29 de fev de 2012

Arlequins, Colombinas e Palhaços Reflexões sobre agremiação, blocos, carnaval de rua, cultura popular e espaço urbano.

 Por Rodrigo Bernardi [1]

Como não tenho tempo hábil para analisar o carnaval de Joaçaba sob a ótica e critérios de uma pesquisa científica, abordarei a temática por meio de percepções pessoais tomando como ponto de partida o conceito de carnaval que o coloca notadamente como uma festa democrática. Confrontarei o modelo de infraestrutura e o sistema não-democrático (excludente) quanto a ocupação dos espaços urbanos. O texto propõe a noção de agremiação como polo de cultura e motor social, revelando novos protagonistas do samba a partir da comunidade local.

Em Joaçaba, a concentração de foliões ocorre tradicionalmente no centro da cidade por conta dos desfiles das escolas de samba. Já na parte alta, próximo ao complexo universitário, fora realizado o carnaval de blocos que, por uma decisão da promotoria pública, não pôde ser realizado no centro, como era de costume. Para alguns, essa mudança soa como a perda da aura do carnaval de rua. Para os organizadores, representa o crescimento econômico, atraindo mais turistas para a festa. Fora do eixo desfile-blocos o carnaval é “invisível”, pois beneficia apenas as pessoas que pagam para sentar nas arquibancadas, nos camarotes e nos blocos. O espaço urbano, especificamente as ruas e os acessos ao centro são redesenhadas de acordo com a logística desenvolvida pela gerência de Trânsito, Transporte e Mobilidade Urbana. No entanto, o que seria o palco para uma grande festa popular, nada mais é do que o backstage para atender às necessidades dos desfiles. De um lado, todo o empenho para garantir um grande espetáculo, de outro, arlequins, colombinas e palhaços, órfãos do legítimo carnaval de rua.

Em linhas gerais, o joaçabense celebra a festa da carne e dos excessos da seguinte maneira: na Avenida XV de Novembro acontece o tradicional desfile das escolas de samba do município de Joaçaba e Herval d’ Oeste. Nas agremiações, é possível identificar uma ala progressista que, via redes sociais, manifestam-se frente às necessidades de um sambódromo, que, forçosamente, redimensiona o conceito de agremiação e, sobretudo, no aperfeiçoamento do universo criativo do carnaval, seja por intermédio de atividades culturais e na instalação de projetos sociais. Além de beneficiar diretamente as escolas, os projetos contemplariam toda a região. Portanto, isto quer dizer que o espetáculo popular não começa no barracão e termina na avenida, pois o carnaval é a extensão de um projeto que vislumbra um resgate cultural por meio de atividades multidisciplinares, capacitação técnica e artística. Desse modo, diretoria e comissão carnavalesca, dialogicamente, produziriam durante o ano, meios de qualificar músicos, aderecistas, bailarinos, bem como promover oficinas de pintura, escultura e modelagem para fantasias. Assim, em vez de insistir na importação de profissionais do Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba – agindo na redução de gastos – este empreendimento favoreceria a comunidade, proporcionando o desenvolvimento de novas gerações de artistas do carnaval e admiradores do samba.

Outra maneira de participar da festa é através do carnaval de blocos, organizado por um grupo de investidores-associados conhecido como Carnafolia. Neste, o folião financia um tipo de passaporte que lhe garante o acesso às noites de festejo. O local destinado esse ano contou com uma praça de alimentação, UTI móvel, segurança privada e amplo espaço ao ar livre. O que em outros carnavais simbolizava, sobretudo, a criatividade das fantasias – em meio a confetes e serpentinas –, nos dias de hoje, a ideia de ocupação do espaço urbano fora substituído por um complexo de lazer, com área vip e até um lounge para o descanso. Há quem discorde, mas o carnaval de blocos de Joaçaba é como se fosse uma “balada fora de época”, como a micareta, que acontece independente do carnaval. A semelhança se dá pela capacidade do evento sintetizar o que acontece nos métiers do entretenimento noturno, para assim, justificar a grandeza do investimento, que, dentre tantos, consta a estrutura, o atendimento "diferenciado" e contratação de bandas. Esta é uma modalidade contemporânea de carnaval que deu certo por vincular a noção de bloco (que não anda!) num ambiente elitizado e direcionado pelo serviço open bar, ou seja, “beba até morrer!”.

