29 de dez de 2012

Sétimo dia – Vila de São Jorge, Chapada dos Veadeiros

Saímos de Brasília com a intenção de ir direto para a cidade de Alto Paraíso, mas daí eu lembrei de ter ouvido falar muito bem de uma aldeia chamada Vila São Jorge. 37 km sendo 15 de estrada de chão. Chegamos na cara e na coragem, havia quem apostasse que não encontraríamos vaga em pousada. Só achamos porque vamos sair sábado de manhã, senão era voltar sei lá pra onde. O preço pelo serviço oferecido é alto, mas é a época em que mais lota, vindo gente do mundo todo. R$ 120,00 por um quarto super simples e sem café da manhã. Mas limpinho e fresco.

Estou teclando deste lugar que parece ter uma energia toda especial, é a entrada da Chapada dos Veadeiros – onde as mais lindas cascatas estão ali, praticamente inacessível para os sedentários hahahah Não demos conta, só se percorre a pé a são km de trilha... Mas valeu termos ido até cerca de dois terços, e com as trovoadas eu nem pensava em prosseguir. Encontramos uma espécia de altar onde as pessoas se encontram para meditar ao pôr do sol. Pegamos o lugar vazio, amamos A fotinho está ai, outras de melhores ângulos posto depois.

Na volta fiz umas comprinhas [tudo pequeno pra caber no meu alforje}, sentamos pra tomar uma cervejinha e encontramos um casal de Florianópolis cuja a mulher vende eucaliptos que são plantado em Erval Velho!Eita mundo pequeno esse!!

Logo depois bati umas fotos da casa de um artista que bota o povo da “Joaçaba Mil Grau” no chinelo – esse me Joaçaba seria queimado em praça pública tendo em vista a proximidade com que pinta a imagem de Jesus a de demônios. Fotos depois [internet Vivo – vai pro saco minha cota do mês se tentar postar as dezenas de fotos que já fiz]. Mas deixe estar, esta em especial faço questão de postar hehehe [não me prende, dotô delegadoooo]

Depois vi um cãozinho com berne e lógico que tratei de encotrar Ivermectina e tratar dele... Um fofo!! Um restaurante me deu o pedaço de carne e lá foi o guloso comendo o remédio! Espero amanhã poder encotrá-lo pra ver se deu certo...

A vida noturna da aldeia é um fervo,como disse, está lotanda de gente do mundo todo [inclusive uns malucos que venderam tudo o que tinham e vieram morar aqui por conta do fim do mundo – ok, eu avisei que o mundo continua lá hehehe]. Há opções para todos os gostos e bolsos, e isso vale para hospedagem – pousadas ou campings – ou alimentação, botecão ou restaurantes com serviço pra deixar de queixo caído muito lugar metido à besta por aí.

Nos demos ao direto de ir ao melhor restaurante – Santo Cerrado – onde tem até camarão que deve chegar de nave espacial, só pode! hahah Muito bom, com música ao vivo – a boa MPB (aqui é área isenta de sertanejo). Uma entrada, uma salada, risoto e uma cerveja: R$ 98,00. Fora sairia mais caro, mas aqui a coisa é meio barata em geral.

Como é uma vila há mercadinhos e um posto de remédio [não se chama farmácia porque nem de longe é]. Se a grana é curta você pode fazer sua comida – isso o pessoal dos campings fazem muito. Como eu fiz a besteira de reservar pouco xampu e creme para o cabelos, lá fui eu comprar o que tinha à disposição. Não me assustei com os preços, incrivelmente são mais baixos do que em Joaçaba!

Percebi também que não há estresse de você andar com equipamentos caros à vista, quem mora aqui é do bem e quem vem em busca deste tipo de ambiente também não é do tipo de pessoa que preza pelo mal. Muito pelo contrário: o clima é de amizade, todo mundo se falando, se cumprimentando, se ajudando. Muito legal, mesmo. O povo é tão zen que não lembro de ter visto tanto “bicho grilo” fora da tela do filme Hair hahahaha Todo mundo numa boa sem ninguém enchendo o saco de ninguém pra nada. Não vi gente fumando cigarro comum por aqui. Tudo “natureba”, o que tem é o outro ;-)

PS – sobre a viagem em si, o que está pegando é lavar a roupa. Em Goiânia usamos a estrutura da casa, hoje tem calcinha, meia e camiseta em todo lugar, esperando a vez em frente ao ventilador. Mas está divertido. Eu estou conseguindo organizar o alforje a a mochila bem do jeitinho que saí de Herval d'Oeste, o Branco está achando que a bagagem dele está crescendo igual pão de forma: cada dia pior pra guardar hahahah

PS 2 – quando tivemos que virar o mapa no verso para achar a cidade em que estávamos é que nos demos conta de que estamos mesmo longe de casa. Mas na hora em que vimos um desenho numa placa é que percebemos que estamos em Goiás, mas na esquina que dá pra Tocantins e Bahia!

PS 3 – aqui pode ser quase o fim do mundo, mas celular pega de todas as operadoras e só estou tendo problema com a internet móvel da Vivo, meu modem puxa o sinal da Claro e lerdo pra caramba, por isso escrevo essa postagem na madrugada da sexta-feira para o sábado, mas ele deve ir para o Blog só quando chegarmos em Alto Paraíso, que é onde passaremos o dia.

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