têm coragem de expôr suas idéias com suas identidades, outros tantos se escondem atrás do anonimato para destilar seus ódios e rancores. Esta questão de ocultar a identidade é grave,  mostra o quão longe estamos de uma Democracia madura, mas isto fica para outra hora...

Apontar o problema é a parte mais fácil, qualquer um consegue apontar o defeito alheio, seja ele um ente privado ou público. Aliás, “descer a lenha” é o hobby de muita gente por aí, contudo estas pessoas nunca são vistas em fóruns de debates (os reais, não os virtuais), em sessões da Câmara de Vereadores, nas Audiências Públicas... No máximo perguntam aos que se fazem presentes para saber o que está acontecendo mais com o pendor de recolher material para fofoca do que efetivamente participar da construção de uma realidade melhor. Definitivamente não fazem parte da solução, são apenas um apêndice o problema.

Está mais do que na hora de repensarmos nossa postura diante da realidade à nossa volta. Você até tem o direito de não querer se envolver, isto também faz parte da Democracia, mas esta sua postura só reforça o que Bertold Brecht falou sobre gostar de política - que agora estendo para as outras facetas da nossa vida em sociedade: “O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, não participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito, dizendo que odeia política. Não sabe o imbecil que de sua ignorância nasce a prostituta, o menor abandonado, o assaltante e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e o explorador das empresas nacionais e multinacionais

A etapa regional da 1ª. Consocial será no dia 21 de novembro, aqui em Joaçaba. Quem sabe você consegue separar nem que sejam uns minutos para ajudar a fortalecer a cidadania de todos nós? Não dói nada!

Um comentário:

  1. Por e-mail:


    Prezada Amiga Bete!

    Li seu artigo hoje no Cidadela, e gostei muito, bem objetivo e oportuno em nossa terra que poucos se preocupam com sua cidadania e sua participação nos rmos que temos para nossas políticas públicas.
    Vou procurar estar na 1ª Consocial no dia21/11, ainda não sei onde será, vou procurar me informar para poder participar. Vejo como uma boa oportunidade que temos tido em propor e acompanhar várias políticas públicas, principalmente a nível federal.

    Bom final de semana a Sra. e seu companheiro Gilberto.

    Alvarito

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