12 de jul de 2013

11 de julho – eu participei!

Ontem foi dia de luta. Luta séria, luta antiga. MST, Sindicatos e Movimentos Sociais se organizaram num evento único para reiterar suas lutas históricas. Aproveitaram que “o gigante acordou” e conclamaram a presença do povo para unir forças para um país mais justo, igualitário e solidário. Eu aceitei o convite.

As bandeiras foram compiladas numa lista única onde todos os brasileiros são contemplados. Mesmo não percebendo, não há um quesito que não influencie na vida de cada um de nós [apesar de alguns que aindainsistem em não admitir que a falta de terra para o pequeno agricultor pode afetar em muito o seu almoço do dia a dia...].

Hoje pela manhã busquei informações na imprensa para saber de notícias. Nem sei por que fiz isso, afinal era evidente que qualquer coisa vindo de quem nunca dormiu - MST, Sindicatos e Movimentos Sociais – não teria espaço, e se tivesse seria de modo distorcido. Antes tudo era solenemente ignorado, desta vez, dada a abrangência, não havia como fazê-lo... E lá vieram manchetes minimizando o número de envolvidos e maximizando os “prejuízos” à população em geral.

No dia de hoje está havendo reuniões para o balanço das manifestações, assim que um me cair à mão, publico aqui. Agora só posso dizer o que vi, o que presenciei.

Saí de Herval d'Oeste e me encontrei com o pessoal de Campos Novos – juntos nos encontramos com o resto do povo na praça de pedágio de Correia Pinto. Não fechamos a rodovia, muito pelo contrário, abrimos! Enquanto estivemos lá todo mundo passou direto, sem pagar pedágio. Não digo “de graça” porque se pagamos IPVA, rodar nas estradas nunca é de graça. Buzinas e acenos eram as demonstrações de apoio à nossa atividade.

Tudo transcorreu na maior paz. Almoço foi marmita pra todo mundo. Trabalhador senta junto, come o que tem, junto. Depois era tomar o rumo à Lages onde fizemos uma passeata e paramos em frente ao Banco do Brasil. Foi escolhido este este ponto por conta da liberação injusta de financiamentos para grandes e pequenos produtores. Os grandes sempre mais [...e a história se repetindo...].

Lá na frente a companheirada de luta fez uso da voz. O povo organizado ouvia e aplaudia. A nota triste, pra não dizer lamentável, foi o fechamentos das agências do Banco do Brasil no entorno da aglomeração. Policiais militares guardavam as portas negando acesso até mesmo para correntistas fazerem uso do caixa eletrônico. Eu fui uma delas.

Fica aqui o meu repúdio ao preconceito contra o povo trabalhador que sempre lutou pelos direitos básicos historicamente sonegados. Ontem lhes foi sonegado o acesso a um prédio público, Prédio este que deveria estar aí para todo o povo. Eu queria saber se para todas as manifestações este comportamento é repetido. Tanto menos ruim se for. Caso contrário a gravidade toma uma dimensão absurda. [Tá vendo aquele edifício ali, seu moço?...]

Eu estava lá. Minha bandeira do Partido dos Trabalhadores se fez presente. Ouvi as críticas ao Governo Federal me alinhando a muitas delas. São demandas justíssimas! Até hoje eu espero Reforma Agrária neste país gigante que deita em berço esplêndido, no solo do latifúndio improdutivo. Outras lutas também vêm sendo, se não negligenciadas, não obtendo êxito, ou pelo menos progredindo. Mas eu estava lá como petista que sou de sangue nas veias e estrela no peito.

Antes que você, leitor, venha me cobrar – ou até tentar zombar – sobre o PT estar lá, eu respondo: As lutas que nos levaram para as ruas são lutas históricas do Partido, mas do Partido e não de quem ocupa o Cargo de Chefe do Executivo, que não decide nada sozinho... Não vivemos numa Monarquia Absolutista. A voz o Rei não é lei. O PT está no governo, o PT não é o governo... E bem por isso o Plebiscito e a Reforma Política se encontram na lista de anseios do povo. As “forças ocultas" que impedem, emperram, negam direitos precisam perder espaço, governantes precisam pautar suas ações na vontade do povo e não na vontade dos que detêm o Capital.

Eu estava lá. Eu sonho com um Brasil melhor. Em 500 anos de história nunca tivemos um Brasil tão bom... Mas falta muito ainda! Ontem eu vi. A dívida histórica é muito grande anda, há muito a ser pago... Os credores? O índio, o negro, o sem terra, o trabalhador de piso de fábrica, o povo...

Um comentário:

  1. Mas é muito triste a gente ter que admitir que enviou a pessoa errada.
    Eu não sei o que o PODER faz com as pessoas. É nojento! É inadmissível. Mas o fato é que só mudam as moscas...

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