2 de jan de 2013

Décimo e décimo primeiro dia de viagem - Poços de Caldas

Cedo tivemos que ir à cata de agulha e linha para costurar o alforje que quase perdemos na estrada. SE não fossem os fechos eu estaria sem roupas! O Branco fez um bom trabalho e tudo ficou bem. Também enviamos - via PAC - uma caixa com alguns itens que compramos e roupas sujas que não seriam nem lavadas e nem usadas mais por conta da vigem já estar no seu último estágio praticamente. Fiz seguro só por causa do elefantinho de pedra que eu amei :) Mas é sempre bom fazer. Fica a dica. 

Saímos de Ribeirão Preto (SP) logo cedo, encontramos um posto chamado Anhanguera onde há uma exposição permanente de motos antigas. Tudo muto organizado e um pastel de palmito de tirar o chapéu!

Passamos dentro duma cidade chamada Águas da Prata (SP), uma graça. Na volta passamos com mais calma e deu pra ver que também estava lotada de turistas.

Chegamos em Poços de Caldas (MG) sem reservar hotel. Havia quem apostasse que não iríamos encontrar vaga. Achamos. Um hotel e 72 anos, antigo, decadente, mas limpinho e honesto. Últimas duas vagas, para um casal que não se importasse com a falta de regalias: nós.

Passamos a tarde perambulando pela cidade e batendo um sem número de fotos. Apesar de o prefeito não ter conseguindo se reeleger - ter dado espaço para o PT voltar depois de oito anos agora com chapa pura - e ter abandonado o cuidado com as flores e canteiros da cidade a beleza e a organização é de encher os olhos.

Há charretes puxadas por cavalos que fazem passeios pelo centro na idade, isso me revirou o estômago. Disseram que os cavalos chegam a trabalhar 12 horas seguidas. Fui me informar. Um dos donos mostrou onde eles bebem água e confirmou a rotina de trabalho. Mas saiu em sua defesa dizendo que não são maltratados. "Muda de lugar com ele, então".

No outro dia o "maquinista" do trenzinho - esse eu fui, um jeep era "quem" puxava - me disse que hoje em dia há fiscalização e que há donos que possuem cinco animais que se revezam. Mas confirmou que há os que só possuem um. Pelo sim pelo não, boicotei.

Os cães de rua têm um vidão, perambulam bem faceiros pelas praças, dormem onde bem entendem e são amigos dos pipoqueiros e demais "costumeés" da cidade. São os cães de comunidade que sempre digo que existem e devem ser cuidados como tais.

Banheiros públicos limpíssimos, povo de uma gentileza com o turista que chega a espantar - depois vi placas em alguns lugares de uma campanha para fomentar este comportamento - comida boa e um comércio que deixa qualquer consumista maluca: de qualidade e barato.

Lugares de belezas naturais que vimos no segundo dia na cidade: Fonte dos Prazeres e Recanto Japonês. No teleférico não fomos: um dia chegamos atrasados e no outros fomos embora antes de abrir. Fica pra pŕoxima.

Como o hotel era super simples a ceia não seria diferente. Eu preferi ficar nas frutas que estavam saborosas. Digamos que foi uma experiência sociológica ver pessoas que nunca tiveram esta oportunidade, se enfiarem nas suas melhores roupas e participar de algo assim. Esse é o Brasil que o PIG diz estar uma droga, mas que os donos de hotéis negam por nunca terem tanto movimento como nos últimos anos.

Sentamos com um casal que há 50 anos atrás passaram a Lua de Mel no hotel. Uns queridos. De São Paulo. Cheios de histórias para contar. Ouvimos umas músicas cantadas por uma dupla que conseguiu atravessar todas as letras e que confessaram não saberem cantar "O Cara". Ganharam minha simpatia hehehe 

A vidada de ano passamos na praça. Não sou fã de fogos por conta dos animais, mas percebi um certo cuidado por parte de poder público em usar mais luzes do que sons. Duro é aguentar turista sem noção jogando morteiro no meio da praça. Uma hora me senti naquelas reportagens jornalísticas onde revoltosos são dispersados com bombas. Um perigo.Voltamos pro hotel porque o cansaço já estava nos derrubando.

Na terça-feira almoçamos na casa do dono dos amigos Renato e Michele (Jeca Joia e Jeca Girl - Revista Pró Moto) onde eles têm, na sua linda propriedade, alguns cães recolhidos de abandonos. Uma história chegou a ser publicada na Revista Seleções. O que era pra levar duas horinhas levou quatro! Saímos rumo a São Paulo atrasados e cientes que a programação naquela cidade se restringiria a comer algo e dormir.

Em Sampa chegamos na apartamento da Amanda e da Camila - onde só a Camila nos esperava -  largamos as coisas e saímos para comer. Na volta foi botar as fofocas em dia, tomar banho e cama, porque daqui a pouco saímos com destino a Joinville, a última cidade antes da nossa Herval d'Oeste.

Sobre a viagem: a moto tem apresentado um problema no carburador por conta de uma abastecida em MG com uma gasolina marca deabo, mas nada que o Branco não pare e não dê um jeito. E eu desde o segundo dia venho peleando com minha perna esquerda, cuja a circulação - ou a falta dela - tem me feito parar mais do que gostaria. A bunda vai bem, obrigada. Quadrada, mas bem srsrsrs


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