27 de abr de 2012

O Senador Casildo Maldaner e a Farra do Boi:

Recebi o seguinte e-mail de um amigo que também luta pelos direitos dos animais:


O assunto já encheu a bolotinha, ainda mais depois que o Paul ficou hospedado em Ganchos, Governador Celso Ramos, para o show de ontem, mas não há como não trazer o artigo do senador Cassildo Maldaner, publicado hoje no DC sobre o tema.
QUER VER O QUE É UM MURO? QUER SABER COMO É QUE UM POLÍTICO DE MELECA SE MANIFESTA EM QUESTÕES ASSIM?
Os caras falam e não dizem nada, não saem DO MURO, o ponto mais confortável para quem pensa em pular para um lado ou para outro conforme a coisa aperte.
Pelo que entendi, o senador - que propõe o dialogo para debater UM CRIME, só porque esse crime é praticado em local "impróprio", visto, com ele mesmo disse, que o tempo passou, as coisas mudaram, etc - a qualquer momento deverá fazê-lo também (propor) que o estupro, o sequestro, o racismo, enfim, outros crimes tbm possam ser debatidos, e quem sabe assim se possa chegar num acordo ou, ou, ou, ou, e a coisa seja liberada para acontecer dentro de determinadas regras. 
Pelo amor de Deus!!! Gente assim está nos representando em Brasília. A coisa la deve estar tranquila para o senador ter tempo de vontade de ir para o computador escrever isso.

Diáro Catarinense, 26/04/2012
ARTIGOS Farra do boi, por Casildo Maldaner*

Expectativa séria. Com esta definição, um grupo de soldados mergulhou, semanas atrás, na delicada tarefa de negociar o desmonte da polêmica farra do boi que se realizava em meio ao bulício geral na Praia do Santinho, Norte da Ilha, na última Sexta-Feira Santa. Tecnicamente, a ideia era bastante simples: como não é uma prática legal, bastaria a chegada dos soldados para fazer cessar a farra, certo? Errado!

O que se viu foi uma chiadeira geral. Dezenas de populares achincalhavam os homens de farda, que, constrangidos, se agitavam na tentativa de enlaçar o encurralado animal. Pode-se imaginar os sentimentos dos quais um pai, descendente de açorianos, é tomado quando se dá conta de que, com a arma na mão, seu rebento é um “estraga festa”. E lá estavam famílias inteiras, das quais vários daqueles homens da lei eram filhos, chamados para impedir a “comemoração”.

Os tempos são outros. Os campos deram lugar às cidades. O espaço urbano ficou reduzido e a farra do boi, que desde 1997 é considerada ilegal, se transformou numa discussão de dois polos. De um lado, os “farristas”, e, de outro, os “defensores dos direitos dos animais”. E o futuro?

As cenas na Praia do Santinho, transformada em “praça de guerra”, sem “feridos” ou “vitoriosos” – com o barulho ensurdecedor do helicóptero sobre os manifestantes, e o boi, ao final, capturado e transportado numa espécie de “papamóvel” – levam à conclusão de que o sucesso de qualquer iniciativa nesse assunto se baseia no diálogo.*Senador (PMDB-SC)

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