31 de jan de 2012

Se for pra fazer...

(publicado no Jornal Cidadela em 27.01.2012)

Feliz Natal, Joaçaba! OOps! Não é mais tempo de Natal? Como assim? A cidade está toda enfeitada... Por onde eu passo nas ruas do centro vejo enfeites pendurados e “palanques” verdes plantados (ainda não entendi bem o que era para ser aquilo), climão de Natal no final de janeiro. Uma espécie “Natal fora de época”? Já ouvi falar de Carnaval fora de época. Vai que é mais uma inovação da gestão Mamão/Joventino... Ou, quem sabe, estes adereços serão utilizados em tempos de Carnaval? Nada disso! É desleixo mesmo! Vergonha para a gente daqui e motivo de piadas para os parentes e amigos que vêm nos visitar.

Em 2010 fui criticada por ter sido ácida nos meus comentários sobre os festejos de Natal. Este ano eu lamentei o mal tempo, pois o show e o local foram bons. Mas eu preferi me manter quieta quanto os demais detalhes: iluminação e Vila Encantada. Se o local do show foi muito bem escolhido (aliás, a praça foi construída para isso) a decoração foi uma vergonha. Se forem neste caminho no máximo poderão competir com alguma cidade vizinha. Gramado será sempre uma utopia.

Durante um mês ouvi de várias pessoas: “Escreve sobre esta vergonha!” Deixei passar, afinal bastava ter olhos de ver para saber que o discurso nada tinha a ver com a realidade. Falaram em mais ruas com aquele túnel de LEDs. Usaram a mesma quantidade do ano passado e usaram o “truque” de espaçá-los. Tivemos mais ruas, mais feias. Longe daquela sensação de túnel. Ainda mais por conta de que muitas já “nasceram” mortas o que passava uma sensação estranha. Será que usaram coisa reaproveitada ou de péssima qualidade?

A Vila Encantada era um amontoado de objetos sem o menor critério com relação à escala. Anões gigantes chegavam a dar medo. Não sei se os itens vieram de um “saldão” ou o gosto do responsável pela aquisição (ou aluguel) destes é que é pra lá de questionável. Com o belíssimo Carnaval que temos não é possível que não exista alguém com competência para levar à magia do Natal o mesmo bom gosto que vemos nos carros alegóricos. A Vila Encantada mereceu um “zero”. Ainda bem que crianças ainda vivem num mundo encantado onde isso é irrelevante. Só turistas perceberam...

Eu aprendi com a minha mãe que quando a gente se propõe a fazer algo deve fazer o melhor possível. Talvez o “melhor possível” de alguns seja isso. Pelos menos é que se percebe pela qualidade dos serviços de “revitalização” que estão por aí, A calçada da XV já é motivo de gozação com aqueles postes mal posicionados e aquela “ciclofaixa” que é um convite a um atropelamento. As calçadas do centro estão sendo construídas sem retirar as lajotas antigas,. Vai ficar um serviço “lindo”, um remendão.

Agora por estes dias tenho visto um trabalho de tapa buracos. Bacana... Se não fossem nos acostamentos! Os acostamentos da Rio Branco e da XV de Novembro estão ficando um tapete! Se está sobrando asfalto traga tudo para as ruas dos bairros. A Antônio Gonzaga que é itinerário dos ônibus é uma vergonha. Eu não caio em mais nenhum. Os desavisados deixam suspensão e escapamento. Esta de “só limpar onde a noiva passa” em tempos de internet não vale mais. Coisa da velha política que não serve mais.

Sr. Prefeito, não adianta ir à imprensa e dizer “estamos melhorando a vida das pessoas da nossa querida Joaçaba”, faça alguma coisa de eficaz! Todos estão de saco cheio,até mesmo aqueles que te batem nas costas, só que estes nunca darão o braço a torcer. Ainda mais em tempos de composição onde cada um trabalha para garantir sua tetinha... E feliz 2012 – já que o Natal se foi.

28 de jan de 2012

A Falácia do PA 24hs no HUST:

Odeio ir a hospital, só vou se realmente não tiver outra alternativa. 


Ontem estava com dor de garganta que piorou à tarde (não tenho amígdalas, há décadas não sei o que ter a garganta com dor), 17hs o ESF do Centro (que atende o Cruzeiro do Sul) estava fechado. 


