27 de ago de 2012

Meio Ambiente – começo das promessas e dos trabalhos[?]

(publicado no Jornal Cidadela em 24.08.12)

Campanha eleitoral a toda e percebe-se desde já que a pauta sobre as questões ambientais estão na “crista da onda”, todo mundo é ambientalista lutando por um mundo melhor. Que beleza! Pelo visto o mundo está a salvo e de agora em diante não precisaremos mais perder nem um minuto de sono com problemas prosaicos como “onde e como descartar meu lixo reciclável” ou “onde posso fazer um passeio ecológico”... Do jeito que vai até o aquecimento global já pode ser visto como coisa do passado...

OK, OK estou meio engraçadinha hoje... Lógico que 90% [senão mais] deste discurso politicamente correto será esquecido já no dia 08 de outubro, mas eu tenho fé nos 10%, assim como tenho fé em muita gente que passa longe da política partidária, mas que se interessa e muito pelo tema. E é com elas que devemos contar para articular as coisas e fazer com que políticos e ocupantes de cargos públicos [que muitas vezes acabam deixando o sujeito acomodado em sua estabilidade] se mexam e passem a pensar e agir pelo meio ambiente.

Há cerca de duas semanas estive com uma amiga que é Mestre em Engenharia Ambiental num curso que fora promovido pelo Comitê da Bacia do Rio do Peixe. Na parte da manhã técnicos do Governo Estadual nos ensinaram a fazer o cadastramento dos usuários de águas superficiais. Era um treinamento para o povo das Prefeituras darem suporte aos agricultores. Estavam lá somente Erval Velho, Imoerê, Caçador, e a cidade anfitriã, Calmon. Conosco 15 pessoas. Olha que são 26 municípios nesta Bacia...

À tarde houve o Fórum onde apareceram cerca de uns 150 convidados. Os dois funcionários da Prefeitura de Joaçaba chegaram tarde pra tudo. Nem sei se conseguiram pegar o lanche das 16:15hs. Entre 16:30h e 17:15h estavam na primeira fila. Ao final do curso, lá pelas 17:40h, nem sinal da dupla... É aí que me refiro! Sobre a sociedade civil dar uma chacoalhada no povo que tem cargo efetivo ou comissionado e obrigação de atentar para o meio ambiente. Enquanto se faz de conta que se trabalha sério quem devasta está trabalhando firme contra a Natureza... Chega a ser cruel!

Na volta tivemos tempo de “ruminar” ideias e dali surgiu a da criação de um grupo de trabalho para articular a efetiva existência do Parque Natural Municipal do Vale do Rio do Peixe. A Cláudia Fontana já tem material guardado de anos, até um projeto que na hora em que vocês estiverem lendo esta coluna, eu deverei estar tomando conhecimento do seu conteúdo. Já é um primeiro passo. Falta agora agregar mais pessoas interessadas em trabalhar voluntariamente nas propostas, articulações e projetos.

Na terça-feira, no Fórum de Sustentabilidade que ocorreu na UNOESC, já alinhavamos os primeiros contatos. Pensamos em começar esta articulação após as eleições para fugir deste embate politiqueiro que cansa os que querem trabalhar e têm que esbarrar em interesses individuais. Não vai dar. Recebemos a notícia de que a área vem sofrendo com derrubada de árvores e caça. Uma primeira ação é urgente, pelo menos para estagnar as coisas. Senão corremos o risco do parque nascer no papel já morto na vida real.

Nesta quinta, sexta e sábado nós duas estaremos no Curso “Introdução à Gestão de Recursos Hídricos e o Papel dos Comitês de Bacia Hidrográfica em sua Implementação” em Videira. Além de estudar vamos levar na mala a ideia do Grupo de Articulação. Vamos aproveitar para fazer contatos. Estamos entusiasmadas! E ficamos mais ainda ao sabermos que o Parque está elencado no documento que diversas entidades da região redigiram e vão entregar aos candidatos a Prefeito das cidades de Joaçaba, Herval d’Oeste e Luzerna. Pelo visto ter o Parque instalado é o anseio de muitos segmentos da nossa sociedade!

