14 de fev de 2012

Minha rua [ainda] não tem nome...

(publicado no Jornal Cidadela em 10.01.2012)

O texto abaixo é de autoria do ex-secretário de Planejamento Luiz Robério. Foi publicado no Jornal Cidadela em 19/08/10. Dia desses vi umas placas ali nas cercanias do Estádio, pensei “antes tarde do que nunca”, acreditei que a cidade estava ganhando placas indicativas das ruas. Ledo engano... Foi uma moradora e comerciante que mandou fazer...

Mas ficam as perguntas:
ONDE FOI PARAR O DINHEIRO DO PROJETO?
ATÉ QUANDO VAMOS PASSAR VERGONHA POR CONTA DE PRATICAMENTE NÃO HAVER PLACAS NAS RUAS DE JOAÇABA?

“Estive dando uma olhada na lista de realizações que o prefeito divulgou que irá executar até o final deste ano e chamou-me a atenção de que o Projeto “Minha Rua Tem Nome”, criado por mim e desenvolvido por nossa secretaria em 2009, não está contemplado no rol dessas realizações.
Este projeto, em linhas gerais, visa à colocação de placas com as respectivas denominações dos logradouros, em 100% das esquinas da área urbana do município, iniciativa esta, inédita em 93 anos de história de Joaçaba.

Além da inexistência de identificação da grande maioria das vias e da ineficiência das placas atuais, entendi ser de extrema necessidade corrigir e viabilizar a população, visitantes e turistas, este equipamento urbano a fim de facilitar a localização dos logradouros para os serviços dos correios, tele-entregas, polícias, bombeiros, serviços de emergências e o que mais você quiser acrescentar nesta lista.

O conceito do projeto visa à diagramação limpa, design moderno, formato assimétrico com dimensionamento otimizado (pensando na racionalização do aproveitamento dos materiais para ficar mais barato), emprego do brasão e as cores do município para ratificar as placas como patrimônio público e são refletivas para serem visualizadas a noite.

Pelo nosso levantamento, identificamos a necessidade de 765 placas com um custo unitário de R$ 185,00 (valor da época, inclusive com instalação), totalizando o projeto em R$ 141.525,00.

Beleza, projeto concluído e valores apurados, faltava apenas correr atrás da grana. Para isso, eu poderia ter solicitado passagens aéreas, hospedagem, alimentação e diária para ir até Brasília “fazer um grau”, mas não, deixei o projeto pronto e fiquei aguardando uma oportunidade em que o Deputado Federal Odair Zonta do PP (parlamentar este que tenho boa aproximação), viesse a Joaçaba para que pudesse entregá-lo em mãos, o que de fato aconteceu em maio/2009, e que ele ficasse no compromisso de nos arrumar a verba necessária.

Pois bem, o Deputado Zonta cadastrou o projeto na Secretaria Nacional de Trânsito, Transportes e Mobilidade Urbana do Ministério das Cidades, e em menos de 60 dias, o mesmo entrou em contato comigo avisando que a havia conseguido R$ 200 mil, para ser investido no projeto, e a diferença em outra ação em favor do município.

Pô! Fiquei contentão. O próximo passo seria licitar a empresa que iria fabricar e instalar as placas. Mas alguns dias depois, recebi uma ligação do Ministério das Cidades dizendo que um técnico do Ministério havia cadastrado erroneamente o projeto num programa onde não contemplava o uso do recurso com o mesmo, e que o mesmo teria que ser recadastrado num outro programa que o contemplasse, só que a grana já estava na conta da prefa.

Diante deste impasse, e, enquanto o Deputado Zonta buscava novamente os recursos, o vice-prefeito, até onde sei, decidiu por conta própria que iria utilizar a verba que já estava na conta para a execução das calçadas das Ruas Vereador Hamilton Antonio Rossin, aquela que vai da Reunidas até o Bairro Contestado e na Hamabile Falavigna, no bairro Anzolin.

Bem, a partir daí não sei mais em que pé está. Se o projeto não foi mais considerado importante, se a verba foi devolvida ou se estão providenciando sua execução para o próximo ano, se esqueceram do mesmo, ou porque a sua execução agora daria publicidade a um candidato a Deputado Federal que não é do DEM (o que neste momento não seria interessante para eles), ou porque é muito difícil de executar (?). Sei lá!

Só sei que a “minha rua não tem nome”, e imagino que “a sua também não”, e, pelo visto, este ano continuará não tendo. Dois anos se vão em vão!”

Semana que vem devo escrever sobre o banheiro público que nos custou R$ 78.000,00 enquanto o Arquiteto e ex-secretário executou um projeto que não passava da casa dos R$ 40.000,00. Onde está o tal projeto? Por que não fora utilizado tendo em vista que o Luiz Robério fora pago para elaborá-lo?

Um comentário:

  1. A minha rua tem nome mas não tem pavimentação: A Rua Guilherme Santini aguarda o progresso... Parte calçamentada, parte de chão batido, parece aquelas ruas de cidadelas de interior onde o partido favorece uns e desfavorece outros, mas o imposto é igualitário.

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