31 de dez de 2012

DESIDERATA, para 2013 começar bem:

Siga tranquilamente entre a inquietude e a pressa, lembrando-se de que há sempre paz no silêncio.
Tanto quanto possível sem humilhar-se, mantenha-se em harmonia com todos que o cercam.
Fale a sua verdade, clara e mansamente.
Escute a verdade dos outros, pois eles também têm a sua própria história.
Evite as pessoas agitadas e agressivas: elas afligem o nosso espírito.
Não se compare aos demais, olhando as pessoas como superiores ou inferiores a você: isso o tornaria superficial e amargo.
Viva intensamente os seus ideais e o que você já conseguiu realizar.
Mantenha o interesse no seu trabalho, por mais humilde que seja, ele é um verdadeiro tesouro na continua mudança dos tempos.
Seja prudente em tudo o que fizer, porque o mundo está cheio de armadilhas.
Mas não fique cego para o bem que sempre existe.
Em toda parte, a vida está cheia de heroísmo.
Seja você mesmo.
Sobretudo, não simule afeição e não transforme o amor numa brincadeira, pois, no meio de tanta aridez, ele é perene como a relva.
Aceite, com carinho, o conselho dos mais velhos e seja compreensivo com os impulsos inovadores da juventude.
Cultive a força do espírito e você estará preparado para enfrentar as surpresas da sorte adversa.
Não se desespere com perigos imaginários: muitos temores têm sua origem no cansaço e na solidão.
Ao lado de uma sadia disciplina conserve, para consigo mesmo, uma imensa bondade.

Você é filho do universo, 
irmão das estrelas e árvores, 
você merece estar aqui e, 
mesmo se você não pode perceber, 
a terra e o universo vão cumprindo o seu destino.

Procure, pois, estar em paz com Deus, seja qual for o nome que você lhe der.
No meio do seu trabalho e nas aspirações, na fatigante jornada pela vida, conserve, no mais profundo do seu ser, a harmonia e a paz.
Acima de toda mesquinhez, falsidade e desengano, o mundo ainda é bonito.
Caminhe com cuidado, faça tudo para ser feliz e partilhe com os outros a sua felicidade". 

 

30 de dez de 2012

Nono dia - a decepção em Uberaba

Hoje rodamos 630 km entre Cristalina (GO) e Ribeirão Preto (SP). Em Cristalina não resisti e comprei umas pedrinhas. O Branco encontrou um pessoal de trilha - um deles dono da loja em que estávamos, daí fizemos um brick e eu levei um elefante de pedra em troca de uma Cachimbina. [OK, amanhã o Correio deve estar aberto e eu vou encaminhar o sobrepeso via PAC hehe]

Passamos por Uberaba (MG), eu queria muito ver a casa onde o Chico Xavier viveu. Queria poder fazer uma oração em um lugar que acreditava especial... Depois de encarar uma chuva daquelas de molhar os ossos no deparamos com uma espécie de loja cuja a fachada parece ter saído do PROJAC. Loja, museu, sei lá que nome deram para aquilo. Nem um bilhete dando referência de um local para a oração pura e simples.

Mas havíamos passado por um tal "Memorial Chico Xavier"... Não, obrigada. Está tudo muito católico pra mim... Só falta invetarem uma romaria. Prefiro ficar com o Chico que aprendi a respeitar, e ele não é nada parecido com aquele da imagem, todo garboso ao lado de Jesus Cristo e Alan Kardec... Fiquei triste em ver isso.

Já na estrada pegamos o lugar mais sujo que vimos neste viagem: em Itupeva - não se se MG ou SP - Churrascaria Colorado. Fuja! Nós fugimos. Se o que dava pra ver era de doer, pensa no que estava dentro da cozinha...

Entre Uberaba e Ribeirão Preto dois pedágios, mas moto passa pela direita sem pagar. Também percebi que fora da nossa região não tenho visto gasolina a mais de três reais. Aí é um roubo! Hoje fotografei a bomba: R$ 2,77 o litro.

Chegamos em Ribeirão Preto e sofremos para encontrar um hotel. Isso sem falar na enchida de saco que levamos de um policial por estarmos empurrando a moto na frente da Choperia Pinguim - isso que foi orientação de uma pessoa da cidade. Mais tarde carros e motos circulavam tranquilamente entre os turistas que paravam para fotografar a fachada do bar... Oh contrassenso!

Tomamos o dito melhor chopp de Ribeirão Preto, entramos na fila de espera e ela nunca diminui. Bati umas fotos e agora é agarrar um berço no primeiro bom hotel de verdade que pegamos porque amanhã nosso destino é Poços de Caldas. Boa noite :)

Oitavo dia – começa a descida sentido Sul

Tomamos café na Aldeia de São Jorge, num bar bem simples onde a proprietária nos contou que chegou a morar em Porto Alegre por três meses enquanto esperava um transplante para a sua filha que não resistiu. Saí a gente percebe a diferença das pessoas que moram aqui de outros aldeões, eles, na sua grande maioria, têm histórias de vida bem densas. Este não foi o único relato que ouvimos, apenas o que mais me marcou, talvez.

Descobri que os cães de/na rua são todos tratados por um senhor de distribui água e ração pela Vila e que eles estão ali por conta de proprietários que vão até a Vila só para abandoná-los. Esse comportamento é geral no Brasil, se não há punição em nível terreno, podem ter certeza de que em nível espiritual haverá muitas. Doenças surgem no rebote de ações como essas...

O meu amigo do berne não apareceu. Só um irmão gêmeo dele que ficou no pé da escada me pedindo pra levá-lo embora. Um fofinho¹ Mas vendo que o quadro geral dos bichos é bom e que há quem os alimente, fiz muto carinho, mas sabia que ficaria bem.

Não vi fêmeas e nem filhotes – tenho pra mim que estes são exterminados – ou comidos por alguma fera, afinal até onça tem por lá! Gato não vi nenhum.