Então, amigos, serve esta minha coluna para convidar todos os interessados em unir forças neste projeto que não é meu , nem nosso [Bete e Cláudia], que é de uma porção de gente que nos antecedeu e outros tantos que sonham como nós. O Parque está sendo promessa de campanha, mas papo até galinha tem, então vamos arregaçar as mangas e contribuir. Essa é a obrigação de toda sociedade civil que quer ser dizer “organizada”.

Temos um grupo no Facebook: PARQUE NATURAL MUNICIPAL DO RIO DO PEIXE – entrem lá! Mas já adianto que é para trabalhar e não fazer campanha...

22 de ago de 2012

PARQUE NATURAL MUNICIPAL DO RIO DO PEIXE - formação de grupo de trabalho [voluntário]

Amigos, estamos articulando um grupo de trabalho para ver como andam as coisas com relação ao Parque e elaborarmos estratégias e projetos para a efetivação de um sonho que, pelo visto, é bem antigo.

Ontem, no Fórum de Sustentabilidade, já tivemos - Cláudia Fontana, eu, Bete Vieira - contato com algumas pessoas: Alvarito Baratieri, Davi José Frozza e um moço da Prefeitura de Joaçaba [desculpa a gafe, não lembro o nome agora]. Já tinha conversado em OFF com o Everton Richetti.

Vimos que o Parque está elencado no documento que foi confeccionado pelas entidades e que todos os candidatos a Prefeito [Jba, Lzn e HO] vão receber, o que reforça a nossa vontade de torná-lo realidade...

Esclarecemos que não tem nenhuma relação com política partidária, é um grupo que pensa o Meio Ambiente, tanto que pensamos até em lançar esta ideia só depois das eleições, mas como soubemos que está havendo degradação da área, precisamos pensar em algo para, pelo menos, manter como está.

Grupo criado no Facebook para facilitar os trabalhos. https://www.facebook.com/groups/309880269109502/members


20 de ago de 2012

Um vice em campanha pra prefeito??

Hoje pela manhã compartilhei a seguinte dúvida com os amigos do grupo JOAÇABA do Facebook:

Ontem ouvi a seguinte frase: "Vou votar no Mamão porque ele nem vai assumir e daí o Marquinhos fica prefeito". [antes que digam que estou mentindo - não estava sozinha].
Confere isso? Se a casa cair para o Mamão o Marquinhos pula para o lugar de prefeito? Antes das eleições? Entre a eleição e a tomada de posse? Eu acreditei na hora que ouvi, mas ontem mesmo fui corrigida - uma pessoa falou que deveria haver nova eleição.
Alguém sabe elucidar isso? Porque esse argumento de votar num pensando em favorecer outro está rendendo...

O amigo Advogado - Morgan Lima - postou as seguintes informações:

(Ac. de 26.10.2006 no REspe nº 25.586, rel. Min. Carlos Ayres Britto.) 
 (Ac. de 26.10.2006 no REspe nº 25.586, rel. Min. Carlos Ayres Britto.) (Ac. nº 19.541, de 18.12.2001, rel. Min. Sálvio de Figueiredo Teixeira.) (Ac. nº 19.541, de 18.12.2001, rel. Min. Sálvio de Figueiredo Teixeira.) (Ac. nº 15.817, de 6.6.2000, rel. Min. Edson Vidigal.) “[...] 2. Por se tratar de eleição vinculada, a situação jurídica do vice-prefeito é alcançada pela cassação do diploma do prefeito de sua chapa. [...]”

“[...] Registro de candidatura. Cancelamento. [...] Indeferimento do registro da chapa majoritária. [...] Em razão do princípio da indivisibilidade da chapa única majoritária, o cancelamento do registro do titular, após o pleito, atinge o registro do vice, acarretando a perda do diploma de ambos. [...]” (Ac. de 26.10.2006 no REspe nº 25.586, rel. Min. Carlos Ayres Britto.)