Além do mais, se não fosse o Carnafolia, o que seria dos desfiles no centro da cidade? E se não houvesse desfile, o que seria do Carnafolia? Sem um ou outro (o que é impossível pois ambos são orquestrados com recursos distintos) o que proporia a Prefeitura Municipal de Joaçaba para saciar turistas sedentos por festas? Diante destas questões é pertinente fomentar a ideia de carnaval como uma manifestação espontânea popular, multicultural, sem distinção social, viável, bom para o bolso do assalariado. Ainda assim é necessário rever a logística do espaço urbano como zona de potência tanto econômico, quanto para aqueles que optam pelo divertimento urbano. O mesmo se dá para os bairros fora do centro, onde se quer é possível ouvir o grito de carnaval.  E por fim, com o espaço urbano ocioso, a festa em si se reduz à homogeneidade, ou melhor, revela-se privada e ao gosto comum revestido por abadás, contrastando socialmente com a ocupação de populares abaixo das arquibancadas, disputando lugar com propagandas e um lugar apertado e desconfortável. O carnaval tem se adequado em cidades como o Rio de Janeiro, pois a festa em si permite reinventar-se uma vez que a sociedade e a cultura também se reinventam.

[1] Rodrigo Bernardi é artista e pesquisador independente. Apresentou espetáculos de dança na Itália, França e Portugal. No cinema, fez a preparação corporal da atriz Débora Falabella no filme Dois perdidos numa noite suja. Participou de programas subvencionados pela Secretaria de Educação de Niterói e Governo do Estado do Rio de Janeiro.

25 de fev de 2012

Um desabafo sobre o Carnaval de Joaçaba/SC (deste ano):


Bom galera, é incontestável que economicamente o Carnaval é importante pra Joaçaba, mas mais que isso, é a vitrine de Joaçaba e faz parte da nossa cultura. Muita gente é contra e tem todo o direito. Eu já fui contra e já falei muito mal também, mas mudei de ideia e todos tem esse direito. Hoje, eu trabalho em prol da Aliança Escola de Samba, vejo famílias trabalhando no barracão, crianças desfilando e participando de projetos sociais. Pra quem fala que o dinheiro do carnaval deveria ser investido em outras coisas, primeiro estude a lei Rouanet depois fale comigo. Enfim, não quero discutir com quem não apoia o carnaval, e repito, todos tem esse direito. Quero falar sobre o carnaval.

Primeiro quero dizer que acho o resultado das duas primeiras escolas aceitável, não fiquei contente mas aceito o resultado. A Aceres ValeSamba fez um desfile lindo, encantador que mexeu com quem estava na arquibancada. Do mesmo jeito a Aliança foi perfeita, com fantasias e alegorias lindas! Com componentes que amam a escola, com Harmonia e Evolução perfeitas. Alguém se arrisca dizer que se a Aliança tivesse ganho seria uma surpresa? Alguém se arrisca dizer que o desfile da Aliança não foi perfeito? Não conheço os jurados, nem ao menos os vi! Não me importa o que eles acham, não me importo. Eu sei o que nós da Aliança passamos pra por aquela escola, suas 17 alas, 6 alegorias e 1300 componentes na avenida, e me desculpem, mas nosso desfile foi de tirar o chapéu. Só de lembrar de ver a escola na avenida eu sorrio, porque nós fizemos o nosso melhor, e com certeza as 20 e tantas mil pessoas que estavam na avenida são testemunhas disso. A torcida Azul e Branco parabéns, pois sei que sofreram tanto quanto nós pra por sua escola na avenida. Pra torcida Verde e Branco, ao contrário do que dizem, não estamos desanimados, isso nem faz parte do nosso vocabulário. Estamos MOTIVADOS, pra trabalhar ainda mais, pra por uma escola MAGNÍFICA como sempre na Avenida em 2013! Vamo lá nação Verde e Branco, 2013 é nosso!

A nota triste vai para o resultado da Unidos Do Herval que é o único que eu discordo totalmente! A Aliança não ter ganho eu até aceito, pq a Vale tbem entrou muito bem! Mas com a Unidos foi palhaçada! No sábado eu pensei comigo mesmo, se a Unidos ganhar eu não me surpreendo nem um pouco! Mas o que foi aquele resultado? A Unidos evoluiu muito esse ano, assim como a Vale e a Aliança foi muito bem no desfile, linda, encantadora cativante! O que foi aquele resultado? E o que é isso, um jurado que nem ao menos sabe quantas alas tem a escola que ele julga? E outro que nem ao menos sabe os critérios que tem que julgar? PALHAÇADA! FALTA DE RESPEITO com todos os que trabalharam durante um ano pra por a Unidos na Avenida! VERGONHA!

Esses dias a Bete Vieira disse que a Unidos deveria fazer um desfile independente em Herval D'Oeste e botar um trio elétrico na rua! E se continuar assim apoio totalmente essa ideia. Eu tenho amigos do peito que trabalharam pela Unidos esse ano, e fico muito magoado por elas, Francini Silva e Karen Drey !

E nós que trabalhamos por um carnaval maravilhoso que Joaçaba merece, temos que deixar nossos pavilhões de lado e em primeiro lugar, lutar por um carnaval igual pra todos, que é algo que não esta acontecendo!

Eu teria muito mais pra falar, mas com esse tanto de texto ninguém vai ler mesmo :S

Esse é um resumo do meu desabafo !