Passei uma noite de cão com bolsa de água quente e à base de remédio pra dor (pensei em ir pro HUST, mas sei que atendimento de madrugada é complicado, melhor deixar para as urgências).


Como a PMJ fez um convênio com o HUST de ser nosso PA 24hs, fui lá agora de manhã. E aí eu verifico que tudo não passa de uma grande mentira pra enganar o povo:


1o. Fiquei na fila como qualquer um, nada daquilo de "preferência para moradores de Joaçaba". 
2o. Atendimento expresso onde o médico me manda ir na segunda-feira no Posto fazer uma receita de antibiótico porque "agora está com poucas placas, mas deve progredir"
3o. Saí com uma receita de um remédio pra dor e ao mesmo tempo antinflamatório (detalhe que já tive choque anafilático pelo uso de antinflamatório, mas o médico sequer perguntou se eu tinha algum histórico de alergia ou coisa assim).
4o. Não sei quem é o médico porque o carimbo só aparece o primeiro nome e nem o CRM dá pra ler.


Peraí! O HUST não é um "Postinho" nas horas em que os ESF de Joaçaba estão fechados? Que M é essa de convênio? E se fosse pra esperar a infecção "progredir" eu tinha ficado em casa! Estou assoando e cuspindo sangue é não é nada?? 


O povo mais simples pode acreditar nessa mentirada toda. Eu estou indignada!


PA 24hs mais uma "mentira cumprida" 
da Administração Mamão/Joventino!


Leia a matéria:
Joaçaba: Prefeitura assina convênio para abertura de Pronto Atendimento

Postagem do Presidente do CMS - Contribuindo com a discussão...
Além da urgência e emergência, que é a função do HUST, a partir de um convênio assinado no início de 2011 e renovado ao final do mesmo ano (sob alguns protestos), através da Lei 4.126/2011 de 21/12/2011, o HUST também deve prestar serviço de atendimento ambulatorial 24 horas para os pacientes de Joaçaba. Isto está escrito no item 3 da cláusula quarta do convênio (das obrigações do hospital): "3 - atendimento ambulatorial e realização de exames, como ultra-som, exames laboratoriais, raio-X, etc quando necessários para o diagnóstico conclusivo no momento do atendimento".
Para isso, foi aprovado no Conselho de Saúde um aumento no valor do repasse mensal que o município paga ao HUST, sendo que este valor está em R$ 66.375,75/mês.
Portanto, baseado no convênio, o hospital tem obrigação de atender pacientes de Joaçaba com diarréia, unha encravada, inflamação de garganta ou qualquer outro tipo de problema que normalmente seria atendido em uma ESF.

Postagem minha no domingo - Tive muita dor de madrugada. De manhã fui lá e questionei sobre o HUST servir ou não da PA no contraturno. Confirmaram que para os moradores de Joaçaba, sim. Daí eu mostrei a receita e perguntei porque fora orientada a aguentar até segunda-feira pra ir ao ESF. Me encaminharam para outra consulta. Desta vez muito boa, com todas as perguntas de praxe e saí de lá com receita de antibiótico e corticoide devido à infecção. Assim, sim.

27 de jan de 2012

Pelo visto em SC quem denuncia corrupção é "suicidado"!!!