Pegamos a estrada rumo à Alto Paraíso e lá encontramos um feira muito legal, onde os vendedores são de várias nacionalidades. Lógico que todos optaram por uma via alternativa. Tinha uma russa que vendia roupas de sua fabricação. Um americano vendendo roupas indianas. Uma gaúcha que acabara de vir da Índia com peças maravilhosas [e lógico que mesmo sem espaço dei um jeitinho de comprar algo], e um argentino loiro com dreads e tomando seu mate.

A cidade é uma graça e, apesar de se verificar um crescimento nos últimos anos, ele não afetou em nada o seu jeito. Talvez porque quem decida ir morar lá quer mais é cuidas da natureza interna e externa. Taí um lugar que eu não hesitaria de ir morar. Está anotado, vai que a vida me dá esta opção... “Alternativa” eu sempre fui [e cada dia mais desajustada com essa coisa de cidade que não se importa com a Vida...].

Na estrada encontramos um brasileinse na beira da estrada vendendo Noni e prometendo a cura para vários males. Compramos um chá. Se não servir pra nada o dinheiro servirá para o trabalho que faz numa clínica para viciados. Pela curta conversa deu pra perceber que ele já trilhou um mal bocado. Bom sabê-lo tão engajado neste tipo de ação. E a campanha do MPSC “Crack nem pensar” ganhou o Brasil, estava na tenda do amigo vendedor de Noni.

Um frentista nos conta que mais adiante encontraríamos o Vale do Amanhecer, em Planaltina (DF) – os amigos mais ligados em coisas do “de fora” sabem bem do que estou falando – e disse que o acesso é livre. Imagina se a Bete não enfiou na cabeça que iria para lá!? Entramos e já fomos batendo fotos como bom turistas que nos transformamos. Até que um senhor, nos autorizando a bater fotos, resolve nos mostrar o Templo.

A religião/seita é toda cheia de rituais e liturgias. Um tanto coisa da Idade Média, outro tanto das religiões afrobrasileiras. Só sei que a imagem de Jesus que vi ali é exatamente o Jesus que eu aprendi a admirar: um profeta que trabalhou muito e que não teve sua vida restrita à Via Dolorosa como vemos. Tudo ali emanava harmonia e solidariedade.

Pegamos o começo dos trabalhos de atendimento [fraterno – como se usa no Kardecismo]. Uma celebração foi feita na começo com várias orações. Não dá para não ficar impactado. Fomos convidados a ficar e receber atendimento. Saímos de lá com a energia renovada! [o que nos chamou a atenção foi o fato da gente ter entrado no Templo e ter caído a maior tempestade que vi nesta região, e na saída o céu já estar limpo para nossa ida]. Saímos antes de terminarem os trabalhos porque a estrada era longa a nossa frente.

Depois de umas duas horas e meia vendo soja de um lado e milho e soja do outro paramos em Cristalino. O cansaço bateu e resolvemos entrar na cidade de Cristalino (GO). É feinha, mas a praça da Igreja Matriz tem uma iluminação bem bonita e uma casa tem Ets no lugar de duendes e Papai Noel! Imagem de ET eu venho vendo direto nesta região. Aqui é uma região com vocação para este tipo de estudo. 

A cidade é a capital mundial do Cristal - uma pena estarmos de moto e não poder levar nada...Daria para colocar no Correio - via PAC - mas amanhã é domingo. [fica a dica para os viajantes de moto}.

Já completamos 2.740 km. Tudo fotografado para depois fazermos o balanço da viagem. Agora é madrugada, sempre nessas horas que me veem as ideias. Logo cedo rumamos sentido Uberaba. Queremos pegar a virada de ano em Poços de Caldas (MG).

29 de dez de 2012

Sétimo dia – Vila de São Jorge, Chapada dos Veadeiros

Saímos de Brasília com a intenção de ir direto para a cidade de Alto Paraíso, mas daí eu lembrei de ter ouvido falar muito bem de uma aldeia chamada Vila São Jorge. 37 km sendo 15 de estrada de chão. Chegamos na cara e na coragem, havia quem apostasse que não encontraríamos vaga em pousada. Só achamos porque vamos sair sábado de manhã, senão era voltar sei lá pra onde. O preço pelo serviço oferecido é alto, mas é a época em que mais lota, vindo gente do mundo todo. R$ 120,00 por um quarto super simples e sem café da manhã. Mas limpinho e fresco.

Estou teclando deste lugar que parece ter uma energia toda especial, é a entrada da Chapada dos Veadeiros – onde as mais lindas cascatas estão ali, praticamente inacessível para os sedentários hahahah Não demos conta, só se percorre a pé a são km de trilha... Mas valeu termos ido até cerca de dois terços, e com as trovoadas eu nem pensava em prosseguir. Encontramos uma espécia de altar onde as pessoas se encontram para meditar ao pôr do sol. Pegamos o lugar vazio, amamos A fotinho está ai, outras de melhores ângulos posto depois.

Na volta fiz umas comprinhas [tudo pequeno pra caber no meu alforje}, sentamos pra tomar uma cervejinha e encontramos um casal de Florianópolis cuja a mulher vende eucaliptos que são plantado em Erval Velho!Eita mundo pequeno esse!!

Logo depois bati umas fotos da casa de um artista que bota o povo da “Joaçaba Mil Grau” no chinelo – esse me Joaçaba seria queimado em praça pública tendo em vista a proximidade com que pinta a imagem de Jesus a de demônios. Fotos depois [internet Vivo – vai pro saco minha cota do mês se tentar postar as dezenas de fotos que já fiz]. Mas deixe estar, esta em especial faço questão de postar hehehe [não me prende, dotô delegadoooo]

Depois vi um cãozinho com berne e lógico que tratei de encotrar Ivermectina e tratar dele... Um fofo!! Um restaurante me deu o pedaço de carne e lá foi o guloso comendo o remédio! Espero amanhã poder encotrá-lo pra ver se deu certo...

A vida noturna da aldeia é um fervo,como disse, está lotanda de gente do mundo todo [inclusive uns malucos que venderam tudo o que tinham e vieram morar aqui por conta do fim do mundo – ok, eu avisei que o mundo continua lá hehehe]. Há opções para todos os gostos e bolsos, e isso vale para hospedagem – pousadas ou campings – ou alimentação, botecão ou restaurantes com serviço pra deixar de queixo caído muito lugar metido à besta por aí.