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Abro um parênteses para transcrever o que foi o que eu comentei:

Não estou dando conta de ler tanta coisa sobre o Carnaval (o Tico e o Teco não estão colaborando), mas eu vou dar uma sugestão:

Que tal o prefeito de HO articular um grande carnaval com um trio elétrico bem bacana feito pelo povo da Unidos do Herval e inovar nesta lenga-lenga de Carnaval de Joaçaba?

Que tal alguém chutar o pau da barraca e lançar um novo evento?

E de lambuja se livra desta LIESJHO... E Herval começa a protagonizar algo!

Vejam a Bahia o fervo que é!!!!

Coletivo Nefelibata - Para o alto e avante!

Por Rodrigo Bernardi 

A quarta reunião do Coletivo Nefelibata (16/02), realizada no Bar Oka, contou com um tempero especial. Além do clima ter favorecido una birra, tudo correu conforme o esperado. Na companhia de Bete Vieira, Daniela Lima, Elaine Vicente, Lori Camargo, Silvio Duarte e Zeca Arbugeri, delineamos o próximo encontro que acontecerá no dia 18/03, das 10h00 às 17h00, na Vila Kennedy, em Luzerna. Na ocasião, além do nosso bate papo, teremos um almoço e música pra balançar o esqueleto. Estamos ainda fechando outras atividades para compor nossa programação. É importante lembrar que nesse encontro estaremos arrecadando utensílios para animais domésticos que serão redistribuídos pela ONG Amigo dos Animais.

Na primeira parte foi proposto uma dinâmica com a finalidade de elaborarmos alguns conceitos sobre o termo “coletivo”. Para isso, foi determinado que em sessenta segundos os participantes escrevessem palavras que se relacionem com este termo. Em seguida, foi sugerido que elaborassem frases. No fim, cada um levou para casa a tarefa de desenvolver um parágrafo sobre as noções de coletividade. Com esse material, a artista plástica Daniela Lima (Daniela Cravo e Canela no universo facebookiano), produzirá um painel que estará exposto em nosso próximo encontro (18/03).

A segunda parte foi dedicada a dois assuntos presentes na comunidade de Joaçaba, no Facebook: a Cãorreata, nome popular para a manifestação contra os maus tratos aos animais e o centenário de Joaçaba (2017), tema do pesquisador e historiador, Lori Camargo. Segundo ele, “o interesse em escrever sobre este tema se deu a partir de uma Tese de Mestrado do professor Rogério Bilibio, ‘Joaçaba e a perda da condição de Capital do Oeste catarinense; a apreensão de representantes do Grupo Dirigente’”.

No fim, ficou decidido que em cada reunião faremos indicações de textos sobre arte, sustentabilidade e entretenimento. A dica da semana foi: um artigo sobre o centenário de Nelson Rodrigues e uma entrevista com ator e diretor Selton Mello sobre sua maneira sedutora de cativar o elenco no set de gravação. Ambos, na edição do mês de janeiro da Revista Bravo.

24 de fev de 2012

19 de fevereiro - Carnaval - a PM de São Paulo invade o CRUSP!!!!

Por Amanda Monteiro.


Durante a madrugada do dia 19 de fevereiro, a Polícia Militar de São Paulo aproveitou o momento de esvaziamento devido ao carnaval para agir contra o espaço de moradia autônomo dos estudantes, conhecido como Moradia Retomada da Universidade de São Paulo. 

Balas de borrachas foram utilizadas e nenhum estudante dos outros blocos de moradia puderam se aproximar para ao menos filmar as ações. Doze estudantes foram detidos entre eles uma grávida e outra menor de idade. Os estudantes detidos estão sendo acusados de desobediência civil e danos ao patrimônio público e foram liberados sob fiança. 

A espera pelo processo de reintegração de posse se iniciou na manhã da segunda-feira, dia 6, quando o aviso sobre movimentação de policiais perto da portaria principal da Cidade Universitária mobilizou Movimento Estudantil e apoiadores. Era o prazo final para a execução da reintegração de posse da Moradia Retomada, localizada no térreo do bloco G do Conjunto Residencial da USP (CRUSP). 

Depois de uma série de violações de Direitos Humanos durante a reintegração de posse da Reitoria Ocupada no final do ano passado, perseguição ao Sindicato dos Trabalhadores, demissões em massa, e ataque ao espaço do Núcleo de Consciência Negra, o reitor segue sua gestão coordenando a USP como se fosse uma empresa. Desta vez decidiu fazer a "limpeza" da Cidade Universitária durante o domingo de carnaval. 

O prédio onde encontrava-se a Moradia Retomada é um espaço autogestionado desde 17 de março de 2010. O local era antes a administração da COSEAS, Coordenadoria de Assistência Social. Os estudantes exigem políticas de permanência estudantil e o fim da vigilância que a COSEAS exerce sobre os moradores do Conjunto Residencial dos Estudantes da USP, CRUSP, mantendo relatórios sobre suas atividades políticas e pessoais. 

