4 de abr de 2013

A REQUENTADA PESQUISA DA VEJA SOBRE "O BRASIL SER O PENÚLTIMO EM EDUCAÇÃO NO MUNDO":


"Brasil aparece em penúltimo em ranking de educação - Estudo leva em conta testes internacionais e coloca à frente do Brasil nações como Colômbia, Tailândia e México"
"Foram avaliados 39 países mais a região de Hong Kong."

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), existem 191 países.

Eita pesquisa boa.... 
Pode não estar aquela maravilha, mas só leitor da Veja pra acreditar em pesquisa encomendada...

Sugiro a leitura:

Reflexões Acerca da Educação Durante a Ditadura Militar Brasileira (1964-1985)


Segue um excerto, mas o trabalho todo é um primor:


"Entre os anos de 1964 a 1968, os presidentes militares: Humberto Alencar Castello Branco e Arthur da Costa e Silva junto aos americanos estabeleceram uma parceria, através do MEC, realizando doze acordos com a United States International for Development (USAID), realizado os acordos, fez com que esta parceria fosse tão significativa influenciando reformas e leis na área educacional brasileira. Os acordos MEC/USAID visavam o fortalecimento do ensino primário, a acessoria técnica dos americanos para o aperfeiçoamento de melhorias no ensino médio, modernização administrativa, universitária, entre outros setores incluídos nas ideologias previstas pólos acordos MEC/USAID (ROSA,2006).

Segundo Romanelli (1978), o agravamento da crise do sistema educacional, que já vinha de longa data, serviu como justificativa para os acordos entre MEC e a agência educacional dos Estados Unidos. Os conhecidos “Acordos MEC/USAID”, eram firmados com a AID (Agency for International Development), a qual daria assistência técnica e financeira para o sistema educacional brasileiro.

Os acordos MEC/USAID trouxeram mudanças dentro do sistema educacional - marcado por influência norte americana – que seriam um sustentáculo às reformas do ensino superior e posteriormente de 1º e 2º graus (VEIGA, 1989). Entre 1964 e 1968 foram realizados doze acordos  MEC/USAID, sendo que alguns desses vigoraram até o ano de 1971. Ocorreu, assim, um comprometimento da política educacional brasileira, pois, tudo o quanto se estabelecia era convencionado pelas determinações dos técnicos americanos (GHIRALDELLI, 2000).

O novo modelo educacional desenvolveu como característica um sistema educacional autoritário e domesticador (RIBEIRO, 2000). Para Aranha (1996), a política norte-americana direcionada ao Brasil se assenta em três pilares ideológicos: educação e desenvolvimento  ; educação e segurança  ; educação e comunidade.

O intuito da neutralidade científica foi inspirado nos princípios de racionalidade, eficiência e produtividade. Através desses, instalou-se nas escolas a divisão do trabalho com a mera justificativa de produtividade e verificou-se maior saliência na distância entre quem planeja e quem executa."

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