Nos demos ao direto de ir ao melhor restaurante – Santo Cerrado – onde tem até camarão que deve chegar de nave espacial, só pode! hahah Muito bom, com música ao vivo – a boa MPB (aqui é área isenta de sertanejo). Uma entrada, uma salada, risoto e uma cerveja: R$ 98,00. Fora sairia mais caro, mas aqui a coisa é meio barata em geral.

Como é uma vila há mercadinhos e um posto de remédio [não se chama farmácia porque nem de longe é]. Se a grana é curta você pode fazer sua comida – isso o pessoal dos campings fazem muito. Como eu fiz a besteira de reservar pouco xampu e creme para o cabelos, lá fui eu comprar o que tinha à disposição. Não me assustei com os preços, incrivelmente são mais baixos do que em Joaçaba!

Percebi também que não há estresse de você andar com equipamentos caros à vista, quem mora aqui é do bem e quem vem em busca deste tipo de ambiente também não é do tipo de pessoa que preza pelo mal. Muito pelo contrário: o clima é de amizade, todo mundo se falando, se cumprimentando, se ajudando. Muito legal, mesmo. O povo é tão zen que não lembro de ter visto tanto “bicho grilo” fora da tela do filme Hair hahahaha Todo mundo numa boa sem ninguém enchendo o saco de ninguém pra nada. Não vi gente fumando cigarro comum por aqui. Tudo “natureba”, o que tem é o outro ;-)

PS – sobre a viagem em si, o que está pegando é lavar a roupa. Em Goiânia usamos a estrutura da casa, hoje tem calcinha, meia e camiseta em todo lugar, esperando a vez em frente ao ventilador. Mas está divertido. Eu estou conseguindo organizar o alforje a a mochila bem do jeitinho que saí de Herval d'Oeste, o Branco está achando que a bagagem dele está crescendo igual pão de forma: cada dia pior pra guardar hahahah

PS 2 – quando tivemos que virar o mapa no verso para achar a cidade em que estávamos é que nos demos conta de que estamos mesmo longe de casa. Mas na hora em que vimos um desenho numa placa é que percebemos que estamos em Goiás, mas na esquina que dá pra Tocantins e Bahia!

PS 3 – aqui pode ser quase o fim do mundo, mas celular pega de todas as operadoras e só estou tendo problema com a internet móvel da Vivo, meu modem puxa o sinal da Claro e lerdo pra caramba, por isso escrevo essa postagem na madrugada da sexta-feira para o sábado, mas ele deve ir para o Blog só quando chegarmos em Alto Paraíso, que é onde passaremos o dia.

28 de dez de 2012

Sexto dia – Brasília!


Enquanto em Goiânia estávamos com o espírito de confraternizar com os amigos Paulo e Nina, onde o máximo que fizemos foi fazer um tour pela cidade – aliás, saímos de Hervall d'Oeste com este propósito – em Brasília eu estava decidida a mostrar para o Branco o porquê de eu amar esta cidade. O dia foi inteirinho para conhecer os pontos turísticos e para ser perder também rsrsrs,

Fomos na Esplanada dos Ministérios, no Palácio da Alvorada, no Congresso Nacional, na Ponte JK, no Lago Paranoá, no Parque da Cidade, na Torre da TV. No Zôo só passei em frente como fiz em Goiânia – odeio Zôos!

À noite fomos na fonte luminosa, numa exposição de arte no Espaço Cultural Banco do Brasil – um tchô muito louco que faz umas estátuas em ferro, tem bastante foto para eu baixar depois. A pizza foi à beira do Lago Paranoá – Shopping Deck Norte – fica a dica porque a pizza de abobrinha vale a pena!

A Áurea – que é Assistente Social e trabalha numa cidade satélite – chegou em casa nos contando uma história de arrepiar os cabelos. Eu faço questão de compartilhar:

Ela teve que ir trabalhar por conta de ter que autorizar um funeral, precisava fazer o estudo social para autorizar o pagamento pelo poder público. Tratava-se de um natimorto.

O pai da criança chegou contando que o hospital não deixou ele ver o parto e que só lhe entregaram um menina morta. Quando ele questionou da outra criança – a mãe tinha feito pré-natal e tinha até uma Ultrasson com um menina e um menino – disseram não haver criança nenhuma. Pra piorar as coisas o Atestado de Óbito da menininha tinha data de 26 de dezembro de MIL OITOCENTOS E NOVENTA E NOVE!

O pai foi orientado a registrar Boletim de Ocorrência e informado que a menina só sairia o IML depois da história esclarecida... A certeza de que eram dois bebês se mostra em todo o pré-natal. Agora é ver se as autoridades vão fazer algo... Mesmo assim foram passados os telefones das emissoras de TV para que o pai denunciasse o caso.

Aqui o roubo de criança é recorrente, todos ficamos temendo por isso. E eu acredito que o “azar” neste caso do pai ser tão pobre que precisou da intervenção de uma Assistente Social, não foi direto enterrar o seu bebê via Central de Óbito.

Orientei que se devia ir na maternidade pedir o Prontuário de Atendimento da mãe e do(s) bebê(s). 

Nesta sexta-feira teremos novidades porque, por conta disso, a Áurea vai novamente até à cidade para acompanhar o caso...Até agora esse foi o ponto triste da vigem...

27 de dez de 2012

Terceiro, quarto e quinto dias...

Terceiro e quarto dia:

Tomando uma pinga na cabacinha!
No dia 24 ficamos aproveitando o maravilhoso Condomínio do Lago, em Goiânia, e à noite vivenciamos um Natal típico de família mineira, onde as pessoas ainda levam o verdadeiro espírito natalino com a família reunida em torno da mesa, mas não antes de orar e agradecer a Deus. Fomos tão bem acolhidos que nos sentimos da família.