O espaço é legítimo e provou ao longo de quase 2 anos dar mais assistência aos calouros do que o sistema burocrático destinado a isto. Contando com organização interna os integrantes da Moradia Retomada planejam atividades para recepção dos novos alunos. O espaço deve ser preservado como polo importante para a luta dos estudantes e resistência ao processo de privatização da Universidade Pública encabeçado pelo reitor João Grandino Rodas.

17 de fev de 2012

A falta que faz um CEREST em Joaçaba (Herval d’Oeste e Luzerna)!

(publicado no Jornal Cidadela em 17.02.2012)

“Os Centros de Referência em Saúde do Trabalhador (CEREST) promovem ações para melhorar as condições de trabalho e a qualidade de vida do trabalhador por meio da prevenção e vigilância. Existem dois tipos de CEREST: os estaduais e os regionais. Cabe aos CEREST capacitar a rede de serviços de saúde, apoiar as investigações de maior complexidade, assessorar a realização de convênios de cooperação técnica, subsidiar a formulação de políticas públicas, apoiar a estruturação da assistência de média e alta complexidade para atender aos acidentes de trabalho e agravos contidos na Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho e aos agravos de notificação compulsória citados na Portaria GM/MS nº 777 de 28 de abril de 2004.” 
(http://portal.saude.gov.br/portal/saude/visualizar_texto.cfm?idtxt=30427&janela=1)

Terça-feira uma fotografia “bombou” no Facebook: era a imagem de um homem instalando algum apetrecho para o desfile das Escolas de Samba, o detalhe que chamou a atenção, que levou a alguém a fotografar, foi o fato deste trabalhador estar erguido por uma empilhadeira na altura das sinaleiras e sem nenhum equipamento de segurança. A postagem da foto veio justamente com esta indagação: “Isso não é perigoso?” É, e muito! Assim como muitas outras atividades laborais que exigem extrema cautela e boas práticas. A imagem mostrou até onde vai a irresponsabilidade... Se do trabalhador ou do empregador não se pode adivinhar pelo flagrante.

Algum tempo atrás, conversando com a minha cunhada que trabalha no CEREST de Joinville, constatei que é urgente a criação de um em nossa região. O número de mutilados foi uma das coisas que me espantou quando cheguei aqui, logo descobri que grande parte é fruto das indústrias, a agroindústria em especial. Fato este confirmado pelas notícias que circulam nos meios de comunicação (Internet, não os locais). Mas não é só a falta de algum membro que elas geram. Há um sem número de pessoas afastadas por LER/DORT. Algo precisa ser urgentemente pensado para monitorar e mudar esta situação.

Sei que no Conselho Municipal de Saúde há a CIST (Comissão Interna da Saúde de Trabalhador), mas devo confessar que não sei até onde suas atividades alcançam esta realidade que nos cerca. Parece que é pouco e a foto de terça-feira é a prova cabal de que é mais do que insuficiente! CIPAs (Comissões Internas de Prevenção de Acidentes) são para empresas com mais de 20 funcionários (inclusive órgãos públicos). Não sei se a empresa do moço “pendurado” deveria ter uma. Cipeiro eu sei que a lei manda ter, mas isso também mostrou não ser suficiente.

Lógico que a existência de um CEREST irá acarretar um melhor monitoramento dos acidentes ocorridos com os trabalhadores da região, inclusive os “esquecidos” acidentes de percurso; as CATs (Comunicações de Acidente de Trabalho) terão que existir e serem cadastradas junto ao INSS (e algumas empresas terão suas contribuições aumentadas para compensar os doentes que produzem). Haverá mais informação para os empregados, eles saberão o que devem, podem e como executar suas atividades. Por certo haverá melhor controle e isso não agrada muita gente por aí...

Mas, enquanto esperamos uma decisão proativa de algum gestor de peito, vamos nos utilizando das instâncias de Controle Social, inclusive a mais nova e que tem mostrado uma eficiência de dar inveja a qualquer Conselho ou órgão fiscalizador: as Redes Socias. À tarde uma jornalista passou pela região da XV de Novembro e constatou que os trabalhadores estavam todos com os EPIs (Equipamentos de Proteção Individual). Naquela mesma tarde outra foto também correu a Rede, agora com o trabalhador devidamente protegido e livre de se tornar mais um na triste estatística dos acidentes de trabalho. [pelo visto não sou a única “chata de plantão” – ainda bem!].

16 de fev de 2012

Encontro Catarinense de Blogueiros [e Tuiteiros] Progressistas - INSCRIÇÕES ABERTAS!