“Recurso especial. Litisconsórcio. Não-obrigatoriedade. Exceção. Inelegibilidade, art. 18, CE. Representação. Art. 73, VI, b, da Lei nº 9.504/97. Cassação de registro e diploma. Recurso provido. I – Nos casos em que há cassação do registro do titular, antes do pleito, o partido tem a faculdade de substituir o candidato. Todavia, se ocorrer a cassação do registro ou do diploma do titular após a eleição – seja fundada em causa personalíssima ou em abuso de poder –, maculada restará a chapa, perdendo o diploma tanto o titular como o vice, mesmo que este último não tenha sido parte no processo, sendo então desnecessária sua participação como litisconsorte. II – Na hipótese de decisão judicial que declarar inelegibilidade, esta só poderá atingir aquele que integrar a relação processual. III – Institutos processuais muitas vezes ganham nova feição no âmbito do Direito Eleitoral, em face dos princípios, normas e características peculiares deste ramo da ciência jurídica.” (Ac. nº 19.541, de 18.12.2001, rel. Min. Sálvio de Figueiredo Teixeira.)

“[...] 1. Por se tratar de uma relação jurídica subordinada, o mandato do vice-prefeito é alcançado pela cassação do diploma do prefeito de sua chapa. 2. Em recurso contra a diplomação do prefeito, não há necessidade de o vice integrar a lide na qualidade de litisconsorte necessário. [...]” (Ac. nº 15.817, de 6.6.2000, rel. Min. Edson Vidigal.)

“[...] 2. Por se tratar de eleição vinculada, a situação jurídica do vice-prefeito é alcançada pela cassação do diploma do prefeito de sua chapa. [...]” (Ac. nº 15.817, de 25.5.99, rel. Min. Edson Vidigal.)

“Registro de candidatura. Seu cancelamento, por inelegibilidade. Nulidade dos votos dados à chapa. Inexistência de ressalva quanto ao candidato a vice-prefeito. Aplicação dos arts. 175, § 3º, e 224 do Código Eleitoral. Violações configuradas. Dissídio comprovado. Conhecimento e provimento do recurso.” NE: “A cassação do diploma do prefeito eleito repercute no vice-prefeito. Daí, a situação ser resolvida pela aplicação dos arts. 175, § 3º, e 224 do CE.” (Ac. nº 15.146, de 16.12.97, rel. Min. Costa Porto.)

“[...] Tendo sido o candidato considerado inelegível logo após as eleições, espera o eleitor, então, que seu voto seja conferido ao partido. Volto a repetir que a aplicação do art. 175, § 4º, do Código Eleitoral in casu se justifica, tão-somente pela necessidade de se respeitar o voto concedido a candidato inelegível à época da votação [...]”. (Ac. nº 19.662, de 20.3.2003, rel. Min. Ellen Gracie.)

“Weiss só assumiria mesmo em caso de renúncia do Prefeito... tem ainda uma decisão maluca q diz q no caso de inelegibilidde os votos pertenceriam ao partido... então nem assim o Weiss assumiria e o PSD teria liberdade pra nomear o Prefeito... já imaginaram a confusão?

E o amigo Claudino Morandini fecha com a conclusão:

“Esse papo furado do Weiss assumir é manobra pra segurar votos de peemedebistas descontentes, numa eventual cassação do Damão, mas não resiste à lógica jurídica muito bem esclarecida pelo Morgan Lima. E com todo o respeito, cá prá nós, o vicezinho deslumbrado e traidor da história do peemedebê local seria um desastre, pois representa a continuidade da mesmice. A HORA É DE MUDANÇA, o resto é resto...”

Mas eu tenho que admitir que o moço não desistiu dos seus sonhos...

“Tem de frango.” [AFF]


(Publicado no Jornal Cidadela em 17.08.2012)

Esta semana estivemos às voltas com o debate acerca dos direitos dos animais. Muitas acusações recaíram sobre mim, mas a mais engraçada de todas foi ler uma postagem de algum cidadão [ou cidadã, não sei, usava nome falso – típico dos covardes] perguntando “de onde vem a carne que essa tal Bete come?”. Eu respondo: de uma planta chamada soja. Há uns seis anos.