No dia de Natal fomos à missa logo cedo para depois aproveitar o Condomínio do Lago fazendo um rally de Land Rover. Muito legal! À tarde passamos inteirinha cantando a boa música sertaneja e MPB. Eita terra pra ter violeiro! Três no revezamento foi cantoria pra mais de seis horas! No final eu fui obrigada a cantar junto “Quando eu quero mais eu vou pra Goiás” hahah

Quinto dia – ida pra Brasília:

Dia 26, logo de manhã fomos para a cidade de Trindade para conhecer o Santuário do Divino Espírito Santo. A cidade vive em função da ICAR, há imagens por toda a cidade. Ali sim se pode falar de “turismo religioso”. Mas deixa quieto, não gostei, me fez mal ver aquele monte de imagem de um Jesus sofredor. O “magrão” era um cara show, é assim que eu gosto de tê-lo em meu coração.

À tarde rumamos para Brasília – coisa de uns 200 km – tirando a chuva que cai de monte de repente , nos fazendo parar para vestir a roupa de chuva, a viagem foi muito boa. Chegamos em tempo de jantar com a família “Branco Petito” dormir como uma pedra e acordar ao som de passarinhos na Assa Norte. Árvores cercam os prédios, e muitas delas frutíferas!

24 de dez de 2012

Segundo dia de viagem - Ourinhos > Goiânia

Dormimos - se é que se pode dizer que dormimos, porque a noite foi um martírio com o ventilador de teto mais parecendo um cavalo trotando no asfalto – e Ourinhos (SP) e pegamos a estrada rumo à Goiânia lá pelas 7:00hs. 

O dia estava lindo! Um sol maravilhosa!. Eu só olhando nossa sombra à esquerda... Falando em sombra, foi justamente ela que denunciou que, em Marília (SP) o Branco pegou uma rodovia errada: não era para ela estar à nossa frente. 

Essas horas é muito bom ter sido escoteira, esse negócio de se basear no sol é muito interessante. Em poucos minutos voltamos para a BR 153 e a sombra voltou para o seu devido lugar hehe 

 Almoçamos na divisa de São Paulo com Minas Gerais, à beira da Represa de Furnas, num restaurante muito bom e não muito caro. Valeu a pena a parada nesta cidade de Fronteira (MG), ainda mais com um sol que não dava coragem de colocar jaqueta, mas que também na dava pra encarar “no pelo”... Paramos por duas horas num motel de beira de estrada, tomamos um merecido banho e “morremos” por cerca de uma hora. 

Estava exausta e a bunda dando sinais que a viagem estava sendo longa. Uma pausa para a circulação sanguínea, por favor! Sentada a cerca de mil quilômetros fui tratando de descobrir mile uma posições para acomodar a minha bunda ao banco. Digamos que quase editei uma espécie de Kama Sutra. Devia ter batido fotos dos jeito e trejeitos que fiz naquela garupa hahahaah 

Nessa altura da viagem já senti a secura do clima: cada parada era uma garrafinha d'água que entornava. Ao mesmo tempo que me aliviava ficava com dor na consciência de estar produzindo tanto lixo em tão pouco tempo. Mas não dava para arriscar de tomar outra água que não a engarrafada... 

Esse povo já percebeu que água vende e daí os mais gananciosos não perdem a oportunidade de cobrar R$ 3,99 um meio litro de água. Com sede a gente paga. E quem não tem pra pagar? Em Minas os preços voltaram a um patamar decente, São Paulo é sempre assim: uma exploração nas paradas de beira de estrada. 

Aliás! Tive a certeza de estar dentro de Minas Gerais na hora em que paramos uma cidade chamada Prata e encontre picolé de queijo hahah Mineiro não inventa mais nada! Não provei, mas a foto vai pro álbum :)

Entrando em Goiás o amigo de Goiânia nos liga dizendo que iria nos esperar na entrada da cidade não importando a hora que chegássemos [Ai minha bunda! Estava pensando em dormir na estrada...]. Tocamos reto. 

No caminho, em Morrinhos (GO) paramos para ajudar uma motociclista que estava com a pneu furado, fizemos o que pudemos, mas um parente já estava vindo ao encontro dele. Solidariedade é assim, a gente tem que passar adiante. Ontem alguém parou para nos ajudar, agora era a nossa vez, 

Faltando uns 170 km para chegarmos em Goiânia minha perna esquerda começou a formigar e dar uma sensação de queimação. [eu até tinha tentado colocar os pés do pedal do meio para mudar um pouco de posição, mas as pernas curtinhas só fizeram eu quase derreter o tênis inteiro no escapamento]. 

Aí que eu lembrei que em 2003 havia feito uma cirurgia onde foram retiradas várias veias importantes das pernas e que na esquerda a coisa tinha sido mais séria a ponto do médico me alertar sobre não ficar muito tempo na mesma posição. Daí bateu o pânico, e eu chorei, um pouco pela dor e outro tanto com medo que desse uma meleca Sei lá, se ouve falar de gente que morre do nada por uma trombose... 

A viagem era pra ser boa e não um sofrimento. Achamos um posto e eu pude descer e caminhar um pouco. Ufa! Que alívio! Estava pronta pra encarar os últimos 30 km. 

Chegamos em Goiânia exatamente às 22:00hs, depois de 1.000 milhas - não sei quanto isso dá em km - percorridas desde Herval d'Oeste. Nosso Natal será com os amigos Paulinho e Nina que fizeram questão de preparar um arroz com feijão de corda [e manteiga de garrafa!]. O papo foi até 2:30hs. Mais do que na hora de irmos dormir...

Quilometragem percorrida:781 km
Gasto com gasolina: R$ 117,50
Gasto com pedágio: R$ 6,60

23 de dez de 2012

Primeiro dia na estrada e de moto:


Hoje foi nosso primeiro dia de viagem e tirei duas lições:
  1. Nunca deixe de levar um mapa de papel, a internet não é onipresente e quando mais precisamos dela é aí que ela falta!
  2. Sempre que alguém no grupo souber um pouco mais que os outros, ouça! Melhor não correr riscos.
Saímos 7:30hs de Herval d'Oeste, já em Água Doce Pegamos neblina, chuva e frio. O jeito foi parar em Horizonte e se paramentar com tudo o que tínhamos direito para tentar nos proteger.