Estão abertas as inscrições para o primeiro encontro dos blogueiros e twiteiros de Santa Catarina!
O Encontro acontecerá nos dias 9 e 10 de março de 2012, no hotel e centro de eventos Canto da Ilha, localizado na Avenida Luiz Boiteux Piazza, 4810 – Cachoeira do Bom Jesus, Florianópolis-SC.
Venha debater o novo marco regulatório das comunicações e as ações regionais dos blogueiros catarinenses, pela criação do conselho de comunicação estadual e organização dos meios independentes de informação, os blogs e redes sociais.
Os convidados para a mesa principal, “comunicação e oligopólio em Santa Catarina”, são o professor Venício Lima, Professor Titular de Ciência Política e Comunicação da UnB (aposentado) e autor, dentre outros, de Regulação das Comunicações – História, poder e direitos, Editora Paulus, 2011; e Rosane Bertotti, atual coordenadora nacional do FNDC (Fórum Nacional pela democratização das comunicações).
O custo da inscrição é de R$ 100,00, incluídas a estadia e alimentação nos dois dias de evento.
Para os participantes que não precisarem de estadia, a inscrição é gratuita, sem alimentação inclusa. Basta enviar os seguintes dados através do formulário de contato no rodapé do site ou para o email contato@blogueirossc.com.br : Nome completo, RG, telefone e e-mail para contato.
A programação completa está disponível aqui.

15 de fev de 2012

Moção sobre o caso Marcelino Chiarello, vereador assassinado em Chapecó/SC:

O Diretório Nacional do PT, reunido no dia 9 de fevereiro de 2012 em Brasília, diante do atraso na apuração dos responsáveis pelo assassinato do companheiro professor MARCELINO CHIARELLO, vereador do PT no município de Chapecó, em Santa Catarina, aprovou a MOÇÃO a ser enviada ao Governador do Estado de Santa Catarina, Sr. João Raimundo Colombo, nos seguintes termos:

No dia 28 de novembro de 2011, o vereador Marcelino Chiarello foi brutalmente assassinado em sua residência. Marcelino morreu denunciando e combatendo a corrupção em Chapecó. A trajetória do professor e vereador ficou marcada na historia política como uma grande liderança, que teve a vida pautada por sua conduta ética, enfrentando com combatividade todos os tipos de injustiças sociais e atos ilícitos na política.

Passados 73 dias do ocorrido, o Partido dos Trabalhadores, diante de tantas interrogações e morosidade na apuração dos fatos, solicita que o Senhor Governador exija da Secretaria de Segurança Pública agilidade na conclusão dos laudos, empenho para o esclarecimento dos fatos, com imparcialidade e independência, bem como, a garantia de acesso a todas as informações sobre o caso aos advogados da família da vítima.

Tais solicitações são decorrentes de fatos e contrainformações que vem sendo divulgadas, uma delas, e mais grave, foi a entrevista no dia 06/02/2012, concedida pelo delegado geral de polícia, Aldo Pinheiro D’Avila, à Record News, em que ele afirma que o inquérito havia sido concluído, apontando como causa morte suicídio, sendo que um dia depois os delegados que acompanham o caso desmentiram a informação, através de nota à imprensa.

Todo e qualquer crime contra a vida deve ser imediatamente investigado e exemplarmente punido, dentro das regras do ordenamento jurídico brasileiro. Em face dos fortes indícios de motivação política, as instituições democráticas e o próprio estado democrático de direito sofrem grande abalo, já que Marcelino foi assassinado no exercício democrático de sua função de legislador e fiscalizador, outorgado pelo voto popular.

Quais são as razões deste crime bárbaro? Quem são os assassinos? E quem são os mandantes? Quais os motivos para tamanha violência? A sociedade brasileira quer e precisa saber.

O PT está vigilante para que este crime não fique sem respostas.
  
Brasília, 09 de fevereiro de 2012
Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores

14 de fev de 2012

PROGRAMAÇÃO #BLOGPROGSC – 9 E 10 DE MARÇO DE 2012

Esta humilde blogueira estará lá falando das coisas da nossa terra... 
Censura ao blog, ataques pessoais, falta de isenção da "imprensa isenta e muuuito bem paga"!
(Programação sujeita a alterações.)
SEXTA 09/03
19H – Mesa de abertura #BlogProgSC
Convidados:
Renato Rovai (Editor da Revista Fórum)
Altamiro Borges (Presidente do Instituto de mídia alternativa Barão de Itararé)
 21H – Jantar
 SÁBADO 10/03
09H – Mesa de debates “Comunicação e monopólio em Santa Catarina”
Convidados:Venício A. de Lima (jornalista, sociólogo, mestre, doutor e pós-doutor pela Universidade de Illinois; pós-doutor pela Universidade de Miami; professor-titular de Ciência Política e Comunicação aposentado da Universidade de Brasília; fundador e primeiro coordenador do Núcleo de Estudos sobre Mídia e Política da UnB, ex-professor convidado da EPPG-UFRJ, UFPA, UFBA, UCB e UCS, no Brasil, e das universidades de Illinois, Miami e Havana)
Rosane Bertotti (coordenadora do Fórum Nacional pela democratização das comunicações – FNDC)
12H – Almoço
14H – Mesa de debates “Experiências Regionais”
Convidados:Bete Vieira (blogueira de Joaçaba – http://botecodabete.blogspot.com)
Rômulo Mafra (blogueiro de Itajaí -(http://omeninoquenaomachuca.wordpress.com)
Rafael Reinehr (twitteiros de Araranguá)
16H – Elaboração da carta proposta #blogprogSC para a comunicação catarinense.
18H – Encerramento.

