21 de dez de 2011

Sobre o assassinato de Marcelino Chiarello - OI some com dados do celular...


Passados vinte e dois dias da morte de Marcelino Chiarello, moradores da cidade de Chapecó, oeste do estado, reuniram-se para exigir agilidade na apuração do caso e punição dos responsáveis. 


Se a principio a morte do vereador parecia suicídio (por enforcamento), rapidamente apurou-se que o vereador de Chapecó tinha sido assassinado e o suicídio forjado quase num tom de escracho, já que Marcelino tinha marcas aparentes de agressões no corpo todo e o rosto ensanguentado devido à pancadas na cabeça. 

O vereador, que também era professor de sociologia num colégio estadual de Chapecó, dava aula pouco tempo antes de sua morte. Os alunos acharam que o professor estava estranho já que saia várias vezes para atender o celular, coisa que nunca fazia.

Na investigação do assassinato de Chiarello a análise do celular do vereador apontou que foram apagados todos os registros de ligação pela OI. Segundo o delegado parece que o celular nunca existiu! (Informo que o número de Marcelino era da Oi, recentemente fundida com a Brasil Telecon, antiga TELESC). Sem dúvidas há "gente grande" envolvida na morte de Chiarello, e se me dessem a permissão de apostar nomes, um deles com certeza teria as iniciais JR.

Dentre as denuncias feitas por Chiarello estão:

Transporte coletivo: Contrato sem licitação e irregularidades nas planilhas de gastos. RESULTADO: O MP evitou que o contrato fosse renovado automaticamente com a mesma empresa por mais 20 anos e exigiu uma nova licitação. Chiarello também apontou irregularidade nas planilhas de custos o que evitou o aumento da tarifa.

Venda de Terrenos Públicos: RESULTADO: o MP determinou o cancelamento do leilão de venda de terrenos que deveriam servir a comunidade.

Lombadas eletrônicas: licitação direcionada e 65% do valor das multas repassados à empresa, o que é ilegal. RESULTADO: Após as provas enviadas à Promotoria, decisões judiciais tornaram indisponíveis os bens do prefeito João Rodrigues (PSD) e do presidente da empresa na época.

Subvenções Sociais: desvio de recursos pela subprefeitura da Efapi. RESULTADO: Uma decisão judicial determinou o afastamento do subprefeito da Efapi que no caso era Dalmir Pelicioli (PSD).

Do Náuseas

Novas fotos da manifestação de ontem:


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