No Paraná, o Branco – que ficou responsável pela organização do itinerário – não atentou para o detalhe que há inúmeras cidadezinhas entre uma cidade maior e outra. E na hora que nos vimos perdidos, se negou a ouvir o que eu disse “Tibagi é mais cidade, vamos por ali”.

Optou por seguir sentido Ventania e era fazenda arás de fazenda. Resultado: ficamos sem combustível na estrada. Tudo bem, pedi carona e fui até a cidadezinha de Ventania – 2,5km adiante – e trouxe gasolina em uma garrafa de Fanta.

Nunca confie na tecnologia! Há lugares que nem TIM, nem Vivo e nem Claro funcionam. Foi pela falta de GPS nos perdemos. Em Santo Antônio da Platina compramos e bom e velho mapa de papel, que nunca tem deixado a humanidade na mão desde os primórdios da história. Agora vai.

Estamos em Ourinhos (SP), amanhã pegamos a estrada logo cedo. À noite posto nosso segundo dia de viagem. Agora vamos sair para tomar uma cerveja que nós merecemos ;)

Ah! Na pressa, no cansaço [e no "pãodurismo" do Branco hahahaha] pegamos um hotelzinho bem simples. Vamos ver. Prevejo uma longa noite pela frente...

Boa noite!

PS – entre Herval d'Oeste e Ourinhos gastamos R$ 14,40 em pedágio e cerca de R$ 105,00 de gasolina [700km – a 20 km/lt – a R$ 3,00 o litro].

21 de dez de 2012

Alforje e mochila prontos! O que vou levar na viagem, meninas...


Lembram que eu estava na bronca por não ter encontrado dicas do quê levar numa viagem de moto? Então... Eu me virei e fiz a minha seleção sozinha!

Saio amanhã cedo, destino certo é: Poços de Caldas (MG), Goiânia (GO) e Brasília (DF). A volta ainda não decidimos, talvez paremos em São Paulo (SP) e Curitiba (PR), mas ainda não está fechado. Devemos ficar na estrada uns dez dias no máximo.

O que separei (contando inclusive a roupa que sairei de casa):

- 01 mochila;
- 1/2 alforje;
- 01 capacete;
- 01 jaqueta;
- 01 par de tênis;
- 01 sapatilha;
- 01 chinelo;
- 01 pijama;
- 01 moletom fino;
- 01 capa de chuva;
- 01 calça de chuva;
- 02 calças jeans;
- 07 camisetas fininhas;
- 02 regatas;
- 03 calças bem molinhas;
- 04 pares de meias;
- 03 sutiãs;
- 07 calcinhas;
- 01 netbook;
- 01 máquina fotográfica;
- 01 modem (internet móvel);
- protetores solar para rosto, lábios e corpo;
- 01 creme pós sol;
- 01 rolo de papel higiênico;
- 01 toalha de banho;
- remédios de uso contínuo e outros para eventualidades (dor de cabeça, estômago);
- 01 nécessaire média com o que eu uso na minha toilette;
- dinheiro vivo, dois cartões de crédito/débito e a carteira da OAB.

Lembrando que eu vou na garupa e que a moto que vamos viajar me deixa numa situação bem confortável com relação ao vento frontal. Isso me permite usar calças fininhas e sapatos leves. Caso você não tenha essa condição, leve mais um jeans e menos calças finas (há quem leve bermuda, mas como eu me queimo muito fácil essa peça está fora de cogitação - os joelhos não podem sofrer queimaduras senão a viagem se torna um suplício).

Não levei biquíni  não entro em piscina - acho que é "sopa de gente" - mas se precisar - caso surja um rio ou uma cachoeira - compro na viagem. 

Agora eu vou fechar as "malas". Na volta digo no que acertei e no que errei :) 

19 de dez de 2012

Lei do Circo foi PROMULGADA pela Câmara de Vereadores de Joaçaba!

AGORA É LEI E PONTO FINAL!

O presidente da Câmara de Vereadores de Joaçaba, Vereador André Dalsenter, acaba de promulgar a lei que proíbe o uso de animais em espetáculos circenses na cidade de Joaçaba/SC!!

Está estranhando o fato do ato ter vindo da Câmara e não via sanção do Prefeito Rafael Laske, que  tinha prazo de 48 horas para fazê-lo?? Pois é!! Não fez!!! Isso que eu chamo de afronta a uma audiência pública e um desrespeito com a decisão da Casa Legistativa!!! Não pode haver coisa mais sem sentido... tsc tsc tsc

Mas tudo bem, ele nem merecia ter o nome no rodapé de uma lei tão bacana e que ele lutou tanto para que ela nunca existisse... O nome de um vereador serve de homenagem àquela Casa Legislativa que sempre pautou seus trabalhos na vontade popular e que não cedeu a pressões de pessoas ligadas aos circos que, por falta de competência, escravizam animais...

Assim que a lei for publicada - LEI COMPLEMENTAR 226/2012 - posto aqui para que fique o registro e o eterno agradecimento aos vereadores: Ademir Zanchetta, Sueli Ferronato, André Dalsenter, Fabiano Piovesan, José Junqueira, Chico Lopes e Elói Hoffelder.

18 de dez de 2012

Mulheres, motos e o machismo "nosso" de cada dia.

Não, a postagem não diz respeito à mulher pilotando moto. Esse assunto já está ultrapassado. Muitas de nós já fazem isso, e não raras as vezes melhor do que os homens. Essa discussão já está superada. Ter um pênis não melhora e nem piora no desempenho na hora de pilotar, só é mais desconfortável na hora de se sentar na moto após algum tempo de exposição ao sol: vocês, companheiros pilotos, têm "ovos fritos" hehehe

Minha bronca do dia é ver o quanto são machistas os homens que escrevem em blogs sobre motociclismo! Mulher, pra eles, não passa de uma companhia que já sai de casa incomodando, seja pela quantidade de coisa que quer levar nos alforjes, seja pelas frescuras durante a viagem.

