23 de nov de 2011

Ordem e Progresso pra quem?

(texto escrito por minha filhota Camila Vieira Berka, 17 anos)

Com base na análise do texto “Da Escravidão Moderna” de Jean-François Brient, é possóvel notar o decadente estado da sociedade contemporânea. Há uma massa crescente na modernidade que tornou-se escrava do sistema e é incapaz de perceber. Seguem o fluxo ditado pelo Estado e obedecem às leis impostas por este ciclo, como máquinas que não questionam seu comando.

Este estado de constante alienação teve início nos primeiros anos e vida, quando a família já “formata” a criança aos padrões socialmente aceitos. Mais tarde, na escola, o estudo é meramente superficial, quando ensinam jovens a efetuar enormes equações a pensar de uma maneira crítica de fato.

Mas nem todos são iguais. Poucas que conseguiram fugir do padrão de educação imposto pelo Estado se dão conta de que há algo muito errado. E é aí que as coisas ficam sérias. O Estado, temendo que a “doença” da racionalidade seja contagiosa, tenta de todas as formas calar a voz da razão. A repressão, a censura e a tortura física e psicológica são os métodos mais eficazes de calar a revolução. E então o silêncio se faz novamente.

Tudo segue em ordem. Com sua filosofia positivista o Estado reprime aqueles que quebram essa tal ordem para que haja o progresso desse sistema excludente e separatista. Racionalizada a informação, os escravos modernos não demonstram interesse no que acontece no cenário atual. Preferem abster-se das decisões com a famosa frase “eu não gosto de política”.

O problema é essa confusão que há entre Política e a tão detestada politicagem. As pessoas abrem mão de seus direitos como cidadãos e não se envolvem na administração do governo, que toma as rédeas da situação e apenas favorece os seus. O Estado nunca dará incentivos para que haja uma real educação política nas escolas. É um pensamento pessimista, mas real, pois ninguém dá armas a quem lhe oferece risco, e na atual sociedade, mentes pensantes são vistas como ameaça...

Nenhum comentário:

Postar um comentário