24 de fev de 2012

19 de fevereiro - Carnaval - a PM de São Paulo invade o CRUSP!!!!

Por Amanda Monteiro.


Durante a madrugada do dia 19 de fevereiro, a Polícia Militar de São Paulo aproveitou o momento de esvaziamento devido ao carnaval para agir contra o espaço de moradia autônomo dos estudantes, conhecido como Moradia Retomada da Universidade de São Paulo. 

Balas de borrachas foram utilizadas e nenhum estudante dos outros blocos de moradia puderam se aproximar para ao menos filmar as ações. Doze estudantes foram detidos entre eles uma grávida e outra menor de idade. Os estudantes detidos estão sendo acusados de desobediência civil e danos ao patrimônio público e foram liberados sob fiança. 

A espera pelo processo de reintegração de posse se iniciou na manhã da segunda-feira, dia 6, quando o aviso sobre movimentação de policiais perto da portaria principal da Cidade Universitária mobilizou Movimento Estudantil e apoiadores. Era o prazo final para a execução da reintegração de posse da Moradia Retomada, localizada no térreo do bloco G do Conjunto Residencial da USP (CRUSP). 

Depois de uma série de violações de Direitos Humanos durante a reintegração de posse da Reitoria Ocupada no final do ano passado, perseguição ao Sindicato dos Trabalhadores, demissões em massa, e ataque ao espaço do Núcleo de Consciência Negra, o reitor segue sua gestão coordenando a USP como se fosse uma empresa. Desta vez decidiu fazer a "limpeza" da Cidade Universitária durante o domingo de carnaval. 

O prédio onde encontrava-se a Moradia Retomada é um espaço autogestionado desde 17 de março de 2010. O local era antes a administração da COSEAS, Coordenadoria de Assistência Social. Os estudantes exigem políticas de permanência estudantil e o fim da vigilância que a COSEAS exerce sobre os moradores do Conjunto Residencial dos Estudantes da USP, CRUSP, mantendo relatórios sobre suas atividades políticas e pessoais. 

O espaço é legítimo e provou ao longo de quase 2 anos dar mais assistência aos calouros do que o sistema burocrático destinado a isto. Contando com organização interna os integrantes da Moradia Retomada planejam atividades para recepção dos novos alunos. O espaço deve ser preservado como polo importante para a luta dos estudantes e resistência ao processo de privatização da Universidade Pública encabeçado pelo reitor João Grandino Rodas.

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