Do Clic RBS


Laudo pericial caso Marcelino Chiarello

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br
O Diário Catarinense teve acesso ao laudo pericial médico da morte do vereador Marcelino Chiarello, ocorrida no dia 28 de novembro. No laudo, assinado pelo médico legista Antonio de Marco, foram identificadas várias lesões no corpo do vereador. Havia uma fratura no nariz, uma lesão no lado superior esquerdo da cabeça, provocada por uma pancada, e uma lesão no olho esquerdo. Havia ainda um hematoma no polegar direito e resíduos nas unhas. Na palma da mão esquerda, estava desenhada uma pirâmide.
Além disso as fotos do laudo mostram grande quantidade de sangue no rosto do vereador e manchas na camisa, tanto na frente quanto nas costas. Há também manchas de sangue na calça. A quantidade de sangue até chamou a atenção do delegado Augusto Mello Brandão, que considera um volume muito grande para se tratar de suicídio.
Parte do sangue escorreu do nariz em direção à orelha, que leva a deduzir que, ele estaria deitado quando o sangue escorreu. Os próprios delegados no início da investigação descartaram a tese de suicídio por essas informações.
No pescoço do vereador foram encontrados dois sulcos, um horizontal e outro oblíquo, provocados pela aça do notebook em que o vereador estava “pendurado” na janela de casa. O médico observou que um sulco tinha 42 centímetros de circunferência e a alça do laço da fita que estava no pescoço do vereador tinha 37,5 centímetros de circunferência .
Logo no dia do crime cinco delegados prestaram uma entrevista coletiva onde levantaram a hipótese de que o laço teria sido dado com o vereador no chão, pois era mais apertado que a circunferência do pescoço, e depois ele teria sido colocado próximo da janela. O delegado Alex Passos, que foi o primeiro delegado a chegar no local da morte, afirmou que não teria como ele ter dado o nó e depois ter se pendurado na grade. Não havia nem um banco ou apoio próximo ao corpo para que o vereador pudesse ter utilizado em caso de suicídio.
No primeiro atestado de óbito, o médico Antonio de Marco não coloca nem como suicídio, nem como homicídio a causa da morte. Ele assinalou a opção “outros”. Já na declaração da “causa mortis” para o seguro de vida de Chiarello, ele indica homicídio.
O Diário Catarinense tentou conversar hoje com o médico mas ele negou-se em dar entrevista.
– O que eu tinha que fazer está no laudo- disse.
Questionado se ele aponta homicídio ou suicídio declarou. –Veja o laudo e tire suas conclusões.





















POSTAGENS SOBRE O ASSUNTO:

Sobre o assassinato de Marcelino Chiarello - OI some com dados do celular...

26 de jan de 2012

Refugiados denunciam maus-tratos em fábrica da Sadia

Da BBC Brasil


Refugiados denunciam maus-tratos em fábrica da Sadia

Atualizado em  26 de janeiro, 2012 - 05:58 (Brasília) 07:58 GMT
Casa de refugiados em Brasília. João Fellet. BBC Brasil
Condições em dormitório cedidos para refugiados muçulmanos que trabalham para fábrica da Sadia em Samambaia (DF) são precárias
Ameaçado de morte pelo Talebã por se recusar a pagar propinas ao grupo, Mahmoud (nome fictício) achou por bem abandonar sua cidade, na fronteira entre o Afeganistão e o Paquistão.
Pagou US$ 5 mil dólares a uma gangue de tráfico humano, que prometeu lhe enviar a um país do outro lado do mundo do qual sabia muito pouco, mas onde, segundo o grupo, poderia solicitar refúgio e reiniciar sua vida em paz: o Brasil.
Algumas semanas depois, já em território brasileiro, ele diz ter sido vítima de uma rede de exploração de trabalhadores estrangeiros em frigoríficos nacionais.
Quando completou quatro meses de trabalho e começava a se adaptar à nova vida, Mahmoud foi transferido de Estado por seu empregador. Dormia sempre em alojamentos apinhados de estrangeiros, que se revezavam nas poucas camas disponíveis.
Nas fábricas, executava uma única tarefa: com uma faca afiada, degolava cerca de 75 frangos por minuto pelo método halal, selo requerido pelos países de maioria islâmica que importam a carne brasileira. "Não dava nem para enxugar o suor", ele conta, referindo-se à alta velocidade com que tinha de executar os cortes na linha de abate. Pelo trabalho, recebia cerca de R$ 700 mensais.
Segundo a Secretaria de Comércio Exterior a exportação de frango halal para países muçulmanos rendeu cerca de R$ 5 bilhões ao Brasil em 2011.
Certo dia, como um colega se adoentou, Mahmoud foi escalado para trabalhar por dois turnos seguidos. Ao se queixar ao supervisor, foi insultado e demitido. No dia seguinte, outro estrangeiro já ocupara seu lugar.
Sem um tostão, hoje aguarda pela definição do seu pedido de refúgio ao Conare (Comitê Nacional para os Refugiados, órgão vinculado ao Ministério da Justiça), faz as refeições em centros religiosos e procura outro emprego.
"Disseram que no Brasil eu encontraria paz, mas virei um escravo e, hoje, vivo como um mendigo."
A BBC Brasil contatou, além de Mahmoud, outros dois trabalhadores que se disseram vítimas das mesmas condições de trabalho em frigoríficos brasileiros.
Os dois últimos integram um grupo de 25 estrangeiros que trabalham na fábrica da Sadia (hoje parte da BR Foods, maior empresa alimentícia brasileira e uma das maiores do mundo) em Samambaia, no Distrito Federal. Quase todos moram em duas casas cedidas pela CDIAL Halal, empresa terceirizada pela Sadia para o abate dos frangos pelo método halal.
Dormitório em Samambaia  Foto Joao Fellet/BBC Brasil
Como não há armários nem geladeira na casa, roupas e a comida são armazenadas no chão ou sobre o estrado de uma cama, improvisado como mesa.
A BBC Brasil obteve fotos do interior de uma das residências. Nos quartos, habitados por até oito pessoas, colchões empilhados durante o dia são esticados no chão à noite, para compensar a falta de camas. Como não há armários nem geladeira na casa, as roupas e a comida são armazenadas no chão ou sobre o estrado de uma cama, improvisado como mesa.
As refeições são feitas no chão do quarto, em cima de um pedaço de papelão. Na cozinha, o fogão acumula crostas de gordura.
Todos os trabalhadores são muçulmanos, já que o abate halal requer que os animais tenham suas gargantas cortadas manualmente por seguidores do islã. Eles devem pronunciar a frase "Em nome de Deus, Deus é maior!" (Bismillah Allahu Akbar, em árabe) antes de cada degola. O gesto deve cortar a traqueia, esôfago, artérias e a veia jugular, para apressar o sangramento e poupar o animal de maior sofrimento.
Segundo a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, há apenas três empresas no Brasil que fornecem o certificado halal, dentre as quais a CDIAL Halal – braço do grupo religioso CDIAL (Centro de Divulgação do Islã para a América Latina, baseado em São Bernardo do Campo).
A CDIAL Halal, que presta serviços para quase todas as empresas brasileiras que exportam carne para os países islâmicos, diz empregar cerca de 350 funcionários no abate halal, 90% dos quais provêm de países africanos ou asiáticos como Senegal, Somália, Bangladesh, Paquistão, Iraque e Afeganistão.
Boa parte dos oriundos de áreas em conflito obtêm status de refugiado no Brasil, o que lhes permite trabalhar legalmente. Os outros se estabelecem como imigrantes e, ao conseguir trabalho no abate halal, atividade para a qual há pouca mão de obra brasileira disponível, têm o caminho para sua regularização encurtado.