Das duas uma: ou nunca viajaram com uma mulher de verdade ou não ouviram o que as mulheres têm pra dizer. Deduzem por si e escrevem asneiras.

Estou procurando dicas do que não pode faltar em uma viagem longa [apesar de que 4,5 ou 5 mil km não se pode chamar de uma viagem longa]. Detalhe: "o que não pode faltar", que significa que estou preocupada em levar coisa de menos! 

Vejo postagens onde os "experts" alertam os pilotos [homens, sempre, por quê?] que as mulheres precisam ser convencidas de não levar o guarda-roupas inteiro na viagem, de não levar a chapinha, o secador ultra-mega que faz tudo, o estojo de maquiagem com 50 tons de cinza [risos]...

Cadê uma postagem inteligente dizendo simplesmente o que devemos levar? Pra quê o deboche? 

Estou organizando meu lado do alforje e minha mochila. Cada um terá o mesmo espaço. Depois da viajem, na volta postarei o que levei. No que acertei e no que errei. Assim, quem sabe, eu possa ser útil às minhas amigas que amam pegar a estrada e que estão anos-luz deste esteriótipo ridículo dos blogs masculinos.

...e olha que eu vou passar o Natal e bem que deveria levar aquele "longo"... hahahaha

PS- vocês não imaginam a dificuldade que tive para encontrar uma imagem bacana! Digitem "mulher de moto" no Google e vejam do que estou falando... #Sexismo

13 de dez de 2012

DERRUBADO O VETO DO PREFEITO!! JOAÇABA É MAIS UMA CIDADE QUE BANIU ANIMAIS EM CIRCOS!!!

Genteeeeeeeeeee!!
Hoje tem festa na florestaaaa!!!

Acabei de chegar em casa, não ia conseguir dormir sem compartilhar com vocês a minha alegria!!!

Joaçaba entrou na lista de cidades que baniu os animais em circos!!!

Precisávamos de seis votos para derrubar o veto! Tivemos sete!!!!

Votaram pelos animais: Ademir Zanchetta, Fabiano Piovesan, Chico Lopes, André Dalsenter, Sueli Ferronato, José Junqueira e Elói Hoffelder.
Abstenção: Mário Wolfart
Ausência: Luiz Vastres

Fabiano fez um arrazoado que moeu os argumentos do veto. Sueli leu um e-mail que amanhã compartilho neste espaço. André falou sobre a espiritualidade dos animais [estava me segurando, daí não aguentei e caí no choro...].

Agora deixo aqui o meu muito obrigada a cada um que contribuiu nessa luta, em especial a aqueles que saíram de suas casas no dia da audiência pública e hoje. E um muito obrigada de todo o coração ao Maurício Varallo que com seu "Olhar Animal" conseguiu fazer chegar às caixas postais dos vereadores milhares de manifestações a favor da libertação animal...

Hoje meu coração adormece um pouco mais leve, mas com a consciência que isso é só um grãozinho de areia, que há um longo caminho pela frente...

E uma homenagem ao Irmão Teodorico que se fez representar pelo seu filho Micael... Em espírito ele sempre está conosco, nos apoiando nessa luta que um dia foi dele...


Texto lido pela vereadora Sueli Ferronato:


Senhores vereadores, senhora vereadora!

Não expressamos neste texto nenhum desejo de pressionar nem tampouco de exigir, mas apenas de lembrar a você, que um dia precisou do nosso voto para tornar-se representante em exercício da nossa vontade e do nosso direito; a você que não hesitou em subir ao nível mais alto dos palanques para clamar e pedir calorosamente por ajuda, a você que soube “in loco” descer ao ponto mais rasteiro da necessidade humana e sentir de perto as diferenças: apertar a mão do pobre, acarinhar a criança abraçar o idoso, a você que tem hoje a autoridade de parlamentar e a obrigação não apenas de rascunhar projetos e prometer efetivá-los, mas de agir por um mundo onde TODOS os seus habitantes (homens, ANIMAIS e natureza) sejam respeitados no seu direito à vida e à sobrevivência digna, sem os quais o planeta em que vivemos estará condenado ao desequilíbrio e à extinção.

A você que pode tentar imaginar-se na situação de animais, que passam a maior parte de sua vida sendo explorados por pessoas que priorizam o lucro financeiro, bichos que são expurgados do seu habitat natural e conduzidos precariamente por estradas intermináveis de pó e sol escaldante, açoitados, condicionados a uma existência sofrida à obediência exercida ao som de gritos e chibatas.

A você Vereador e vereadora de Joaçaba (Santa Catarina), que pode acabar com o veto do Prefeito de Joaçaba, Rafael Laske, ao Projeto de Lei 007/2007 que proíbe a EXPLORAÇÃO E USO DE ANIMAIS EM ESPETÁCULO CIRCENSE, elaborado e APROVADO pela Câmara Municipal, atendendo uma decisão de uma audiência pública que é soberana.

Segundo o Prefeito Rafael Laske a exploração dos animais por parte dos donos de circo DEVE CONTINUAR alegando ser inconstitucional, parece que as leis para Joaçaba são diferentes, pois é verdade que centenas de municípios e alguns estados essa lei foi aprovada, e está sendo respeitada, como é o caso de Curitiba.

Você, Vereador(a), pode intervir em socorro ao nosso clamor, salvando, com o poder parlamentar que possui, a vida de centenas de animais que não têm como falar o que sentem.

Mesmo que nunca mais possam sentir a liberdade de correrem livres em seus prados, de dividirem as árvores e florestas com os seus semelhantes, de hibernarem seus corpos agradecidos sob o frio das geleiras, agradeceriam com o sacrifício de suas vidas hoje, pela segurança dos seus filhotes amanhã, e certamente lhes diriam “obrigado” em todos os dialetos que a natureza permite mesmo que não possam entendê-los.

Nós, que amamos os animais e lutamos pelo exercício dos seus DIREITOS, acreditamos que nem tudo está perdido, que é possível juntos nos tornamos uma grande nação, onde todos seres vivos possam permanecer em seu próprio habitat.