Minha opção por não ingerir carne se deu no exato momento que conheci a forma que nosso presunto de cada dia é transportado. Decisão reforçada ao me deparar com um batalhão de mutilados física e psicologicamente que é descartado pelas agroindústrias da região. Nada que seja resultado do sofrimento de animais e homens pode ser bom. É muita energia ruim em torno de algo que vai se misturar ao meu organismo, ser parte de mim.

Devo confessar que não é nada fácil optar por uma dieta vegetariana em uma cidade onde os supermercados não dispõem de opções para nossa dieta. Um que outro até tenta, mas têm a filosofia que ser vegetariano é coisa de rico. Um produto consegue ter o preço triplicado em vista outras cidades. Uma falta de visão sem tamanho. Tendo em vista que uma dieta saudável vem sendo uma opção de todos, até mesmo aqueles que mesmo não abolindo a carne pretendem apenas reduzir o seu consumo.

Também passo por situações engraçadas: a primeira é ter sempre duas opções – pão de queijo ou pastel de queijo [isso é grave porque também evito leite]. Quando não visualizo as opções e pergunto se há algo sem carne de pronto ouço “tem de frango”. Ah tah.. Frango agora dá em árvore... Pior: “tem de presunto”. Lá vou eu para o pão de queijo. Coitado dele, já estou “garrando ódio”.

Uma constatação que faço, e todos os amigos que ouvem acabam concordando, é o que acorre na pizzaria. Na hora da escolha dos sabores eu antecipo que a minha parte é sem carne. Logo surgem as piadinhas e  eu sempre contornando. Tempos depois quando nossos pedidos chegam à mesa e o povo se depara com uma linda pizza colorida tenho que me apressar para conseguir comer pelo menos um pedaço da que eu pedi. Já aconteceu de me sobrar a de calabresa... E olha que a pessoa que escolheu tinha uma vegetariana no seu prato e estava todo feliz com a nova experiência.

Ou então aqueles que se assustam e me perguntam: “e você como o quê?” Tudo o resto oras! O que não falta é opção! Não, nosso prato não se restringe a alface e água! Basta repensar, olhar as gôndolas do supermercado com outros olhos. Provar sabores que o sal grosso impossibilitava. Mas eu sou um bom garfo ainda...Ah! Graças aos deuses que o lúpulo é um vegetal, assim como a batata... Porque eu amo uma cerveja com bata frita com os amigos!

[O assunto é sério precisa ser debatido. É uma questão de qualidade de vida para todos os habitantes  da Terra. Melhor, é uma questão de se pensar na próprio planeta Terra também. Mas hoje estou preferindo ficar em companhia da minha taça de vinho – que nada mais é do que uvas rsrsrs Tim tim!]

15 de ago de 2012

Em audiência pública, comunidade vota pela proibição de animais em circos no município

(do site da CMJ)


Com o plenário da casa lotado e com a coordenação da vereadora Sueli Ferronato, a Câmara de Vereadores de Joaçaba realizou, na noite de segunda-feira, 13, uma audiência pública para saber qual é posição da comunidade em relação ao projeto de lei legislativo nº 007/2012, que tramita na casa legislativa e que prevê a proibição da instalação, no município de Joaçaba, de circos que façam uso de animais.
O relator da audiência pública, Fabiano Piovezan fez uma contextualização do projeto que tem como autores o próprio Piovezan, a vereadora Sueli Ferronato, o presidente do legislativo Andre Dalsenter e Ademir Zanchetta. Além dos autores do projeto, participaram da audiência pública os vereadores Mario Wolfart, Elói Hoffelder e Francisco Moreira Lopes. 
Das oito pessoas que utilizaram da palavra, seis foram favoráveis à proibição de animais em circos e duas contrárias. Elisabete Margot Vieira (ONG Amigos dos Animais), Maicon Dias, Maria Marlene Cavanus, Nícia Nogara, João Carlos Sampaio e Diógenes Fernandes Leal (Médico Veterinário) apresentaram argumentos contundentes em favor do projeto. Já o Advogado Éber Marcelo Bundchen e Fabrízia Bundchen defenderam a permanência dos animais em circos.
Na votação, 58 pessoas foram favoráveis à proibição de animais, duas foram contrárias e duas se abstiveram de votar. Sueli e Piovezan explicaram que o resultado da audiência pública servirá para dar suporte para os encaminhamentos pertinentes ao projeto que ainda voltará a ser discutido será votado, provavelmente em setembro.
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Em particular eu quero agradecer a cada amigo dos animais que esteve na Câmara naquela noite, aos que assinaram o abaixo-assinado, aos que mesmo de longe se manifestaram via e-mail, aos que me deram forças nestes últimos dias, afinal nossa luta vem desde 2008 e ao mesmo tempo que temos quem nos incentive há os que não poupam críticas...
Obrigada aos vereadores Sueli Ferronato, Ademir Zanchetta, André Dalsenter e Fabiano Piovesan pelo interesse no tema e a  propositura do Projeto de Lei 007/2012. 
Agora é esperar a votação na Câmara de Vereadores - é a hora de vermos quem vota pelos animais. E logo depois contar com o compromisso do Prefeito Rafael Laske que em 2008 colocou no seu caderninho de propostas de campanha o item "incentivo à proteção dos animais"...
CIRCO LEGAL NÃO TEM ANIMAL!!!