Condições análogas à escravidão

Para o procurador do Ministério Público do Trabalho (MPT) Ricardo Nino Ballarini, as condições relatadas pelos trabalhadores em Samambaia são análogas à escravidão.
"A empresa se vale da situação vulnerável deles no país, o que permite caracterizar condição análoga à de escravo. Ao transferi-los constantemente de Estado, impede que criem raízes, que estabeleçam relações pessoais e denunciem os abusos à polícia", afirma.
Ballarini diz que a situação se assemelha à descrita por estrangeiros que executam o abate halal em duas fábricas da Sadia no Paraná, onde a CDIAL Halal também é responsável pela atividade.
As condições laborais nas duas fábricas, nos municípios de Dois Vizinhos e Francisco Beltrão, são objeto de duas ações movidas pelo procurador. Ele diz que, em ambas as unidades, os funcionários estrangeiros enfrentavam jornadas de até 15 horas diárias, não recebiam hora extra e eram privados de benefícios dados aos trabalhadores da Sadia, como participação nos lucros e plano de saúde. Além disso, afirma que muitos trabalhavam sem carteira assinada.
Ballarini conta que os trabalhadores, que costumam chegar ao Brasil com vistos de turista, são geralmente arregimentados para o serviço em mesquitas.
Fábrica da Sadia em Samambaia (DF) Foto Joao Fellet/BBC Brasil
Ministério do Trabalho diz que apurará as denúncias de abusos em Samambaia e que prepara uma nova regulamentação para o trabalho em frigoríficos
"Mesmo sabendo que a situação é precária, eles têm medo de denunciar e serem deportados."
Já a CDIAL Halal afirmou em nota que todos os seus funcionários encontram-se em situação legal no país e procuram a empresa por livre vontade. A companhia diz que o abate se dá conforme normas adequadas de segurança, que todos os funcionários têm carteira assinada e executam jornada de até oito horas (intercaladas entre uma hora trabalhada e uma de descanso), registrada por relógio de ponto biométrico.
A empresa afirma ainda que horas extras são devidamente registradas e pagas, e que todos os funcionários são amparados por acordos coletivos firmados com sindicatos da classe.
Quanto às transferências dos trabalhadores, a CDIAL Halal afirma que alguns contratos de trabalho contam com cláusula que prevê essas ações. Nesses casos, a empresa diz arcar com os custos da mudança.

