3 de set de 2012

Agora a coisa ficou séria!

(publicado no Jornal Cidadela em 31.08.12)

Até a última terça-feira ainda estava com a impressão que esta campanha eleitoral tinha tudo para ser a mais monótona de todos os tempos. O horário eleitoral na TV e rádio já começou, por um lado é uma das coisas mais divertidas que já vi. Rendem muitas risadas pelos absurdos proferidos por candidatos despreparados e mal informados. Mas o que vinha me chamando a atenção era o tom morno dos programas das chapas majoritárias: chatos, insonsos sem um enfoque mais contundente que prendesse a atenção.

A campanha da chapa MaMar usando pessoas humildes deslumbradas por ter uns segundos na TV repetindo frases que eu sou obrigada a concordar dado o tamanho da dubiedade no sentido: “Passou bastante prefeito por aqui, mas o que ele fez ninguém fez” ou “O que ele está fazendo dentro da prefeitura poucos prefeitos fizeram.” Eles têm razão! Só o Mamão passou pelo aperto de duas CPIs e um processo de cassação [emperrado na Justiça para a alegria dos atuais aliados, maiores acusadores naquela época].

A chapa JoSil está marcada pela seriedade do Jorge. Coisa de alemão. Me faz lembrar o velho Freitag de Joinville, poucas palavras, chegava a passar por grosseiro em comparação com o fanfarrão do Lula [o de Joinville, não o líder do PT]. Alemão sisudo que botou ordem naquela prefeitura. Até hoje Joinville sente os reflexos das ações daquele prefeito. Tapinha nas costas e buzina “fom fom” não são a melhor fórmula para se gerir uma cidade. O empresário de sucesso fez uma boa gestão, o contador e empresário deve seguir o mesmo caminho. Espero.

Mas eis que resolvo dar uma passadinha na inauguração do comitê de campanha da dupla JoSil e logo alguém me puxa pelo braço e avisa: “O Armindo vai chegar!” Nem dei muita atenção, estava mais preocupada em ouvir as palavras das mulheres: Sueli e Silvana mostrando que lugar de mulher é na política. Discurso aqui, abraço ali, e eis que anunciam a surpresa da noite: “Entra Armindo!” Pronto! Mas não é o que ex-prefeito veio pra “botar fogo na caixa d'água”?! Aplausos e gritos. Subida no “palanque” abraçado ao Jorge e à Silvana.

Discurso empolgado dizendo que mesmo sendo PMDBista ele e mais outros tantos estavam com a chapa JoSil. Disse que numa primeira reunião eram 13 e na segunda 45 [números interessantes, um sinal?]. Sem querer [ou querendo mesmo] colocou em xeque a outra chapa, MaMar. Como sustentar uma coligação que não tem amparo nem mesmo do partido que está na vaga de vice? Algo muito errado aconteceu. Pelo visto não foi só o povo que está vendo a versão “Mancha e Remi de 2008”. Nem o povo e nem os filiados históricos gostam de serem vistos como idiotas.

E o desespero paira no ar! Na quarta-feira, andando pelo centro e tecendo comentários sobre as lixeiras com meu marido, quase fomos agredidos por uma mulher que se dizia trabalhadora da campanha da MaMar. Partiu para a grosseria dizendo que estas eram de madeira de lei, que não eram de madeira barata. Quando questionei sobre a sustentabilidade temi pelos meus dentes... O caldo engrossou. Fomos no sentido do carro tendo que compartilhar da presença de uma pessoa pra lá de desagradável. Se é cabo eleitoral precisa ser informada que agressão não tem o dom de convencer as pessoas. Argumentos, sim.

Pelo visto, desta semana em diante devemos ter muito cuidado, a opção do desesperado nem sempre é a mais sensata... Prevejo dias ruins pela frente... Subestimar os outros é um péssimo negócio. Angariar novos inimigos é ainda mais!

Nenhum comentário:

Postar um comentário