Senhores vereadores, em nome da população de Joaçaba,  solicito que derrubem esse veto, caso contrário estaremos comprometendo as futuras audiências públicas de nosso município ...

Vamos acatar a decisão, a vontade popular dos mais de 95% da audiência pública que votaram em favor dos animais...

12 de dez de 2012

Vereadores votam, neste dia 13, a derrubada do veto da Lei do Circo na cidade de Joaçaba/SC


Nesta quinta-feira, 13 de dezembro, os vereadores de Joaçaba/SC votarão a derrubada do veto do Prefeito Rafael Laske à lei que proíbe o uso de animais em espetáculos circenses naquele município - PL 007/2012.

Houve audiência pública onde foram 58 votos a favor da proibição e dois contra, mas mesmo assim a vontade popular não foi respeitada, agora cabe aos vereadores provarem que tanto eles quanto o prefeito são meros representantes do povo e, por consequência, devem  observar o que foi decidido pela maioria.

São quatro os vereadores proponentes da matéria: Sueli Ferronato, Ademir Zanchetta, André Dalsenter e Fabiano Piovesan. Na primeira votação contaram com os votos dos vereadores Elói Hoffelder e Chico Lopes. Houve duas abstenções  Luiz Vastres e Mário Wolfart. Uma ausência: José Junqueira.

É preciso seis votos para conseguirmos derrubar o veto. tivemos seis na primeira votação, mas estranhamente o vereador Chico Lopes informou que votaria com o prefeito caso ele vetasse [decisão política sobrepondo o bom senso?]. Vamos ver. Ainda acredito que ele deva usar da sensatez... O vereador José Junqueira não se fez presente na oportunidade, espero que esteja lá para reiterar seu voto de 2008 a favor dos animais.

Amanhã todo o Brasil poderá acompanhar a votação pelo link ao vivo: TV CÂMARA

Aos moradores de Joaçaba e região fica o pedido que compareçam amanhã, 13.12.12, às 19:00hs, na Câmara de Vereadores que fica ao lado do prédio da Prefeitura de Joaçaba. A presença dos protetores é muito importante!

8 de dez de 2012

Reflexões sobre a ida de um amigo à Índia, ou A INVEJA É UMA MERDA!

Nesta sexta-feira,7 de dezembro, o amigo Sílvio Duarte teve a oportunidade de mostrar aos interessados como foram seus cem dias de pedalada em torno da Índia. O mais incrível daquela viagem é que ela foi focada em ver um país que a Rede Globo não mostrou naquela novela pra lá de maquiada. Ele conheceu e registrou - para compartilhar - a Índia dos dalits, ou párias, aqueles que são a poeira sob os pés de Brahma...

Uns dias antes já tinha me sentado para ouvir suas histórias, mas ouvir não bastava. Precisa ver! Era muita informação, era muita coisa inacreditável para ser verdade (uma péssima verdade, diga-se de passagem). Era certo que uma hora sentaríamos para ver o material trazido, para tentar assimilar um mínimo que fosse daquela vivência tão enriquecedora.

O dia chegou com o esforço do outro amigo Omar Dimbarre que conseguiu a cedência do clube Hervalense e o empréstimo do material - data-show e telão - do companheiro de Cultura, Vilmar Sartori. Todos convidados via redes sociais e sites de notícias. Presentes uns 17 gatos pingados. Mas ansiosos e atentos!

Vimos fotos e filmes de uma Índia bem mais complexa do que imaginávamos. Eu mesma sabia da pobreza e da beleza - contraste surreal, quase dantesco - mas nunca imaginaria nada nem perto do que me foi apresentado ontem... Saí de lá contemplativa, e entendendo melhor o sofrimento de Ghandi...

Creio que o amigo Sílvio ainda fará outras apresentações, que levará o vídeo da "UTI" neonatal [aquela imagem daquele bebê naquela "incubadora" imunda nunca mais saíra da minha cabeça], que se disporá a falar de um mundo que parece mais outro mundo. Se você ainda não foi por falta de oportunidade, aproveite!

E por que o "a inveja é uma merda" no título, Bete?

Porque sinto que ela se abateu sobre grande parte das pessoas daqui. Algumas fazem questão de fazer de conta que não temos entre nós alguém que fez algo inusitado, que foi um e voltou outro e que este outro precisa mostrar o que viu e o que fez ele mudar. Talvez assim, mesmo que de forma transversa, algum de nós mude também.

Mas não! Se fosse alguém de fora, cobrando ingresso era garantia de casa cheia, de entrevistas em jornais. Pauta para os jornalistas sem pauta da nossa região que vivem rezando para a "Nossa Senhora da Pautinha". Mas dar moral para um igual, uma pessoa que cruza conosco na rua, um que bem que poderia ser eu? Nem pensar!  Melhor fazer de conta que ele nem existe. Ignorar solenemente. 

Mais uma vez reitero minha opinião de que aqui impera um pensamento pequeno, mesquinho, voltado ao umbigo de cada um. O "eu" sempre na frente. Isso sem falar dos que fingiram ser amigos e mentiram que colaborariam com a viagem. Ninguém era obrigado a dar uma força ao Sílvio, mas quem disse que faria e não o fez é pior do que aquele que, por dor de cotovelo, finge que não vê. Esses que "furaram", que "deram o calote" são tudo um bando de canalhas [expressão minha, uma pessoa tão maravilhosa quanto nosso amigo viajante nunca a usaria].

Desculpa, Sílvio, nem pedi autorização para escrever isso, mas tive um sono conturbado esta noite. Perdi algum tempo pensando em como o ser humano precisa se melhorar... E esses aí de cima estão perdendo a oportunidade que a vida oferece... E obrigada, amigo, por ter me propiciado esses momentos em que pude ver quão maravilhosa é minha vida e o quanto ainda tenho que aprender e fazer!

7 de dez de 2012

Livros são produzidos com certificação e uso de plástico


Recebi por e-mail: 

Produção de livros certificados vem crescendo de 20% a 30% ao ano. Papel sintético leva na composição 75% de embalagens descartadas.