Rede nacional

Segundo o procurador Ballarini, os casos de Samambaia e das fábricas paranaenses indicam que pode haver uma rede nacional de exploração de trabalho no abate halal. A BBC Brasil apurou que o tema também é objeto de uma investigação do MPT em Campinas (SP). O Ministério do Trabalho, por sua vez, afirmou que apurará as denúncias de abusos em Samambaia e que prepara uma nova regulamentação para o trabalho em frigoríficos.
A denúncia contra a fábrica da Sadia em Dois Vizinhos foi julgada procedente, e a BR Foods (Sadia) e a CDIAL Halal foram condenadas a pagar R$ 5 milhões ao FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), como forma de reparar os danos causados aos trabalhadores.
As empresas recorreram, e o tribunal de segunda instância baixou o valor da indenização para R$ 1 milhão, embora tenha mantido a decisão da corte anterior. Agora, a empresa deve recorrer outra vez.
Já a ação movida contra a fábrica da Sadia em Francisco Beltrão foi julgada improcedente, e o MPT recorreu.

Terceirização

Além de condenar as condições de trabalho no abate halal, Ballarini considera ilegal a terceirização da atividade, efetuada pela BR Foods em todas as suas fábricas que exportam para países islâmicos. Ele argumenta que uma companhia só pode terceirizar uma de suas atividades-meio (no caso da Sadia, o abate de animais) se não houver subordinação entre os terceirizados e a empresa principal.
No entanto, diz que o abate halal se dá inteiramente na linha de montagem da Sadia, com participação de funcionários da companhia em todos os processos que não a degola.
"Ao terceirizar, a empresa economiza dinheiro. Foi o que Sadia fez", diz. "Nada impede que a Sadia contrate os empregados, ainda que adeptos do islã. Só a supervisão e a certificação deveriam ser feitas pela entidade competente".
Já a BR Foods (Sadia) afirmou em nota que a terceirização do abate halal atende à exigência dos mercados islâmicos. "De acordo com tais exigências, o trabalho deve ser executado por funcionários muçulmanos que sejam vinculados a uma entidade certificada pelas autoridades daqueles países. Portanto, a contratação terceirizada é uma necessidade."
A empresa afirma, no entanto, que os funcionários terceirizados cumprem uma jornada de trabalho equivalente à dos trabalhadores da empresa e estão sujeitos às mesmas condições que os outros funcionários da unidade.
A BR Foods não se pronunciou sobre as condições dos dormitórios dos funcionários terceirizados. CDIAL Halal, por sua vez, afirmou que "não tem qualquer obrigação de tutelar o domicílio de seus empregados, tampouco seus hábitos de higiene pessoal".
A empresa diz que a concessão de residência visa apenas facilitar os entraves burocráticos que os empregados encontram para alugar uma residência. Ainda assim, a empresa diz adotar "uma série de medidas para orientar e auxiliar seus empregados no âmbito doméstico, inclusive disponibilizando uma faxineira para limpeza das casas uma vez por semana."

Abrigo para animais - Laguna/SC está provando que não é a solução (denúncia)

Estamos às voltas com o debate sobre os animais. Crueldade, abandono, falta de políticas públicas... Novamente alguns "experts" levantam a questão de se criar um Abrigo em Joaçaba e região.

Nós que colocamos a mão na massa, debatemos e estudamos muito o assunto sabemos que esta é a solução escolhida antigamente, mas que hoje se mostra onerosa e ineficaz.

A solução passa por políticas públicas de castração e posse responsável. Pode não resolver o problema da noite para o dia, mas a longo prazo esta questão deixa de ser "problema" e passa ser apenas mais um item nas agendas de trabalho dos gestores públicos.

Ou os "entendidos" estão ventilando a hipótese de extermínio? Solução desumana, ineficaz e onerosa. 

Se você castra dois... Se você não castrar terá que abrigar (e assassinar, né?) os que seguem abaixo da pirâmide:



Laguna/SC possui um Canil Municipal e temos notícias de que é uma vergonha o que acontece lá.  Segue o e-mail que me foi encaminhado. Fora originariamente enviado aos Deputados Estaduais de SC e à Presidência da República: 

[No perfil da SOLPRA Laguna vocês podem obter mais informações.]

