10 de mar de 2012

Ano eleitoral: É março e já está F...

(publicado no Jornal Cidadela em 09.03.2012)

Estamos em março e eu já tenho medo (ou receio) de escrever algo mais contundente. De uns dias para cá não se pode escrever nada que ato contínuo se levanta um time de defensores da atual administração. Até parece que estamos falando mal do Frei Bruno! O Prefeito virou santo... Chega a dar nojo... Povo está desmemoriado? Parei para refletir sobre isso depois de ler um tópico do grupo Joaçaba do Facebook. Alguém escreveu um desabafo contra os que postam reclamações ou tecem críticas. Num primeiro momento eu cheguei a ficar constrangida, pois sei que sou uma crítica ferrenha às coisas que vejo em minha volta, depois passou. Bastou eu abrir minha agenda e ver a lista de coisas que tenho para fazer, a porção de denúncias que venho recebendo...

Ano eleitoral é complicado, quem tem interesse em se manter no poder já se articula cedo para desmantelar qualquer sinal de manifestação. Propagandas e obras surgem aos borbotões. Uma excelente cortina de fumaça que sendo bem usada consegue cegar praticamente todos. Ninguém mais se lembra das obras mal feitas ou dos desvios de verbas, ou, quem sabe do combustível mal usado. Agora é só festa! Fogos de artifício nos lembram que agora é inauguração sobre inauguração. Nem que seja um singelo banheiro público. A ordem é fazer barulho. E o povo vai ficando, além de cego, surdo.

Se já estamos neste clima agora eu temo pelos meses seguintes. Em 2008, no tempo a última eleição para prefeito e vereadores, eu estava bastante alheia, apoiava, mas não me envolvia. Assustada eu ficava ao saber que uma caminhonete havia interceptado algumas pessoas em um bairro qualquer. Fui alertada que em cidade pequena “o bicho pega”. Até hoje não entendi como muitos candidatos gastam mais em sua campanha do que tudo o que vão receber nos quatro anos seguintes (se forem eleitos). Só de ver a gastança já dá pra desconfiar. Não faz o menor sentido, ainda mais se estivermos falando de vereador.

Agradeço as novas obras, mas não vou deixar de cobrar e investigar o que me chega. Estou às voltas com denúncias de que crianças carentes não conseguem vagas nas creches próximas às suas casas. Conversei com uma mãe que me sugeriu uma campana em frente a uma creche da cidade e fotografar os carrões que levam algumas crianças. Outra mãe me desafiou a descobrir quantos moradores de Herval d’Oeste tem filhos matriculados em Joaçaba. Disse que é por “indicação política” que conseguem vagas. Vou pesquisar, mas isso não deveria ser feito pelo Ministério Publico?

E aos que estão sendo chamados de chatos por conta da indignação frente ao que presenciam, fica a reflexão: Nunca duvide que um pequeno grupo de pessoas conscientes e engajadas possa mudar o mundo; de fato, sempre foi somente assim que o mundo mudou.” São os chatos que melhoram o mundo! Fernando Collor de Mello que o diga... Um bando de chatos foi para as ruas e deu no que deu...

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