24 de dez de 2012

Segundo dia de viagem - Ourinhos > Goiânia

Dormimos - se é que se pode dizer que dormimos, porque a noite foi um martírio com o ventilador de teto mais parecendo um cavalo trotando no asfalto – e Ourinhos (SP) e pegamos a estrada rumo à Goiânia lá pelas 7:00hs. 

O dia estava lindo! Um sol maravilhosa!. Eu só olhando nossa sombra à esquerda... Falando em sombra, foi justamente ela que denunciou que, em Marília (SP) o Branco pegou uma rodovia errada: não era para ela estar à nossa frente. 

Essas horas é muito bom ter sido escoteira, esse negócio de se basear no sol é muito interessante. Em poucos minutos voltamos para a BR 153 e a sombra voltou para o seu devido lugar hehe 

 Almoçamos na divisa de São Paulo com Minas Gerais, à beira da Represa de Furnas, num restaurante muito bom e não muito caro. Valeu a pena a parada nesta cidade de Fronteira (MG), ainda mais com um sol que não dava coragem de colocar jaqueta, mas que também na dava pra encarar “no pelo”... Paramos por duas horas num motel de beira de estrada, tomamos um merecido banho e “morremos” por cerca de uma hora. 

Estava exausta e a bunda dando sinais que a viagem estava sendo longa. Uma pausa para a circulação sanguínea, por favor! Sentada a cerca de mil quilômetros fui tratando de descobrir mile uma posições para acomodar a minha bunda ao banco. Digamos que quase editei uma espécie de Kama Sutra. Devia ter batido fotos dos jeito e trejeitos que fiz naquela garupa hahahaah 

Nessa altura da viagem já senti a secura do clima: cada parada era uma garrafinha d'água que entornava. Ao mesmo tempo que me aliviava ficava com dor na consciência de estar produzindo tanto lixo em tão pouco tempo. Mas não dava para arriscar de tomar outra água que não a engarrafada... 

Esse povo já percebeu que água vende e daí os mais gananciosos não perdem a oportunidade de cobrar R$ 3,99 um meio litro de água. Com sede a gente paga. E quem não tem pra pagar? Em Minas os preços voltaram a um patamar decente, São Paulo é sempre assim: uma exploração nas paradas de beira de estrada. 

Aliás! Tive a certeza de estar dentro de Minas Gerais na hora em que paramos uma cidade chamada Prata e encontre picolé de queijo hahah Mineiro não inventa mais nada! Não provei, mas a foto vai pro álbum :)

Entrando em Goiás o amigo de Goiânia nos liga dizendo que iria nos esperar na entrada da cidade não importando a hora que chegássemos [Ai minha bunda! Estava pensando em dormir na estrada...]. Tocamos reto. 

No caminho, em Morrinhos (GO) paramos para ajudar uma motociclista que estava com a pneu furado, fizemos o que pudemos, mas um parente já estava vindo ao encontro dele. Solidariedade é assim, a gente tem que passar adiante. Ontem alguém parou para nos ajudar, agora era a nossa vez, 

Faltando uns 170 km para chegarmos em Goiânia minha perna esquerda começou a formigar e dar uma sensação de queimação. [eu até tinha tentado colocar os pés do pedal do meio para mudar um pouco de posição, mas as pernas curtinhas só fizeram eu quase derreter o tênis inteiro no escapamento]. 

Aí que eu lembrei que em 2003 havia feito uma cirurgia onde foram retiradas várias veias importantes das pernas e que na esquerda a coisa tinha sido mais séria a ponto do médico me alertar sobre não ficar muito tempo na mesma posição. Daí bateu o pânico, e eu chorei, um pouco pela dor e outro tanto com medo que desse uma meleca Sei lá, se ouve falar de gente que morre do nada por uma trombose... 

A viagem era pra ser boa e não um sofrimento. Achamos um posto e eu pude descer e caminhar um pouco. Ufa! Que alívio! Estava pronta pra encarar os últimos 30 km. 

Chegamos em Goiânia exatamente às 22:00hs, depois de 1.000 milhas - não sei quanto isso dá em km - percorridas desde Herval d'Oeste. Nosso Natal será com os amigos Paulinho e Nina que fizeram questão de preparar um arroz com feijão de corda [e manteiga de garrafa!]. O papo foi até 2:30hs. Mais do que na hora de irmos dormir...

Quilometragem percorrida:781 km
Gasto com gasolina: R$ 117,50
Gasto com pedágio: R$ 6,60

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