"BOM DIA SRs Parlamentares do nosso Estado de Santa Catarina:

Venho através deste lhes repassar o meu objetivo com o mundo, e como deixarei ele para o futuro, por isso a minha preocupação começa com a minha cidade, mas como os políticos da minha cidade se fazem indiferentes, apelei para a Exc Presidenta da República, logo encaminho e email enviado aos Srs Deputados Estaduais de Santa Catarina.

Não pensem somente no retorno finaceiro, pensem no bem para estes animais que foram trancados, maltratados, e chacinados sem direito de escolha.

Assim como Laguna, todas as cidades de Santa Catarina precisam de ajuda para os animais de rua, ninguém gostaria que eles estivessem lá, mas eles estão, e a nossa missão como sociedade que somos, e como "racionais" é cuidar deles, alimenta-los e evitar que o mal os aconteça, por que somos guardiões do mundo. Mas nem todo mundo tem verba pra isso, por isso os centros de zoonoses existem, desde que não sirvam de desvio de verba como o que acontece com o canil de Laguna.

Olhem por nós OS ANIMAIS, sou protetora e sinto como esses animais se sentem, ele não se drogam, não são alcoólatras, não se prostituem, não roubam, não assissinam, nem são corruptos. Só tem sentimentos bons anos oferecer, e estão sofrendo como todos os que eu disse NÃO anteriormente deveriam estar no lugar deles.
Se os Srs olham para as nossas cidades, com certeza viram as entrevistas nos jornais locais, regionais, e agora nacionais. Só falta os Srs olharem para nosso apelos.
Grata desde já pela atenção.
Segue minhas humildes palavras a Exc Presidenta Dilma.
E faço as mesmas aos Srs Deputados.

"BOM DIA Exc. Presidenta da Republica do nosso BRASIL! Primeiro quero começar a elogiar o Brasil, um país lindo de viver. Pobre de empregos e oportunidades, e rico de natureza e qualidade de vida (isso se a pessoa não quiser ser milionário, vive-se muitissimo bem! E quem disse que precisa ser milionário pra viver?!). Sou uma pessoa simples, que vivo com muito pouco, não sou deslumbrada por dinheiro e nem sempre o que chama atenção aos meus olhos me atrai. Gosto de simplicidade, e por ter uma \vida simples\, sei que a felicidade vem de dentro, coisas materiais nos satisfazem os olhos, por que o vazio vem de dentro... Me preocupo com o mundo que vivo, mas ao contrário da maioria dos mortais não me preocupo com o mundo, me preocupo com as pessoas que estão no mundo! Amo a natureza, e preservo todo o tipo de vida, não faz parte da minha educação e sim do estilo de vida que escolhi pra mim (educação vem de berço, mas também se adquire se tiver força de vontade). 

Por isso Exc. Presidenta Dilma venho através desta mensagem lhe implorar que parem de olhar para natureza com interesses financeiros, vejam que nossos animais e nossas florestas estão se acabando. Temos o exemplo do que acontece com os animais de rua que são abandonados e torturados pelo homem, e nós não temos direito de fazer isso, por que DEUS nos deu como missão preservar o que ELE criou. E esses animais que tem tanto direito a vida como nós Exc. Presidenta, não recebem auxilio gás, bolsa família, nem cesta básica, nem tem Prouni. Eles definham pelas ruas da nossas cidades, qdo não são chacinados como o caso hediondo que aconteceu em Laguna. 

Por favor Exc. Presidenta, não esqueça de DEUS, parem de deixar ELE em segundo lugar trocando pela sua política, lhe imploro??!! Olhe pelos animais eles estão muito mais próximos do SENHOR do que nós humanos frios e calculistas. Ajude-nos a prender esses assassinos de seres inocentes, que não estão lhes dando o direito a vida, e ajude todas as cidades a ensinarem a preservar a natureza, tenho certeza que a minha geração e as demais que estão por vir, preferem mil vezes ver animais preservados do que a devastação que se alastra em progresso da ganância do homem. 