12 de ago de 2012

13 de agosto: dia de falar pelos pelos animais.

(publicado no Jornal Cidadela em 10.08.12)

Segunda-feira que vem haverá a audiência pública para debatermos o uso de animais em circos na nossa cidade, uma luta de todos os protetores de todos os cantos do mundo, não importando se vivem ou não aqui, pois o planeta Terra é morada de todos nós e somos todos responsáveis por torná-lo melhor...

Já participei de seminários , li artigos, livros, contudo nunca parece ser o suficiente. Talvez os que lutam pela causa devam se manifestar na audiência. Pensamos em trazer alguém de fora. Gastar um dinheiro que não temos não seria justo com todos os animais que contam com a gente para se tratarem, serem castrados, ganharem comida. Minha alegria foi a manifestação da Nina Rosa Jacob [Instituto Nina Rosa] me disponibilizando a sua palestra sobre o tema, palestra essa que tive a oportunidade de assistir na OAB/SP no tempo de um seminário sobre o tema. Uma contribuição sem tamanho e um voto de confiança maior ainda quando informa que o material foi enviado em formato editável, colocando em minhas mãos a faculdade de mexer no trabalho de um ícone da luta pela libertação animal no Brasil.

Para fundamentar minha fala, principalmente no tocante que alegar “tradição” é um argumento muito frágil tentei estudar a história do circo, quem conhece sabe que em um longo período da história deficientes físicos e/ou mentais eram entregues a circos para servirem em números no picadeiro ou para trabalhos sem nenhuma remuneração. Engraçado que nos textos sobre a história do circo não encontrei referência sobre isso. Precisei vasculhar a história da deficiência para encontrar esta mancha que parece não querer ser mostrada. Vejamos alguns excertos:

Os períodos marcados pelo fim do Império Romano (Século V, ano 476) e a Queda de Constantinopla (Século XV, em 1453), marcam o início da Idade Média. É marcada por precárias condições de vida e de saúde das pessoas. A população ignorante encarava o nascimento de pessoas com deficiência como castigo de Deus. Os supersticiosos viam nelas poderes especiais de feiticeiros ou bruxos. As crianças que sobreviviam eram separadas de suas famílias e quase sempre ridicularizadas. A literatura da época coloca os anões e os corcundas como focos de diversão dos mais abastados. (http://www.ampid.org.br/Artigos/PD_Historia.php)

cegos, surdos, deficientes mentais, deficientes físicos e outros tipos de pessoas nascidos com má formação eram também, de quando em quando, ligados a casas comerciais, tavernas e bordéis; bem como a atividades dos circos romanos, para serviços simples e às vezes humilhantes” (Silva, 1987, p. 130). Tragicamente, esta prática repetiu-se várias vezes na história, não só em Roma. (http://bengalalegal.com/pcd-mundial)