Minha rua [ainda] não tem nome...

(publicado no Jornal Cidadela em 10.01.2012)

O texto abaixo é de autoria do ex-secretário de Planejamento Luiz Robério. Foi publicado no Jornal Cidadela em 19/08/10. Dia desses vi umas placas ali nas cercanias do Estádio, pensei “antes tarde do que nunca”, acreditei que a cidade estava ganhando placas indicativas das ruas. Ledo engano... Foi uma moradora e comerciante que mandou fazer...

Mas ficam as perguntas:
ONDE FOI PARAR O DINHEIRO DO PROJETO?
ATÉ QUANDO VAMOS PASSAR VERGONHA POR CONTA DE PRATICAMENTE NÃO HAVER PLACAS NAS RUAS DE JOAÇABA?

“Estive dando uma olhada na lista de realizações que o prefeito divulgou que irá executar até o final deste ano e chamou-me a atenção de que o Projeto “Minha Rua Tem Nome”, criado por mim e desenvolvido por nossa secretaria em 2009, não está contemplado no rol dessas realizações.
Este projeto, em linhas gerais, visa à colocação de placas com as respectivas denominações dos logradouros, em 100% das esquinas da área urbana do município, iniciativa esta, inédita em 93 anos de história de Joaçaba.

Além da inexistência de identificação da grande maioria das vias e da ineficiência das placas atuais, entendi ser de extrema necessidade corrigir e viabilizar a população, visitantes e turistas, este equipamento urbano a fim de facilitar a localização dos logradouros para os serviços dos correios, tele-entregas, polícias, bombeiros, serviços de emergências e o que mais você quiser acrescentar nesta lista.

O conceito do projeto visa à diagramação limpa, design moderno, formato assimétrico com dimensionamento otimizado (pensando na racionalização do aproveitamento dos materiais para ficar mais barato), emprego do brasão e as cores do município para ratificar as placas como patrimônio público e são refletivas para serem visualizadas a noite.

Pelo nosso levantamento, identificamos a necessidade de 765 placas com um custo unitário de R$ 185,00 (valor da época, inclusive com instalação), totalizando o projeto em R$ 141.525,00.

Beleza, projeto concluído e valores apurados, faltava apenas correr atrás da grana. Para isso, eu poderia ter solicitado passagens aéreas, hospedagem, alimentação e diária para ir até Brasília “fazer um grau”, mas não, deixei o projeto pronto e fiquei aguardando uma oportunidade em que o Deputado Federal Odair Zonta do PP (parlamentar este que tenho boa aproximação), viesse a Joaçaba para que pudesse entregá-lo em mãos, o que de fato aconteceu em maio/2009, e que ele ficasse no compromisso de nos arrumar a verba necessária.

Pois bem, o Deputado Zonta cadastrou o projeto na Secretaria Nacional de Trânsito, Transportes e Mobilidade Urbana do Ministério das Cidades, e em menos de 60 dias, o mesmo entrou em contato comigo avisando que a havia conseguido R$ 200 mil, para ser investido no projeto, e a diferença em outra ação em favor do município.

Pô! Fiquei contentão. O próximo passo seria licitar a empresa que iria fabricar e instalar as placas. Mas alguns dias depois, recebi uma ligação do Ministério das Cidades dizendo que um técnico do Ministério havia cadastrado erroneamente o projeto num programa onde não contemplava o uso do recurso com o mesmo, e que o mesmo teria que ser recadastrado num outro programa que o contemplasse, só que a grana já estava na conta da prefa.

Diante deste impasse, e, enquanto o Deputado Zonta buscava novamente os recursos, o vice-prefeito, até onde sei, decidiu por conta própria que iria utilizar a verba que já estava na conta para a execução das calçadas das Ruas Vereador Hamilton Antonio Rossin, aquela que vai da Reunidas até o Bairro Contestado e na Hamabile Falavigna, no bairro Anzolin.

Bem, a partir daí não sei mais em que pé está. Se o projeto não foi mais considerado importante, se a verba foi devolvida ou se estão providenciando sua execução para o próximo ano, se esqueceram do mesmo, ou porque a sua execução agora daria publicidade a um candidato a Deputado Federal que não é do DEM (o que neste momento não seria interessante para eles), ou porque é muito difícil de executar (?). Sei lá!