Estamos sendo massacrados pelos ideais de pessoas que tem poder publico, estamos vendo nossos animais sendo mortos e castigados sem ter o porquê!? O prefeito da nossa cidade, a secretária da saúde e a veterinária da nossa cidade são más, é só a EXc. Presidenta ver as notícias a respeito, e tenho certeza que em todas as cidades do nosso País acontece essa desgraça... É revoltante, triste, humilhante, e sofredora a nossa luta pelos animais e pela natureza. Mas, não vamos desistir por que sabemos que DEUS está do nosso lado, que cedo ou tarde a justiça DIVINA será feita pra quem quer que seja... 

Só peço que com seu cargo, e seu poder de decisão a Exc Presidenta faça algo por esses animais. Desde já, muito obrigada! E QUE DEUS LHE ABENÇOE NAS SUAS ESCOLHAS, por que para aqueles que fazem mal a qualquer coisa que DEUS criou eu desejo com toda minha força que tenha o que eles merecem! "

Assina: Carolina Alberti





(carcaças de animais assassinados )

24 de jan de 2012

Terrenos baldios viraram lixão em Joaçaba. Cadê a fiscalização?

Ontem vi esta denúncia no mural de um amigo de Facebook: 

A estrada de São Braz, virou deposito de lixo agora!
Esse pessoal perdeu a noção!




Hoje recebo este vídeo:



Cadê a fiscalização??

23 de jan de 2012

A CÃORREATA PELOS ANIMAIS FOI UM SUCESSO! OBRIGADA!!

Quero agradecer aos que foram, pedir desculpas se não dei atenção e todos e dizer que em breve os animais vão precisar das suas assinaturas no Projeto de Lei de Iniciativa Popular tratando desta questão. Se nossos legisladores não fazem, nós fazemos por eles!

A chuva assustou um pouco, mas na hora H parou de chover e rodamos as ruas de Joaçaba e Herval d'Oeste dando o recado de que estamos cansados de crueldade contra os animais.

Lamento o transtorno pela ausência da PM. Nossa parte fizemos como nos fora exigido: licenças dos setores de Trânsito das Prefeituras e pedido de policiamento e viatura junto à PMSC. Só serviram para nos interceptar e alegar falta de autorização, mas ainda bem que levei todos os documentos e provei que nós cumprimos com a nossa parte... Pedimos que a viatura acompanhasse o resto da carreata, mas nem isto...


AUBRIGADA!!!!



Muitas fotos no meu álbum do Facebook, onde estou armazenando todas as que me são enviadas.


21 de jan de 2012

Segunda reunião do Coletivo Nefelibata define ações para o mês de março

por Rodrigo Bernardi

No dia 20 de Janeiro de 2012, às 19h, aconteceu a segunda reunião do Coletivo Nefelibata (CN), no Café Retrô, a fim de uma maior definição das ações para 2012 e 2013. Os temas desse segundo encontro intercalaram-se com os da primeira, pelos quais tornou-se possível esclarecer as intenções do coletivo, como: reunir artistas, ativistas, produtores culturais e todo e qualquer cidadão que queira compartilhar suas ideias acerca do universo das artes, sustentabilidade e entretenimento. 

Para muitos, a noção de agir coletivamente por um mundo melhor pode parecer utopia, mas para nós é o início de uma luta, em que temas diversos, de impacto coletivo, alimentam nossas ações. Dessa forma, como formigas agitadas no formigueiro, sempre em ação coletiva, mostraremos que é possível mudar para melhor a vida do próximo.

Na primeira reunião, “esperava-se um número maior de participantes tendo em vista o interesse manifestado em redes sociais e devido à amplitude dos temas antecipadamente expostos na rede” [1] sobre artesustentabilidade e entretenimento. Entretanto, não foi diferente nesse segundo encontro, o que reafirma a insistência como o ponto de partida para colocarmos nossas ideias em prática. Sendo assim, para que as pessoas conheçam paulatina e profundamente nossas intenções, não deixaremos de realizar as reuniões quinzenais (que estão abertas para todos que se interessarem) e, sobretudo, estaremos resumindo os assuntos por meio de notas no Facebook, blogs e via e-mail, com os assuntos e ideias que foram lançadas. Dessa forma, gostaríamos que o conteúdo produzido ecoasse e estimulasse aqueles que de alguma forma se identifiquem conosco.

Na última sexta-feira tratamos do seguinte:

 1.     SARAU QUINTAL nas tardes e noites de outono

Seguindo a lógica da primeira reunião (06/01/2012) [2], fora apresentada uma proposta para a primeira semana de março, visando a integração dos eixos temáticos e entretenimento. Esta inicitiva servirá como “piloto” para ações futuras.