Com a ascensão do Cristianismo, na Idade Média, as pessoas com deficiência deixaram de ser eliminadas, uma vez que a Igreja Católica considerava todos os seres como criatura de Deus. Ao invés de serem mortas, passaram a ser abandonadas e ignoradas à própria sorte. Tiveram que contar com a caridade e boa vontade de outras pessoas para sobreviver. Vem dessa época a mendicância das pessoas com deficiência. Ainda nessa época, alguns deficientes passaram a ser ‘aproveitados’ com fins de entretenimento. Muitos se tornaram bobos da corte. Sempre brinco com meus amigos, quando faço muitas palhaçadas e me chamam de retardada, que estou apenas resgatando a história dos meus ‘companheiros’. Bobo da corte foi uma de nossas primeiras profissões! Brincadeiras à parte, os deficientes também eram aproveitados em circos, explorados como aberrações da natureza. Em outros casos, eram explorados sexualmente. Imagino o quanto sofreram as pessoas com deficiência nesses tempos difíceis e repugnantes. (http://www.deficiente.com.br/site/component/content/article/8-acre/988-um-breve-relato-sobre-os-anos-de-invisibilidade-social-das-pessoas-com-deficiencia)

Já pensaram se o argumento do “sempre foi assim” tivesse vencido naquela época? Se tivesse obtido êxito? Por certo muita gente que lê esta minha coluna teria um ente querido servindo de atração em algum picadeiro pelo mundo afora... Ontem eles precisaram de alguém se insurgisse contra o absurdo, hoje são nossos irmãos animais. Eu tenho a crença que o mundo está evoluindo e a prova é que as relações de subjugação do mais forte sobre o mais fraco estão sendo questionadas e derrubadas [se não pela consciência, que seja pela coerção...]. Eles saíram do picadeiro e o circo não morreu...

Os animais de hoje [os deficientes de ontem] esperam a sua presença na Câmara de Vereadores de Joaçaba no próximo dia 13 de agosto, às 19:00h para ajudá-los e se libertarem desta escravidão insana que afronta à razão do século XXI que já corre entre nossos dedos. Que tal fazermos parte da história?

"Nunca duvide que um pequeno grupo de pessoas conscientes e engajadas possa mudar o mundo. De fato, sempre foi assim que o mundo mudou." (Margaret Mead)

7 de ago de 2012

PETIÇÃO PEDE VETO AO PL 199/2011 - QUE ALTERA O NOME DA RODOVIA PAULO STUART WRIGHT

Senhor governador, 

Em 17 de janeiro de 2011, Sua Excelência sancionou a lei n. 15.450 que denomina a rodovia que liga Penha a Piçarras de PAULO STUART WRIGHT. (cópia anexa)

Para espanto da sociedade catarinense e desrespeito à legislatura anterior, nesta nova legislatura, foi apresentado um PL substituindo o nome de PAULO.

Para nossa indignação e vergonha, os senhores deputados aprovaram a retirada do nome de Paulo Stuart Wright, da rodovia. Não é simplesmente uma mudança de nome. É toda a carga simbólica, que tal substituição encerra.

Paulo Stuart Wright foi cassado por seus pares, num ato que envergonha SC até hoje. A ALESC NUNCA FEZ UM ATO DE REVISÃO DE TAL ATITUDE, como fizeram outras casas legislativas, comprometidas com a história.

Estamos num momento em que o país discute e revê os crimes da ditadura que oprimiu nosso país. A Presidente Dilma cumpre, com esforço, a sentença da Corte Interamericana de Justiça, que condenou o Brasil pelos crimes da ditadura.

No entanto, a ASSEMBLÉIA LEGISLATICA DO ESTADO DE SANTA CATARINA, cassa pela segunda vez, PAULO STUART WRIGHT,

Senhor governador,

Solicitamos e temos esperança que Sua Excelência VETE tal projeto, recuperando assim a dignidade do nosso estado.

Os signatários

ASSINE >>> AQUI <<< 

6 de ago de 2012

ADIn em Joaçaba - Nomeação de funcionários do Executivo sem concurso público!