Só sei que a “minha rua não tem nome”, e imagino que “a sua também não”, e, pelo visto, este ano continuará não tendo. Dois anos se vão em vão!”

Semana que vem devo escrever sobre o banheiro público que nos custou R$ 78.000,00 enquanto o Arquiteto e ex-secretário executou um projeto que não passava da casa dos R$ 40.000,00. Onde está o tal projeto? Por que não fora utilizado tendo em vista que o Luiz Robério fora pago para elaborá-lo?

11 de fev de 2012

Dias 09 e 10 de março é a vez dos blogueiros catarinenses se reunirem!

A comunicação é um direito humano, assim afirma a organização das nações unidas. No Brasil, ela permanece sob o controle de oito famílias, proprietárias de TV’s, jornais impressos, emissoras de rádio e grandes portais na internet por todo o Brasil. Com este quadro restrito, aonde dançam ainda as influências políticas (concessões nas mãos de parlamentares), a pluralidade e a qualidade da informação que chega à casa dos brasileiros é prejudicada.
Diante deste quadro, organizações independentes iniciaram um processo de luta pela democratização das comunicações brasileiras, desde a década de 80, mas com maior afirmação a partir de 1991, quando o fórum nacional pela democratização das comunicações foi fundado como movimento social e com sua transformação em entidade em 1995. A partir de 2001, o movimento ganhou força, principalmente pelo advento da internet e da comunicação digital no Brasil.
De lá pra cá, inúmeras discussões foram realizadas, os chamados blogs se multiplicaram pela rede, a própria rede se expandiu significativamente, as redes sociais explodiram no gosto do brasileiro, e a imprensa tradicional vem perdendo fôlego desde então. Em 2010, diante de uma campanha eleitoral da qual submergiram valores distantes da proposta política, teve início o debate sobre o marco regulatório entre blogueiros de todo o país (os chamados blogueiros progressistas), e estes encontros se realizaram em diversos estados (Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Ceará, Rio grande do Norte, Paraná, e muitos outros) ao longo do ano de 2011, quando também aconteceu o segundo encontro nacional dos blogueiros progressistas.
Em Santa Catarina, ações regionais de blogueiros também tiveram crescimento. Twiteiros de Araranguá, blogueiros de Concórdia, Criciúma, Joaçaba, Itajaí, Lages dentre outras cidades, foram incansáveis na exposição dos problemas e realidades de suas cidades e regiões, apresentando o contraponto à mídia tradicional, subjugada pelo poder econômico de patrões e anunciantes, dentre eles o governo estadual.
O quadro catarinense é grave. Quase todos os jornais impressos, emissoras de rádio e TV estão sob o comando do grupo RBS, maior empresa de comunicação do sul do país. O contraponto é praticamente inexistente, as filiadas Band, Record e SBT são muito concentradas na capital. O interior do estado praticamente desconhece outra fonte de informação que não seja aquela gerada pela afiliada Rede Globo.
Assim, damos continuidade à luta nacional pelo marco regulatório de comunicação, conforme prevê a constituição federal, e abrimos mais um canal de comunicação entre os blogueiros e usuários da rede em geral do estado de Santa Catarina, convidando a todos ao primeiro encontro dos blogueiros e twiteiros de Santa Catarina, o #blogprogSC.
O Encontro acontecerá nos dias 9 e 10 de março de 2012, no hotel e centro de eventos Canto da Ilha, localizado na Avenida Luiz Boiteux Piazza, 4810 – Cachoeira do Bom Jesus, Florianópolis-SC. As inscrições estão abertas e a programação será divulgada ainda hoje. Venha participar desta discussão, que pretende dar início a um grande movimento pelo fim do oligopólio catarinense de comunicação, pela criação do conselho estadual de comunicação e pela multiplicação dos blogs independentes e movimentação social na internet. Participe!
Fonte: #BLOGPROGSC

7 de fev de 2012

Organizar e juntar as diversas contribuições, sem questionar, ouvindo apenas, honrando os diferentes entendimentos...

Por Rodrigo Bernardi
  
Organizar e juntar as diversas contribuições são alguns dos dispositivos que o Coletivo Nefelibata (CN) propõe a partir do diálogo entre o universo das artes, da sustentabilidade e o entretenimento. O momento é de colocar em prática as ações previstas em médio e longo prazo: o Sarau Quintal (2012) e o Mercado Nefelibata (2013).
  
Uma de nossas metas para este semestre é desenvolver um campo de atuação para artistas, ativistas, acadêmicos, produtores culturais e a população, por meio de espaços alternativos e manter os encontros quinzenais, que viabiliza, portanto, a produção de saberes, a troca de experiências e a elaboração de contrapartidas sociais.
  