Já não se fazem mais livros como antigamente. Aliás, já não se faz mais papel como antigamente. Está cheio de novidades um mercado competitivo e cada vez mais criativo na busca por soluções sustentáveis.

O primeiro livro certificado ambientalmente do Brasil é de um autor português, e não é de um português qualquer. Único prêmio Nobel de literatura em língua portuguesa, José Saramago fez história há sete anos quando lançou no Brasil o livro “Intermitências da Morte”. Exigiu que toda a cadeia de produção, da floresta de eucalipto à gráfica, fosse ambientalmente correta e tivesse selo verde.

“Foi um lançamento mundial em papel amigo da natureza. Ele disse que outros países estavam fazendo e que ele queria muito que a gente fizesse também. Então eu fiquei assim, ‘o que é um papel amigo da natureza?’”, afirma Elisa Braga, diretora de produção da Companhia das Letras. Depois do susto, a editora resolveu adotar a certificação como norma. “Hoje são 600 títulos certificados e por volta de 200 mil exemplares certificados”, diz Elisa.

A primeira gráfica certificada da América do Sul fica em Santo André, na Grande São Paulo. Já saíram de lá 5 milhões de livros feitos de matéria-prima certificada, o que equivale a 3,2 milhões de árvores que foram retiradas de florestas onde há plano de manejo. Para cada árvore retirada, uma outra é plantada.

Segundo a empresa, a produção de livros certificados vem crescendo de 20% a 30% ao ano. Em 2010, um decreto presidencial determinou que compras públicas de livros didáticos com tiragem acima de 200 mil unidades deveriam ser impressas em papel certificado.

“Nós entendemos que foi uma exigência do mercado. Nossos clientes começaram a exigir que um produto seja certificado. Esse consumidor final, se pegar um livro atrás dele, tiver um selo certificado, sabe de onde vem, quem produziu, quais são os papéis, a empresa que fornece matéria-prima, o papel, e essa empresa consegue saber de que árvore, pode chegar até de que arvore, que plantação esse papel foi extraído”, afirma Marcelo Gonçalves, gerente de produção.

E se o livro não for de papel de verdade? O que parece um livro convencional é feito de plástico. “É um papel feito a partir de prolipropileno, com aspecto semelhante ao papel couchet e com a grande vantagem de ter mais durabilidade, ser muito resistente, não rasgar, poder ser molhado sem nenhum problema”, diz Aldo Mortara, gerente de pesquisa e desenvolvimento da Vitapel.

Em uma fábrica em Sorocaba, interior de São Paulo, os plásticos recolhidos nas cooperativas são triturados antes de se transformar em livros.

O papel sintético leva na composição 75% de embalagens plásticas descartadas como lixo. Para cada tonelada produzida desse papel, são 750 quilos de plásticos a menos nos aterros. Na comparação com o papel convencional, o papel sintético consome 20% a menos de tinta e pesa menos.

Transformar lixo em cultura é outro trunfo dessa tecnologia. Já não se fazem mais livros como antigamente. Melhor assim.

* André Trigueiro é jornalista com pós-graduação em Gestão Ambiental pela Coppe-UFRJ onde hoje leciona.

3 de dez de 2012

Lei do Circo: porque tem gente lutando tanto contra ela

Ativistas que defendem os animais lutam pela libertação deles dos picadeiros, arenas de rodeios e outros espaços de holocausto. Por amor. O que ganham com isso? A certeza de que estão lutando por um mundo melhor.

Do outro lado. Por que lutam pela permanência de animais escravos? Simples: direta ou indiretamente possuem algum interesse. Via de regra, financeiro... 

Em Joaçaba não é diferente, quem luta contra a lei tem estreita ligação com quem lucra mantendo animais nos picadeiros. 

Agora que obtive a autorização para não ir de encontro a nenhuma lei e ser processada depois [última tela], seguem os prints que tenho guardado desde 2008, tempo da primeira batalha [perdida pelos Humanos - com letra maiúscula - e não Humanos...]:











O Éber Marcelo Bundchen alegou que teve um comentário censurado. Como não localizei nada na caixa onde ficam aguardando aprovação, dei-lhe o direito de se manifestar via um grupo do Facebook e me comprometi de trazer para cá, como segue: (não consigo aumentar a fonte)

"Mais uma vez venho de público em dizer, que conheci a realidade dos Circos, indo fiscalizar denúncias de maus tratos. Lá chegando, verifiquei que eram mentirosas as denúncias, e acabei fazendo boas amizades, com todos os circos que eu encontrava. Até hoje faço isto, vou, verifico, analiso e tomo algumas atitudes se precisar. Com isto, conheci vários artistas incríveis, inclusive de renome internacional, conforme podem ver nas fotos de meus álbuns. Casei, e meus filhos nasceram e cresceram indo no Circo, vendo apresentações e presenciando o amor das pessoas e dos animais. Eles adoram participar. A arte é algo contagiante, o amor aos animais também. Ao contrário de muitos, que querem talvez 'lucrar' em retirar os bichos do lugar onde nasceram, para colocá-los em Zoo´s ou 'santuários', cobrando para visitação, e depois para deixarem eles morrer de tristeza, fome e sim, maus tratos, eu gosto de estar com os animais, conhecê-los melhor, conviver bem com eles. Deixo claro, que não sou dono de circo, nunca tive qualquer interesse financeiro, e pelo contrário, já gastei muito dinheiro em remédios, tratamento, documentação, etc., para que os animais ficassem bem. Ao contrário dos animais que são sacrificados em frigoríficos, e nas mãos de adolescentes e adultos irresponsáveis, os animais de Circo morrem velhinhos, amados e amparados como membros da familia circense. Pensem com este ponto de vista, e irão entender melhor a situação. Não é tirando eles de onde são felizes, levando-os a morte sozinhos, abandonados (como no caso de Salete), que iremos resolver. Os animais exóticos em Circo, realmente irão acabar, mas isto com planejamento e cuidados, não com proibições ou retaliações. Assim, se alguém tiver alguma dúvida, é só me questionar in box, pois há um desgaste público muito grande com mentiras, falsos comentários, e idéias erradas a respeito deste assunto e de minha pessoa."