Uns dias de espera desde que li o escrito abaixo para saber exatamente do que se tratava: 

Contratação indevida de funcionários
(sem concurso)

Para acompanhar o andamento do processo 
vá direto ao site do TJSC.

4 de ago de 2012

Os mais iguais – As vagas especiais:

(publicado no Jornal Cidadela em 03.07.12)

Nesta quarta-feira encontrei meu marido transtornado, fazia tempo que não o via assim. Depois de ouvi-lo entendi o motivo e me solidarizei com sua indignação: vagas especiais – as que estão à disposição para idosos e deficientes – estão sendo utilizadas privativamente por alguns “cidadãos” joaçabenses com a conivência das autoridades.

Ele foi à uma farmácia e se deparou com um Land Rover estacionado numa vaga especial. Como não havia nada que identificasse o veículo como sendo de idoso ou deficiente ele procurou descobrir quem havia usurpado a vaga. Todos diziam desconhecer o motorista infrator, até que alcançou uma das monitoras do estacionamento rotativo que disse o nome do proprietário e informou que esta vaga sempre é usada por ele, e que elas não podiam fazer nada.

Pouco tempo depois encontrou um PM que estava multando um Gol por ter passado alguns minutos do cartão do estacionamento rotativo. Caneteava com gosto. Neste mesmo momento uma mulher estacionava seu Picasso em uma vaga especial ignorando tanto as sinalizações quanto a presença do PM. Neste momento meu marido apontou para o carro sendo estacionado indevidamente naquela vaga, quando ouviu como resposta “está na minha, estão me chamando no quartel”. Foi-se.

Logo depois ele constatou que a Land Rover havia sumido, aquela mesma que todo mundo conhece por sempre usar a vaga especial indevidamente. Neste ínterim o encontrei de máquina fotográfica em mãos indignado e com a foto do Picasso, mas sem a o Land Rover. Pelo visto alguém avisou o motorista. Também contou que a mulher do Picasso usou a desculpa de uma febre no filho para o uso da vaga especial. Eu lhe disse que fosse até o quartel e relatasse os fatos às autoridades. Foi reto.

No quartel encontrou o PM que havia conversado há poucos minutos. Dele ouviu “que ele é a autoridade maior, quem manda no trânsito é ele e que multa quem ele quiser”. Completou dizendo que “ele deixa estacionar quem ele quiser onde ele quiser”. Completou a conversa mandando meu marido se informar as leis de trânsito, sobre as atribuições do guarda de trânsito. Já o superior ouviu parte do que fora falado , mas saiu rápido assim que foi chamado para a conversa.

Engraçado, né?! Eu já tinha ouvido de uma monitora do estacionamento rotativo que elas estavam proibidas de multar o carro de um certo político da cidade. Onde quer que o carro dele seja visto deve ser ignorado. Nada da bilhetinho vermelho no vidro! Lógico que isto serve para ele, mas não para nós cidadãos comuns. Não que esteja pedindo algum privilégio, só gostaria que uns não tivessem privilégios sobre outros...

Nenhum cartão de idoso ou deficiente e nem de estacionamento rotativo.
Mas parece que a onda de uns serem “mais iguais” que outros é recorrente aqui por nossa região. Isso me vira o estômago, me faz ter certeza que o que vemos em Brasília é só um arremedo do que temos à nossa volta... Quanto ao Land Rover e seu dono folgado, estarei de olho para fotografar o flagrante e espalhar nas redes sociais. O dono sei quem é, mas com a placa clicada ficará a prova. Se a multa não vem, talvez passar vergonha seja o melhor remédio para o abuso.

Aliás, está mais do que na hora desse tipo de gente parar de pensar que o resto do mundo é besta e que as vagas estão ali para serem usurpadas. As leis existem para todos nós, carrões não deveriam ditar o comportamento das autoridades fiscalizadoras, afinal “todos são iguais perante à lei”, ou não?

PS - tenho por hábito fotografar flagrantes de motoristas usurpadores de vagas especiais, uma hora dessas faço uma postagem só com fotos. O que não falta é motorista folgado em Joaçaba! Cuidem-se porque se a Polícia [faz que] não vê outros cidadãos conscientes estão atentos...