Como?
Num mesmo ambiente realizar-se-ão as reuniões do CN, pelos quais trataremos de assuntos sobre, permita-me repetir, arte, sustentabilidade e entretenimento; serão realizados leitura e estudo de grandes autores. Estaremos, também, convidando entusiastas da boa gastronomia de quintal, isto é, todos aqueles quitutes deliciosos de preparo simples e de fácil manuseio (como as “festas americanas” dos anos 90), requintados com um repertório que tendencia para gêneros e artistas off-mainstream, ou seja, músicas que não estão no cardápio pop e comercial. Por quê? Porque é evidente de que música de qualidade não só está disponível nas rádios, mas fora delas também. O Sarau Quintal é uma miscelânea de acontecimentos misturando entretenimento e produção de novos saberes.

Onde?
Em princípio, para a primeira quinzena de março, cogitamos um terreno localizado na Rua Frei Bruno, em Herval d’ Oeste, até encontrarmos um espaço com infraestrutura adequada. O terreno em HO ainda passa por manutenção, precisando ser gramado e otras cositas más

Recursos
Para realizarmos o Sarau Quintal é necessário capital. Foi sugerido em reunião o financiamento coletivo [3] para aquisição de produtos que, a priori, atenderão uma lista de alimentos, a saber: frutas, queijos, pães, bebidas, etc. Porém, Bete Vieira nos alertou de que este tipo de financiamento pode soar “estranho” num primeiro momento, pois o CN ainda não é reconhecido por suas realizações. No entanto, esta forma de investimento não está descartado, mas, como foi citado, a ideia de cada participante levar “o seu quitute” é mais interessante neste primeiro momento.


Programação | das 14:00h as 21:00h


 2.     MERCADO NEFELIBATA | Janeiro de 2013

01 dia de evento;
03 turnos;
03 locações;
Equipe com 10/15 pessoas, incluindo produção e especialistas nas áreas de arte, sustentabilidade e entretenimento.

O que é?
O Mercado Nefelibata é a oportunidade de unir arte, sustentabilidade e entretenimento num conjunto de atividades, como: oficinas e performances artísticas; palestras sobre consciência ecológica, reciclagem, ecovilas e uma feira de troca de objetos usados. Também, estamos vislumbrando a ideia de realizarmos uma mostra de cinema sobre esses temas, a fim de que possamos contribuir com a formação de crianças e jovens de Joaçaba e região.

O Mercado Nefelibata é um projeto para 2013 e que terá uma abrangência regional, por isso, estamos nos reunindo quinzenalmente para que possamos trocar ideias e receber suas sugestões. 

3.      S.O.P.A | PIPA |Manifestação Crueldade Nunca Mais | Luiza | BBB

Estes assuntos também tiveram seu espaço, mas, cada um com sua devida atenção. Destacamos a Manifestação Crueldade Nunca Mais que acontecerá no dia 22/01/2012 (domingo), a partir das 15h. A Cãorreata, como ficou popularmente conhecida, concentrará seus manifestantes em frente à Delegacia de Polícia de Joaçaba e percorrerá as principais ruas da cidade, com a participação ilustríssima daqueles que devemos cuidar com todo carinho e respeito: os nossos lindos e queridos cães. Esta manifestação acontecerá em 200 cidades brasileiras com o objetivo de chamar atenção da sociedade e das autoridades para os maus tratos com animais domésticos. Participe!

A próxima reunião será no dia 03/02/2012 às 19h no Café Retrô. Faça sol, ou faça chuva nosso encontro está marcado!


Quer saber mais?
coletivonefelibata@yahoo.com.br


O Coletivo Nefelibata agradece o apoio de Bernardo Stumpf, Bete Vieira, Luciana Lopes, Mariana Dorini, Nazira Mansur, Rôse Maria Makowski, Thiago de Souza, Verena Lopes e Vittorio di Milano.


Notas

[1] Cf. MILANO, Vittorio di. Coletivo Nefelibata – uma nova proposta para Joaçaba e região.Disponível em: http://botecodabete.blogspot.com/2012/01/coletivo-nefelibata-uma-nova-proposta.html. Acesso em: 12 jan. 2012.

[2] id.

[3] Para saber mais sobre financiamento coletivo acesse o site: http://fomentecultura.com.br/pt.

[4] Festinha ritmada com música pra se dançar.