Joaçaba, 03 de fevereiro de 2012 | Café Retrô
  
A reunião teve seu início por volta das 19h:30m. Esteve presente a artista plástica e professora, Daniela Lima; Elaine Vicente, integrante da ONG Amigos dos Animais; o músico João Soares e o historiador, Lori Camargo. Os primeiros instantes foram marcados por uma catarse implacável sobre os diversos assuntos que circulam nas redes sociais.
  
Iniciamos informalmente fazendo alguns apontamentos: “Já notaram o quão significante Joaçaba é para alguns e para outros, menos?”. Claramente, é fácil notar que trata-se de uma colocação evasiva quanto aos critérios que identificariam o que seria mais ou menos significativo para o sujeito que vive na cidade. No entanto, este apontamento propiciou um diálogo sobre os anseios do cidadão acerca das particularidades do município em que vive.
  
A partir dessas preliminares, fora lançada mais uma questão: “Há pessoas que não voltam para Joaçaba!”. Uma vez  que a vida profissional e afetiva encontram-se estabilizadas noutro estado ou país, o deslocamento a cidade natal é exclusivo à visitas e descanso em casa de familiares. Ademais, seria presunçoso de nossa parte eleger (gratuitamente) uma lista com os motivos que levariam o cidadão deixar a cidade. A história social do município de Joaçaba, assim como as características culturais da região pressupõe, sistematicamente, teorias que não cabem nos limites deste texto.
  
Todo esse devaneio nos conduziu ao seguinte ponto em comum: a criação e o desenvolvimento de novas frentes culturais na cidade é de extrema importância. Por quê? Essa é uma daquelas perguntas impossíveis de serem respondidas tão imediatamente, uma vez que corremos o risco de tropeçar em clichês, tais como: “Vamos criar projetos sociais... programas de capacitação... e fomentar a cultura local!”.
  
Não é por aí, e nem tampouco a elaboração de um plano político para a cultura ocorre instantaneamente. Para tanto, é preciso fundamentar e estabelcer um panorama local e, contudo, compreender quais culturas estamos nos referindo; quais grupos sociais serão contemplados e quais metodologias serão utilizadas para identificar as necessidades de cada instituição e, consequentemente, seu público alvo. Portanto, é necessário o diálogo entre iniciativas (centros de cultura, ONG’s, coletivos...) que operam com os setores da cultura e a realidade social do município e região.
  
RESUMO ESQUEMÁTICO DOS ENCONTROS DO DIA 20/01 E 03/02.
  
a) Reuniões quinzenais.

EstágioÉ preciso sondar novos espaços. Baseado na sugestão de Lori Camargo estamos cogitando a realização do próximo encontro no bar Oca. (confirmar!)

 b) Pesquisa sobre especificidades do projeto Mecardo Nefelibata.

Estágio: Recrutando voluntários.

Até o momento:

Bete Vieira | Sustentabilidade
Daniela Lima | Arte-educação
Eliane Vicente | Sustentabilidade
  
c) Definir o escopo do projeto Mercado Nefelibata (objetivos, justificativas, levantamento de necessidades, orçamento, definição de equipe, plano de divulgação,  de cobertura e planejamento de atividades antes, durante e após o evento.

EstágioMês de março | Fechamento do projeto

VoluntáriaNazira Mansur | Redação
  
 d) Sobre o Sarau Quintal

1. 1h30m/duração - Reunião aberta do CN: delineando as ações.

2. 1h/duração - Círculo de leitura. Quem fará a mediação? Sugestões: Prof.Rôse Maria Makowski e Alvarito Baratieri.

3. Mostra de filmes: Como decidiremos quais filmes ou gêneros? Quais serão os critérios?Sugestão: Omar Dimbarre; apaixonado por cinema , colecionador de cartazes de filmes e a pessoa que poderia elaborar a programação.

4. Música ambiente: Foi cogitado que cada um leve seu pen drive com as músicas que gosta. A ordem será pelo modo aleatório do player. Até o momento,  parece a maneira mais democrática de curtir um som. Sugestões?

 5. Gastronomia: Uma carta solicitando apoio cultural ao Supermercado Passarela será enviada nos próximos dias. Plano “B”: cada participante leva um prato e bebida que achar interessante. Os talheres providenciamos com o que temos em casa. Outras sugestões?

6. Música ao vivo e poesia: Estamos recrutando os artistas da cidade! Sugestões: Chimaru (voz e violão) e Jaqueline Silveira (poesia). Voluntário: João Soares (Radyola)

 7. Utilidade pública: arrecadação no local de utensílios para os cães acolhidos pela ONG Amigos dos Animais.
  
Coletivo Nefelibata agradece o apoio de Bernardo Stumpf, Bete Vieira, Luciana Lopes, Mariana Dorini, Nazira Mansur, Rôse Maria Makowski, Thiago de Souza, Verena Lopes e Vittorio di Milano.
  
Quer saber mais?
coletivonefelibata@yahoo.com.br